Exames

CÁLCIO NO SORO
Nome: CÁLCIO NO SORO

Sinonímia: Ca, Calcemia, Cálcio total

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.

Valor de Referência: 8,1 a 10,4 mg/dL

Método: Arsenazo III

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Valores aumentados: hiperparatiroidismo, neoplasmas com metástase óssea, alguns casos de câncer de pulmío, rins, bexiga, mieloma múltiplo. Valores diminuídos: hipoparatireoidismo idiopático ou pós-cirúrgico, pseudohipoparatireoidismo, déficit de vitamina D, insuficiência renal crônica.
CATECOLAMINAS PLASMÁTICAS
Nome: CATECOLAMINAS PLASMÁTICAS

Sinonímia: Epinefrina ou adrenalina, norepinefrina ou noradrenalina,  dopamina

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. A critério médico, se possível suspender medicamentos como: Aldomet, Propranolol, L-dopa, Efortil.

Valor de Referência:

Epinefrina (Adrenalina): Até 85 pg/mL

Dopamina: Até 84 pg/mL
Norepinefrina (Noradrenalina): Até 420 pg/mL
Método: HPLC (Cromatografia Líquida de Alta Performance)

Instrução de Coleta: As catecolaminas plasmáticas são extremamente lábeis. Sangue: deixar o paciente em repouso no mínimo por 30 minutos. Após, coletar 10 mL de sangue com heparina, homogeneizar cuidadosamente e, imediatamente, transferir para um tubo especial, pré-congelado contendo 120 uL de solução EGTA/GSH (glutationa reduzida). Inverter o tubo lentamente por alguns minutos para uma mistura adequada, SEM AGITAR Centrifugar rapidamente e transferir o plasma para um tubo plástico mantido gelado.

Interpretação Clínica: As catecolaminas (epinefrina, norepinefrina e dopamina) são hormônios da medula supra-renal. Sua principal indicação clínica é no diagnóstico do feocromocitoma. Contudo, parece haver melhor valor preditivo para o diagnóstico de feocromocitoma medindo as catecolaminas urinárias.
CATECOLAMINAS URINÁRIAS
Nome: CATECOLAMINAS URINÁRIAS

Sinonímia: Epinefrina ou Adrenalina, Norepinefrina ou Noradrenalina,  Dopamina

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas. Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter urina refrigerada. O paciente, ao acordar pela manhã, deve desprezar a primeira urina esvaziando totalmente a bexiga, e anotar o horário exato. A partir deste horário, guardar todas as micções rigorosamente nos frascos (se possível no mesmo frasco) até a manhã seguinte no mesmo horário, completando 24 horas. Aproximadamente ½ hora antes de guardar a última micção tomar 2 copos de água. É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

Dieta: O paciente deverá permanecer 12 horas sem fumar, não ingerir álcool, refrigerantes de coca, café, chá, chocolate, banana, baunilha. O paciente deverá permanecer 7 dias sem ingerir medicamentos abaixo, conforme orientação médica: descongestionantes nasais, broncodilatadores, alfa-metil-dopa (Aldomet ), antidepressivos tricíclicos, Lexotan, L-dopa, tetraciclina, cloropromazina, Efortil.

Valor de Referência:

Adrenalina - Epinefrina:
Valor de referência: 4 a 20 µg/24h
Noradrenalina - Norepinefrina:
Valor de referência: 23 a 105 µg/24h
Dopamina:
Valor de referência: 190 a 450 µg/24h

Método: HPLC ( Cromatografia Líquida de Alta Performance)

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas. Orientá-lo sobre a coleta. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: A dosagem é útil no diagnóstico de feocromocitoma, neuroblastoma, ganglioneuroma (doenças da medula supra-renal). Monitorização de recidiva tumoral ou remoção completa. A relação noradrenalina/adrenalina normalmente é 4 a 5. Tumores pequenos diminuem e os grandes aumentam este valor.
CAXUMBA- SOROLOGIA IGG E IGM
Nome: CAXUMBA- SOROLOGIA IgG e IgM

Sinonímia: Anticorpos anti-caxumba, "mumps" ou parotidite

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.

Valor de Referência:

Não reagente - Até 0,100
Indeterminando - 0,100 a 0,200
Reagente - Maior que 0,200

Método: Imunofluorescência indireta

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil no diagnóstico da parotidite (popularmente caxumba). Os anticorpos IgG positivos podem ser diagnóstico de imunidade pregressa (duradoura) ou doença ativa. Neste caso é necessário investigar os anticorpos IgM. Se IgM positivo: indica infecção recente e se mantém por 1 a 3 meses. Em casos de vacinas estes anticorpos não estío presentes.
CD4 E CD8, LINFÓCITOS T - AUXILIADORES (HELPER) E SUPRESSORES
Nome: CD4 e CD8, LINFÓCITOS T - AUXILIADORES (HELPER) E SUPRESSORES

