Exames

T3
Nome: T3

Sinonímia: Triiodotironina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso, inclusive fórmulas para emagrecer e, se mulher, o uso de anticoncepcional.


Valor de Referência: ng/dL

Até 5 anos                   : 33 a 256

6 a 12 anos                  : 41 a 225

Acima de 12 anos         : 84 a 172


Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.


Interpretação Clínica: O T3 ou triiodotironina, é o segundo produto secretado pela tireóide em condições normais e também resulta da transformação de T4 nos tecidos. É útil no diagnóstico e controle terapêutico de pacientes hipo e hipertireoidianos. Pode estar diminuído em situações como, pós-operatório, uso de propanolol, corticóides, fenitoína, idosos ou em desnutridos. Pode aumentar com uso de estrógenos, situação que requer medida do T4 livre.
T4
Nome: T4

Sinonímia: Tiroxina, Tetraiodotironina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso nas últimas 6 a 8 semanas em especial, inclusive fórmulas para emagrecer e anticoncepcional em mulher.

Valor de Referência:

Até 1 ano                 : 3,5 a 17,4 ?g/dL

de 2 a 4 anos            : 3,5 a 16,8 ?g/dL

de 5 a 8 anos            : 3,9 a 13,8 ?g/dL

de 9 a 12 anos           : 4,1 a 12,1 ?g/dL

Maior 12 anos           : 4,5 a 12,5 ?g/dL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A tiroxina é de produção exclusiva da tireóide, circulando ligada  a proteínas (TBG). Está elevada no hipertiroidismo e diminuida no hipotiroidismo, e apresenta menor sensibilidade diagnóstica do que a dosagem de TSH ou de T4L. Estrógenos aumentam, e certas drogas, como fenitoína, diminuem o T4 total. Estas interferências são resolvidas com  medida do T3 retenção ou do T4 livre.
T4 LIVRE
Nome: T4 LIVRE

Sinonímia: T4L, T4C, T4N, ITL, ETR, T7, T12 , "FREE" T4, FT4

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso nas últimas 6 - 8 semanas e em especial fórmulas para emagrecer. Se mulher, informar o uso de anticoncepcional.

Valor de Referência: 0,8 a 1,9 ng/dL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro.

Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O T4L constitui a fração principal das iodotironinas, sendo o responsável direto pela regulação do metabolismo celular e pelo "feed-back" do TSH. Sua determinação está indicada no diagnóstico do hipo ou hipertireoidismo, pois não sofre influência significativa dos níveis de TBG circulantes. Aumenta no hipertireoidismo, tireoidite sub-aguda. Diminui no hipotireoidismo primário (tireoidite de Hashimoto, mixedema idiopático, bócio endêmico), no hipotireoidismo secundário e na tireoidite sub-aguda avançada. Não se altera com uso de drogas capazes de aumentar ou diminuir o T4 total e o T3 total.
TBG
Nome: TBG

Sinonímia: Globulina Ligadora de Tiroxina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso nas últimas 6 - 8 semanas e em especial fórmulas para emagrecer. Se mulher, informar se usa anticoncepcional.

Valor de Referência: 13,6 a 27,2 mg/L

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: TBG é a principal proteína carregadora de T3 e T4. Alterações da TBG se refletem paralelamente na dosagem dos hormônios tireoidianos. Estrógenos aumentam e outras drogas, como fenitoína, diminuem a TBG.
TEMPO DE PROTROMBINA

Nome: TEMPO DE PROTROMBINA

Sinonímia: TP, TAP, tempo e atividade de protrombina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso nas últimas 6 - 8 semanas, especialmente anticoagulantes.

Valor de Referência:
Tempo de Protrombina: 10,7 a 14,3 segundos
Atividade Protrombina: 80 a 100%

Situação clínica INR (International Normalized Ratio)

Trombose venosa profunda :2,0 a 3,0
Embolia pulmonar :2,0 a 3,0
Embolia sistêmica :2,0 a 3,0
Prótese cardíaca com válvula de tecido :2,0 a 3,0
Infarto agudo do miocárdio :2,0 a 3,0
Doença da válvula cardíaca :2,0 a 3,0
Fibrilação atrial :2,0 a 3,0
Prótese cardíaca com válvula mecânica :2,5 a 3,0
(exceto idosos)
S. Antifosfolipídica, alguns casos :3,0 a 4,0

Método: Coagulometro

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 ml de plasma citratado. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: É utilizado, na avaliação de alterações congênitas e adquiridas de fatores da via extrínseca da coagulação, no monitoramento de terapia com anticoagulante oral, doenças hepáticas, deficiência de vitamina K. Vantagens do uso do INR no controle da anticoagulação oral:

- permite controlar a anticoagulação de maneira eficaz
- possibilita melhor padronização do tempo de protrombina.
TEMPO DE TROMBINA
Nome: TEMPO DE TROMBINA

Sinonímia: TT

Norma de Coleta: Jejum de 6 horas. Informar se faz uso de anticoagulantes e qual a dosagem. Anotar outros medicamentos em uso.

Valor de Referência: 13 a 21 segundos

Método: Sta-Compact (Clotting)

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de plasma citratado. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: É um teste de triagem para deficiências de fibrinogênio e de inibidores da trombina.
TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADO
Nome: TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADO

Sinonímia: TTP, TTPAa,  tempo de kaolim

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. O paciente deve informar se faz uso de anticoagulante (clexane, heparina, hirudoid, liquemine, marcoumar, marevam) e qual a dosagem. Anotar outros medicamentos em uso.

Valor de Referência: 24 a 45 segundos

Método: Coagulométrico

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de plasma citratado. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: É o exame de escolha para avaliação da via intrínseca da coagulação e para monitoração do uso de heparina, avaliação pré-operatória, e diagnóstico das coagulopatias.
TESTE DE ESTÍMULO DE GH COM GLUCAGON
Indicação: Suspeita de deficiência de GH.

Preparo para o exame:
- idade mínima: a partir de 1 ano, desde que com peso igual ou superior a 10kg.
- Crianças de 1 a 5 anos: fazer jejum de 6 horas.
- Acima de 5 anos: fazer jejum de oito horas.

Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com cateter
- Coletar amostra basal
- Administrar por via intramuscular profunda ou subcutânea, Glucagon na dose de 0,03 mg/kg; nunca ultrapassar a dose máxima de 1mg ou, se o
paciente tiver mais de 90 kg , de 1,5 mg.
- Após administração da medicação, coletar nos tempos: 30, 60, 90, 120, 150 e 180 minutos.
- Em indivíduos acima de 18 anos coletar também nos tempos de 210 e 240 minutos.
- Realizar controle de glicemia capilar em todas as amostras pelo risco de hipoglicemia.
- Dosar Glicose e GH em todos os tempos.
- Em caso de avaliação concomitante do eixo corticotrófico, o GH também pode ser dosado em paralelo com o cortisol, nos tempos 210 e 240 minutos.

Contraindicações: Suspeita de feocromocitoma.

Interferente: Não há.

Efeitos colaterais: Pode ocasionar náuseas, vômito e dores abdominais.

Interpretação: O glucagon estimula a liberação de GH por provável inibição do tônus somatostatinérgico; o mecanismo este de efeito ainda desconhecido. Essa substância funciona como um forte estímulo para liberar o hormônio de crescimento, podendo também ser utilizada na investigação de deficiência de GH em adultos, como alternativa ao teste de tolerância insulínica.

Descrição: Este teste de estímulo é utilizado para avaliar a liberação do GH fisiológico, principalmente em crianças pequenas ou naquelas em que o ITT está contraindicado.

Observações: Não comercializamos esta medicação. O paciente está autorizado a trazê-la, uma vez que assine o termo de responsabilidade sobre mesma.
TESTOSTERONA
Nome: TESTOSTERONA

Sinonímia: Testos

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.  Não realizar esforço físico na véspera. Manter dieta normal nos 3 dias que antecedem o exame. Informar medicamentos em uso, em especial o uso de hormônios esteróides e anticoncepcional na mulher.

