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DIABETES MELITUS


O diabetes mellitus (DM) é uma doença silenciosa e altamente prevalente. O Brasil é o 4º pais do mundo em número de casos: aproximadamente 14 milhões. No mundo são 415 milhões de diabéticos. Se sabe que ela mata mais do que AIDS, tuberculose e malária. Há também 318 milhões de pessoas com tolerância a glicose diminuída que podem desenvolver diabetes. Estima-se para 2040 no mundo 642 milhões de diabéticos.

Esse número vem crescendo devido ao aumento da expectativa de vida, à epidemia da obesidade e ao sedentarismo.

DM é doença crônica, incurável, onde o corpo não produz insulina suficiente ou não consegue usá-la adequadamente. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que serve como transporte de glicose do sangue para as células onde é usada como fonte de energia. O excesso de glicose no sangue é prejudicial para os tecidos do corpo causando complicações.

Diagnóstico e tratamento do DM é classificado em 4 tipos:


  • Tipo 1: é de origem autoimune; o próprio organismo agride as células produtoras de insulina, mas a causa é ignorada. Geralmente ocorre nas crianças e adolescentes e neste caso o único tratamento é o uso de insulina.

  • Tipo 2: é o mais comum e geralmente acontece em adultos: o pâncreas produz insulina mas se torna resistente a ela. Os fatores de risco mais comuns são ganho de peso, sedentarismo, má alimentação ou ainda história familiar de diabetes ou diabetes gestacional. Nesse tipo não é obrigatório o uso de insulina, mas pode fazer parte do tratamento. Os sintomas são mais leves e o diagnóstico pode demorar para ser feito.

  • Diabetes gestacional: surge durante a gestação e normalmente desaparece após o parto. Deve ser bem controlado para evitar complicações para o bebê e a mãe.

  • Diabetes monossômico: bem mais raro; são tipos de diabetes ligados a mutação genética. Os tipos mais comuns são MODY (em inglês: “mature onset diabetes melitus”) e diabetes neonatal. Ainda pode ser consequência de doenças como Cushing, doenças do pâncreas ou acromegalia (tumor da hipófise), ou ainda secundário a medicamentos.

A mudança de estilo de vida aliada a tratamento precoce de boa qualidade evita ou retarda o surgimento das complicações, como: cegueira, amputação de membros e diálise por insuficiência renal, sendo a principal causa de morte complicações cardíacas (infarto do miocárdio) ou cérebro vasculares (acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico).

Portanto, a adoção de um estilo de vida saudável com a manutenção do peso, a prática de atividade física e realização de exames de rotina certamente evitam o DM ou se descobre a doença precocemente.


Dra Mônica Freitas Moraes

CRM 75378