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Insulina Inalável - Afrezza

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil tem a quarta maior taxa de indivíduos com diabetes no mundo. Entre 2006 e 2016, os casos da doença cresceram 61,8%, chegando a 12,5 milhões – ou 7% da população. Ainda, a previsão para 2045 é que o número de casos praticamente dobre do atual, ultrapassando os 23 milhões.



Enfim, ou novamente, temos uma insulina inalável em nosso país. Medicação disponível nos Estados Unidos desde 2014, a insulina em pó inalável chegou ao Brasil, com aprovação da ANVISA em 2019.



Apesar de ser indicada para diabetes dos tipos 1 e 2, os pacientes mais favorecidos são os com diabetes tipo 1, já que precisam obrigatoriamente fazer uso de insulina. Pacientes com diabetes tipo 2 tem tratamento baseado em comprimidos, não exclusivamente com insulina injetável. Portanto, a fórmula inalável é indicada apenas para aqueles que não conseguem controlar a glicemia somente com a medicação via oral.



Vale lembrar uma desvantagem deste tipo de insulina. Sua apresentação é feita com apenas 3 doses pré-fixadas, não sendo possível, portanto, um ajuste fino de dose. Como o controle glicêmico dificilmente será atingido, os pacientes diabéticos deverão quase sempre fazer uso de outro recurso terapêutico, na forma de outras insulinas ou de medicações via oral.



Com um custo mensal que facilmente supera 2 a 3 mil reais, seu uso deve ser bem indicado pelo médico, respeitando a individualidade de cada tratamento. Usualmente, os pacientes diabéticos fazem uso de uma série de medicações, que já trazem um ônus financeiro importante.



Francisco Finamor
CREMESP