Valor de Referência: ng/mL

Feminino

Em ovulação: ND a 80

Pós-menopausa: ND a 62

Masculino

20 a 49 anos: 262 a 1593

Maior ou igual 50 anos: 181 a  758

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A testosterona é o principal androgênio responsável pelas características sexuais secundárias dos homens. É secretada pelos testículos nos homens e pelas adrenais e ovários na mulher. É considerada bom exame para a avaliação do desenvolvimento da puberdade e no diagnóstico do hipogonadismo. Para mulheres, é indicado para avaliação de virilização e hirsutismo.
TESTOSTERONA LIVRE
Nome: TESTOSTERONA LIVRE

Sinonímia: Testo livre

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência: ng/dL

Masculino

17 a 40 anos : 82 a 626

41 a 60 anos : 58 a 436

61 a 90 anos : 43 a 424

Feminino

Início do Ciclo: 4,2 a 41

Fase Folicular : 4,4 a 39

Meio do Ciclo : 7,1 a 55

Fase Lútea      : 4,1 a 44

Pós-menopausa em tratamento: 2,4 a 38 n

Pós-menopausa : 4,3 a 55

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Para mulheres, é principalmente indicado para a avaliação do hirsutismo, com testosterona total em níveis normais. No homem é indicada no hipogonadismo.
TGO
Nome: TGO

Sinonímia: AST, GOT, transaminase glutâmico oxalacética, aspartato amino transferase

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Informar ó diagnóstico provável feito pelo médico.

Valor de Referência:

Masculino: 11 a 39 U/L

Feminino: 10 a 37 U/L

Método: Cinético UV - IFCC

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É uma enzima encontrada em altas quantidades no músculo cardíaco, esquelético, células hepáticas, e em menor quantidade no pâncreas e nos rins. Este teste é útil no diagnóstico do infarto do miocárdio, das doenças hepáticas, pancreatite aguda, operação cardíaca, cateterização cardíaca, distrofia muscular, mononucleose, doença renal aguda, convulsões recentes, etc.
TGP
Nome: TGP

Sinonímia: ALT, GPT, transaminase glutâmico pirúvica, alanina amino transferase

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Informar diagnóstico provável feito pelo médico. 

Valor de Referência:

Masculino: 11 a 39 U/L

Feminino: 10 a 37 U/L

Nota: Valores de bilirrubina (> 1.9 mg/dL), hemoglobina (> 18g/dL) e triglicérides (> 750 mg/dL), produzem resultados falsamente elevados.

Método: Cinético UV - IFCC

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É encontrada principalmente no fígado, e em menores concentrações no músculo esquelético, rim e coração. O teste é útil na avaliação de hepatopatias. Os valores elevados de ALT são mais comumente verificados nas seguintes patologias: hepatites, cirrose, necrose hepática, colestase, tumor hepático, drogas hepatotóxicas, etc.
TIROGLOBULINA
Nome: TIROGLOBULINA

Sinonímia: TGL, Tireoglobulina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar doenças prévias, tais como carcinomas da tireóide. Informar data da cirurgia de tireóide e se a coleta for para monitoramento pós-cirúrgico.

Valor de Referência: até 55,0 ng/mL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A tiroglobulina é uma glicoproteína produzida pelas células tiroidianas sendo o principal componente do colóide da glândula tireóide. A sua dosagem (Tg) sérica é usada como marcador para o seguimento de pacientes portadores de carcinomas de tireóide (papilífero, folicular e misto). Espera-se que após a terapia (cirurgia e/ou radioterapia) bem sucedida, sua concentração seja indetectável. Na fase aguda das tireoidites auto-imunes ou na doença de Graves também poderá estar elevada.
TOXOPLAMOSE SOROLOGIA
Nome: TOXOPLAMOSE SOROLOGIA

Sinonímia: Reação de Sabin-Feldman

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar se paciente está grávida e já fez este exame anteriormente

Valor de Referência:

Anticorpos IgG

Anticorpos IgG

Não-reagente: Até 4 UI/mL

Indeterminado: 4 a 8 UI/mL

Reagente: Superior a 8 UI/mL

Método: ELFA

Anticorpos IgM

Não reagente

Método: Ensaio Imunoenzimático

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Teste útil no diagnóstico da toxoplasmose e na avaliação pré-natal de mulheres com intenção de engravidar. A presença de anticorpos da classe IgG indica infecção antiga e da classe IgM indica infecção recente.
TRIGLICÉRIDES
Sinonímia: Trigliceridemia

Norma de coleta: Jejum obrigatório; 
-  Crianças até 1 ano completo: jejum de 3 horas ou intervalo entre as mamadas no caso de bebês.
-  Crianças com mais de 1 e 01 dia a 5 anos completos: jejum de 6 horas. 
-  Crianças com mais de 5 anos e 01 dia e Adultos jejum mínimo de 12 horas e máximo de 14 horas. 
-  Manter dieta habitual nos 3 dias anteriores a coleta; - Não ter ingerido bebidas alcoólicas 72 horas antes do exame;

Valores de Referência:  
De 2 a 19 anos:
Desejável: menor que 100 mg/dL
Limítrofe: de 100 a 129 mg/Dl
Elevado: maior ou igual a 130 mg/dL
Acima de 20 anos:
Desejável: menor que 150 mg/dL 
Limítrofe: de 150 a 200 mg/dL
Alto: de 200 a 499 mg/dL
Muito alto: maior ou igual 500 mg/dL
Valores de referência segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose - 2013.

Método: Enzimático colorimétrico 

Instrução de coleta: Coletar amostra em tubo gel. Encaminhar amostra sob-refrigeração, de 2ºC a 8ºC.

Interpretação Clínica: Os Triglicérides ou gorduras neutras são ésteres de ácidos graxos com glicerol e representam a maior quantidade de gordura do organismo (95%), provenientes da dieta e do fígado. Quando provenientes da dieta sofrem digestío no duodeno e íleo proximal, são hidrolisados a glicerol e ácidos graxos livres pela ação de lipases e ácidos biliares e, após a absorção, são novamente sintetizados nas células epiteliais intestinais e combinados com colesterol e apolipoproteínas para formar quilomícrons, que, por sua vez, são transportados via ducto torácico para a circulação. Como são insolúveis no sangue, são transportados sob a forma de quilomícrons (triglicérides exógenos) ou VLDL (triglicérides endógenos). Apesar da controvérsia de seu papel na doença arteriosclerótica sua elevação, concomitante com a de colesterol é considerada fator de risco para doença arterial coronariana (DAC). Valores altos também são detectados na resistência insulínica, síndrome nefrótica e pancreatite. Acima de 2.000mg/dL, predispõe à pancreatite aguda. Também pode elevar-se em consequência do uso de medicamentos, como a prednisona. A hipertrigliceridemia pós-prandial é associada à elevação do risco de morbimortalidade cardiovascular, independente de níveis de triglicerídeos de jejum normais. Indicações: Avaliação das do metabolismo lipídico e das dislipidemias. Interpretação clínica: Os triglicérides estío elevados em: hiperlipoproteinemias tipos I, IIb, III, IV e V, deficiência da lipase lipoproteica familiar, deficiência do cofator da lipase lipoproteica (Apo C-II) disbetalipoproteinemia familiar, resistência insulínica, hipotireoidismo, síndrome nefrótica, obstruções biliares, cirrose, hepatites virais, pancreatite crônica, porfiria aguda intermitente e doenças de depósito de glicogênio, entre outras. Concentrações extremamente elevadas são encontradas na pancreatite aguda. Alguns alcoólatras têm hipertrigliceridemia, às vezes com níveis muito elevados, mas que normalizam com a abstinência. Os triglicérides estío diminuídos na hipolipoproteinemia e na betalipoproteinemia, hipertireoidismo, lactosúria, desnutrição, síndromes de má-absorção, linfangectasia intestinal e nas doenças do parênquima hepático em fase terminal. Sugestío de leitura complementar: Borge G. Nordestgaard; Marianne Benn; Peter Schnohr; et al. Nonfasting Triglycerides and Risk of Myocardial Infarction, Ischemic Heart Disease, and Death in Men and Women. JAMA 2007;298(3):299-308. Sposito AC, Caramelli B, Fonseca FAH, Bertolami MC. IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Disponível em http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2007/IV_diretriz_DA.asp, consulta em 19 de julho de 2012


TSH, HORMÔNIO TIREOESTIMULANTE
Nome: TSH, HORMÔNIO TIREOESTIMULANTE

Sinonímia: Hormônio Tiroestimulante

Norma de Coleta: Jejum mínimo de 8 horas. Informar doenças prévias, principalmente hipo ou hipertireoideismo. Informar medicações em uso nos últimos 30 dias (em especial fórmulas para emagrecer e uso de hormônio tiroidiano). Se mulher informar o uso de anticoncepcionais.

