Exames

FAN
Nome: FAN

Sinonímia: Fator anti-núcleo, anticorpos (Hep 2), anticorpos antinucleares

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.

Valor de Referência:

Núcleo  :  Não Reagente

Nucléolo : Não Reagente

Citoplasma : Não Reagente

Aparelho Mitótico :  Não Reagente

Placa Metafásica Cromossômica  : Não Reagente

Padrío :  Não Reagente

Método: Imunofluorescência Indireta em Células HEP-2

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil na avaliação de pacientes com suspeita clínica de doença auto-imune, especialmente LES e doença reumática sistêmica (onde a positividade chega a 95 % em pacientes não tratados).
FATOR REUMATÓIDE
Nome: FATOR REUMATÓIDE

Sinonímia: Látex, FR, Waaler Rose

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: Até 8 UI/mL – Não reagente

Método: Aglutinação em látex

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Fator reumatóide refere-se a um grupo de macroglobulinas que está presente  em cerca de 75% de pacientes com artrite reumatóide. Pode aumentar na senilidade, hepatopatias crônicas, sífilis, tuberculose, endocardite bacteriana, mononucleose, neoplasias e LES.
FERRITINA
Nome: FERRITINA

Sinonímia: Ferritina Sérica

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar história prévia de anemia ou hemorragia.

Valores de Referência: ng/mL 

Feminino :  6 – 159

Masculino: 28 – 397   

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A ferritina é a  principal proteína responsável pelo armanezamento de ferro, havendo uma relação direta entre o nível sérico e a quantidade de ferro armazenado. É um exame útil no diagnóstico e seguimento de anemias ferroprivas e na hemocromatose e porfirias (em que está aumentada). Seus níveis séricos podem aumentar em doenças crônicas, doenças hepáticas, neoplasias (leucemia, Hodgkin). Ferritin é também uma proteína de fase aguda. Proteína C reativa normal serve para excluir a elevação da ferritina como indicadora de reações de fase aguda.
FERRO - CAPACIDADE DE FIXAÇÃO DE FERRO
Nome: FERRO - CAPACIDADE DE FIXAÇÃO DE FERRO

Sinonímia: TIBC, Capacidade total de ligação do Ferro, CTLF

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas

Valor de Referência: 200 a 360 mg/dL

Método: Nefelometria

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Importantes nas anemias ferroprivas hipocrômicas e microcíticas. Melhor analisado em conjunto com dosagem de ferro, ferritina e siderofilina.
FERRO - CAPACIDADE LIVRE DE FIXAÇÃO
Nome: FERRO - CAPACIDADE LIVRE DE FIXAÇÃO

Sinonímia: Capacidade Latente de Combinação do Ferro, CLLF, LIBC

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.

Valor de Referência:

Masculino: 300 a 400 ug/dL

Feminino: 250 a 350 ug/dL

Método: Colorimétrico

Instrução de Coleta: Coletar 2,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Importante nas anemias ferroprivas hipocrômicas e microcíticas. Melhor analisado em conjunto com dosagem de ferro, ferritina e transferrina.
FERRO SÉRICO
Nome: FERRO SÉRICO

Sinonímia: Fe, Ferro

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Informar história prévia de anemia. A coleta deve ser realizada pela manhã preferencialmente, pois sofre variação circadiana.

Valor de Referência:

Masculino: 59 a 158 ?g/dL

Feminino : 37 a 145 ?g/dL

Método: Automação - Modular/Roche - Colorimétrico Ferrozina

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O ferro é o metal de transição mais importante do organismo humano. Circula como Fe III unido a uma proteína transportadora específica: a transferrina (ou siderofilina). Para uma melhor avaliação do metabolismo do ferro é importante realizar sua dosagem concomitantemente com a transferrina. O teste é útil na avaliação das anemias hipocrômicas microcíticas. Ferro baixo é encontrado em perdas sanguíneas, dieta inadequada, desnutrição, neoplasias, etc. Ferro aumentado é observado em terapêutica com ferro, hemosiderose, anemias hemolíticas, hepatite aguda, necrose hepática aguda.
FEZES - PESQUISA DE GORDURA FECAL
Nome: FEZES - PESQUISA DE GORDURA FECAL

Sinonímia: Gordura Fecal - Determinação (Sudam III), qualitativa

Norma de Coleta: Fezes recentes:

- máximo de 3 horas sem refrigerar ou refrigeradas até 12 horas após a coleta. Não fazer uso de laxantes, óleo de rícino e/ou supositórios.

