Exames

SARAMPO, SOROLOGIA
Nome: SARAMPO, SOROLOGIA

Sinonímia: Doença exantemática

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência:

Anticorpos IgG

Não reagente: Até 0,90

Indeterminado: 0,90 a 1,10

Reagente: Superior 1,10

Anticorpos IgM

Não reagente: Até 0,90

Indeterminado: 0,90 a 1,10

Reagente: Superior 1,10

Método: Imunoensaio Enzimático

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O sarampo é causado por um paramixovírus. Uma reação positiva pra IgG indica imunidade mas não é suficiente para distinção entre infecções recentes e antigas. Para o diagnóstico de infecção aguda o exame mais indicado é a pesquisa dos anticorpos específicos.
SDHEA
Nome: SDHEA

Sinonímia: DHEA-S, Sulfato de Dehidroepiandrosterona

Norma de Coleta: Jejum mínimo de 4 horas, ideal de 10 - 12 horas. Informar uso de carbamazepina, fenitoína, cetoconazol, contraceptivos orais, ampicilina, danazol e clomifeno. Informar doença da glândula adrenal.

Valor de Referência: ?g/dL

Feminino : 35 a 430

Masculino: 80 a 560

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A determinação do SDHEA é útil na avaliação da adrenarca normal ou patológica, curso do carcinoma adrenal e no diagnóstico do hirsutismo.  Níveis elevados de SDHEA são observados ao nascimento e regridem aos valores mínimos que caracterizam a infância até cerca de poucos anos antes do início da puberdade, quando então ascenderão progressivamente, atingindo valores adultos ao final da puberdade.
SÍFILIS - SOROLOGIA (VDRL+ FTAABS IGG E/OU IGM)
Nome: FTA - ABS Anticorpos IgG 

Sinonímia: FTA

Norma de coleta: Jejum recomendado. Orientações de coleta: 1 

Valor(es) de Referência:   Não Reagente 

Nota: Resultados Não Reagentes são decorrentes de triagem sorológica Negativa, utilizando o teste treponêmico quimioluminescente automatizado IgG/IgM - Syphilis TP Abbott. T. pallidum.
Nos resultados Reagentes a confirmação será através de Reação de Imunofluorescência indireta (IFI), com Treponema pallidum, após absorção sérica de anticorpos IgG com Treponemas não patogênicos .

Método: Quimioluminescência

Instrução de coleta: Coletar amostra em tubo gel; Encaminhar amostra sob refrigeração, de 2ºC a 8ºC.Valor(es) de 

Interpretação Clínica: confirmação de resultados reagentes em testes não-treponêmicos no diagnóstico da sífilis; diagnóstico de sífilis tardia (mesmo com testes não-treponêmicos não reagentes). O uso de testes treponêmicos deve trazer mais especificidade à rotina diagnóstica; sua sensibilidade situa-se em torno de 80-90% em sífilis primária, >95% em sífilis secundária e terciária e 90-95% em sífilis tardia. Na maioria dos casos, a positividade permanece por toda a vida, embora alguns pacientes tornem-se não-reagentes com o passar dos anos. Este teste não é indicado para o seguimento terapêutico, uma vez que a variação em seus títulos não se correlaciona com a melhora clínica do paciente. O teste utilizando reagentes para a evidenciação de IgM pode ser útil no diagnóstico mais precoce de sífilis congênita. Os títulos IgG tendem a desaparecer em até 8 meses após o nascimento (a persistência nos títulos após este período pode ser interpretada como sífilis congênita). Em alguns casos de uveíte sifilítica, é possível o encontro de FTA-Abs reagentes com VDRL não reagentes. É possível a presença de falso-positivos, especialmente em quadros de doença do colágeno. Se a terapia é instituída em tempo anterior a soroconversão (no tempo da lesão inicial do cancro), estes pacientes resultarão não reagentes.