Valor de Referência: Basal: 0,4 a 4,0  ?U/mL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O TSH é uma glicoproteína secretada pela hipófise anterior que estimula a tireóide a liberar T3 e T4. As secreções e os níveis séricos de TSH são controlados pelos níveis de T3 e T4 e pelo TRH hipotalâmico. Sua medida é obrigatória na hipercolesterolemia. É muito útil no diagnóstico do hipotiroidismo primário, sendo o primeiro hormônio a se alterar nessa condição.
TESTE DE ESTÍMULO APÓS EXERCÍCIO
Indicação: Este teste é útil para avaliação da reserva do hormônio do crescimento. Suspeita de deficiência de GH.

Preparo para o exame:
- Faixa etária indicada: dos 8 aos 15 anos.
- Fazer jejum de oito horas.

Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com cateter
- Coletar amostra basal
- Orientar o paciente a realizar exercício físico contínuo por 20 minutos em esteira ergométrica, ou caminhada moderada a intensa, tal como em
escada.
- Manter o paciente em repouso por 10 minutos.
- Realizar a coleta final de sangue.
- Dosar GH em todos os tempos.

Contraindicações: cardiopatia ou qualquer situação que restrinja o exercício.

Interferente: estresse antes do exame, pode elevar o GH no tempo inicial da coleta.

Efeitos colaterais: não há.

Interpretação: Não há valores de referência estabelecidos para dosagem de GH após o exercício. Para a população pediátrica, os limites de normalidades foram determinados com base na medida do hormônio de crescimento após clonidina e, para os adultos, após estímulo com insulina.
- Pacientes pediátricos pós-clonidina: acima de 3,3 µg/L.
- Adultos pós-insulina: acima de 5,1 µg/L.

Descrição: Este teste utiliza um estímulo fisiológico, de baixo custo e dispensa a administração de qualquer droga. Apresenta, no entanto, baixo poder preditivo, uma vez que cerca de um terço das crianças pré-púberes normais não respondem. O teste é contraindicado na presença de cardiopatia ou outras condições que impeçam a realização de exercício físico.
TESTE DE ESTÍMULO COM 1 MCG DE ACTH (SYNACTHEN) PARA A AVALIAÇÃO DE RESERVA DE GLICOCORTICÓIDE
Indicação: Diagnóstico de insuficiência adrenal primária.

Preparo para o exame:

- Fazer jejum de oito horas.
- Interromper o uso de anticoncepcionais orais antes do teste.
- Suspender o uso de biotina e de suplementos alimentares que a contenham três dias antes da coleta.

Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com cateter
- Coleta de amostra basal par dosar cortisol entre 7 e 9 horas da manhã ou até duas horas após o horário habitual de o
paciente acordar.
- Administrar por via endovenosa 1 mcg de ACTH sintético (Synacthen).
- Após administração da medicação, coletar nos tempos: 30 e 60 minutos.

Contraindicações: hipersensibilidade à ACTH.

Interferente: prednisona

Efeitos colaterais: rubor facial e raramente reações alérgicas.

Interpretação: cortisol aos 30 minutos > 18 µg/dL (sensibilidade de 100% e especificidade de 93%) ou > 21,7 µg/dL (sensibilidade de 100% e especificidade de 80%).

Descrição: Este teste diagnostica insuficiência adrenal. Devido a utilização de uma dose reduzida e mais fisiológica de ACTH, diagnostica casos de insuficiência adrenal leve a moderada, como é o caso dos usuários de corticosteróides que podem responder normalmente ao teste tradicional realizado com 250 µg de ACTH.

Observações: Comercializamos esta medicação.

TESTE DE ESTÍMULO COM 250 MCG DE ACTH (SYNACTHEN) PARA AVALIAÇÃO DE RESERVA GLICOCORTICOIDE
Indicação: Diagnóstico da avaliação de insuficiência adrenal primária.

Preparo para o exame:

- Fazer jejum de oito horas.
- Descontinuar o uso de anticoncepcionais orais antes do teste.
- Suspender o uso de biotina e de suplementos alimentares que a contenham três dias antes da coleta.

Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com cateter
- Coletar amostra basal para dosagem de cortisol entre 7 e 9 horas da manhã ou até duas horas após horário habitual
de despertar.
- Administrar por via endovenosa 250 mcg de ACTH sintético (Synacthen -1 ampola).
- Coletar amostra de sangue para dosagem de cortisol, 60 minutos após ACTH.

Contraindicações: hipersensibilidade à medicação.

Interferente: prednisona, prednisolona, hidrocortisona. A dexametasona não interfere na dosagem do cortisol. Anticoncepcionais orais aumentam a globulina transportadora de cortisol (CBG de “cortisol binding globulin”) resultando em valores mais elevados do cortisol sérico.

Efeitos colaterais: rubor facial e reações alérgicas raramente.

Interpretação: Resposta normal ao estímulo com ACTH: pico do cortisol sérico acima de 18 µg/dL.

Descrição: na insuficiência adrenal primária, as glândulas adrenais já estão sob estímulo do ACTH endógeno, e por isso não se observa um incremento da secreção de cortisol após ACTH exógeno. N a insuficiência secundária, devido à deficiência do ACTH, ocorre atrofia das zonas fasciculada e reticular e a suprarrenal não responde ao hormônio exógeno. Sendo assim, o teste é útil no diagnostico de insuficiência adrenal, mas não distingue as duas entidades clínicas.

Observações: Comercializamos esta medicação.
TESTE DE ESTÍMULO COM 250 MG DE ACTH (SYNACTHEN) PARA DOSAGEM DE 17-OH-PROGESTERONA (17OHP)
Indicação: Este teste é útil para avaliação da esteroidogênese adrenal e gonadal, especialmente na avaliação de defeitos de síntese de esteroides.

Preparo para o exame:
- Fazer jejum de oito horas.

Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com cateter
- Repouso (20 minutos)
- Coleta de amostra basal 17- OH – progesterona (17OHP) entre 7 E 9 h da manhã ou até duas horas após o horário habitual de o paciente
acordar.
- Administrar por via endovenosa 0,25 mg de ACTH sintético (Synacthen - 1 ampola).
- Em crianças a dose de ACTH sintético (Synacthen) varia de acordo com a superfície corporal (250mcg/1,73m2); entre 5 e 7 anos (125mcg) e acima de 7 anos (250 mcg).
- Após administração da medicação, coletar no tempo: 60 minutos.

Contraindicações: hipersensibilidade à droga.

Interferente: prednisona (dexametasona não interfere no ensaio para dosagem de cortisol).

Efeitos colaterais: rubor facial e reações alérgicas, raramente.

Interpretação: Raramente excede 2000,0 ng/dL. Pacientes com hiperplasia adrenal congênita apresentam valores muito elevados (geralmente superiores a 10.000 ng/dL).

Descrição: diagnóstico da hiperplasia adrenal congênita, deficiência da 21 – hidroxilase, diagnóstico de hirsutismo e infertilidade feminina; monitoramento terapêutico. A 17 – alfa – hidroxiprogesterona (17-OHP) é um esteróide intermediário na biossíntese do cortisol. O termo hiperplasia adrenal congênita é utilizado para definir uma síndrome que reúne erros inatos do metabolismo esteróide. São desordens geneticamente determinadas na produção dos esteróides adrenocorticais como resultado de deficiências enzimáticas específicas.

Observações: Comercializamos esta medicação.
TESTE DE ESTÍMULO COM ANÁLOGO DE GNRH (LEUPROLIDE) PARA DOSAGEM DE LH E FSH
Indicação:
- Investigação de ativação do eixo gonadal em crianças com suspeita de puberdade precoce.
- Monitoração da terapia com análogo de GnRH em substituição ao teste de estímulo com LHRH.

Preparo para o exame:
- Jejum não obrigatório.
- Suspender o uso de biotina e de suplementos alimentares que a contenham três dias antes da coleta.

