Exames

T3
Nome: T3

Sinonímia: Triiodotironina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso, inclusive fórmulas para emagrecer e, se mulher, o uso de anticoncepcional.


Valor de Referência: ng/dL

Até 5 anos                   : 33 a 256

6 a 12 anos                  : 41 a 225

Acima de 12 anos         : 84 a 172


Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.


Interpretação Clínica: O T3 ou triiodotironina, é o segundo produto secretado pela tireóide em condições normais e também resulta da transformação de T4 nos tecidos. É útil no diagnóstico e controle terapêutico de pacientes hipo e hipertireoidianos. Pode estar diminuído em situações como, pós-operatório, uso de propanolol, corticóides, fenitoína, idosos ou em desnutridos. Pode aumentar com uso de estrógenos, situação que requer medida do T4 livre.
T4
Nome: T4

Sinonímia: Tiroxina, Tetraiodotironina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso nas últimas 6 a 8 semanas em especial, inclusive fórmulas para emagrecer e anticoncepcional em mulher.

Valor de Referência:

Até 1 ano                 : 3,5 a 17,4 ?g/dL

de 2 a 4 anos            : 3,5 a 16,8 ?g/dL

de 5 a 8 anos            : 3,9 a 13,8 ?g/dL

de 9 a 12 anos           : 4,1 a 12,1 ?g/dL

Maior 12 anos           : 4,5 a 12,5 ?g/dL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A tiroxina é de produção exclusiva da tireóide, circulando ligada  a proteínas (TBG). Está elevada no hipertiroidismo e diminuida no hipotiroidismo, e apresenta menor sensibilidade diagnóstica do que a dosagem de TSH ou de T4L. Estrógenos aumentam, e certas drogas, como fenitoína, diminuem o T4 total. Estas interferências são resolvidas com  medida do T3 retenção ou do T4 livre.
T4 LIVRE
Nome: T4 LIVRE

Sinonímia: T4L, T4C, T4N, ITL, ETR, T7, T12 , "FREE" T4, FT4

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso nas últimas 6 - 8 semanas e em especial fórmulas para emagrecer. Se mulher, informar o uso de anticoncepcional.

Valor de Referência: 0,8 a 1,9 ng/dL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro.

Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O T4L constitui a fração principal das iodotironinas, sendo o responsável direto pela regulação do metabolismo celular e pelo "feed-back" do TSH. Sua determinação está indicada no diagnóstico do hipo ou hipertireoidismo, pois não sofre influência significativa dos níveis de TBG circulantes. Aumenta no hipertireoidismo, tireoidite sub-aguda. Diminui no hipotireoidismo primário (tireoidite de Hashimoto, mixedema idiopático, bócio endêmico), no hipotireoidismo secundário e na tireoidite sub-aguda avançada. Não se altera com uso de drogas capazes de aumentar ou diminuir o T4 total e o T3 total.
TBG
Nome: TBG

Sinonímia: Globulina Ligadora de Tiroxina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso nas últimas 6 - 8 semanas e em especial fórmulas para emagrecer. Se mulher, informar se usa anticoncepcional.

Valor de Referência: 13,6 a 27,2 mg/L

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: TBG é a principal proteína carregadora de T3 e T4. Alterações da TBG se refletem paralelamente na dosagem dos hormônios tireoidianos. Estrógenos aumentam e outras drogas, como fenitoína, diminuem a TBG.
TEMPO DE PROTROMBINA

Nome: TEMPO DE PROTROMBINA

Sinonímia: TP, TAP, tempo e atividade de protrombina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso nas últimas 6 - 8 semanas, especialmente anticoagulantes.

Valor de Referência:
Tempo de Protrombina: 10,7 a 14,3 segundos
Atividade Protrombina: 80 a 100%

Situação clínica INR (International Normalized Ratio)

Trombose venosa profunda :2,0 a 3,0
Embolia pulmonar :2,0 a 3,0
Embolia sistêmica :2,0 a 3,0
Prótese cardíaca com válvula de tecido :2,0 a 3,0
Infarto agudo do miocárdio :2,0 a 3,0
Doença da válvula cardíaca :2,0 a 3,0
Fibrilação atrial :2,0 a 3,0
Prótese cardíaca com válvula mecânica :2,5 a 3,0
(exceto idosos)
S. Antifosfolipídica, alguns casos :3,0 a 4,0

Método: Coagulometro

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 ml de plasma citratado. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: É utilizado, na avaliação de alterações congênitas e adquiridas de fatores da via extrínseca da coagulação, no monitoramento de terapia com anticoagulante oral, doenças hepáticas, deficiência de vitamina K. Vantagens do uso do INR no controle da anticoagulação oral:

- permite controlar a anticoagulação de maneira eficaz
- possibilita melhor padronização do tempo de protrombina.
TEMPO DE TROMBINA
Nome: TEMPO DE TROMBINA

Sinonímia: TT

Norma de Coleta: Jejum de 6 horas. Informar se faz uso de anticoagulantes e qual a dosagem. Anotar outros medicamentos em uso.

