Exames

PARATORMÔNIO
Nome: PARATORMÔNIO

Sinonímia: PTH, molécula intacta do paratormônio

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Informar medicamentos em uso nos últimos 30 dias.

Valor de Referência: 16 a 87 pg/mL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de plasma EDTA gelado. A amostra deverá ser congelada rapidamente em tubo plástico logo após a coleta.

Interpretação Clínica: O PTH é um hormônio peptídeo sintetizado nas paratiróides. O principal mecanismo regulador do PTH é o cálcio sérico. Varia também com a função renal, e aumenta à medida que cai a filtração glomerular. No diagnóstico diferencial das hipercalcemias por excesso de PTH (hiperparatireoidismo primário) em que está elevado, ou na hipercalcemia de origem extra-paratireoidiana, em que está diminuído.
PEPTÍDEO C
Nome: PEPTÍDEO C

Sinonímia: Insulina C

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.

Valor de Referência: 1,1 a 5,0 ng/mL

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O peptídeo C é secretado juntamente com a insulina em proporções equimolares. Serve para avaliar a capacidade do paciente diabético de responder apenas à dieta ou ao uso dos hipoglicemiantes orais e no diagnóstico diferencial do insulinoma e da hipoglicemia iatrogênica (insulina alta com peptídeo C baixo).
PLAQUETAS, CONTAGEM DE
Nome: PLAQUETAS, CONTAGEM DE

Sinonímia: Pq

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso nos últimos 10 dias. Evitar coleta após intensos exercícios físicos. Informar doenças relacionadas com plaquetas (aumento ou diminuição) como tireopatias autoimunes, leucemias, artrite reumatóide, tuberculose, infecção aguda, deficiência de ferro, linfomas, alcoolismo, aumento do baço, sangramentos recentes de qualquer espécie. Informar uso de heparina, diuréticos, quimioterápicos.

Valor de Referência: 130.000 a 400.000 mL/mm³

Método: Automatizado

Instrução de Coleta: Coletar 3,0 ml de sangue total com EDTA + 1 esfregaço. A lâmina deve ser bem identificada imediatamente. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Rotineiramente indicado na avalição de trombocitose, plaquetopenias e alterações morfológicas de plaquetas em patologias congênitas ou adquiridas.
POTÁSSIO URINÁRIO
Nome: POTÁSSIO URINÁRIO

Sinonímia: K urina

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas: Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que jogou fora a urina do dia anterior (esta urina tem que ser colhida e guardada). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem. IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter a urina refrigerada.

Valor de Referência: 23 a 123 mEq/L

Método: Eletrodo íon seletivo

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas. Orientar o paciente a maneira correta de coletar a urina para evitar erros de dosagens. Refrigeração da amostra não é obrigatória.

Interpretação Clínica: Exame útil na avaliação do equilíbrio hidro-eletrolítico e ácido-básico para diferenciação das hipopotassemias, no sentido de indicar se a perda de potássio é renal.
PROGESTERONA
Nome: PROGESTERONA

Sinonímia: PRG, Prog.

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.A coleta deve ser realizada entre o 20º e 24º dia do ciclo menstrual ou conforme orientação médica.

Valor de Referência: ng/mL

Masculino: 0,3 a 0,9 

Feminino

Fase Folicular                               :  ND a  1,1

Média Folicular (Dias 5 a 11)         :  ND a  1,0

Meio de Ciclo                                 : 0,5 a  1,7

Fase Lútea                                     : 0,9 a 21,0

Meio da Lútea (Dias 7 a 8)             : 6,0 a 24,0

Pósamenopausa                             : ND a  1,0

Anticoncepcionais orais                  : 0,3 a  0,9

Método: Quimioluminescência


Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.



Interpretação Clínica: A progesterona é um esteróide produzido pelo corpo lúteo do ovário em maior quantidade na fase lútea. É importante na avaliação da existência de ovulação e integridade funcional do corpo lúteo, no acompanhamento da idade gestacional na gestação de alto risco e nos distúrbios menstruais.
PROLACTINA
Nome: PROLACTINA

Sinonímia: PRL

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.  Informar os medicamentos em uso nos últimos 30 dias. Se o material for colhido fora, manter em geladeira. Informar doenças caracterizadas por distúrbios hormonais, amenorréia, esterilidade ou galactorréia (saída de leite). Informar sobre uso de drogas como: metoclopramida, sulpiride, haloperidol, domperidona, ranitidina. O paciente deverá permanecer em repouso de 30 min., conforme orientação médica.