Realização do exame:
- Material: Soro.
- Realizar punção venosa com cateter.
- Coletar amostra Basal para dosagem dos exames de FSH e LH.
- Administrar por via intramuscular ou subcutânea, Leuprolide 3,75 mg, Triptorrelina 3,75 mg, Gossarrelina 3,75 mg ou Leuprolide 11,25 mg.
- Após administração da medicação, coletar no tempo 120 minutos, para a dosagem de FSH e LH.

Contraindicações: Não Há.

Interferentes: Não há.

Efeitos Colaterais (raros): náuseas, cefaleia, dor abdominal e sangramento vaginal.

Interpretação: O LHRH, sigla de “LH releasing hormone”, ou GH é o hormônio hipotalâmico secretor de LH e FSH. O agonista do LHRH, o leuprolide, atua nos receptores hipotalâmicos do GnRH de maneira aguda e estimula a liberação de LH e FSH, mas ao longo do tempo leva ao bloqueio do eixo gonadotrófico. Esse medicamento pode ser utilizado como substituto do GnRH no teste de estímulo com LHRH. Os níveis de resposta variam muito, dependendo de idade e sexo do paciente.

Observações: Não comercializamos esta medicação. O paciente
TESTE DE ESTÍMULO COM DDAVP PARA DOSAGEM DE ACTH E CORTISOL
Indicação: Diagnóstico diferencial da síndrome de Cushing ACTH-dependente.

Preparo para o exame:
- Fazer jejum de oito horas.
- Suspender o uso de biotina e de suplementos alimentares que acontenham três dias antes
da coleta.

Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com cateter
- Manter o paciente em repouso por 15 minutos.
- Coletar amostras basais de cortisol e ACTH 30 minutos antes e imediatamente antes da administração do DDAVP.
- Administrar 10 mcg (2 ampolas e meia) DDAVP por via endovenosa in bolus.
- Após administração da medicação, coletar nos tempos: 15, 30, 45, 60, 90 e 120 minutos.
- Dosar ACTH e cortisol em todos os tempos.

Contraindicações: hipersensibilidade à droga

Interferente: não há.

Efeitos colaterais: rubor facial, cefaleia, hipotensão arterial, taquicardia reflexa e raramente reações alérgicas.

Interpretação:
- Doença de Cushing:
- ACTH: elevação de 35% em relação ao valor basal nos tempos 15 e 30 minutos.
- Cortisol: elevação de 20% em relação ao valor basal nos tempos 30 e 45 minutos.
- Pseudo-Cushing: resposta diminuída ou ausente devido ao feedback negativo exercido pelo hipercortisolismo crônico dessas situações clínicas.

Descrição: o hormônio antidiurético (arginina-vasopressina/AVP) é um secretagogo fisiológico do ACTH e a maioria dos adenomas secretores de ACTH responde a este estímulo. O teste de estímulo com DDAVP (análogo sintético do AVP) é mais uma ferramenta no diagnóstico diferencial da síndrome de Cushing, principalmente para diferenciar doença de Cushing (adenoma hipofisário secretor de ACTH) de pseudo-Cushing e de síndrome do ACTH ectópico.

Observações: Comercializamos esta medicação.

TESTE DE ESTÍMULO COM GLUCAGON PARA DOSAGEM DE PEPTÍDEO C
Indicação: Estudo da reserva pancreática (função das células beta).

Preparo para o exame:
- Fazer jejum de 8 a 12 horas.
- Não fumar nem consumir chá, café ou alimentos durante o teste.
- Suspender o uso de biotina e de suplementos alimentares que a contenham três dias antes da coleta.

Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com cateter.
- Coletar amostra basal.
- Administrar por via endovenosa 1 mcg de Glucagon in bolus.
- Coletar nova amostra após 6 minutos.


Contraindicações:
- Hipersensibilidade conhecida ao glucagon.
- Feocromocitoma

Interferentes: Medicações que estimulem a secreção de insulina.
- sulfonilureias
- Glucagon.

Efeitos colaterais: Pode ocasionar náuseas, vômito e dores abdominais.

Interpretação: O peptídeo C é secretado pelas células beta-pancreáticas em concentrações equimolares com a insulina. Como a dosagem dessa substância não é afetada pela presença de anticorpos antiinsulina nem pela própria insulina, seu nível em jejum, ou depois do teste de estímulo (parenteral ou oral) é utilizado para o seguimento da história natural da função das células beta no diabetes mellitus tipo I, após o início do uso de insulina. Em indivíduos normais, o peptídeo C basal varia de 0,36 a 3,59 ng/mL, com média de 1,60 ng/mL, enquanto a resposta ao glucagon oscila entre 1,5 e 9,0 ng/mL. Costuma-se observar resposta inferior a 1,5 ng/mL em diabético tipo I.

Observações: Não comercializamos esta medicação. O paciente está autorizado a trazê-la, uma vez que assine o termo de responsabilidade sobre mesma.

TESTE DE ESTÍMULO COM LHRH PARA DOSAGEM DE LH E FSH
Indicação: Avaliação da reserva da hipofisária gonadotrófica.

Preparo para o exame:
- Jejum não obrigatório.
- Suspender o uso de biotina e de suplementos alimentares que a contenham três dias antes da coleta.

Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com cateter
- Coletar amostra basal
- Administrar por via endovenosa 100 µg de LHRH (1 ampola).
- Após administração da medicação, coletar nos tempos: 15, 30 e 60 minutos.

Contraindicações: Não há.

Interferente: Não há.

Efeitos Colaterais (raros): náuseas, cefaleia, dor abdominal e sangramento vaginal.

Interpretação:
Para avaliação de maturidade sexual em crianças e adolescentes:
- LH: valores de pico inferiores a 0,8 UI/L são mais indicativos de hipogonadismo hipogonadotrófico em meninos.
- FSH: Há uma grande sobreposição da resposta do FSH entre indivíduos normais e com distúrbios puberais, o que não permite boa diferenciação entre essas duas populações.
* Em adultos não existem valores de referência definidos para as dosagens de LH e FSH pós-LHRH.


Descrição:
- As gonadotrofinas (LH e FSH) são produzidas e secretadas pela hipófise e estão sob o controle do hipotálamo por meio do estímulo do LHRH e do feedback dos esteroides sexuais e dos peptídeos produzidos nas gônadas, como a inibina. O teste de estímulo com LHRH geralmente não distingue a doença hipofisária da hipotalâmica e não é seguro para a diferenciação entre hipogonadismo hipogonadotrófico e atraso constitucional em crianças com retardo puberal.
- Em pacientes com hipogonadismo hipogonadotrófico, a utilidade este teste tem sido questionado em virtude de resultado muito controversos e dependentes da gravidade da deficiência das gonadotrofinas.

Observações: Comercializamos esta medicação.
TESTE DE ESTÍMULO COM TRH PARA DOSAGEM DE PROLACTINA
Indicação: Este teste é útil para avaliação da reserva hormonal da hipófise anterior.

Preparo para o exame: Fazer jejum de quatro horas.

Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com cateter
- Repouso (20 minutos)
- Coletar amostra basal
- Administrar por via endovenosa 200 µg de TRH (1 ampola).
- Após administração da medicação, coletar nos tempos: 15, 30 e 60 minutos

Contraindicações: Não há.

Interferente: Não há

Efeitos colaterais: rubor, calor facial e/ou perineal, gosto amargo, desejo miccional, taquicardia e náuseas. Os sintomas são efêmeros e não requerem interrupção da prova.

Interpretação: elevação da prolactina de 2,5 a 10 vezes o valor basal.

Descrição: avaliação da secreção de prolactina em suspeita de hipopituitarismo ou de prolactinoma. O TRH é um potente liberador de prolactina e está envolvido no controle de sua secreção. O teste é útil na avaliação da secreção de prolactina e em suspeita de hipopituitarismo, mas não tem valor no diagnóstico diferencial de hiperprolactinemia.


Observações: Comercializamos esta medicação.

TESTE DE ESTÍMULO COM TRH PARA DOSAGEM DE TSH
Indicação: Avaliação da reserva Tireotrófica. Diagnóstico diferencial entre resistência aos hormônios tireoidianos e tumor hipofisário produtor de hormônio tiroestimulante (TSH).