Sinonímia: OKT4 e OKT8, subtipagem de linfócitos, subpopulação linfocitária

Norma de Coleta: Jejum 4 horas

Valor de Referência:

0 a 6    meses:               50 a 57%         2800 a 3900 mm3
6 a 12  meses:              49 a 55 %         2600 a 3500 mm3
12 a 18 meses:             46 a 51 %         2300 a 2900 mm3
18 a 24 meses:             42 a 48 %         1900 a 2500 mm3
24 a 30 meses:             38 a 46 %         1500 a 2200 mm3
30 a 36 meses:             33 a 44 %         1200 a 2000 mm3
Maior 3 anos:              27 a 57 %         560 a 2700 mm3

Método: Citometria de fluxo com anticorpos monoclonais marcados

Instrução de Coleta: Coletar 10,0 mL de sangue total com EDTA. Observar se o paciente também tem hemograma, pois este é importante na realização do exame. IMPORTANTE: manter em temperatura ambiente. Não transportar em gelo.

Interpretação Clínica: Teste útil na avaliação das imunodeficiências, nas quais ocorrem alterações dos linfócitos T auxiliadores e linfócitos T supressores, como por exemplo, na AIDS (Síndrome de imunodeficiência adquirida). Nestes casos, o vírus HIV é especialmente citotóxico para as células CD4, provocando redução de seu número e conseqüentemente redução do índice CD4/CD8. A determinação do percentual dos linfócitos CD4 é mais importante do que a própria relação CD4/CD8 para avaliar o estado imunológico do paciente imunodeficiente e para auxiliar na decisão da introdução de terapêuticas específicas.
CEA
Nome: CEA

Sinonímia: Antígeno cárcino-embrionário

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Anotar medicação em uso.

Valor de Referência:

Fumantes: Até 5,0 ng/mL
Não fumantes: Até 10 ng/mL

Método: Eletroquimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Utilizado como marcador tumoral para o acompanhamento de pacientes no pós-operatório, pois a elevação do CEA pode indicar recidiva do tumor. O CEA não deve ser utilizado para diagnóstico de neoplasias, devido à sua baixa especifidade. É marcador para seguimento quando associado com outro marcador para câncer coloretal, trato digestivo (CA19-9), mama (CA15-3). Processos inflamatórios gastrointestinais podem aumentar os níveis séricos de CEA.
CERULOPLASMINA
Nome: CERULOPLASMINA

Sinonímia: Cobre Oxidase

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: 15 a 60 mg/dL

Método: Nefelometria

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A ceruloplasmina é uma proteína de fase aguda, podendo apresentar níveis elevados em tumores, inflamações agudas e crônicas (artrite reumatóide, LES, necrose tubular, infarto do miocárdio, hepatites, doença de Hodgkin, etc). Útil no diagnóstico da doença de Wilson. Cerca de 95% do cobre plasmático está ligado à ceruloplasmina. A atividade desta proteína é aumentada pelo uso de estrógenos e fenitoína.
CHAGAS, MACHADO GUERREIRO
Nome: CHAGAS, MACHADO GUERREIRO

Sinonímia: Reação de Fixação de Complemento para T.cruzi

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: Não reagente

Método: Imunoensaio Enzimático

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Diagnóstico da doença de Chagas (infestação pelo Trypanosoma cruzi). Devido a reações cruzadas podem ter resultado falso positivo, característico do método. Portanto, é sempre aconselhável a realização de dois testes.
CHAGAS, SOROLOGIA
Nome: CHAGAS, SOROLOGIA

Sinonímia: Trypanosoma cruzi.

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas recomendável

Método: Imunofluorescência Indireta – IgM
Valor de referência: Não reagente
Método: Imunofluorescência Indireta - IgG 
Valor de referência: até 1/20
Método: Hemaglutinação
Valor de referência: Não reagente (inferior a 1/40)

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro.

Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Diagnóstico da doença de Chagas (infestação pelo Trypanosoma cruzi). Devido a reações cruzadas podem ter resultado falso positivo, característica do método.  Portanto a organização mundial de saúde (OMS) preconiza a utilização de pelo menos dois métodos diferentes para o diagnóstico laboratorial da doença de chagas.
CICLOSPORINA
Nome: CICLOSPORINA

Sinonímia: Ciclosporina A, ciclosporina monoclonal

Norma de Coleta: Colher de preferência antes da próxima dose da ciclosporina ou conforme orientação médica. Informar se está em uso de Sandimun ou outros medicamentos. Nestes casos anotar horário do último comprimido. Jejum de 6 horas.

Valor de Referência: 150 a 300 ng/mL

Método: Imunoensaio de Fluorescencia Polarizada (FPIA)

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Útil no acompanhamento de pacientes transplantados ou com doenças auto-imunes e que se tratem com ciclosporina (para ajustar a dose da droga).
CISTINA
Nome: CISTINA

Sinonímia: Cistinúria

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas: retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que havia desprezado a urina do dia anterior (esta última urina tem que ser colhida e guardada junto às demais coletadas). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter a urina refrigerada. Não é necessário dieta.