- dieta com sobrecarga de gordura por 3 dias. Acrescentar à dieta habitual diária: azeite, creme de leite, manteiga, queijo prato. Evitar a mistura de urina com fezes. Eventualmente o médico pode solicitar a pesquisa sem a dieta.

Valor de Referência: Negativo

Método: Sudam III

Instrução de Coleta: Material - fezes recentes. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Auxiliar no diagnóstico das esteatorréia devido a deficiência da digestío e/ou absorção das gorduras, doença pancreática crônica, doença celíaca, enteropatias bacterianas e virais.
FEZES - PESQUISA DE LEUCÓCITOS
Nome: FEZES - PESQUISA DE LEUCÓCITOS

Sinonímia: Piócitos - Pesquisa e Contagem

Norma de Coleta: Fezes recentes sem conservantes. Enviar imediatamente ao laboratório mantendo a amostra refrigerada.

Valor de Referência: Ausente ou negativo

Método: Microscopia direta

Instrução de Coleta: Fezes recentes. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Confirmar a presença de infecção bacteriana. Na confirmação de processo infeccioso há necessidade de técnicas de isolamento ou cultura.
FEZES - PESQUISA DE SANGUE OCULTO
Nome: FEZES - PESQUISA DE SANGUE OCULTO

Sinonímia: Pesquisa de hemoglobina nas fezes

Norma de Coleta: Fezes recentes, sem conservantes. Grandes interferentes: sangramento menstrual, hemorróidas e bebidas alcoólicas.

Valor de Referência: Negativo

Método: Imunocromatográfico

Instrução de Coleta: Informar o recipiente que as fezes devem ser coletadas em frasco limpo e seco.

Interpretação Clínica: Auxiliar no diagnóstico de lesões com sangramento da mucosa de porções baixas do trato digestivo, especialmente do cólon como: colite, diverticulite, pólipos, câncer.
FEZES - PH FECAL
Nome: FEZES - pH FECAL

Sinonímia: Acidez fecal, reação das fezes

Norma de Coleta: Evitar uso de medicação tópica e talcos nas 24 horas que antecedem a coleta. As fezes devem ser recentes (máximo de 2 horas). Evitar contaminação com urina no ato da coleta.

Valor de Referência:

Acima de 4 anos:  6,5 a 7,5

de 1 a 4 anos:  5,6 a 7,5

Adultos:  5,5 a 8,0

Lactante em aleitamento materno: 5,0 a 6,0

Lactante em aleitamento com leite de vaca : 7,2 a 9,0

Método: Colorimétrico (papel indicador)

Instrução de Coleta: Orientar o paciente sobre a maneira correta de coletar o exame.

Interpretação Clínica: O pH das fezes é dependente da dieta alimentar, da fermentação  de açúcares no intestino e do seu teor de gordura. Se predominar a fermentação o pH será ácido e se predominar a putrefação será alcalino.
FEZES - PROTOPARASITOLÓGICO
Nome: FEZES - PROTOPARASITOLÓGICO

Sinonímia: Parasitológico

Norma de Coleta: Colher fezes em frascos com conservantes, fornecido pelo laboratório. Não usar antiparasitários, antidiarréicos, laxantes oleosos (como Nujol) antes da coleta do material, ou ainda conforme orientação médica.

Valor de Referência: Ausência de protozoários e de ovos e larvas de helmintos.

Método: Enriquecimento de Hoffmann

Instrução de Coleta: Fornecer frascos com conservante para o paciente. Se não for feita no mesmo dia, refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: O exame é útil no diagnóstico das parasitoses intestinais por ovos e larvas de helmintos e cistos de protozoários e na triagem das infecções intestinais.
FOSFATASE ALCALINA
Nome: FOSFATASE ALCALINA

Sinonímia: F Alc, Fa

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Para lactentes, colher antes da próxima mamada.