Preparo para o exame:
- Fazer Jejum de três horas.
- Suspender o uso de biotina e de suplementos alimentares que a contenham três dias antes da coleta.

Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com cateter
- Coletar amostra basal
- Administrar por via endovenosa 200 µg de TRH (1 ampola).
- Após administração da medicação, coletar nos tempos: 15, 30 e 60 minutos. Dosar TSH em todos os tempos.

Contraindicações: Não há.

Interferente: Não há.

Efeitos colaterais: Rubor facial, calor facial e/ou perineal, gosto amargo na boca, urgência miccional, taquicardia, náusea, tontura, lipotimia, aperto no peito, cefaleia, sudorese e vontade de evacuar. Os sintomas são efêmeros e não requerem interrupção da prova.

Interpretação:
- Resposta normal: incremento de no mínimo 5 mUI/L no valor basal ou um aumento de cerca de dez vezes o valor basal, nos tempos 15 a 30 minutos.
- Resposta exacerbada entre 15 e 30 minutos: sugestiva de hipotiroidismo primário.
- Resposta exacerbada e tardia, com pico por volta dos 60 minutos: condizente com hipotiroidismo terciário.
- Falha na resposta: sugestiva de hipotiroidismo secundário ou supressão do eixo hipotálamo-hipófisário por excesso de hormônio tireoidianos
endógenos ou exógenos.
- A prova serve ainda para diferenciar resistência aos hormônios da tiroide e tumores hipofisários produtores de TSH. Por volta de 94-100% dos
pacientes resistentes respondem ao estímulo, o que não ocorre em 61% dos portadores de tumores que produzem TSH.
- Resposta inadequada: possível em idosos, em quadros depressivos, na acromegalia, na insuficiência renal crônica e diante do uso de
glicocorticoides ou drogas dopaminérgicas.

Descrição: O teste de estímulo com TRH é direcionado para a avaliação do eixo hipotálamo-hipófise-tiroidiano, na suspeita de hipotiroidismo de origem central, ou seja, decorrentes de tumores, cirurgia, radioterapia e outras causas de hipopituitarismo. Quando há lesão hipofisária, a resposta do TSH ao TRH é baixa. Na lesão hipotalâmica, verifica-se resposta normal ou exagerada.

Observações: Comercializamos esta medicação.
TESTE DE ESTÍMULO DE GH COM CLONIDINA
Indicação: Este teste é útil para avaliação da reserva do hormônio do crescimento (GH). Suspeita de deficiência de GH.

Preparo para o exame:
- Crianças de 2 a 5 anos: fazer jejum de 6 horas.
- Crianças acima de 5 anos: fazer jejum de 8 horas.
- Idade mínima: a partir de 2 anos, desde que com peso igual ou superior a 10kg.
- Idade máxima: 18 anos.
* Suspender tratamento com metilfenidato (Ritalina*, Concerta) ou lisdexanfetamina (Venvanse) nas 72 horas que antecedem o teste.

Realização do exame:
- Material: soro
- Aferir a P.A. do paciente
- Repouso (20 minutos)
- Realizar punção venosa com cateter
- Coletar amostra basal
- Administração clonidina (Atensina®) por via oral, dose de 0,15 mg/m2 da superfície corpórea do paciente, nunca ultrapassando o máximo de
0,2 mg de medicação.
- Após administração da medicação, coletar nos tempos: 60min, 90min e 120 minutos.
- Dosar GH em todos os tempos.

Contraindicações: Hipersensibilidade conhecida à clonidina, bradiarritimia grave por doença do nó sinusal, bloqueio átrio-ventricular de segundo e terceiro graus, bradicardia com frequência inferior a 50 batimentos por minuto, vigência de tratamento com metilfenidato ou lisdexanfetamina.

Interferentes: estresse antes da coleta da amostra basal pode causar valores elevados de GH nos tempos iniciais do teste

Efeitos colaterais:
- Hipotensão postural e sonolência decorrentes dos efeitos alfa-adrenérgicos centrais da clonidina.
- Possibilidade de broncoespasmo (em asmático).

Interpretação: Valor normal do GH em pacientes pediátricos pós-clonidina: acima de 3,3 µg/L.

Descrição: A clonidina promove a liberação de GH por meio da estimulação de receptores alfa-adrenérgicos. Esta resposta não tem relação com níveis séricos de glicose ou com estresse. Por se tratar de medicação hipotensora, existe a possibilidade de ocorrência de hipotensão e sonolência durante o teste, o que pode se prolongar pelo restante do dia. Assim, esforços físicos e intelectuais devem ser evitados no dia do teste. Na obesidade, pode ocorrer resposta subnormal do GH após a clonidina.


TESTE DE ESTÍMULO DE GH COM TRH
Indicação: Este teste é útil para avaliação da reserva do hormônio do crescimento (GH).

Preparo para o exame:
Fazer jejum de oito horas.

Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com catéter
- Repouso (20 minutos)
- Coletar amostra basal
- Administrar por via endovenosa de 200 µg TRH (1 ampola).
- Após administração da medicação, coletar nos tempos: 15, 30 e 60 minutos dosar GH em todos os tempos.

Contraindicações: Não há.

Interferente: Não há.

Efeitos colaterais: todos fugazes: rubor facial, náusea, urgência miccional, calor perineal e gosto amargo. Há relato de apoplexia do tumor (necrose tumoral) após a administração do TRH

Interpretação: normal: não ocorre elevação do GH. Resposta paradoxal: elevação de duas vezes do valor basal em qualquer tempo.

Descrição: Teste utilizado para acompanhamento de tratamento da acromegalia. Cerca de 50% dos pacientes acromegálicos apresentam elevação significativa do GH sérico após TRH (200 µg EV). O TRH, fator hipotalâmico liberador de TSH, não estimula a liberação de GH pelo somatotrofo normal, porém estimula a célula neoplásica promovendo uma resposta "paradoxal". Contudo, este teste não é considerado critério diagnóstico na acromegalia, mas sim um teste coadjuvante no acompanhamento da resposta ao tratamento como um dos critérios de cura da doença (ausência de resposta em indivíduo previamente responsivo).

Observações: Comercializamos esta medicação.
TESTE DE ESTÍMULO PARA DOSAGEM DE CORTISOL APÓS INSULINA
Indicação: Diagnóstico de insuficiência adrenal.

Preparo para o exame:
- Crianças de 2 a 5 anos: fazer jejum de 6 horas.
- Crianças acima de 5 anos e adultos: fazer jejum de 8 horas.
Idade mínima: a partir de 2 anos, desde que com pesos igual ou superior a 10 kg.
- Suspender o uso de biotina e de suplementos alimentares que a contenham três dias antes da coleta.

Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com cateter
- Coletar amostra basal
- Realizar glicemia capilar e anotar no prontuário.
- Administrar por via endovenosa, insulina regular na dose de 0,1 UI/Kg de peso ou de 0,05-0,1UI/kg de peso nos casos
suspeitos de hipopituitarismo, ou de 0,15-0,3 UI/kg de peso nos casos potencialmente associados com resistência insulínica, como síndrome de Cushing, diabetes mellitus tipo 2, acromegalia e obesidade .
- Após administração da medicação, coletar nos tempos: 15, 30, 45, 60, 90 e 120 minutos.
- Dosar glicemia e cortisol em todos os tempos.
- Controlar a glicemia capilar a cada 15 minutos até o tempo 60 e, após esse período, a cada coleta. Anotar todas as glicemias capilares no prontuário.

Contraindicações:
- Idade inferior a 2 anos e peso inferior a 10 kg; faixa etária acima de 60 anos; cardiopatia isquêmica; epilepsia; antecedente de acidente vascular cerebral (AVC)

Interferente: prednisona (dexametasona não interfere no ensaio para dosagem de cortisol).

Efeitos colaterais: hipoglicemia importante, com sintomas neuroglicopênicos e crise convulsiva generalizada.

Interpretação: para que o teste seja considerado válido e interpretável, é necessária a documentação de glicemia inferior a 40 mg/dL ou queda da glicemia superior a 50% do valor basal. Valor normal: resposta de cortisol igual ou superior a 18 µg/dL.

