Exames

URÉIA NO SORO
Nome: URÉIA NO SORO

Sinonímia: Azotemia

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Informar se nas últimas 72 h ingeriu grande quantidade de proteínas (ex. churrasco, feijoada). Informar uso de esteróides (contraceptivos orais), trauma recente ou hemorragia digestiva e doença renal.

Valor de Referência: 15 a 45 mg/dL

Método: Enzimático UV

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro ou Plasma (Fluoreto, Heparina, EDTA). Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil na avaliação renal, que vem sendo substituída pela dosagem de creatinina, pois a uréia sofre mais a influência do catabolismo protéico. Aumenta na filtração glomerular deficiente, dieta hiperprotéica, desidratação. Diminui em insuficiência hepática, dieta hipoprotéica, anorexia nervosa.
ULTRASSOM DE TIREÓIDE
Ultrassonografia da Tiréoide

A ultrassonografia é um método de imagem que utiliza ondas sonoras para avaliar estruturas do corpo humano. O método ultrassonográfico baseia-se no fenômeno de interação de somtecidos, ou seja, a partir da transmissão de onda sonora pelo meio, observamos as propriedades mecânicas dos tecidos.Não é invasivo e não utiliza radiação, sendo portanto, muito seguro.

A tiréoide é uma glândula localizada na regiío cervical logo abaixo da pele e músculos, assim sendo, é facilmente avaliada pela ultrassonografia, sendo este, o método de escolha para análise da tireóide.

Para realização do exame, o paciente deve estar deitado e com o pescoço estendido. O médico entío desloca o transdutor em varias direções para adquirir imagens da tireóide que são fotografadas para o laudo final.

Durante o exame, o médico avalia o formato, o tamanho da tireóide, a textura do parênquima da glândula, a presença de nódulos e as estruturas vizinhas à tireóide.

A avaliação do parênquima tireoidiano traz informações relacionadas aos processos inflamatórios que podem acometer a glândula. Pacientes com hipotireoidismo ou hipertireoidismo de origem auto-imune apresentam alterações na ecotextura da tireóide.

O principal papel da ultrassonografia na avaliação tireoidiana está na detecção de nódulos.  Avaliando as características ultrassonograficas dos nódulos, o médico pode estimar o risco de malignidade, para isso é importante avaliar dimensões, contornos e conteúdo do nódulo.

Com relação ao conteúdo, os nódulos podem ser císticos (quando são preenchidos por líquido), sólidos ou mistos (quando apresentam componente cístico e sólido). Os nódulos sólidos têm maior risco de serem malignos que os nódulos císticos.

Os nódulos sólidos devem ser classificados conforme sua ecogenicidade em relação ao parênquima tireoidiano adjacente, sendo que os nódulos hipoecogênicos apresentam maior potencial de malignidade que os nódulos hiperecogênicos.

Outro fator importante na avaliação do nódulo tireoidiano é seu contorno. Os nódulos que apresentam contornos irregulares têm maior risco de malignidade enquanto a presença de um halo em torno do nódulo é um sinal de benignidade.

Por meio do Doppler, podemos analisar a vascularização dos nódulos tireoidianos. Os nódulos que apresentam vascularização central têm risco maior de malignidade enquanto aqueles sem fluxo ao Doppler são mais frequentemente benignos.

É importante ressaltar que nenhuma característica ultrassonografica dos nódulos tem capacidade isolada de determinar se esse nódulo é benigno ou maligno, portanto, é necessário que o médico avalie o conjunto das características para estimar o risco de malignidade.

A ultrassonografia é o método de escolha para seguimento dos pacientes com antecedente de câncer de tireóide que foram submetidos à cirurgia. Através da ultrassonografia, pode-se detectar recidivas do tumor no leito tireoidiano e metástases para linfonodos cervicais.

Dr. Leonardo Marcassa Tucci

CRM 104.353