Nome: FTA - ABS - Anticorpos IgM 
Sinonímia: FTAM

Norma de coleta: Jejum recomendado. 

Valor(es) de Referência:  Não reagente

Nota: Resultados Não Reagentes são decorrentes de triagem sorológica Negativa, utilizando o teste treponêmico quimioluminescente automatizado IgG/IgM - Syphilis TP Abbott, portanto, este resultado exclui infecção por T. pallidum. 
Nos resultados Reagentes a confirmação será através de Reação de Imunofluorescência indireta (IFI), com Treponema pallidum, após absorção sérica de anticorpos IgM com Treponemas não patogênicos .

Método: Quimioluminescência

Instrução de coleta: Coletar amostra em tubo gel; Encaminhar amostra sob refrigeração, de 2ºC a 8ºC.

Interpretação Clínica: Ver FTA - ABS - Anticorpos IgG.


Nome: VDRL 

Sinonímia: FTAM

Norma de coleta: Jejum recomendado de 4 horas, mas não obrigatório.

Valor(es) de Referência : 
Não reagente: Ausência de floculação
Reagente: Presença de floculação

Método: Floculação não-treponêmico

Instrução de coleta: Coletar amostra em tubo gel; Encaminhar amostra sob refrigeração, de 2ºC a 8ºC.

Interpretação Clínica: Trata-se de teste não treponêmico por reação de floculação em lâmina que utiliza a cardiolipina extraída do coração de boi como antígeno, utilizado como teste de triagem da sífilis. Indicação: Triagem para sífilis. Este é o único teste de floculação que pode ser utilizado para pesquisa de anticorpos não treponêmicos no líquor. Interpretação clínica: Títulos elevados acima de 1/8 são sugestivos, embora não selem o diagnóstico de sífilis, que deve ser confirmado por técnicas mais específicas, como a imunofluorescência (FTA-ABS) ou hemaglutinação (TPHA). Títulos em elevação em amostras pareadas podem ser diagnósticos. Torna-se positivo de uma a duas semanas após o aparecimento do cancro na sífilis primária (quatro a seis semanas após a infecção), atinge o pico durante o período secundário e declina lentamente. É positivo em 99% dos casos de sífilis secundária e em 70% de sífilis terciária. A queda importante no título ou a negativação do VDRL, que costuma ocorrer após o tratamento, pode ser usada para o acompanhamento do paciente como um critério de cura. Como é um exame não-treponêmico e detecta anticorpos contra um constituinte tecidual normal existe a possibilidade de reação cruzada, sendo que os títulos falso-positivos usualmente não excedem 1/8. As reações falso-positivas com títulos baixos até 1/8 são encontradas, de forma transitória, nas fases agudas de doenças infecciosas bacterianas, virais e parasitárias, como endocardite infecciosa, mononucleose, hepatite C, malária, e na gravidez.
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais.
http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/page/2012/50768/manual_sifilis_miolo_pdf_53444.pdf, consulte em 26 de novembro de 2015

SÍFILIS - VDRL
Nome: SÍFILIS - VDRL

Sinonímia: Reação de Wasserman

Norma de Coleta: Jejum 4 horas

Valor de Referência: Não reagente

Método: Floculação com antígeno cardiolipínico

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Útil no acompanhamento e diagnóstico de pacientes com sífilis. Confirmar sempre com  FTA-ABS.
SÓDIO NO SORO
Nome: SÓDIO NO SORO

Sinonímia: Natremia, Na

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar doenças anteriores tais como hiperaldosteronismo primário, tumores cerebrais, acidente com traumatismo crânio-encefálico, vômitos, diarréia, queimaduras, obstrução intestinal, obstrução venosa profunda, diabetes, insuficiência renal ou cardíaca, uso de diuréticos.