Valor de Referência: ng/mL

Feminino :  1,9 a 25,0

Masculino:  2,5 a 17,0

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A prolactina é um hormônio polipeptídico produzido pelas células da hipófise anterior. A dosagem de prolactina tem interesse no diagnóstico de tumores hipofisários (prolactinomas), na avaliação da amenorréia secundária, nos distúrbios menstruais associados ou não a galactorréia, nos casos de impotência no sexo masculino e hipogonadismo.
PROTEÍNA C
Nome: PROTEÍNA C

Sinonímia: nenhuma

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Informar a medicação

Valor de Referência: 70 a 140%

Método: Colorimetria utilizando substrato cromogênico sintético

Instrução de Coleta: Coletar 3,0 mL de plasma citratado. Separar, imediatamente, logo após a coleta e congelar. A amostra deve ficar sempre congelada.

Interpretação Clínica: A proteína C é um inibidor fisiológico da coagulação, sendo portanto, um anticoagulante natural. A deficiência congênita é caracterizada por trombose venosa recorrente. As principais causas da forma adquirida são: síndrome nefrótica, diabetes insulino-dependente, doenças hepáticas, fase aguda de angina pectoris, várias formas de coagulação intravascular disseminada.
PROTEÍNAS TOTAIS E FRAÇÕES
Nome: PROTEÍNAS TOTAIS E FRAÇÕES

Sinonímia: PTF, dosagem de albumina/globulina

Norma de Coleta: Jejum mínimo de 4 horas, não exceder 8 horas de jejum. A coleta de sangue deve ser realizada de preferência pela manhã devido às variações no decorrer do dia (circadianos). Informar doenças hepáticas, antecedente de asma, tumores linfóides (mieloma múltiplo), cirrose biliar, processos infecciosos, hepatite crônica, reações alérgicas, hepatopatias, síndrome nefrótica ou enteropatia com perda protéica.

Valor de Referência: g/dL

Proteína Total: 6,0 a 8,0

Albumina: 3,5 a 5,5

Globulinas: 1,4 a 3,2

Relação A/G: 1,4 a 2,2

Método: Biureto e Verde de Bromocresol

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Os níveis plasmáticos das proteínas totais sofrem variações de acordo com as alterações das suas várias frações. Sua concentração é influenciada pelo estado nutricional, hepático, renal e erros metabólicos. As hipoproteinemias podem ocorrer por defeito de síntese protéica (hepatopatias, desnutrição, analbuminemia hereditária) ou por perda protéica (síndrome nefrótica, enteropatias), desnutrição grave, anemias graves.
PROTEINÚRIA
Nome: PROTEINÚRIA

Sinonímia: Albuminúria

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas (ou amostra de uma micção,  a critério médico): Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que jogou fora a urina do dia anterior (esta urina tem que ser colhida e guardada). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter a urina refrigerada. Informar qual a doença do paciente.

Valor de Referência: 1 a 15 mg/dL ou 28 a 141 mg/24horas

Método: Colorimétrico

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas. Fornecer frascos com conservante ( HCl 50%, 20 ml/L). Orientar o paciente a maneira correta de coletar a urina para evitar erros de dosagens. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil em doença renal, infecção urinária, trombose da veia cava, insuficiência cardíaca, anemia e leucemias, cálculos urinários, rins policísticos, hiperaldosteranismo primário, infecções agudas, sífilis, toxemia gravídica, hemorragia do SNC, anemias graves e diabete melito.
PSA LIVRE
Nome: PSA LIVRE

Sinonímia: Antígeno Prostático Específico Livre

Norma de Coleta: Jejum 4 hs. Coletar antes do toque prostático.

- Aguardar 48 horas (2 dias) após relação sexuais, exercícios pesados, academia, bicicleta ergométrica ou não, equitação.

- Aguardar 72 horas (3 dias) pós toque retal ou sondagem uretral.

- Aguardar 7 dias (1 semana ) pós ultra-som transretal.

- Aguardar 15 dias (2 semanas  ) pós colonoscopia.

- Aguardar 30 dias (4 semanas) pós biopsia ou massagem prostática.

Valor de Referência: até 0,42 ng/mL

Porcentagem de PSA livre/PSA total:

< 20     : sugestivo de adenocarcinoma de próstata (A.C.P.)

> 20     : sugestivo de hiperplasia prostática benigna(H.P.B.)

Nota : A relação PSA livre/PSA total apresenta uma utilidade clínica para diferenciação dos valores de PSA situados entre 4,0 a 10,0 ng/mL. Fora deste intervalo de PSA total, não existe critér de interpretação para esta relação.

