Exames

ELETROFORESE DE HEMOGLOBINA
Nome: ELETROFORESE DE HEMOGLOBINA

Sinonímia: Estudo das Hemoglobinas

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência:

Hb A1: Maior que 95 %

Hb A2: Até 3,5 %

Hb Fetal: Até 2 %

Método: HPLC (Cromatografia líquida de alta performace)

Instrução de Coleta: Coletar 5,0 ml de sangue total com EDTA. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil no diagnóstico diferencial das hemoglobinopatias e microcitoses.
ELETROFORESE DE PROTEÍNAS
Nome: ELETROFORESE DE PROTEÍNAS

Sinonímia: Proteinograma

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência

Proteínas totais: 6,0 - 8,2 g/dL

Método: Colorimétrico

Albumina: 50 a 65 %

?-1 Globulina:  3 a 7  %

?-2 Globulina:  6 a 12 %

ß Globulina: 10 a 15 %

? Globulina: 11 a 21 %

Método: Eletroforese por capilaridade

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Refrigerar a amostra. Não congelar.

Interpretação Clínica: O exame é útil na caracterização das disproteinemias, sendo as mais comuns: hipoalbuminemia (encontrada na síndrome nefrótica, cirrose hepática, desnutrição), hipergamaglobulinemia do mieloma múltiplo, doenças linfoproliferativas malignas, cirrose hepática.
ELETROFORESE DE PROTEÍNAS URINÁRIAS
Nome: ELETROFORESE DE PROTEÍNAS URINÁRIAS

Sinonímia: Eletroforese de Proteínas com Concentração

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas sem conservante: Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve desprezar a primeira urina esvaziando totalmente a bexiga, e anotar o horário exato. A partir deste horário, guardar todas as micções rigorosamente nos frascos (se possível no mesmo frasco) até a manhã seguinte no mesmo horário, completando 24 horas. Aproximadamente ½ hora antes de guardar a última micção tomar 2 copos de água. É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter urina refrigerada.

Valor de Referência:

%             mg/24h

Albumina          50 a  60         75 a 90

Alfa 1                04 a 07          06 a 11

Alfa 2              7,4 a 11          11 a 17

Beta                  11 a 14          17 a 21

Gama                15 a 22          23 a 33

Proteínas totais                       até 150

Método: Eletroforese em gel de agarose.

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas. Fornecer frascos ao paciente. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil quando se suspeita de proteína anormal na urina, como paraproteínas. Valor clínico é limitado.
ENA, ANTICORPOS ANTI
Nome: ENA, ANTICORPOS ANTI

Sinonímia: SSA + SSB + SM + RNP

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas

Anticorpos ANTI-RNP 

Valores de referência:

Não reagente: Até 10 U/mL

Indeterminado: 10 a 14 U/mL

Reativo: Maior que 14 U/mL

Anticorpos ANTI-SM 

Valores de referência:

Não reagente: Até 5 U/mL

Indeterminado: 5 a 7 U/mL

Reativo: Maior que 7 U/mL
ERITROGRAMA
Nome: ERITROGRAMA

Sinonímia: Série Vermelha

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Não colher após exercício físico intenso.

Valor de Referência:

Masculino Feminino

Hemoglobina : 14  a  18        12  a  15,5 g/dL

Hematócrito   : 40  a  54        37  a  40 %

Hemácias       : 4,5 a  6,5       4,2 a  5,4 milhões/mm3

VCM             : 83  a  93        82  a  90 micra3

HCM             : 28  a  32        28  a  32 µg

CHCM          : 32  a  36        32  a  36 %

Plaquetas       : 130 a 400      130  a 400 mil/mm3

Método: Automatizado

Instrução de Coleta: Coletar 5,0 mL de sangue total com EDTA mais 1 esfregaço sanguíneo. As lâminas devem ser muito bem identificadas. Refrigerar entre 4º a 8ºC.

Interpretação Clínica: Indicado para diagnóstico diferencial de anemias ferroprivas ou de talassemina minor e eritrocitose (policitemia vera).
ESTRADIOL
Nome: ESTRADIOL

Sinonímia: E2, 17-Beta-Estradiol

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Anotar medicação em uso e informar dia do ciclo

menstrual. (DUM = 1º dia da última menstruação)

Valor de Referência: pg/mL

Masculino                                : ND - 56

Feminino

Fase Folicular                          : ND - 160

Fase Folicular (Dias 2 a 3)       : ND -  84

Fase Ovulatória                        : 34 - 400

Fase lútea                                : 27 - 246

Pós-menopausa não tratada     : ND - 30

Pós-menopausa tratada            : ND - 93

Anticoncepcionais orais            : ND - 102

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É o hormônio esteróide de ação femininizante típica. Útil no estudo da puberdade precoce no sexo feminino, nos tumores feminilizantes adrenais ou testiculares e nas ginecomastias. Deve ser avaliado nos casos de irregularidade menstrual, esterilidade ou infertilidade e no acompanhamento da menopausa.
ESTRIOL
Nome: ESTRIOL