Valor de Referência: 136 a 145 mmol/L

Método: Eletrodo íon seletivo

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil na avaliação do equilíbrio hidro-salino. A hipernatremia pode ocorrer na desidratação hipertônica, no diabetes insípido, em comas hiperosmolares, etc. A hiponatremia pode ocorrer na desidratação hipotônica, síndrome nefrótica, insuficiência cardíaca, etc.
SOMATOMEDINA C, IGF-1
Nome: SOMATOMEDINA C, IGF-1



Sinonímia: SomatoC



Norma de Coleta: Jejum mínimo de 4 horas. Informar medicamentos nos últimos 30 dias. Informar doenças pré-existentes como acromegalia ou deficiência do hormônio de crescimento.



Valor de Referência: (ng/mL)



Idade                             Idade



01          55 - 327

02          51 - 303          26 - 30        117 – 329

03          49 - 289          31 - 35        115 - 307

04          49 - 283          36 - 40        109 - 284

05          50 - 286          41 - 45        101 - 267

06          52 - 297          46 - 50         94 - 252

07          57 - 316          51 - 55         87 - 238

08          64 - 345          56 - 60         81 - 225

09          74 - 388          61 - 65         75 - 212

10          88 - 452          66 - 70         69 - 200

11         111 - 551          71 - 75         64 - 188

12        143 - 693          76 - 80         59 - 177

13        183 - 850          81 - 85         55 - 166

14        220 - 972

15        237 - 996

16        226 - 903

17        193 - 731

18        163 - 584



Método: Quimioluminescência



Instrução de Coleta: Coletar 1,0 ml de soro. Congelar a amostra.



Interpretação Clínica: A somatomedina é um exame útil nos pacientes com distúrbios de crescimento, como auxiliar na dosagem do hGH.  Sua concentração é baixa nos portadores de hipopituitarismo, deficiência isolada de GH, nanismo de Laron, subnutrição. Nos acromegálicos (pacientes com tumores produtores de GH), sua dosagem é útil no diagnóstico e acompanhamento de tratamento como critério de cura.
SUBUNIDADE ALFA LIVRE
Código do Procedimento: SUBALF

Nome: SUBUNIDADE ALFA LIVRE

Sinonímia: Subunidade alfa livre dos hormônios glicoprotéicos

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: ng/mL 

Masculino: 120 a 790

Feminino

pré-menopausa: 80 a 604

pós-menopausa: 340 a 4.000

Método: Imunofluorimetria

Instrução de Coleta: Coletar 2,0 mL de soro

Interpretação Clínica: A subunidade alfa é comum nos hormônios glicoprotéicos (HCG, TSH, FSH e LH) é útil no diagnóstico de tumores hipofisários.
SUPRESSÃO DO CORTISOL COM DEXAMETASONA.
Preparo do paciente:
                         
- administração de 1 mg de dexametasona às 23 horas do dia anterior à coleta da amostra                
- jejum de oito horas.                                                             
Contra-indicações: hipersensibilidade a corticóides 
Interferente: fenitoína, barbitúricos e outros indutores de enzimas microssomais hepáticas que acelerem o metabolismo da dexametasona, lipemia. 

coleta:
- material: soro 
- coleta de amostra para dosagem de cortisol entre 7 e 8 horas da manhã seguinte. 
Efeitos colaterais: não descritos. 
Interpretação: supressão do cortisol para valores inferiores a 5 µg/dL.
Descrição: a dexametasona é um glicocorticóide capaz de suprimir a liberação hipofisária de ACTH e, conseqüentemente, a secreção de cortisol. Na síndrome de Cushing, há produção autônoma de cortisol que não é inibida por este mecanismo de feedback negativo. Além da síndrome de Cushing, existem algumas situações que também podem apresentar respostas anormais: depressão, alcoolismo, estresse crônico, doenças agudas, uremia, elevação de estrógeno e gravidez.