Valor de Referência: 13 a 21 segundos

Método: Sta-Compact (Clotting)

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de plasma citratado. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: É um teste de triagem para deficiências de fibrinogênio e de inibidores da trombina.
TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADO
Nome: TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADO

Sinonímia: TTP, TTPAa,  tempo de kaolim

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. O paciente deve informar se faz uso de anticoagulante (clexane, heparina, hirudoid, liquemine, marcoumar, marevam) e qual a dosagem. Anotar outros medicamentos em uso.

Valor de Referência: 24 a 45 segundos

Método: Coagulométrico

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de plasma citratado. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: É o exame de escolha para avaliação da via intrínseca da coagulação e para monitoração do uso de heparina, avaliação pré-operatória, e diagnóstico das coagulopatias.
TESTOSTERONA
Nome: TESTOSTERONA

Sinonímia: Testos

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.  Não realizar esforço físico na véspera. Manter dieta normal nos 3 dias que antecedem o exame. Informar medicamentos em uso, em especial o uso de hormônios esteróides e anticoncepcional na mulher.

Valor de Referência: ng/mL

Feminino

Em ovulação: ND a 80

Pós-menopausa: ND a 62

Masculino

20 a 49 anos: 262 a 1593

Maior ou igual 50 anos: 181 a  758

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A testosterona é o principal androgênio responsável pelas características sexuais secundárias dos homens. É secretada pelos testículos nos homens e pelas adrenais e ovários na mulher. É considerada bom exame para a avaliação do desenvolvimento da puberdade e no diagnóstico do hipogonadismo. Para mulheres, é indicado para avaliação de virilização e hirsutismo.
TESTOSTERONA LIVRE
Nome: TESTOSTERONA LIVRE

Sinonímia: Testo livre

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência: ng/dL

Masculino

17 a 40 anos : 82 a 626

41 a 60 anos : 58 a 436

61 a 90 anos : 43 a 424

Feminino

Início do Ciclo: 4,2 a 41

Fase Folicular : 4,4 a 39

Meio do Ciclo : 7,1 a 55

Fase Lútea      : 4,1 a 44

Pós-menopausa em tratamento: 2,4 a 38 n

Pós-menopausa : 4,3 a 55

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Para mulheres, é principalmente indicado para a avaliação do hirsutismo, com testosterona total em níveis normais. No homem é indicada no hipogonadismo.
TGO
Nome: TGO

Sinonímia: AST, GOT, transaminase glutâmico oxalacética, aspartato amino transferase

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Informar ó diagnóstico provável feito pelo médico.

Valor de Referência:

Masculino: 11 a 39 U/L

Feminino: 10 a 37 U/L

Método: Cinético UV - IFCC

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É uma enzima encontrada em altas quantidades no músculo cardíaco, esquelético, células hepáticas, e em menor quantidade no pâncreas e nos rins. Este teste é útil no diagnóstico do infarto do miocárdio, das doenças hepáticas, pancreatite aguda, operação cardíaca, cateterização cardíaca, distrofia muscular, mononucleose, doença renal aguda, convulsões recentes, etc.
TGP
Nome: TGP

Sinonímia: ALT, GPT, transaminase glutâmico pirúvica, alanina amino transferase

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Informar diagnóstico provável feito pelo médico. 

Valor de Referência:

Masculino: 11 a 39 U/L

Feminino: 10 a 37 U/L

Nota: Valores de bilirrubina (> 1.9 mg/dL), hemoglobina (> 18g/dL) e triglicérides (> 750 mg/dL), produzem resultados falsamente elevados.