Valor de Referência: 60 a 279 U/L

Método: Colorimétrico

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro ou Plasma (Heparina). Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A fosfatase alcalina está presente em altas concentrações nos ossos, fígado, intestino e placenta. Indicador útil de doenças hepáticas e de doenças ósseas associadas com hiperatividade osteoblástica. Aumenta nas doenças hepáticas e do trato biliar, na metástase óssea, na acromegalia, no hipertireoidismo, no raquitismo, e outras. Diminui no hipotireoidismo, retardo de crescimento, desnutrição grave.
FÓSFORO NO SORO
Nome: FÓSFORO NO SORO

Sinonímia: P, fosfato, fosfatemia, fósforo inorgânico

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Para lactentes, colher antes da próxima mamada.

Valor de Referência:

Adultos                       :  2,5 a 4,8  mg/dL

Crianças

Menor que 1 ano         : Até 13,0   mg/dL

1 a 13 anos                 : 3,0 a 7,0   mg/dL

Método: Daly e Ertingshausen Modificado

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A homeostase do fósforo é mantida principalmente pela função renal, absorção intestinal, metabolismo ósseo e função da glândula paratireóide. O teste é útil no diagnóstico das hiperfosfatemia por insuficiência renal, hipotireioidismo, hipervitaminose D, osteosporose, acromeglia, mieloma e outras doenças. A diminuição do nível de fósforo provém da: hipovitaminose D (raquitismo), doenças do fígado, alcoolismo agudo.
FÓSFORO URINÁRIO
Nome: FÓSFORO URINÁRIO

Sinonímia: Fosfatúria

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas com conservante ácido HCl 50 % 20 mL/L urina para adultos ou 6,5 mL/L urina para crianças: O uso de conservante é obrigatório e deve ser colocado no frasco antes de iniciar a coleta. Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que jogou fora a urina do dia anterior (esta urina tem que ser colhida e guardada). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar  cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter a urina refrigerada. Não é necessário dieta.

Valor de Referência: 400 a 1.300 mg/24 h

Método: Automação - Modular/Roche

Instrução de Coleta: Fornecer ao paciente frasco para urina de 24 horas com conservante HCl 50% - 20 mL/L. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Teste útil na avaliação do balanço cálcio/fósforo do organismo. Excreção urinária aumenta em hiperparatireoidismo, acidose tubular renal, doença de Paget, síndrome de Fanconi.
FRUTOSAMINA
Nome: FRUTOSAMINA

Sinonímia: Proteína Glicosilada, Albumina glicosilada

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência: 122 a 285 ?mol/L

Método: Redução do NBT

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro ou plasma (Heparina ou EDTA). Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É uma proteína com meia vida curta, entre 2 e 3 semanas. Portanto este teste é útil no acompanhamento de controle metabólico do paciente diabético, além da hemoglobina glicosilada, principalmente durante a gestação. O teste não deve ser usado para diagnóstico de diabetes devido a sua pequena sensibilidade. Tem vantagem sobre a HbA1c por não ser influenciada por hemoglobinopatias.
FSH, HORMÔNIO FOLÍCULO ESTIMULANTE
Nome: FSH, HORMÔNIO FOLÍCULO ESTIMULANTE

Sinonímia: Gonadotrofina hipofisária FSH

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicação em uso e 1o. dia última menstruação. DUM - 1º dia da última menstruação

Valor de Referência: mUI/mL

Masculino                                :  0,7 - 11,1

Feminino

Fase Folicular                          :  2,8 -  11,3

Fase Folicular (Dias 2 a 3)       :  3,0 -  14,4

Meio Ciclo                               :  5,8 -  21,0

Fase Luteal                              :  1,2 -   9,0

Pós-menopausa (Preliminar)     : 21,7 - 153,0

Pós-menopausa (TSE)              :  9,7 - 111,0

Anticoncepcionais orais            :   ND -   4,9

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O FSH é um hormônio glicoprotéico produzido pela hipófise sob influência do fator liberador hipotalâmico (LHRH), ganhando a circulação em pulsos (não tío evidentes como os de LH, devido a uma maior vida média desta molécula). O FSH estimula os folículos ovarianos na mulher e a espermatogênese no homem e se eleva nas deficiências ovarianas ou testiculares. Pode aumentar quando há comprometimento da espermatogênese, menopausa, hipogonadismo primário, tumores hipofisários. Diminui na síndrome dos ovários policísticos, deficiência hipofisária, produção ectópica de esteróides.
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