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Climatério

O climatério é a fase da vida da mulher que determina a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo, caracterizada pelo declínio progressivo da função dos ovários, caracterizada pela irregularidade menstrual, ou seja, o aumento do tempo entre as menstruações. Geralmente, essa fase inicia-se após os 40 anos. Já a menopausa é o nome que se dá à última menstruação e está relacionada às mudanças e adaptações ao corpo da mulher. Algumas mulheres, nesta fase, podem sentir sintomas como: ondas de calor, tonturas, palpitações, suores noturnos, distúrbios do sono, depressão, irritabilidade, diminuição da libido (desejo sexual), entre tantos outros.

A longo prazo, e com a falta de tratamento, pode haver maior propensão à osteoporose e às doenças cardiovasculares, pois um dos hormônios sexuais femininos, o estrogênio, protege o coração e os vasos sanguíneos das mulheres. Com a queda na produção deste hormônio, essa proteção natural diminui. Pesquisas indicam que evitar tabagismo, ter estilo de vida saudável com alimentação balanceada e fazer exercícios regulares, pode aliviar os sintomas do climatério bem como reduzir a incidência de doenças cardiovasculares.

A terapia de reposição hormonal (TH) é eficaz na prevenção da perda óssea associada à menopausa e diminui a incidência de todas as fraturas relacionadas a osteoporose, incluindo fraturas vertebrais e de quadril. Sendo assim, a TH pode ser considerada de primeira linha para prevenir osteoporose em mulheres na pós-menopausa, com idade inferior a 60 anos, especialmente naquelas com sintomas de menopausa.

As ondas de calor são os sintomas mais comuns no climatério e menopausa, afetando cerca de 60% a 80% das mulheres e, dependendo da intensidade, também afeta a qualidade de vida. Para mulheres com sintomas moderados e severos, a TH pode ser considerada, pois é o tratamento mais efetivo para aliviar os sintomas vasomotores.

É importante enfatizar que a decisão sobre emprego da TH deve ser tomada pelo médico juntamente com a paciente. Deve-se levar em consideração a qualidade de vida da paciente associada à presença de fatores de risco, tais como idade > 60 anos, tempo de pós-menopausa, risco de tromboembolismo, doença cardiovascular e história de câncer de mama. Além disso, o momento do início da TH, sua dose e a via de administração são fundamentais na tomada de decisão terapêutica. É fundamental o acompanhamento de um médico capacitado para orientar a prescrição da terapia.