SUPRESSÃO DO HORMÔNIO DE CRESCIMENTO COM GLICOSE
Preparo do paciente: Jejum de dose horas. Não ingerir álcool nas 24 horas precedentes ao teste

Contra-indicações: Não há.

Interferente: estresse antes da coleta da amostra basal pode elevar GH nos tempos iniciais do teste

Coleta:                                                                                                                             
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- repouso (20 minutos) 
- coleta de amostra basal 
- ingestão de 75 g de glicose de solução a 25% (adulto) ou 1,75 g/kg de peso (criança) 
- tempos: 30, 60, 90, 120 e 180 minutos 
- dosar GH em todos os tempos.

Efeitos colaterais: náuseas e vômitos, devido ao efeito nauseante da glicose hipertônica ingerida. Caso ocorra vômito, o teste deverá ser suspenso.

Interpretação: normal: GH < 1 µg/L (exclui acromegalia). 

Descrição: diagnóstico de hipersecreção autônoma de GH (acromegalia). A hiperglicemia promove redução dos níveis séricos de GH, que em indivíduos normais pode chegar a valores indetectáveis. Essa redução não é observada na acromegalia, visto que há uma hipersecreção de GH independente do eixo hipotalâmico-hipofisário. Uma elevação paradoxal do GH pode ocorrer (em geral, aos 180 minutos) por hipoglicemia reacional e não acrescenta valor diagnóstico além daquele obtido pela ausência de supressão do GH. Resultados falso-positivos podem ocorrer em pacientes com diabetes mellitus, doença hepática, doença renal, na adolescência e na anorexia nervosa. Falso-negativos ocorrem em alguns casos de acromegalia e devem ser analisados em conjunto com a dosagem de IGF-I e com base nos dados clínicos do paciente.

SENSORES DE GLICOSE: SISTEMA DE MONITORAMENTO CONTÍNUO DE GLICOSE (CGMS) IPRO2
O que é? 
O CGMS é um sistema desenvolvido para medir a glicemia de maneira continua. Diferente da medida capilar ou “ponta de dedo” onde o paciente obtém alguns valores (3 a 6 por dia de maneira intermitente), o CGMS capta medidas de 10 em 10 segundos e fornece um valor no monitor a cada 5 minutos totalizando 288 medidas por dia.  Essa medição continua permite que se obtenha um gráfico com esse:


Fazendo uma comparação para melhor entendimento: O CGMS seria equivalente a uma filmadora, enquanto a medida de “ponta de dedo” seria uma câmera fotográfica. Enquanto a primeira registra as imagens em sequência determinando um histórico, a segunda capta alguns “flashes” separados e que não propiciam uma relação de continuidade entre si.
Como funciona?
Na Endoclínica temos o CGMS-Ipro2 ®. O sensor é instalado por um profissional que orienta o paciente como utilizá-lo. O sensor é colocado na região abdominal (figura) onde permanece por 72 horas, sendo retirado novamente na clínica ao final do processo. A partir daí todas as informações registradas pelo CGMS-Ipro2 ® serão transmitidas a um software que fara um relatório completo. Este relatório será analisado por médico especialista que emitirá laudo para o médico do paciente.


Para quem ele é indicado?
O CGMS-Ipro2 ® é indicado para portador de diabetes, usuário de insulina em múltiplas doses e para a gestante diabética (onde o controle da glicemia tem que ser muito rigoroso). Ele permite o ajuste mais adequado da dose de insulina por meio de detecção das oscilações da glicose em diferentes situações como: alimentação, atividade física e durante sono.  Além disso, identifica os períodos de hipoglicemia, inclusive aqueles não percebidos pelo paciente. 
O sensor CGMS-Ipro2 ® é discreto e confortável; trata-se do monitoramento mais moderno do mercado. Pode ser usado também em não-diabéticos com distúrbios de glicose (ex: após cirurgia bariátrica, suspeita de hipoglicemias, etc).

Dr. Rafael Pergher
Endocrinologista – CRM 116112

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