Método: Cinético UV - IFCC

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É encontrada principalmente no fígado, e em menores concentrações no músculo esquelético, rim e coração. O teste é útil na avaliação de hepatopatias. Os valores elevados de ALT são mais comumente verificados nas seguintes patologias: hepatites, cirrose, necrose hepática, colestase, tumor hepático, drogas hepatotóxicas, etc.
TIROGLOBULINA
Nome: TIROGLOBULINA

Sinonímia: TGL, Tireoglobulina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar doenças prévias, tais como carcinomas da tireóide. Informar data da cirurgia de tireóide e se a coleta for para monitoramento pós-cirúrgico.

Valor de Referência: até 55,0 ng/mL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A tiroglobulina é uma glicoproteína produzida pelas células tiroidianas sendo o principal componente do colóide da glândula tireóide. A sua dosagem (Tg) sérica é usada como marcador para o seguimento de pacientes portadores de carcinomas de tireóide (papilífero, folicular e misto). Espera-se que após a terapia (cirurgia e/ou radioterapia) bem sucedida, sua concentração seja indetectável. Na fase aguda das tireoidites auto-imunes ou na doença de Graves também poderá estar elevada.
TOXOPLAMOSE SOROLOGIA
Nome: TOXOPLAMOSE SOROLOGIA

Sinonímia: Reação de Sabin-Feldman

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar se paciente está grávida e já fez este exame anteriormente

Valor de Referência:

Anticorpos IgG

Anticorpos IgG

Não-reagente: Até 4 UI/mL

Indeterminado: 4 a 8 UI/mL

Reagente: Superior a 8 UI/mL

Método: ELFA

Anticorpos IgM

Não reagente

Método: Ensaio Imunoenzimático

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Teste útil no diagnóstico da toxoplasmose e na avaliação pré-natal de mulheres com intenção de engravidar. A presença de anticorpos da classe IgG indica infecção antiga e da classe IgM indica infecção recente.
TRIGLICÉRIDES
Sinonímia: Trigliceridemia

Norma de coleta: Jejum obrigatório; 
-  Crianças até 1 ano completo: jejum de 3 horas ou intervalo entre as mamadas no caso de bebês.
-  Crianças com mais de 1 e 01 dia a 5 anos completos: jejum de 6 horas. 
-  Crianças com mais de 5 anos e 01 dia e Adultos jejum mínimo de 12 horas e máximo de 14 horas. 
-  Manter dieta habitual nos 3 dias anteriores a coleta; - Não ter ingerido bebidas alcoólicas 72 horas antes do exame;

Valores de Referência:  
De 2 a 19 anos:
Desejável: menor que 100 mg/dL
Limítrofe: de 100 a 129 mg/Dl
Elevado: maior ou igual a 130 mg/dL
Acima de 20 anos:
Desejável: menor que 150 mg/dL 
Limítrofe: de 150 a 200 mg/dL
Alto: de 200 a 499 mg/dL
Muito alto: maior ou igual 500 mg/dL
Valores de referência segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose - 2013.

Método: Enzimático colorimétrico 

Instrução de coleta: Coletar amostra em tubo gel. Encaminhar amostra sob-refrigeração, de 2ºC a 8ºC.

Interpretação Clínica: Os Triglicérides ou gorduras neutras são ésteres de ácidos graxos com glicerol e representam a maior quantidade de gordura do organismo (95%), provenientes da dieta e do fígado. Quando provenientes da dieta sofrem digestío no duodeno e íleo proximal, são hidrolisados a glicerol e ácidos graxos livres pela ação de lipases e ácidos biliares e, após a absorção, são novamente sintetizados nas células epiteliais intestinais e combinados com colesterol e apolipoproteínas para formar quilomícrons, que, por sua vez, são transportados via ducto torácico para a circulação. Como são insolúveis no sangue, são transportados sob a forma de quilomícrons (triglicérides exógenos) ou VLDL (triglicérides endógenos). Apesar da controvérsia de seu papel na doença arteriosclerótica sua elevação, concomitante com a de colesterol é considerada fator de risco para doença arterial coronariana (DAC). Valores altos também são detectados na resistência insulínica, síndrome nefrótica e pancreatite. Acima de 2.000mg/dL, predispõe à pancreatite aguda. Também pode elevar-se em consequência do uso de medicamentos, como a prednisona. A hipertrigliceridemia pós-prandial é associada à elevação do risco de morbimortalidade cardiovascular, independente de níveis de triglicerídeos de jejum normais. Indicações: Avaliação das do metabolismo lipídico e das dislipidemias. Interpretação clínica: Os triglicérides estío elevados em: hiperlipoproteinemias tipos I, IIb, III, IV e V, deficiência da lipase lipoproteica familiar, deficiência do cofator da lipase lipoproteica (Apo C-II) disbetalipoproteinemia familiar, resistência insulínica, hipotireoidismo, síndrome nefrótica, obstruções biliares, cirrose, hepatites virais, pancreatite crônica, porfiria aguda intermitente e doenças de depósito de glicogênio, entre outras. Concentrações extremamente elevadas são encontradas na pancreatite aguda. Alguns alcoólatras têm hipertrigliceridemia, às vezes com níveis muito elevados, mas que normalizam com a abstinência. Os triglicérides estío diminuídos na hipolipoproteinemia e na betalipoproteinemia, hipertireoidismo, lactosúria, desnutrição, síndromes de má-absorção, linfangectasia intestinal e nas doenças do parênquima hepático em fase terminal. Sugestío de leitura complementar: Borge G. Nordestgaard; Marianne Benn; Peter Schnohr; et al. Nonfasting Triglycerides and Risk of Myocardial Infarction, Ischemic Heart Disease, and Death in Men and Women. JAMA 2007;298(3):299-308. Sposito AC, Caramelli B, Fonseca FAH, Bertolami MC. IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Disponível em http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2007/IV_diretriz_DA.asp, consulta em 19 de julho de 2012


