Exames

ÁCIDO ÚRICO NO SORO
Nome: ÁCIDO ÚRICO NO SORO

Sinonímia: Uricemia

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas

Valor de Referência:
Feminino : 2,4 a 5,7 mg/dL
Masculino: 3,4 a 7,0 mg/dL

Método: Colorimétrico

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL  de soro. Se não realizar no mesmo dia, congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É o metabólito final das purinas, ácidos nucléicos e nucleoproteínas. A concentração de ácido úrico no soro varia conforme certos fatores: gênero, dieta, origem étnica, constituição genética, gravidez.  Níveis anormais indicam desordem na produção ou na excreção urinária. Encontra-se aumentado na gota, calculose, insuficiência renal, linfomas, nefropatia úrica, policitemia, mieloma, diabetes, ingestío alcoólica, obesidade, hipertensão e hiperlipidemia. Encontra-se diminuído em situações como síndrome de Fanconi, doença de Wilson, e sob efeito de drogas como aspirina, altas doses de vitamina C, contrastes radiológicos.
ACTH
Sem dados.
ALDOLASE
Nome: ALDOLASE

Sinonímia:

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas recomendável

Valor de referência : 1,0 a 7,6 U/L

Método: Enzimático

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Útil na avaliação de processos com lesões musculares, como doenças degenerativas dos músculos ou distrofia muscular (miopatias). Elevada na distrofia muscular progressiva, dermatopoliomiosites, hepatopatias e neoplasias.
ALDOSTERONA NO SORO
Nome: ALDOSTERONA NO SORO

Sinonímia: Mineralocorticóide

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Conforme pedido médico a coleta deve ser realizada após 2 horas em pé ou após 60 min. de repouso, pois sofre alterações posturais. Anotar medicações em uso (diuréticos, drogas hipotensoras, estrógenos).

CUIDADOS: Segundo critério médico deve se tomar cuidado em relação à postura, sal da alimentação e o uso de drogas, atentando-se para os possíveis efeitos sobre o sistema renina - angiotensina - aldosterona.

Aumento: lítio, alcoolismo, verapamil.

Diminuição: heparina, propanolol, ECA, antinflamatórios, ranitidina.

Valor de Referência:
Dieta Normossódica

Em pé: 4 a 31 ?g/dL
Repouso: 1 a 16 ?g/dL

Método: Radioimunoensaio

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Anotar se a coleta foi deitado ou em pé. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A aldosterona é o principal mineralocorticóide produzido pela zona glomerular do córtex adrenal e juntamente com a renina e a angiotensina II compõe o sistema principal de equilíbrio hemodinâmico. A secreção de aldosterona depende de uma série de fatores dos quais a renina e a concentração plasmática do potássio são as mais importantes. Sua determinação é útil no diagnóstico do hiperaldosteronismo e do hipoaldosteronismo (doença de Addison). Os níveis plasmáticos podem se alterar em função do conteúdo de sal da dieta, o uso de diuréticos e com a postura.
ALDOSTERONA URINÁRIA
Nome: ALDOSTERONA URINÁRIA

Sinonímia: Mineralocorticóide

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas: retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que havia desprezado a urina do dia anterior (esta última urina tem que ser colhida e guardada junto às demais coletas). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes e óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter a urina refrigerada. Obs: Informar o tipo de dieta.

Valor de Referência:

Dieta normosódica: 4 a 20 µg/24hs
Dieta hiposódica: 10 a 40 µg/24hs
Dieta hipersódica: 0,5 a 4 µg/24hs

Método: Radioimunoensaio

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Sua principal indicação clínica é no diagnóstico do hiperaldosteronismo primário (Síndrome de Conn, adenoma da supra-renal) ou secundário. O conteúdo de sal da dieta, postura e uso de drogas, principalmente diuréticos, podem interferir no resultado.
ALFA-1-GLICOPROTEÍNA ÁCIDA
Nome: ALFA-1-GLICOPROTEÍNA ÁCIDA

Sinonímia: Seromucóides, Alfa 1 GP ácida

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência:

Masculino: 50 a 135 mg/dL
Feminino: 40 a 120 mg/dL

Método: Nefelometria

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A alfa-1-glicoproteína é uma proteína de fase aguda, importante no diagnóstico e seguimento de processos inflamatórios. Aumenta na artrite reumatóide, em neoplasias, principalmente as metastáticas, queimaduras, traumas, infarto no miocárdio, após exercício físico violento, lúpus eritematoso, doença de Crohn. Diminui em hepatopatias e síndrome nefrótica, desnutrição e gravidez. A alfa-1-glicoproteína ácida tem baixo peso molecular, com meia vida de 5 dias e de fácil filtração pelo rim. Sua função biológica é desconhecida.
AMP CÍCLICO
Nome: AMP CÍCLICO