Valor de Referência: 5.000 a 14.000 U/L

Método: Enzimático - Ellmannn

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas, ou amostra isolada. Fornecer ao paciente frascos (urina de 24 horas). Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil de cálculos renais. Cistinúria é devido a um distúrbio de origem hereditária no qual o transportador de aminoácidos tubular renal (cistina, lisina, arginina e ornitina) não é suficientemente efetivo e acarreta aumento na concentração urinária de cistina.
CITOMEGALOVÍRUS
Nome: CITOMEGALOVÍRUS

Sinonímia: CMV, anticorpos anti-citomegalovírus

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Informar se está grávida ou se fez este exame anteriormente

Valor de Referência:

IgG

Não reagente: < 0,4 UI/mL
Indeterminado: 0,4 a 0,6 UI/mL
Reagente: > 0,6  UI/mL

IgM 

Não reagente: < 15,0 UI/mL
Indeterminado: 15 a 30 UI/mL
Reagente: > 30 UI/mL

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Importante para o diagnóstico de infecções, avaliação imunológica do paciente em relação ao vírus do citomegalovírus. Normalmente é uma doença viral benigna, exceto em imunotransplantados, imunodeficientes e no 1º mês de gravidez (pois pode levar a malformações fetais). A presença de IgM relaciona-se com infecção aguda, primária, reativação ou re-infecção. Essa metodologia não se aplica a recém-nascidos.
CKMB
Nome: CKMB

Sinonímia: Creatinoquinase cardiaca, Isoenzima cardíaca

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: Até 24 U/L

Método: Cinético UV

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É uma isoenzima encontrada principalmente no músculo cardíaco. A sua determinação é bastante específica para o diagnóstico do infarto do miocárdio e miocardites. Os valores máximos ocorrem cerca de 12 horas após a ocorrência do infarto, surgindo de 4-6 horas após a isquemia.
CLAMÍDIA-SOROLOGIA
Nome: CLAMÍDIA-SOROLOGIA

Sinonímia: Chlamydia trachomatis

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.

Valor de Referência:

Anticorpos IgG

Masculino: Até 1/16
Feminino: Até 1/64
Anticorpos IgM:  Até 1/18

Método: Imunofluorescência indireta

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Útil no diagnóstico de infecção causada por clamídias (doença sexualmente transmissível mais prevalente). A maioria das mulheres apresenta infecção assintomática, podendo levar a doença inflamatória pélvica, infertilidade e gravidez ectópica. Não é adequada para a detecção dos anticorpos anti-Clamydia pneumoniae.
CLEARANCE DE CREATININA
Nome: CLEARANCE  DE CREATININA

Sinonímia: Depuração de Creatinina, Ritmo de Filtração Glomerular

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas para coleta de sangue e urina de 24 horas. Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral O paciente, ao acordar pela manhã, deve desprezar a primeira urina esvaziando totalmente a bexiga, e anotar o horário exato. A partir deste horário, guardar todas as micções rigorosamente nos frascos (se possível no mesmo frasco) até a manhã seguinte no mesmo horário, completando 24 horas. Aproximadamente ½ hora antes de guardar a última micção tomar 2 copos de água. É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem. A entrega da amostra de urina não deve ultrapassar 72 horas. Informar peso e altura.

Valor de Referência:

Homens   : 85 a 137 ml de plasma/min/1,73 m2
Mulheres : 75 a 129 ml de plasma/min/1,73 m2
Crianças : 70 a 140 ml de plasma/min/1,73 m2

Método: Colorimétrico

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro e a urina de 24 horas.

Interpretação Clínica: Teste útil na avaliação da função renal, pois analisa a taxa de filtração glomerular. A depuração está diminuída em nefropatias agudas e crônicas. Pode estar aumentada em diabetes, hipertireoidismo, acromegalia.
CLORO NO SORO
Nome: CLORO NO SORO

Sinonímia: Cloremia, Cl

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência: 96 a 107 meq/L

Método: Potenciométrico - Íon seletivo

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É um dos íons responsáveis na manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico. Aumenta nas desidratações hipertônicas, acidoses tubulares, pielonefrite, em diarréias com grandes perdas de bicarbonato. Diminui quando há vômitos, aspiração gástrica, nefrite com perda de sal, acidose metabólica, insuficiência adrenal.
COAGULOGRAMA
Nome: COAGULOGRAMA

Sinonímia: TS, TC, TTPa, TP, Plaquetas

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicação em uso nos últimos 10 dias, especialmente, antibióticos, aspirina, heparina e anticoagulantes orais (marevam, clexane, liquemine, etc). Informar a dosagem. No caso de controle da anticoagulação oral, o paciente deve tomar o medicamento e fazer a coleta sempre no mesmo horário. Informar testes de coagulação alterados previamente.