TSH, HORMÔNIO TIREOESTIMULANTE
Nome: TSH, HORMÔNIO TIREOESTIMULANTE

Sinonímia: Hormônio Tiroestimulante

Norma de Coleta: Jejum mínimo de 8 horas. Informar doenças prévias, principalmente hipo ou hipertireoideismo. Informar medicações em uso nos últimos 30 dias (em especial fórmulas para emagrecer e uso de hormônio tiroidiano). Se mulher informar o uso de anticoncepcionais.

Valor de Referência: Basal: 0,4 a 4,0  ?U/mL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O TSH é uma glicoproteína secretada pela hipófise anterior que estimula a tireóide a liberar T3 e T4. As secreções e os níveis séricos de TSH são controlados pelos níveis de T3 e T4 e pelo TRH hipotalâmico. Sua medida é obrigatória na hipercolesterolemia. É muito útil no diagnóstico do hipotiroidismo primário, sendo o primeiro hormônio a se alterar nessa condição.
TESTE DE RITMO DO CORTISOL
Preparo do paciente: Jejum de oito horas.

Contra-indicações: nenhuma.

Interferente: uso de corticoides, como prednisona (dexametasona não interfere no ensaio para dosagem de cortisol).

Coleta:
- material: soro 
- duas punções venosas
- coleta de amostra basal para dosagem de cortisol próxima das 7 da manhã e ao final da tarde. 

Efeitos colaterais: nenhum. 
Interpretação: diagnóstico de insuficiência adrenal. 
Descrição: o ritmo circadiano normal do cortisol caracteriza-se por sua elevação na madrugada (ex: 7h da manhã) e diminuição acentuada ao final da tarde.

TOLERÂNCIA À INSULINA ("INSULIN TOLERANCE TEST: ITT")
Preparo do paciente: Jejum de oito horas.

Contra-indicações: é contra-indicado em indivíduos portadores de cardiopatia isquêmica, epilepsia ou com antecedentes de acidente vascular cerebral (AVC).

Interferente: estresse antes da coleta da amostra basal pode causar valores elevados de GH nos tempos iniciais do teste.

Coleta:                                                                                                                     
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- repouso (20 minutos) 
- coleta de amostra basal 
- Administrar insulina regular via endovenosas 0,10 UI/Kg de peso corporal.
Obs : 0,3 UI/Kg ou 0,2UI/Kg (a critério d médico solicitante) anos casos potencialmente associados com resistência insulínica (Síndrome de Cushing, acromegalia, obesidade); 0,05 UI/kg nos casos com suspeita de hipopituitarismo                                                                          
- tempos: 15, 30, 45, 60, 90 e 120 minutos para a dosagem de Glicemia. 30, 60, 90 e 120 minutos para dosagem de GH.                               
- verificar a glicemia capilar a cada tempo: se glicemia superior a 40 mg/dL, ou ausência de redução de 50% na glicemia aos 60 minutos, sinalizar o médico responsável.
- dosar glicemia e GH em todos os tempos.  
                                                                     
Efeitos colaterais: hipoglicemia severa com sintomas neuroglicopênicos.
Interpretação: para que o teste seja considerado válido e interpretável, é necessária a documentação de hipoglicemia (glicemia inferior a 40 mg/dL). Nesses casos, considera-se normal uma resposta de GH > 5 µg/L.