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A relação PSA livre tem sido usada para diagnóstico diferencial entre hiperplasia benigna e tumor maligno de próstata. Esta relação só deve ser empregada se o PSA total estiver entre 4,0 e 10,0 ng/mL.
PSA TOTAL
Nome: PSA TOTAL

Sinonímia: Antígeno Prostático Específico total

Norma de Coleta: Jejum de 4 hs. Coletar antes do toque prostático.

- Aguardar 48 horas (2 dias) após relação sexuais, exercícios pesados,  academia, bicicleta ergométrica ou não, equitação.

- Aguardar 72 horas (3 dias) pós toque retal ou sondagem uretral.

- Aguardar 7 dias (1 semana) pós ultra-som transretal.

- Aguardar 15 dias (2 semanas) pós colonoscopia.

- Aguardar 30 dias (4 semanas) pós biopsia ou massagem prostática.

Valor de Referência: 4,0 ng/ml

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O PSA é uma glicoproteína produzida pelas células epiteliais prostáticas, sendo secretada no líquido seminal onde está em maior concentração do que no soro de homens normais. A dosagem de PSA para diagnóstico de neoplasia maligna, tem poder discriminante muito baixo, havendo sobreposição em outros processos não neoplásicos, como prostatite e hiperplasia benigna da próstata. É um ótimo marcador para acompanhamento de pacientes que se submeteram a tratamento de câncer de próstata e também para recidiva de processo neoplásico.
PUNÇÃO ASPIRATIVA DE NÓDULO TIREOIDIANO
A prevalência de nódulos tireoidianos na população adulta varia de 4 a 7% pela palpação chegando de 17 a 50% com a utilização da ultrassonografia. Por volta de 5% dos nódulos tireoidianos são malignos. Portanto, precisamos de um método diagnóstico para avaliação destes nódulos e assim evitar cirurgias desnecessárias. O melhor método existente para classificação de um nódulo em benigno ou maligno é a punção aspirativa com agulha fina.

A punção aspirativa guiada por ultrassonografia tem algumas vantagens em relação à punção guiada por palpação: permite a avaliação de nódulos não palpáveis, possibilita a escolha da regiío do nódulo a ser puncionada quando se trata de um nódulo misto e permite selecionar os nódulos com características ultrassonográficas suspeitas de malignidade em uma tireóide multinodular.

Método: Inicialmente, realiza-se o exame ultrassonográfico para caracterizar os nódulos e escolher o local da punção.

Como o próprio nome diz a agulha utilizada para realização do exame é fina, portanto, não há necessidade de anestesia. O que pode ser utilizado é um anestésico tópico na pele. O processo incomoda menos do que uma injeção intramuscular.

Introduz-se a agulha na pele e identifica-a no monitor de ultrassonografia. Insere-se paralelamente ao transdutor do aparelho, em direção ao nódulo a ser puncionado. Quando a ponta da agulha está no lugar desejado realiza-se pressão negativa na seringa e faz-se movimentos repetitivos discretos de vai e vem para obtenção do material. Se necessário, o procedimento é repetido até obtenção de material adequado para análise.

O “National Cancer Institute” dos Estados Unidos promoveu uma conferência multidisciplinar em 2007 a fim de se discutir a classificação das punções aspirativas de tireóide. O resultado dessa reuniío foi a publicação do Sistema Bethesda para Laudos Citopatológicos de tireóide. Este sistema prevê a classificação das amostras em seis classes:

classe I – amostra não diagnóstica
classe II – benigno
classe III – atipia de significado indeterminado / lesão folicular de significado indeterminado
classe IV – suspeito de neoplasia folicular
classe V – suspeito de malignidade
classe VI – maligno
Classe I: material não suficiente para preencher os critérios de representatividade do parênquima tireoidiano. O procedimento deve ser refeito, porém, há possibilidade de o material ser insuficiente novamente.
Classe II: risco de malignidade de 0 a 3%.
Classe III: O termo indeterminado traduz uma incerteza se a lesão é maligna ou benigna e é resultado da limitação intrínseca do método citopatológico. Risco de malignidade entre 5 e 15%.
Classe IV: da mesma forma que na classe III, há a incerteza se a lesão é maligna ou benigna, porém, o risco de malignidade é maior, variando de 15 a 30%.
Classe V: Uma amostra é considerada suspeita de malignidade quando algumas características de malignidade estío presentes, mas os achados não são suficientes para um diagnóstico conclusivo. O risco de malignidade para esta categoria é de 60-75%.
Classe VI: todos os critérios para malignidade são preenchidos. O risco de malignidade nesta situação é de 97 a 99%.

Em qualquer das classes cabe ao médico decidir se faz opção pela cirurgia do nódulo.

Dr. Leonardo Marcassa Tucci
Endocrinologista
CRM 104.35


Voltar