Colesterol 2026: Entenda os exames Lp(a) e ApoB
A prevenção de doenças cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC), acaba de passar por uma importante atualização. As principais associações médicas americanas (ACC/AHA) publicaram a nova diretriz para o gerenciamento de colesterol.
A grande mudança dessa atualização é o foco na intervenção precoce e no uso de exames laboratoriais mais precisos para mapear o risco de entupimento das artérias (aterosclerose) antes que os sintomas apareçam.
Nesse cenário, dois exames específicos ganharam papel de destaque nos check-ups de rotina: a Lipoproteína(a) [Lp(a)] e a Apolipoproteína B [ApoB]. Veja abaixo como eles funcionam e por que eles são as novas armas da medicina preventiva.
1. Lipoproteína(a) [Lp(a)]: O fator genético do infarto
A Lipoproteína(a), ou Lp(a), é uma partícula de colesterol cuja concentração no sangue é 90% determinada pela genética do paciente. Ao contrário do colesterol comum, ela quase não sofre influência da alimentação ou da prática de exercícios.
- Recomendação: A nova diretriz indica que toda pessoa adulta deve medir a Lp(a) pelo menos uma vez na vida.
- O Risco: Níveis elevados de Lp(a) (acima de 125 nmol/L ou 50 mg/dL) aumentam em até 1,4 vez a chance de infarto. Valores acima de 250 nmol/L dobram o risco cardiovascular.
Como a Lp(a) é estável ao longo da vida, identificá-la precocemente permite que o médico adote metas de controle muito mais rígidas para os outros tipos de colesterol, neutralizando a predisposição genética do paciente.
2. Apolipoproteína B [ApoB]: O termômetro de partículas nocivas
A Apolipoproteína B (ApoB) é a proteína principal presente em todas as partículas de colesterol com potencial de entupir artérias (como o LDL e VLDL). Como cada partícula perigosa carrega exatamente uma ApoB, esse exame mede a quantidade exata de ameaças em circulação.
- Para quem é indicado? É especialmente recomendada para pacientes com risco residual. São pessoas que já controlam o LDL tradicional, mas que possuem diabetes tipo 2, síndrome metabólica, obesidade ou triglicérides elevados.
- Vantagem: A ApoB é um marcador de risco cardíaco muito mais fiel e preciso do que a dosagem convencional de LDL nestes grupos metabólicos.
Novas Metas de Colesterol LDL
A diretriz de 2026 também reforça metas de controle rígidas para o colesterol LDL (ruim) baseadas no perfil de risco de cada indivíduo:
- Risco Borderline ou Intermediário: Meta abaixo de 100 mg/dL.
- Alto Risco: Meta abaixo de 70 mg/dL.
- Muito Alto Risco (Prevenção Secundária): Meta abaixo de 55 mg/dL.
Caso a mudança de hábitos de vida e o uso de estatinas não sejam suficientes, a diretriz recomenda associar tratamentos modernos, como a ezetimiba, o ácido bempedoico e os inibidores de PCSK9.
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A identificação precoce de marcadores como a Lp(a) e a ApoB é fundamental para traçar estratégias personalizadas de longevidade e saúde. Se você tem histórico de infarto na família, diabetes ou alteração no colesterol, agende uma consulta com nossos especialistas na Endoclínica.