Valor de Referência:

TEMPO DE SANGRIA - TS 1 a 3 minutos

Método:  Duke

TEMPO DE COAGULAÇíO - TC 2 a 12 minutos
Método:  Lee - White

TEMPO DE PROTROMBINA
Tempo de Protrombina: 12,5 a 15,5 segundos
Atividade Protrombina: 70 a 120 % 

Método: Técnica de Quick

TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL - TTPA 24 a 45 segundos 

Método:  Técnica de Bell - Alton

PLAQUETAS 120.000 a 400.000/mm3

Instrução de Coleta: Coletar 5,0 mL de sangue total citratado. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Este perfil é útil para avaliação hemostática pré-operatória e nos distúrbios hemorrágicos, incluindo no uso de anticoagulantes. Pode detectar deficiências de fatores de coagulação e defeitos vasculares.
COBRE NO SORO
Nome: COBRE NO SORO

Sinonímia: Cu, Cupremia

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência:

Masculino: 70 a 140 ug/dL

Feminino: 85 a 155 ug/dL

Método: Enzimático

Instrução de Coleta: 2,0 mL de soro

Interpretação Clínica: Exposição ocupacional ao cobre e na doença de Wilson (ver ceruloplasmina).
COLESTEROL TOTAL E FRAÇÕES
Sinonímia: Colesterolemia

Norma de coleta: Jejum obrigatório de 8 horas.

Valores de Referência: 
De 2 a 19 anos:
Desejável: menor que 150 mg/dL
Limítrofe: de 150 a 169 mg/dL
Elevado: maior ou igual a 170 mg/dL
Acima de 20 anos:
Desejável: menor que 200 mg/dL 
Limítrofe: de 200 a 239 mg/dL
Alto: maior ou igual a 240 mg/d 
Valores de referência segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose - 2013

Método: Enzimático colorimétrico 

Instrução de coleta: Coletar amostra em tubo gel. Encaminhar amostra sob refrigeração, de 2ºC a 8ºC.

Interpretação Clínica: Avaliação de risco de desenvolvimento de doença cardíaca coronariana (DCC); diagnóstico e monitoramento de tratamento de estados hiperlipidêmicos primários ou secundários; avaliação da função hepática. O colesterol é uma espécie de álcool encontrado quase exclusivamente em animais. Quase todas as células e tecidos contêm alguma quantidade de colesterol, que é utilizado na fabricação e reparo de membranas celulares, síntese de moléculas vitais como hormônios e vitaminas. No organismo pode ocorrer a partir de ingestío ou metabolismo interno por transformação de outras moléculas. A regulação dos estoques corpóreos depende de mecanismos metabólicos e ingestío. No corpo, cerca de 70% do colesterol está imobilizado em pools teciduais na pele, tecido adiposo e células musculares, entre outros, e o restante forma um contingente móvel circulante no sangue, entre fígado e tecidos. Na circulação sanguínea, normalmente cerca de dois terços do colesterol está esterificado, ligado a lipoproteínas (HDL, LDL, IDL, VLDL), e um terço na forma livre. Os níveis séricos desejáveis de colesterol situam-se abaixo de 200 mg/dL. Níveis entre 200 e 239 mg/dL são considerados intermediários, e níveis acima de 240 mg/dL em mais de uma ocasiío são considerados hipercolesterolêmicos. Pacientes cujas dosagens de colesterol resultam superiores a 200 mg/dL devem receber assistência no sentido de tentar reduzir seus níveis, reduzindo o risco de doença cardíaca coronariana futura. Contudo, é digno de nota que os níveis de colesterol, apesar de representarem fator de risco independente para o desenvolvimento de DCC, não são o único fator de risco descritos para a doença: sexo, idade, tabagismo, história familiar, níveis baixos de colesterol HDL, obesidade e diabetes mellitus são outros possíveis fatores de risco associados. Indivíduos com idade mais avançada devem ser avaliados com critérios mais flexíveis. Valores aumentados: hipercolesterolemia idiopática, hiperlipoproteinemias, estados obstrutivos biliares, doença de von Gierke, hipotireoidismo (fator importante, especialmente em mulheres de meia idade em diante), nefrose, doença pancreática, gravidez, uso de medicamentos (esteróides, hormônios, diuréticos, etc), jejum muito prolongado que induza cetose. Valores diminuídos: dano hepático, hipertireoidismo, desnutrição, doenças mieloproliferativas, anemias crônicas, terapia com cortisona ou ACTH, hipobetalipoproteinemia, abetalipoproteinemia, doença de Tangier, processos inflamatórios crônicos e medicamentos (alopurinol, tetraciclina, eritromicina, isoniazida, inibidores da MAO, androgênios, cloropropramida, climifeno, fenformin, clofibrato, azatioprina, kanamicina, neomicina, estrogênios orais, colestiramina, agentes hipocolesterolemiantes como lovastatinas, simvastatinas, pravastatinas, atorvastatinas e similares). Interferentes: o uso de certos medicamentos e drogas, bem como a ingestío de bebidas alcoólicas pode estar associado ao encontro de valores alterados de colesterol total sérico. De modo ideal, a avaliação do colesterol total sérico deve ser realizada após pelo menos uma semana com dieta habitual mantida, sem o uso de bebidas alcoólicas ou exercícios. Em geral, recomenda-se que as coletas de determinações periódicas (ou check-ups) não sejam realizadas nas segundas ou terças-feiras.