Descrição: A hipoglicemia instigada por insulina é ainda considerada o "padrão ouro" entre os testes de reserva adrenal. O teste avalia todo o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, pois a hipoglicemia promove a secreção de CRH e ACTH, e é empregado na suspeita de insuficiência adrenal primária, adrenal secundária (hipofisária) ou terciária (hipotalâmica).

Observações: Comercializamos esta medicação.

TESTE DE REFEIÇÃO MISTA
Indicação: Avaliação de hipoglicemia pós-prandial e de resistência à insulina.

Preparo para o exame:
- Fazer jejum de, no mínimo 8 horas e no máximo 14 horas.
- O teste tem duração de duas a cinco horas.
- Suspender drogas que interfiram na tolerância aos carboidratos.
- Interromper uso de biotina e de suplementos alimentares que a contenham três dias antes da coleta.
- Não realizar esforço físico antes da coleta.
- Proibido o consumo de chá, café ou alimentação durante o teste (água à vontade).
- Proibido fumar no dia do procedimento e durante o mesmo.

Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com cateter.
- Coletar amostra basal.
- Manter o paciente em repouso relativo.
- Oferecer refeição padronizada, uma dieta hiperglicídica de aproximadamente 494 Kcal (calorias), composta de: 9,1% proteínas, 27,5 de lipídios
e 63,4 % de carboidratos.
Equivalentes:
- 1 pão francês: metade com manteiga (10g) e outra metade com geleia de morango (20g).
- 1 café solúvel (2,5g) com leite desnatado (80mL), adoçado com açúcar (10g).

Ex: Realizar uma refeição que contenha algum tipo de carboidrato, carne e gordura. Uma bebida rica em açúcar.
- Após a refeição, coletar no tempo: 30, 60, 90, 120, 150, 180, 210, 240 e 270, até 300 minutos:
- Dosar no tempo basal: Hba1, Glicose, Insulina e Peptídeo C.
- Dosar nos demais tempos Glicose, Insulina e Peptídeo C.

Contraindicações: Não Há.

Interpretação: Avaliar o metabolismo de carboidratos e lipídios durante a refeição.

Descrição: útil no seguimento e tratamento do diabetes, para avaliar os efeitos da resposta à insulínica, na glicemia e nos lípides em jejum e pós- prandial. O teste pode ser complementado com dosagens de glucagon e pró-insulina.

Dieta recomendada:
 PORÇÃO RECOMENDADAPESO (g)CALORIASHCARBPROTEINAGORDURA
Pão de forma light2 fatias55140306,40
Queijo Branco1 fatia308005,26
Peito de peru6 fatias finas60720,612,62,4
Requeijão light1 colher sopa cheia30550,943,9
Iogurte de frutas1 copo100971722,3
Frutas2 porções 1082800
55276,530,214,6
100552223



Observação: Não oferecemos a dieta recomendada para este procedimento.
TESTE DE RESTRIÇÃO HÍDRICA
Indicações: Investigação do diabetes insipidus com apresentação frustra ou clinicamente compensada. Diagnostico diferencial com a polidípsia psicogênica ou primária.

Preparo para o exame:

- Dia anterior ao exame: Tomar água livremente.
- Dia do exame: Fazer um desjejum leve antes do teste.
- Dia do exame: Não tomar café, chá ou chocolate.
- Mulher: usar tampão vaginal se estiver menstruada.

Realização do exame:
- Materiais: soro e urina. Para dosar osmolaridade sérica e osmolaridade urinária em todos os tempos.
Primeira parte
- Coletar sangue e urina para avaliação das osmolaridades sérica e urinária.
- Obter os valores de peso, pressão arterial (PA) e frequência cardíaca (FC).
- Iniciar restrição hídrica.
Após 1 hora
- Após 1 hora colher sangue e todo o volume da diurese para avaliação da osmolaridade sérica e urinária.
- Controlar peso, PA e FC.
- Continuar o mesmo procedimento a cada hora até perda de 3% do peso corporal para adolescente/adulto e de 5% para crianças.
- Por um período de 8 horas.
- Liberar dieta seca após atingir a perda de peso estipulada.

Segunda parte
- Administrar 0,1 mL (10mcg) de ADH sintético (DDAVP) por via intranasal ou endovenosa.
- Após 1 hora coletar sangue e urina para osmolaridade sérica e urinária.
- Liberar a ingestão hídrica

Interpretação:

1ª parte:
normal: osmolalidade urinária > 600 mOsm/kg, osmolalidade plasmática < 300 mOsm/kg; redução do fluxo urinário 0,5 mL/min.
Diabetes insipidus total: osmolalidade urinária < 300 mOsm/kg, osmolalidade plasmática > 295 mOsm/kg.
2ª Parte:
Osmolalidade Urinária (mOsm/Kg) Diagnóstico
Após desidratação Após DDAVP  
> 750> 750Normal
< 300Aumento > 50% do inicialDI central
< 300Aumento < 10% do inicialDI nefrogênico
> 300 -750Aumento de 10% a 50% do inicialDI central parcial, DI nefrogênico.
> 600> 600Polidípsia primária


Contraindicações: Idade mínima: a partir de 6 anos.

Interferente: Não há

Descrição: O teste de restrição hídrica é usado para diagnosticar a deficiência da síntese e/ou a resistência à ação do ADH, bem como o diabetes insipidus (DI), e diferenciar essa condição de outras causas de poliúria, como a polidpsia primária ou psicogênica. A prova baseia-se no fato de que em indivíduos normais que fazem restrição hídrica há um discreto aumento da osmolaridade sérica suficiente para causar a liberação de ADH. Por meio da ação do hormônio nos túbulos coletores renais ocorre a reabsorção de água livre e a consequente elevação da osmolaridade urinária seguida da normalização da osmolaridade sérica. No DI a osmolaridade urinária não aumenta após a restrição hídrica, apesar da maior osmolaridade sérica. Essa forma de diabetes pode resultar da deficiência de ADH, quando dita central, ou ser causada pela resistência à ação do hormônio nos rins, quando dita nefrogênica. Por isso, a segunda parte do teste inclui a administração de DDAVP. No DI central, a osmolaridade urinária se eleva o que não ocorre no DI nefrogênico.

Observações: Comercializamos a medicação por via endovenosa. A medicação de ADH sintético (DDAVP) por via intranasal não a temos em estoque, o paciente está autorizado a trazê-la, uma vez que assine o termo de responsabilidade sobre mesma.
TESTE DE SUPRESSÃO DO CORTISOL COM 1 MG DE DEXAMETASONA
Indicação: Investigação do hipercortisolismo.

Preparo para o exame:
- Fazer jejum de oito horas.
- Suspender o uso de biotina e de suplementos alimentares que a contenham três dias antes da coleta.

Realização do exame:
- Material: soro
- Administração de 1 mg de dexametasona às 23 horas do dia anterior à coleta de sangue.
- Coletar amostra para dosar o cortisol entre 7 e 8 horas da manhã seguinte.

Contraindicações: hipersensibilidade à droga.

Interferente: fenitoína, barbitúricos e outros indutores de enzimas microssomais hepáticas que acelerem o metabolismo da dexametasona, lipemia.

Efeitos colaterais: Não há.

Interpretação: supressão do cortisol para valores inferiores a 1,8 µg/dL.

Descrição: a dexametasona é um glicocorticóide capaz de suprimir a liberação hipofisária de ACTH e, consequentemente, a secreção de cortisol. Na síndrome de Cushing há produção autônoma de cortisol que não é inibida por este mecanismo de feedback negativo. Além da síndrome de Cushing, existem algumas situações que também podem apresentar respostas anormais: depressão, alcoolismo, estresse crônico, doenças agudas, uremia, elevação de estrógeno e gravidez.
TESTE DE SUPRESSÃO DO GH COM GLICOSE
Indicação: Diagnóstico de hipersecreção autônoma do GH (hormônio do crescimento) em casos suspeitos de acromegalia e gigantismo e controle de cura em pacientes tratados.

Preparo para o exame:
- Fazer jejum de dose horas.
- Não ingerir álcool nas 24 horas precedentes ao teste.

Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com cateter
- Coletar amostra basal
- Administrar por via oral 75 g de glicose (para adultos) ou 1,75 g/kg de peso (para criança até 42 kg)
- Após administração da medicação, coletar nos tempos: 30, 60, 90 e 120 minutos.
- Dosar GH e Glicemia em todos os tempos.