Sinonímia: AMPc, Adenosina Monofosfato Cíclico

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas com conservante  HCl 50 % 20 mL/L urina para adultos ou 10,0 mL/L urina para crianças: O uso de conservante é obrigatório e deve ser colocado no frasco antes de iniciar a coleta. Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. Coleta de urina de 24 horas: retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que havia desprezado a urina do dia anterior (esta última urina tem que ser colhida e guardada junto às demais coletadas). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes e óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter urina refrigerada. Não é necessário dieta.

Obs: Se o paciente for diabético, deve controlar a dieta para diminuir a ingestío de líquido capaz de causar excesso de urina.

Valor de Referência: 1000 a 11500 nmol/L

Método: Radioimunoensaio

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas. Refrigerar a amostra.
ANDROSTENEDIONA - DELTA 4
Nome: ANDROSTENEDIONA - DELTA  4

Sinonímia: Delta 4 androstenediona

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso, em especial o uso de hormônios esteróides.

Valor de Referência:

Feminino : 0,3 a 3,3 ng/mL     
Masculino: 0,6 a 3,1 ng/mL     

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A androstenediona é um esteróide androgênico secretado tanto pelas adrenais, como pelas gônadas. É um importante precursor da testosterona,  estradiol e outros esteróides. Sua dosagem é importante no diagnóstico laboratorial e no seguimento de pacientes com hirsutismo (síndromes hiperandrogênicas) e seguimento do tratamento de pacientes portadores de defeito da 21 - hidroxilase. Valores elevados são compatíveis com aumento de produção androgênica pelos ovários ou adrenais, doença de Cushing,  ovários policísticos. Valores diminuídos são encontrados na doença de Addison. Encontra-se aumentada na puberdade precoce masculina, hiperplasia congênita das adrenais ou tumores adrenais virilizantes.
ANTICORPO ANTIMICROSSOMAL
Nome: ANTICORPO ANTIMICROSSOMAL

Sinonímia: Anti TPO, Anti-tireoperoxidase (antigo anti-microssomal purificado), antiperoxidase tiroidiana

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicação em uso, em especial o uso de hôrmonios tiroidianos e anti-arrítimicos

Valor de referência: Até 35 IU/mL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: São auto-anticorpos que atuam contra a peroxidase tireoidiana (TPO). Estes anticorpos estío presentes em tireoidites de etiologia auto-imune, em especial a de Hashimoto. A determinação concomitante dos anticorpos anti-tiroglobulina aumenta a sensibilidade diagnóstica. Presença de mixedema, bócio nodular, doença de Basedow Graves e carcinoma da tireóide podem apresentar  positividade para este anticorpo.
ANTICORPOS ANTI GAD
Nome: ANTICORPOS ANTI GAD

Sinonímia: GAD, Descarboxilase do ácido glutâmico

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência: Até 1,0 U/mL

Método: Radioimunoensaio

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O teste é útil no diagnóstico da auto-imunidade no diabetes mellitus tipo I. Os marcadores mais estudados na detecção precoce do processo auto-imune do diabetes tipo I são: anticorpos anti-insulina, anti-GAD e anti-ilhota (ICA512). São indicados nas seguintes situações:

1- em parentes de primeiro grau de diabéticos do tipo I;

2- no diagnóstico de diabetes mellitus do tipo I em adultos ou de início tardio, mas que nunca utilizaram insulina;

3- nos casos de hiperglicemia transitória da infância.

O anti Gad está presente em 80% dos pacientes com diabetes mellitus tipo I há menos de 1 ano e 54% dos pacientes com diagnóstico há mais de 1 ano.
ANTICORPOS ANTIINSULINA
Nome: ANTICORPOS ANTIINSULINA

Sinonímia: Auto Anticorpos Anti Insulina, Anti IAA

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.