Nome: HDL COLESTEROL 

Sinonímia: HDL

Norma de coleta: Jejum obrigatório de 8 horas.

Valor (es) de Referência:
De 2 a 19 anos: Maior ou igual a 45 mg/dL
Acima de 20 anos: Maior ou igual a 40 mg/d
Valores de referência segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose - 2013

Método: Enzimático colorimétrico

Instrução de coleta: Coletar amostra em tubo gel; Encaminhar amostra sob refrigeração, de 2ºC a 8ºC.

Interpretação Clínica: avaliação de risco cardíaco; diagnóstico e monitoramento de estados dislipidêmicos. Os HDL são as menores lipoproteínas encontradas no organismo humano. São sintetizados pelo fígado e intestino, sendo compostos por uma associação entre componentes lipídicos, fosfolipídicos e proteínas. As principais apoproteínas (fração protéica do HDL colesterol) são Apo-AI e Apo-AII, além de Apo-C e Apo-E. O HDL carrega cerca de 20-35% do colesterol plasmático total, sendo o responsável pelo transporte reverso do colesterol (dos tecidos ao fígado). Conhecido como "bom colesterol", é desejável que seus níveis sejam o mais elevados possíveis. Níveis reduzidos de HDL estío relacionados a um maior risco de desenvolvimento de doença cardíaca coronariana, como fator de risco independente, pois se associam fisiologicamente a uma menor deposição de lipídeos em placa ateromatosa. Assim valores de 55 mg/dL para homens e 45 mg/dL para mulheres são considerados ponto de corte para risco cardíaco: abaixo deste ponto há um risco estatístico crescente inversamente proporcional aos níveis, e acima, da mesma forma, há uma condição "protetiva" para doença cardíaca. Valores aumentados: manutenção periódica de exercícios físicos, uso moderado de álcool (em especial vinho e substâncias contendo antioxidantes), tratamento de insulina, terapia de reposição hormonal em mulheres, dislipidemias (hiperalfalipoproteinemia familiar, hipobetalipoproteinemia familiar), uso de certos medicamentos (lovastatina, simvastatina, pravastatina, atorvastatina e similares, etc). Valores diminuídos: stress, obesidade, sedentarismo, história familiar, tabagismo, diabetes mellitus, hipo e hipertireoidismo, doença hepática, nefrose, uremia, doenças crônicas e mieloproliferativas, dislipidemias (hipertrigliceridemia familiar, hipoalfalipoproteinemia familiar), doença de Tangier homozigota, deficiência familiar de LCAT, deficiência familiar de HDL e apolipoproteínas associadas, uso de certos medicamentos (esteróides, diuréticos tiazídicos, bloqueadores beta-adrenérgicos, probucol, neomicina, fenotiazinas, etc).


Nome: LDL COLESTEROL 

Sinonímia: LDL - col

Norma de coleta: Jejum obrigatório de 8 horas.

Valor(es) de Referência:
De 2 a 19 anos:
Desejável: menor que 100 mg/dL
Limítrofe: de 100 a 129 mg/dL
Elevado: maior ou igual a 130 mg/dL
Acima de 20 anos:
Ótimo: menor que 100 mg/dL 
Desejável: de 100 a 129 mg/dL
Limítrofe: de 130 a 159 mg/dL
Alto: de 160 a 189 mg/dL
Muito elevado: maior ou igual a 190 mg/dL
Valores de referência segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose - 2013.

Método: Calculado pela Fórmula de Friedewald. A aplicação da estimativa por esta fórmula restringe-se a indivíduos com trigliceridemia inferior a 400 mg/dl.

Instrução de coleta: Jejum obrigatório; 
- Coletar amostra em tubo gel; 
- Aguardar 30 min para retração do coagulo; 
- Realizar a centrifugação em 3.200 RPM por 12 min; 
- Encaminhar amostra sob-refrigeração, de 2ºC a 8ºC.

Interpretação Clínica: avaliação de dislipidemias; avaliação de risco para doença coronariana. As lipoproteínas de baixa densidade (LDL - low density lipoproteins) são sintetizadas no fígado, sendo responsáveis pelo transporte do colesterol a partir do fígado para os tecidos periféricos. Valores aumentados: risco de doença cardíaca coronariana, hipercolesterolemia familiar, hiperlipidemia familiar combinada, diabetes mellitus, hipotireoidismo, síndrome nefrótica, insuficiência renal crônica, dieta hiperlipídica, gravidez, mieloma múltiplo, porfiria, anorexia nervosa, uso de medicamentos (esteróides anabolizantes, beta-bloqueadores anti-hipertensivos, progestina, carbamazepina, entre outros). Valores diminuídos: doença crônica, abetalipoproteinemia, uso de estrogênios.