Contraindicações: Não há.

Interferente: estresse antes da coleta da amostra basal pode elevar GH nos tempos iniciais do teste.

Efeitos colaterais: náuseas e vômitos, devido ao efeito nauseante da glicose hipertônica ingerida. Caso ocorra vômito o teste deverá ser suspenso.

Interpretação:
Resposta normal: GH inferior a 0,4 µg/L (exclui acromegalia). GH igual ou superior a 0,4 µg/L: sugestivo de doença ativa. GH igual ou inferior a 0,4 µg/L: compatível com remissão da doença.


Descrição: Teste utilizado para o diagnóstico de hipersecreção autônoma de GH (acromegalia). A hiperglicemia induz a redução dos níveis séricos de GH, que em indivíduos normais pode chegar a valores indetectáveis. Essa redução não é observada na acromegalia, visto que há uma hipersecreção de GH independente do eixo hipotálamo-hipófise.


TESTE DE TOLERÂNCIA À GLICOSE ORAL (GTT)
Indicação: Investigação de tolerância diminuída à glicose e de diabetes mellitus (DM) em pacientes com glicemia de jejum maior que 100 mg/dL e menor que 126 mg/dL.

Preparo para o exame:
- Fazer jejum de, no mínimo, oito horas e, no máximo, 14 horas.
- Suspender drogas que interfiram na tolerância aos carboidratos.
- Manter uma dieta habitual, sem restrição de carboidratos, nas 72 que antecedem o exame. - Não ingerir bebidas alcoólicas e não realizar atividade física antes do exame.
- No dia e durante o procedimento é proibido fumar, consumir chá, café ou alimentos.
- Água à vontade.

Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com cateter
- Manter o paciente em repouso relativo.
- Realizar uma glicemia capilar e anotar o resultado no prontuário
Observação: O teste é dispensável em pacientes com glicemia de jejum igual ou superior a 126 mg/dL em, pelo menos, duas ocasiões, o que já
indica o diagnóstico de DM.
- Coletar amostra basal.
- Administrar por via oral, glicose na dose de 75 gramas para adultos e de 1,75 g/Kg para crianças (máximo de 75 g).
- As coletas pós-sobrecarga podem ser:
- Basal e 120 minutos.
- Basal, 30, 60, 90, 120 e 180 minutos na curva clássica ou até 300 minutos, mediante pedido médico.
- Dosar glicemia em todos os tempos.

Contraindicações: Indivíduos hospitalizados ou com diagnóstico prévio de diabetes mellitus; gestantes submetidas à cirurgia bariátrica.

Interferente:
Consumo de ácido ascórbico (vitamina C)
Drogas: diuréticos e anti-hipertensivos, tais como tiazídicos, furosemida, diazóxido, metalozona, propranolol, bumetanida, ácido etacrínico e clonidina, corticosteroides, hormônios tiroidianos em doses excessivas e contraceptivos hormonais; agentes neuropsicoativos, como fenitoína, levodopa, haloperidol, carbonato de lítio, antidepressivos tricíclicos; antineoplásicos; outros agentes, tais como cafeína, ácido nicotínico.

Efeitos colaterais: Náuseas e vômitos (mais intenso em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica).

Interpretação:
Glicemia mg/dL (basal)Glicemia mg/dL (120 minutos após a sobrecarga de glicose)
Classificação
Normal75-99< 140
Tolerância diminuída à glicose ≥ 140 e < 200
Glicemia de jejum alterada≥ 100 e < 126 
Diabetes mellitus ≥ 200


Descrição: Indicada para o diagnóstico de diabetes mellitus.

TESTE DE TOLERÂNCIA À GLICOSE ORAL PARA GESTANTE, 1 HORA
Indicação: Este teste é útil para avaliação do metabolismo dos hidratos de carbono.

Preparo para o exame:
- Jejum não obrigatório.
- Caso o exame seja feito após o almoço ou jantar, deve haver um intervalo de, no mínimo 3 horas entre a refeição e a coleta.
- Caso a paciente esteja de jejum, a mesma deve permanecer em jejum e iniciar o teste, ingerindo apenas a glicose da prova, até o término da coleta.
- Proibido o consumo de chá, café ou alimentação durante o teste (água à vontade).
- Proibido fumar no dia do procedimento e durante o mesmo.

Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com cateter
- Repouso (20 minutos).
- Coleta de amostra basal.
- Realizar uma glicemia capilar.
Observação: se a glicemia capilar for superior ou igual a 126 mg/dL o teste é dispensável visto que já diagnostica diabetes.
- Administrar via oral, 50 gramas de glicose.
- Após administração da medicação, coletar no tempo: 60 minutos.
- Dosar Glicemia em todos os tempos.

Contraindicações: Não há.

Interferentes: cafeína, ácido nicotínico, agentes anti-neoplásicos, diuréticos, anti-hipertensivos, hormônios corticosteróides, hormônios tiroideanos em doses tireotóxicas, contraceptivos hormonais.

Efeitos colaterais: pode causar náuseas e vômitos.

Interpretação: avaliação com 50g glicose VO, glicemia 1 hora após: limite 140 mg/dL.

Descrição: Indicada para o diagnóstico de diabetes mellitus gestacional.

TESTE DE TOLERÂNCIA À GLICOSE ORAL PARA GESTANTE, 2 HORAS
Indicação: Este teste é útil para avaliação do metabolismo dos hidratos de carbono.

Preparo para o exame:
- Fazer jejum de 8 a 14 horas.
- Manter dieta habitual, sem restrição de carboidratos (massas, açúcar e doces) nas 72 horas que antecedem o exame.
- Não ingerir bebidas alcoólicas e não realizar atividade física além da habitual nas 24 horas que precedem o teste.
- Não fazer uso de laxante na véspera do exame.
- O teste deve ser realizado entre a 24ª e 28ª semana de gestação
- Proibido o consumo de chá, café ou alimentação durante o teste (água à vontade).
- Proibido fumar no dia do procedimento e durante o mesmo.


Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com cateter
- Repouso (20 minutos)
- Realize uma glicemia capilar e anote o resultado no prontuário
Observação: Quando a glicemia de jejum for superior ou igual a 126 mg/dL o teste é dispensável. Se em pelo menos duas ocasiões já se
apresentaram estes resultados indica diagnóstico de diabetes. - Coleta de amostra basal.
- Avaliação de 2 horas: administrar via oral, 75 gramas de glicose de acordo com o pedido médico.
- Após administração da medicação, coletar nos tempos: 60 e 120 minutos.
- Dosar Glicemia em todos os tempos.

Contraindicações: Não há.

Interferentes: cafeína, ácido nicotínico, agentes anti-neoplásicos, diuréticos, anti-hipertensivos, hormônios corticosteroides, hormônios tireoidianos em doses tireotóxicas, contraceptivos hormonais.

Efeitos colaterais: pode causar náuseas e vômitos.

Interpretação: Avaliação com sobrecarga de 3 horas: pelo menos duas das quatro glicemias devem apresentar valores iguais ou superiores aos seguintes: jejum (95 mg/dL); 1 hora (180 mg/dL), 2 horas (155 mg/dL) e 3 horas (140 mg/dL).

Descrição: Indicada para o diagnóstico de diabetes mellitus gestacional.

TESTE DE TOLERÂNCIA À GLICOSE ORAL PARA GESTANTE, 3 HORAS
Indicação: Este teste é útil para avaliação do metabolismo dos hidratos de carbono.

Preparo para o exame:

- Fazer jejum de 8 a 14 horas.
- Manter dieta habitual, sem restrição de carboidratos (massas, açúcar e doces) nas 72 horas que antecedem o exame.
- Não ingerir bebidas alcoólicas e não realizar atividade física além da habitual nas 24 horas que precedem o teste.
- Não fazer uso de laxante na véspera do exame.
- O teste deve ser realizado entre a 24ª e 28ª semana de gestação
- Proibido o consumo de chá, café ou alimentação durante o teste (água à vontade).
- Proibido fumar no dia do procedimento e durante o mesmo.

Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com cateter
- Repouso de 20 minutos.
- Realizar uma glicemia capilar e anotar o resultado no prontuário.
Observação: Quando a glicemia de jejum for superior ou igual a 126 mg/dL o teste é dispensável. Se em pelo menos duas ocasiões já se apresentaram estes resultados indica diagnóstico de diabetes.
- Coletar amostra basal.
- Avaliação de 3 horas: administrar via oral, 100 gramas de glicose.
- Após administração da medicação, coletar nos tempos: 60, 120 e 180 minutos.
- Dosar Glicemia em todos os tempos.

Contraindicações: Não há.

Interferentes: cafeína, ácido nicotínico, agentes anti-neoplásicos, diuréticos, anti-hipertensivos, hormônios corticosteroides, hormônios tireoidianos em doses tireotóxicas, contraceptivos hormonais.

Efeitos colaterais: pode causar náuseas e vômitos.

Interpretação: Avaliação com sobrecarga de 3 horas, pelo menos duas das quatro glicemias devem apresentar valores iguais ou superiores aos seguintes: jejum (95 mg/dL); 1 hora (180 mg/dL), 2 horas (155 mg/dL) e 3 horas (140 mg/dL).

Descrição: Indicada para o diagnóstico de diabetes mellitus gestacional.
TESTE DE TOLERÂNCIA À INSULINA (INSULIN TOLERANCE TEST: ITT)
Indicação: Este teste é útil para avaliação da reserva do hormônio do crescimento (GH = growth hormone). Suspeita de deficiência de GH.

Preparo para o exame:
- Crianças de 2 a 5 anos: fazer jejum de 6 horas.
- Crianças acima de 5 anos: fazer jejum de 8 horas.
- Adultos: fazer jejum de 8 horas

Realização do exame:
- Material: soro
- Realizar punção venosa com cateter.
- Repouso (20 minutos)
- Coletar amostra basal
- Realizar uma glicemia capilar e anotar no prontuário.
-Administrar por via endovenosa, insulina regular na dose de 0,1 UI/Kg de peso ou de 0,05-0,1UI/kg de peso, nos casos suspeitos de hipopituitarismo.
ou de 0,15-0,3 UI/kg de peso, nos casos potencialmente associados com resistência insulínica, como síndrome de Cushing, diabetes mellitus tipo
2, acromegalia e obesidade.
- Após administração da medicação, coletar nos tempos: 15, 30, 45, 60, 90 e 120 minutos.
- Dosar Glicemia e GH em todos os tempos.
- Controlar a glicemia capilar a cada 15 minutos até o tempo 60 minutos e, após esse período, a cada coleta.

Contraindicações:
- É contraindicado em indivíduos portadores de cardiopatia isquêmica, epilepsia ou com antecedentes de acidente vascular cerebral (AVC).
- Faixa etária acima dos 60 anos.
- Idade mínima: a partir de 2 anos, desde que com peso igual ou superior a 10kg.

Interferentes: Estresse antes do exame pode elevar o GH nos tempos iniciais de coleta.

Efeitos colaterais: hipoglicemia severa, com sintomas adrenérgicos e neurológicos típicos podendo evoluir para crise convulsiva.

Interpretação:
Em relação a população pediátrica, como não há valores de referência estabelecidos para a dosagem de GH pós-insulina, os limites da normalidade foram determinados baseados na medida do hormônio de crescimento após clonidina.
Valor normal do GH pós-insulina:
- Em adultos: acima de 5,1 µg/L
- Em crianças: acima de 3,3 µg/L.

Descrição: O teste promove hipoglicemia induzida pela insulina e representa um forte estímulo para liberação de GH, sendo esse teste considerado de grande importância na avaliação de déficit de GH, tanto em crianças como em adultos. Hipoglicemia moderada já é suficiente para provocar a elevação do hormônio em indivíduos normais.

TESTE DE TOLERÂNCIA A LACTOSE
Indicação: Avalia a intolerância à lactose. Se o paciente apresenta ou não a enzima lactase que metaboliza a lactose em galactose e glicose; é justamente a deficiência na produção desta enzima pelo organismo a causa principal da intolerância à lactose.

Preparo para o exame:
- Adultos: jejum mínimo 8 horas e máximo de 14 horas.
- O paciente não deve realizar esforço físico antes da coleta e no dia do exame.
- Crianças:
Até 5 anos: jejum mínimo de 3 horas;
Maiores de 5 anos: jejum mínimo de 8 horas (igual a adulto).
Atenção: Este teste é realizado apenas a partir dos 2 anos de idade em virtude da dificuldade em administrar a medicação. Testes genéticos são mais aconselháveis para menores de 2 anos de idade.

Realização do exame:
- Material: plasma, fluoreto de sódio.
- Realizar punção venosa com cateter.
- Coletar amostra Basal.
- Lactose líquida: 1 Garrafa apresenta 50g de Lactose em 300mL. Cada 12 mL corresponde a 2g de Lactose.
- Administrar 2g Lactose/Kg de peso ou 12 mL da solução LACT UPL/Kg de peso.
- Adultos (gestante ou não gestante): 300 mL de solução com a concentração total de 50g de Lactose (1 Garrafa).
- Crianças: 12 mL de solução/kg de peso administração máxima de 50g de lactose.
- Marcar horário do início da ingestão de Lactose.
- Após administração da medicação, coletar nos tempos: 30, 60 e 90 minutos, ou conforme solicitação médica.
- Dosar a glicemia em todos os tempos.

Contraindicações:
• Não tomar laxante na véspera do exame.
• Caso a criança não consiga ingerir a solução de lactose, apresente vômitos ou não colabore com a coleta de sangue o exame será suspenso.
• Caso apresente diarreia nos dois dias que antecedem a prova ou mesmo no dia de sua realização, remarcar para outra data.
• Para clientes em investigação de diarreia crônica, a prova somente poderá ser realizada em vigência do quadro diarreico, porém, com o consentimento do médico solicitante.

Efeitos Colaterais: pode ocorrer desconforto abdominal e/ou diarreia após o exame principalmente se houver intolerância a lactose.

Interpretação: considera-se normal a elevação da glicemia, em relação a de jejum, em pelo menos 20 mg/dL em qualquer das amostras. A lactase age sobre a lactose resultando em moléculas de glicose, elevando seus níveis em 20 a 25 mg/dL após ingestão de lactose. Elevação dos valores de glicemia menor que 20 mg/dL em relação ao basal e acompanhada de sintomatologia clinica, sugere deficiência de lactase na mucosa intestinal.

Observações: Comercializamos esta medicação.
TESTE DO JEJUM PROLONGADO
Indicação: Investigação para casos de hipoglicemia hiperinsulinêmica.

Preparo para o exame:
- Adultos: jejum de 12 horas.
* última refeição o jantar do dia anterior.

Realização do exame:
- No início do teste (basal): fazer a determinação da glicemia capilar e colher amostras de sangue para determinação de glicemia, pró-insulina, insulina e peptídeo C.

* Mediante o resultado da glicemia capilar basal, realizar a próxima em:
- A cada 2 horas, se glicemia capilar for maior 70 mg/dL
- A cada 1 hora, se glicemia capilar for entre 60 e 70 mg/dL
- A cada 30 minutos, se glicemia capilar for inferior a 60 mg/dL

- Interromper o teste quando:
- O paciente apresentar sintomas e/ou sinais de hipoglicemia com glicemia capilar menor que 45-55 mg/dL.
- Paciente assintomático com glicemias capilares (duas amostras) inferiores a 45mg/dL
Quando o paciente atingir uma glicemia próximo a 55 mg/dL, interromper o teste e realizar a coleta de sangue, para dosagem de: glicemia,
insulina, peptídeo C e cortisol.
- Antes de liberar o paciente e após a alimentação do mesmo, avaliar as condições clínicas (PA) e realizar duas glicemias capilares em 10 e em 20
minutos.

Contraindicações: Não há.

Interferentes: Não há.

Efeitos colaterais: Não há.

Interpretação:
Teste positivo para hipoglicemia hiperinsulinêmica: glicemia ?55mg/dl, insulina ?3 µU/mL, peptídeo C ? 0,6 ng/mL, proinsulina ? 5pmol/L, cetonemia < 1mmol/L, sulfonilureia negativa e resposta positiva ao glucagon (? glicemia ? 25 mg/dl).