Sinonímia: E3, Estriol livre

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: ng/mL

Valores de referência

Masculino: Até 0,25

Feminino : Até 0,25

Semanas de gravidez              Semanas de gravidez

06: 1,3 - 3,2                            29: 3,7 - 16,0

08: 1,4 - 3,5                            30: 4,1 - 17,9

10: 1,5 - 3,9                            31: 4,6 - 19,9

12: 1,6 - 4,4                            32: 5,1 - 22,1

14: 1,7 - 5,0                            33: 5,7 - 24,4

16: 1,8 - 5,7                            34: 6,3 - 27,0

18: 2,5 - 7,0                            35: 7,0 - 29,7

20: 3,0 - 8,5                            36: > 7,6

22: 3,5 - 10,5                          37: > 8,4

24: 4,0 - 12,0                          38: > 9,2

25: 4,0 - 13,0                          39: > 10,1

27: 2,9 - 12,7                          40: > 11,0

28: 3,3 - 14,3

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É o principal estrogênio produzido pela placenta (durante a gestação), a partir de precursores adrenais fetais. O estriol é então indicado no estudo da integridade feto-placentária na gravidez normal ou complicada, ou em condições de risco como diabetes, fumo, obesidade.
ESTRONA
Nome: ESTRONA

Sinonímia: E1

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso.

Valor de Referência: pg/mL

Pré-puberal: Até 25

Masculino: 10 - 80

Feminino

Fase Folicular: 37 - 138

Fase Lútea: 49 - 114

Menopausa: Até 103

Método: Radioimunoensaio

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A estrona é um hormônio esteróide de potência estrogênica inferior ao estradiol, porém maior do que o estriol. Produzido pelo ovário e adrenal. Dosagem útil na avaliação do hipogonadismo, da puberdade precoce, tumores femininizantes e acompanhamento de reposição hormonal na menopausa.
EXAME A FRESCO
Nome: EXAME A FRESCO

Sinonímia: Exame Direto (Pesquisa de fungos, trichomonas, protozoários e parasitas)

Norma de Coleta: O paciente não deve fazer uso de medicação tópica nas 24 horas que antecedem o exame. Material: secreção vaginal, uretral, urina I, secreções, lesões cutâneas.

Valor de Referência: Negativo para fungos, trichomonas, protozoários e parasitas.

Método: Microscopia

Instrução de Coleta: Deve-se colher o máximo possível de material com "swab" e colocar em salina.

Interpretação Clínica: Utilizado para auxiliar no diagnóstico de infecções em diversos

materiais biológicos.
EXAME MICOLÓGICO DIRETO - FUNGOS
Nome: EXAME MICOLÓGICO DIRETO - FUNGOS

Sinonímia: Sinonímia: Microscopia direta, Pesquisa direta de fungos

Norma de Coleta: Coletar material de raspados de lesões de pele, unhas, pêlos. Não utilizar medicamento tópico e antifúngico nos dois dias que antecedem o enxame.

Valor de Referência: Ausência de fungos (hifas)

Método: Direto a fresco com KOH + DMSO

Instrução de Coleta: Coletar material biológico em placa de Petri estéril. As secreções deverão ser coletadas em frasco estéril. Conservar em temperatura ambiente.

Interpretação Clínica: Utilizada no diagnóstico das infecções fúngicas.
ESTÍMULO COM ACTH (CORTROSINA = 1 µG)
Preparo do paciente: Jejum de oito horas.

Contra-indicações: hipersensibilidade à droga.

Interferente: prednisona (dexametasona não interfere no ensaio para dosagem de cortisol).

coleta:
- material: soro 
- punção venosa com catéter
- administração E.V. de 1 µg de ACTH sintético
- coleta de amostra para dosagem de cortisol: basal, 15, 30 e 60 minutos após ACTH

Efeitos colaterais: rubor facial e reações alérgicas, raramente. 
Interpretação: cortisol aos 30 minutos > 18 µg/dL (Sensibilidade de 100% e especificidade de 93%) ou > 21,7 µg/dL (Sensibilidade de 100% e especificidade de 80%). 
Descrição:  Este teste diagnostica insuficiência adrenal. Devido à utilização de uma dose mais baixa e mais fisiológica de ACTH, diagnostica casos de insuficiência adrenal leve a moderada como é o caso dos usuários de corticosteróides que podem responder normalmente ao teste tradicional realizado com 250 µg de ACTH.

ESTÍMULO COM ACTH (CORTROSINA = 250 µG)
Preparo do paciente: Jejum de oito horas.

Contra-indicações: hipersensibilidade à droga.

Interferente: prednisona (dexametasona não interfere no ensaio para dosagem de cortisol).

Coleta:
- material: soro 
- punção venosa com catéter
- coleta de amostra basal para dosagem de cortisol entre 7 e 9 horas da manhã ou até duas horas após horário habitual de despertar
- administração de 250 µg de ACTH sintético, via EV ou intramuscular                  
- coleta de amostra para dosagem de cortisol, 60 minutos após ACTH.