Nome: VLDL COLESTEROL 

Sinonímia: VLDL 

Norma de coleta: Crianças até 1 ano completo: jejum de 3 horas ou intervalo entre as mamadas no caso de bebês. 
- Crianças com mais de 1 e 01 dia a 5 anos completos: jejum de 6 horas. 
- Crianças com mais de 5 anos e 01 dia e Adultos jejum mínimo de 12 horas e máximo de 14 horas.

Valor(es) Referência:
De 2 a 19 anos, desejável: Até 20 mg/dL
Acima de 20 anos, desejável: Menor que 30 mg/dL
Valores de referência segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose - 2013.

Método: VLDL-colesterol é calculado conforme o Lipid Research Clinics Program.

Instrução de coleta: Soro ou plasma. Encaminhar amostra sob-refrigeração, de 2ºC a 8ºC. 

Interpretação Clínica: avaliação de risco cardíaco. Extraído por cálculo dos triglicérides.
COMPLEMENTO C3
Nome: COMPLEMENTO C3

Sinonímia: Componente C3 do complemento

Norma de Coleta: Jejum 8 horas

Valor de Referência: 90 a 200 mg/dL

Método: Nefelometria

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É útil para a avaliação portadores de doenças que evoluem com a presença de imunocomplexos em que há consumo de complemento: LES, glomerulonefrites e em estados inflamatórios agudos.
COMPLEMENTO C4
Nome: COMPLEMENTO C4

Sinonímia: Componente C4 do complemento

Norma de Coleta: Jejum 8 horas

Valor de Referência: 15 a 45 mg/dL

Método: Nefelometria

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Útil para avaliação de deficiência congênita do complemento e em doenças como: LES, doença do soro, glomerulonefrites,  nas quais indica atividade.
COMPLEMENTO TOTAL
Nome: COMPLEMENTO TOTAL

Sinonímia: Complemento do CH-50, atividade hemolítica do complemento

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas

Valor de Referência: ? 60 U/CAE

Método: Enzimaimunoensaio (Elisa)

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil na avaliação do sitema complemento em pacientes portadores de doenças formadoras de imunocomplexos tais como: lúpus eritematoso sistêmico (LES), nefrite pós-estreptocócica, doença do soro, crioglobulinemias mistas. No caso de LES, sua diminuição indica atividade da doença.
COOMBS DIRETO
Nome: COOMBS DIRETO

Sinonímia: Pesquisa de Sensibilização Eritrocitária

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas recomendável.

Valor de Referência: Negativo ou ausência de anticorpos.

Método: Gel aglutinação

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de sangue total com EDTA.

Interpretação Clínica: O teste é útil na investigação das anemias hemolíticas auto-imunes, por isoimunização materno-fetal ou pós transfusional. Falsos positivos ocorrem com o uso de penicilinas, cefalosporinas, sulfonamidas, tetraciclinas, insulina.
COOMBS INDIRETO
Nome: COOMBS INDIRETO

Sinonímia: Pesquisa anticorpos irregulares

Norma de Coleta: Não é necessário jejum.

Valor de Referência: Ausência de anticorpos ou negativo

Método: Gel centrifugação

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A pesquisa do Coombs indireto detecta frações do complemento ligadas às hemácias (anticorpos anti-eritrocitários) o que pode levar à hemólise. Este teste faz parte da rotina de exames no pré-natal de gestantes Rh negativas.
CORPOS CETÔNICOS, PESQUISA NA URINA
Nome: CORPOS CETÔNICOS, PESQUISA NA URINA

Sinonímia: Cetonúria, Acetona

Norma de Coleta: Urina amostra isolada recente

Valor de Referência: Negativo ou não reagente.

Método: Fita Reativa Bayer - Nitroprussiato qualitativo

Interpretação Clínica: Corpos cetônicos na urina podem aparecer em jejum prolongado, vômitos, febre, hipoglicemia, diabetes mellitus, alcoolismo agudo. Em pacientes diabéticos é de grande importância, pois levam a um distúrbio no balanço ácido/básico causando acidose.
CORTISOL
Nome: CORTISOL

Sinonímia: Composto F, Hidrocortisona, 17 OH no sangue

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicação em uso. Colher preferencialmente entre 7 e 9 horas da manhã, pois sofre ritmo circadiano (incluir coleta ao anoitecer para obtenção do ritmo).

Valor de Referência:

Pela manhã:  5 a 25 ?g/dL

À noite:  aproximadamente metade dos valores da manhã

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro.

Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O cortisol é o principal glucocoticóide produzido pelo córtex da adrenal no ser humano em resposta ao estímulo do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH). Sua principal indicação é no diagnóstico da síndrome de Cushing (hiperfunção da adrenal). Baixas concentrações ocorrem na doença de Addison e nos defeitos de síntese adrenal responsáveis por puberdade precoce, genitália ambígua e hiperplasia adrenal congênita.
CORTISOL URINÁRIO
Nome: CORTISOL URINÁRIO

Sinonímia: Cortisol Livre

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas: Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que jogou fora a urina do dia anterior (esta urina tem que ser também colhida e guardada). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter a urina refrigerada.

Valor de Referência:

Criança: 2 a 27 ?g/24 horas

Adolescente: 5 a 55 ?g/24 horas

Adulto: 10 a 90 ?g/24 horas

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar urina de 24 horas.

Interpretação Clínica: Exame útil na avaliação das adrenais, hiperfunção (síndrome de

Cushing). Está diminuído nos casos de insuficiência adrenal primária ou secundária.
CPK
Nome: CPK

Sinonímia: Creatinoquinase, CK

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência:

Feminino : 10 a 170

Masculino: 10 a 195

Método: UV

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A enzima CPK é encontrada em altas concentrações nos músculos cardíaco, esquéletico e no cérebro. Os valores de CPTK se elevam em presença de lesões musculares como infarto do miocárdio, doença muscular (miopatias, polimiosite), politraumatismo, exercício físico intenso, convulsões, hipotireoidismo.
CREATININA NO SORO
Sinonímia: Creatininemia

Norma de coleta: Jejum de 4 horas; 
- Devem ser suspensos medicamentos a base de ácido ascórbico, cefoxitina, cefalotina, frutose, glicose, levodopa, metildopa, nitrofurantoína e piruvato

Valor(es) de Referência: 
Crianças
Recém-nascidos: 0,3 - 1,0 mg/dL
Até 6 anos: 0,3 - 0,7 mg/dL
De 7 a 12 anos: 0,5 a 1,0 mg/dL
Adultos
Mulheres: 0,50 - 0,90 mg/dL
Homens: 0,70 - 1,20 mg/dL

Método: Colorimétrico Cinético (método de jaffé)

Instrução de coleta: Coletar amostra em tubo gel; Encaminhar amostra sob refrigeração, de 2ºC a 8ºC.
 
Interpretação Clínica: A creatinina sérica é o principal teste para a avaliação da função renal, refletindo a filtração glomerular, sendo mais sensível e específica que a uréia. É amplamente utilizada para o cálculo da estimativa de filtração glomerular pela fórmula Cockroft-Gault ou MDRD, na triagem de doença renal crônica. 

CREATININA URINÁRIA
Nome: CREATININA URINÁRIA

Sinonímia: Creatininuria

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas: retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que havia desprezado a urina do dia anterior (esta última urina tem que ser colhida e guardada junto às demais coletadas). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter urina refrigerada.

Valor de Referência: 800 a 1.800 mg/24 h ou 0,8 a 1,8 g/24h

Método: Cinético colorimétrico

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Em pacientes renais agudos a relação creatinina urinária / sérica pode ser usada como índice diagnóstico. A creatinina urinária aumenta com dietas hiperprotéicas. Como a excreção da creatinina é apenas renal, é o melhor marcador da  função renal.
CRIOGLOBULINAS SÉRICAS
Nome: CRIOGLOBULINAS SÉRICAS

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.

Valor de Referência: Negativo

Método: Aglutinação

Instrução de Coleta: Coletar 2,0 mL de soro.

IMPORTANTE: A seringa (ou tubo de coleta) deve ser aquecido a 37ºC antes da coleta. Deixar coagular em banho-maria ou estufa a 37ºC. Separar o soro antes de atingir a temperatura ambiente. Não congelar nem refrigerar.

Interpretação Clínica: É uma proteína associada a várias patologias como: doenças linfoproliferativas, infecciosas agudas ou crônicas, e auto-imunes como lupus eritematoso.
CULTURA
Nome: CULTURA

Sinonímia: Bacteriológico (Cultura para materiais diversos)

Norma de Coleta: Não usar antimicrobianos nos três dias que antecedem o exame. Se possível deverá suspender antibióticos e quimioterápicos por três dias.

Valor de Referência: Cultura negativa ou presença de microorganismos não patogênicos.

Método: Cultura em meios apropriados

Interpretação Clínica: A cultura em meios apropriados permite detectar a presença de bactérias em diversos materiais, bem como sua identificação e realização do teste de sensibilidade.
CULTURA DE BACILOS DE KOCH
Nome: CULTURA DE BACILOS DE KOCH

Sinonímia: Cultura de BAAR, de tuberculose

Norma de Coleta: O paciente deve colher urina de 24 horas. Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve desprezar a primeira urina esvaziando totalmente a bexiga, e anotar o horário exato. A partir deste horário, guardar todas as micções rigorosamente nos frascos (se possível no mesmo frasco) até a manhã seguinte no mesmo horário, completando 24 horas. Aproximadamente ½ hora antes de guardar a última micção tomar 2 copos de água. É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter a urina refrigerada. Se for solicitado escarro, o material deve ser colhido pela manhã em jejum sem realizar higiene bucal, em frasco estéril.