Descrição:  O teste causa hipoglicemia induzida pela insulina e representa estímulo potente para liberação de GH, sendo esse teste considerado de grande importância na avaliação de déficit de GH, tanto em crianças como em adultos. Hipoglicemia moderada já é suficiente para provocar a elevação do hormônio em indivíduos normais. Tem como vantagem o fato de se poder avaliar concomitantemente o eixo adrenocorticotrófico por meio das dosagens de cortisol nas amostras, sendo útil na avaliação de deficiência combinada de hormônios hipofisários. Sua desvantagem principal é a natureza desagradável dos sintomas da hipoglicemia.
TOLERÂNCIA À GLICOSE ORAL (GTT)
Preparo do paciente:                  
- jejum de oito a dose horas.  
- suspender drogas que interfiram na tolerância aos carbohidratos, não ingerir bebidas alcoólicas e não realizar atividade física fora do habitual nas 24 horas que precedem o teste.

Contra-indicações: não há.
Interferente: cafeína, ácido nicotínico, agentes anti-neoplásicos, diuréticos e anti-hipertensivos, hormônios corticosteróides, hormônios tiroideanos em doses tirotóxicas, contraceptivos hormonais. 

Coleta:                                                                                                                                         
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- repouso de 20 minutos.

Obs: Quando a glicemia de jejum for superior ou igual a 126 mg/dL o teste é dispensável. Se em pelo menos duas ocasiões já se apresentarem estes resultados, indica diagnóstico de diabetes.

- coleta de amostra basal. 
- Administrar via oral 75 gramas de glicose para adultos e 1,75 g/Kg de peso para crianças (máximo de 75 g).                              
- proibidos durante o teste:  fumo, chá, café ou alimentação, porém, água à vontade
- colher amostras nos tempos: início, 30, 60, 90, 120 e 180 minutos na curva clássica ou até 300 minutos, mediante pedido médico.

Efeitos colaterais: pode causar náuseas e vômitos. 

Interpretação: glicemia basal entre 75 e 100 mg/dL e inferior a 140 mg/dL aos 120 minutos. Hipoglicemia pode ocorrer a partir dos 180 minutos e é considerada significativa se < 45 mg/dL.

Descrição: Indicada para o diagnóstico de diabetes mellitus.
TOLERÂNCIA À GLICOSE ORAL PARA GESTANTE
Preparo do paciente:
                   
- jejum de oito a dose horas.  
- suspender drogas que interfiram na tolerância aos carbohidratos, não ingerir bebidas alcoólicas e não realizar atividade física além da habitual nas 24 horas que precedem o teste.
- o teste deve ser realizado entre a 24ª e 28ª semana de gestação
Contra-indicações: Não há.
Interferentes: cafeína, ácido nicotínico, agentes anti-neoplásicos, diuréticos e anti-hipertensivos, hormônios corticosteróides, hormônios tiroideanos em doses tireotóxicas, contraceptivos hormonais. 
Coleta:                                                                                                                                         
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- repouso de 20 minutos.       
Obs: Quando a glicemia de jejum for superior ou igual a 126 mg/dL o teste é dispensável. Se em pelo menos duas ocasiões já se apresentaram estes resultados, indica diagnóstico de diabetes.                                                                                                                  
- coleta de amostra basal.                  
- avaliação de 1 hora: administrar via oral 50 gramas de glicose.
- para curva glicêmica de 3 horas: administrar via oral 100 gramas de glicose.                            
- proibidos:  fumo, chá, café ou alimentação durante o teste (água à vontade).          
- colher amostras nos tempos 60, 120 e 180 minutos.

Efeitos colaterais: pode causar náuseas e vômitos
Interpretação: avaliação com 50g glicose VO, glicemia 1 hora após: limite 140 mg/dL. Avaliação com sobrecarga de 3 horas, pelo menos duas das quatro glicemias devem apresentar valores iguais ou superiores aos seguintes: jejum: 95 mg/dL; 1 hora: 180 mg/dL, 2 horas: 155 mg/dL e 3 horas: 140 mg/dL 

Descrição: Indicada para o diagnóstico de diabetes mellitus gestacional.