Valor de Referência: até 1 U/mL

Método: Radioimunoensaio

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Pacientes diabéticos que recebem insulina por um período longo podem desenvolver auto-anticorpos. Portanto, a presença de anticorpos anti-insulina indica uso prolongado de insulina ou anticorpos de origem auto-imune ( diabetes Tipo I ). Os IAA podem ocorrer de forma espontânea ou após uso de insulina. Os IAA apresentam uma positividade de quase 100% nos diabéticos com menos de 5 anos de diagnóstico, 62% nos diabéticos com 5 a 15 anos de doença e 15% após 15 anos de diagnóstico.
ANTICORPOS ANTITIROGLOBULINA
Nome: ANTICORPOS ANTITIROGLOBULINA

Sinonímia: Antiti, Antitireoglobulina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicação em uso em especial de hormônios tiroidianos e de  anti-arrítimicos

Valor de Referência: Até 40 IU/mL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A determinação concomitante do anti TPO aumenta a sensibilidade diagnóstica da tireoidite de Hashimoto. Títulos baixos podem aparecer em pacientes com bócio nodular, doença de Basedow - Graves, carcinoma da tireóide. Falsos positivos podem ocorrer em síndrome de Sjögren, lúpus eritematoso sistêmico (LES), anemia perniciosa, diabetes mellitus e em mulheres idosas.
ANTÍGENO AUSTRALIA-HBSAG
Nome: ANTÍGENO AUSTRALIA-HBsAG

Sinonímia: AAU, Antígeno de Superfície do Vírus da Hepatite B

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência: Não reagente

Método: Imunocromatográfico (anticorpos mono e policlonais)

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil no diagnóstico de infecção pelo vírus da hepatite B. Aparece mesmo antes do início dos sintomas e mantém-se até 20 semanas. É o marcador de portador de vírus. Em condições favoráveis, desaparece a partir da 20 ª semana e antes da 24 ª semana após o contágio. A persitência de HBsAg após 6 meses, indica estado de portador de hepatite crônica. Falsos positivos ocorrem em pacientes heparinizados ou com desordens de coagulação. Falsos negativos: devido à falta de sensibilidade dos métodos utilizados.
APOLIPOPROTEINA A1
Nome: APOLIPOPROTEINA A1

Sinonímia: Apo A1

Norma de Coleta: Jejum de 12 horas. Não ingerir álcool nas 24 horas que antecedem o exame

Valor de Referência:

Masculino:  1,10 a 2,05 g/L
Feminino : 1,25 a 2,15 g/L

Método: Nefelometria

Instrução de Coleta: Coletar 3,0 ml de soro.

Interpretação Clínica: Apo A1 é o maior componente protéico do HDL e está relacionada diretamente com os níveis de HDL-C. Exame útil na avaliação do risco aterosclerose.
ACLASTA
Aclasta faz parte do tipo de drogas anti-reabsortivas, ou seja, que diminuem a velocidade da perda óssea.

Um grande problema da osteoporose hoje é a baixa adesão ao tratamento e também a falta de cálcio e da vitamina D, necessitando de suplementação.

Aclasta é um produto para o tratamento de Osteoporose e da doença de Paget. Sua substância é o ácido Zoledrônico (5 mg), ele inibe a ação dos Osteoclastos, responsáveis pela reabsorção óssea. Ao regular a reabsorção óssea, diminui-se a velocidade da perda óssea o que reduz a incidência de fraturas.

Em bula o Aclasta está indicado também para Osteopenia, osteoporose em homens e osteoporose induzida por glicocorticoides.

Aclasta é um bisfosfonato como os outros bisfosfonatos orais, o que diferencia um bisfosfonato do outro é a substância utilizada, a potência relativa dessa substancia, sua eficácia, as reações adversas e as vias de administração.
Resultados comprovados com Aclasta

Aclasta aumenta a massa óssea.
O efeito de longa duração de Aclasta permite uma administração espaçada, eliminando as restrições associadas com administração diária, semanal ou mensal dos bisfosfonatos orais, superando os problemas gastrointestinais provocados por esses medicamentos. Aplicação é feita em dose única, anual, com duração de pelo menos 15 minutos. Este esquema elimina os problemas de adesão com outras formas de tratamento.

Eficácia maior, mais rápida e mais prolongada no tratamento da osteoporose em relação aos outros bisfosfonatos.

Cerca de 24hs após a aplicação, quase toda a droga já é liberada lentamente na circulação sistêmica e eliminada na urina.
Administração

È importante antes da aplicação que o paciente esteja hidratado com 2 copos de água ou líquidos.

Verificar os níveis de cálcio e de vitamina D no sangue para melhorar o tratamento da osteoporose, consequentemente o tratamento com Aclasta.
Contra Indicações

Pacientes com hipersensibilidade à substância, ou com hipocalcemia, gestação e lactação. Em pacientes com insuficiência renal grave, não é recomendada a aplicação.
Efeitos Colaterais

Pode acontecer após a aplicação, nas próximas 24 a 72 horas, uma sensação de estar resfriado, sensações de gripe, moleza no corpo, dores nas articulações, que geralmente são resolvidas com uma prescrição associada de um analgésico, anti-inflamatório, ficando a escolha pelo médico.
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