Valor de Referência: Negativo

Método: Isolamento em meios seletivos

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas ou escarro. Fornecer frascos de urina para o paciente. Orientar o paciente a maneira correta de coletar a urina para evitar erros de dosagens.

Interpretação Clínica: Diagnóstico da tuberculose pulmonar (colhido no escarro) e infecções causadas por micobactérias no trato urinário.
CULTURA DE FEZES
Nome: CULTURA DE FEZES

Sinonímia: Coprocultura

Norma de Coleta: Colher fezes recentes em frasco estéril. Não refrigerar. Encaminhar ao laboratório no mesmo dia. Anotar se o paciente fez uso de antibiótico nos 10 dias que antecederam o exame.

Valor de Referência: Cultura negativa

Método: Cultura em meios seletivos e enriquecedores

Instrução de Coleta: Fornecer frasco ao paciente.

Interpretação Clínica: Identificação de germes enteropatogênicos causadores de diarréias em meios apropriados.
CULTURA DE SECREÇÃO VAGINAL
Nome: CULTURA DE SECREÇÃO VAGINAL

Sinonímia: Bacteriológico vaginal

Norma de Coleta: A paciente não deve fazer uso de medicação tópica nas 24 horas que antecedem o exame, nem fazer higiene íntima na data da coleta.

Valor de Referência: Cultura negativa

Método: Cultura em meios apropriados (ágar específico)

Instrução de Coleta: Coletar secreção vaginal em meio de transporte Stuart.

Interpretação Clínica: A cultura de secreção vaginal é útil no diagnóstico etiológico das uretrites e vaginites.
CULTURA DE URINA
Nome: CULTURA DE URINA

Sinonímia: Urocultura

Norma de Coleta: Estar preferencialmente há 2 horas sem urinar e colher no laboratório sob assepsia (apenas para mulheres). Após a assepsia, desprezar o 1º jato de urina. A (o) paciente não deve usar antibióticos, antissépticos por 3 dias que antecedem a coleta. Informar ao laboratório se faz uso deles. Mulheres: se o material for colhido durante o período menstrual ou se houver leucorréia ("corrimento"), colocar tampío vaginal, antes de colher a urina.

Valor de Referência: Cultura negativa após 48 horas

Método: Cultura quantitativa em meios apropriados

Instrução de Coleta: Deve ser colhido jato médio em frasco estéril.

Interpretação Clínica: A cultura de urina é útil no diagnóstico das infecções do trato urinário.
CULTURA PARA FUNGOS
Nome: CULTURA PARA FUNGOS

Sinonímia: Micológico completo, cultura para dermatófitos, cultura micológica

Norma de Coleta: A amostra deve ser colhida antes do uso de antibióticos e sem medicações tópicas.

Valor de Referência: Cultura negativa

Método: Cultura em meios específicos

Instrução de Coleta: Coletar o material diretamente das lesões.

Interpretação Clínica: Útil no diagnóstico das infecções por fungos, causadores de micoses profundas e superficiais.
CALORIMETRIA
A calorimetria indireta é um exame utilizado para medir a Taxa de Metabolismo Basal (TMB). A TBMmostra quanto o organismo gasta quando está em repouso. Há um gasto calórico substancial mesmo em repouso, porque o organismo gasta calorias para manter suas funções vitais, como batimentos cardíacos, respiração, função cerebral, etc.

Cada pessoa tem a sua própria taxa metabólica basal. Duas pessoas com mesma idade, sexo, peso e altura provavelmente terío metabolismos energéticos diferentes.

O exame é realizado em consultório e dura aproximadamente 20 minutos e sem qualquer inconveniente ou incômodo. É necessário estar em repouso, em ambiente calmo e completamente relaxado. Consumo de alimentos, atividade física, situações estressantes e uso de estimulantes (cafeína, por exemplo) podem elevar o metabolismo e devem ser evitados nas horas que antecedem o exame.

O participante respira em uma máscara (semelhante à usada em inalações) que é ligada diretamente ao aparelho para que a quantidade de oxigênio eliminada seja medida. Os dados fornecidos são entío inseridos em um programa de computador que  fornece a taxa metabólica basal do paciente em Kcal/dia.

Bioimpedância, usada em associação à Calorimetria, fornece dados muito importantes na estratégia de tratamento, considerando que são dados individualizados e não estimados.

Utilizando-se a TMB, a atividade física e o objetivo a ser atingido para cada um – quer seja a manutenção,  a perda ou o ganho de peso – determina-se qual a ingestío calórica diária ideal para cada caso.
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