Efeitos colaterais: rubor facial e reações alérgicas, raramente. 

Interpretação: diagnóstico de insuficiência adrenal. pico de cortisol > 20 µg/dL.
Descrição:. Este teste diagnostica insuficiência adrenal mas não distingue duas entidades clínicas: na insuficiência adrenal primária, as glândulas adrenais já estão sob estímulo do ACTH endógeno, e por isso não se observa um incremento da secreção de cortisol após ACTH exógeno. Para este fim, recomenda-se a dosagem de ACTH. Uma resposta normal, por outro lado, não exclui deficiência parcial de ACTH

ESTÍMULO COM CLONIDINA

Preparo do paciente: Jejum de oito horas.

Contra-indicações: Não há.

Interferentes: estresse antes da coleta da amostra basal pode causar valores elevados de GH nos tempos iniciais do teste

Coleta:   

- material: soro 

- punção venosa com catéter 

- repouso (20 minutos) 

- coleta de amostra basal 

- administração de clonidina (Atensina®), via oral, dose: 0,15 mg/m2 de superfície  corpórea 

- tempos: 60, 90 e 120 minutos. Dosar HGH em todos os tempos.

Efeitos colaterais: hipotensão postural e sonolência de moderada a intensa, em virtude dos efeitos alfa-adrenérgicos centrais da droga. Broncoespasmo pode ocorrer em indivíduos asmáticos. Esforços físicos e intelectuais (ex: provas no colégio) devem ser evitados no dia do teste

Interpretação: Valor de referência normal GH > 5 µg/L.

Descrição: A clonidina promove a liberação de GH por meio da estimulação de receptores a-adrenérgicos. Assim, este teste atua na suspeita de deficiência do GH e na avaliação da baixa estatura. 

ESTÍMULO COM DDAVP PARA DOSAGEM DE ACTH E CORTISOL
Preparo do paciente: jejum de oito horas.

Contra-indicações: hipersensibilidade à droga 

Interferente: não há.

Coleta:                                                                                                                                            
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- repouso (20 minutos) 
- coleta de amostra basal 
- administração E.V de DDAVP, em bolo (10 µg)
- tempos: basal, 15, 30, 45, 60, 90 e 120 minutos

Interpretação:                       
- doença de Cushing: 
- ACTH: elevação de 50% em relação ao valor basal
- cortisol: elevação de 20% em relação ao basal
- cura cirúrgica: ausência de resposta do corticol e ACTH no pós-operatório
- persistência do tumor pós-cirurgia: resposta positiva do cortisol e ACTH no pós-operatório
- Pseudo-Cushing: resposta diminuída ou ausência de resposta, devido ao feedback negativo exercido pelo hipercortisolismo crônico destas situações clínicas
Descrição: o hormônio antidiurético (arginina-vasopressina/AVP) é um secretagogo fisiológico do ACTH e a maioria dos adenomas secretores de ACTH respondem a este estímulo. O teste de estímulo com DDAVP (análogo sintético do AVP) é mais uma ferramenta no diagnóstico diferencial da síndrome de Cushing, principalmente para diferenciar doença de Cushing (adenoma hipofisário secretor de ACTH) de pseudo-Cushing e de síndrome do ACTH ectópico.

ESTÍMULO COM TRH PARA DOSAGEM DE PROLACTINA
Preparo do paciente: Jejum de quatro horas.

Contra-indicações: Não há.

Interferente: Não há

Coleta:                                                                                                                             -
material: soro 
- punção venosa com catéter 
- repouso (20 minutos) 
- coleta de amostra basal 
- administração de TRH, via endovenosa (200 µg)
- tempos: inicial e 15, 30 e 60 minutos
 
Efeitos colaterais: rubor, calor facial e/ou perineal, desejo miccional, taquicardia e náuseas. Os sintomas são efêmeros e não requerem interrupção da prova

Interpretação: elevação da prolactina de 2,5 a 10 vezes o valor basal. 

Descrição: avaliação da secreção de prolactina em suspeita de hipopituitarismo ou de prolactinoma. O TRH é um potente liberador de prolactina e está envolvido no controle de sua secreção. O teste é útil na avaliação da secreção de prolactina e em suspeita de hipopituitarismo, mas não tem valor no diagnóstico diferencial de hiperprolactinemia.

ESTÍMULO DE 17-HIDROXIPROGESTERONA COM ACTH (CORTROSINA = 250 µG)
Preparo do paciente: Jejum de oito horas.

Contra-indicações: hipersensibilidade à droga.

Interferente: prednisona (dexametasona não interfere no ensaio para dosagem de cortisol).

Coleta:
- material: soro 
- punção venosa com cateter          
- repouso (20 minutos)
- coleta de amostra basal                     
- administração E.V.  de ACTH sintético (250 µg)
- coleta de amostra para dosagem de 17 – hidroxiprogesterona nos tempos basal,30 e 60 minutos.

Efeitos colaterais: rubor facial e reações alérgicas, raramente. 
Interpretação: Raramente excede 2000,0 ng/dL.Pacientes com hiperplasia adrenal congênita apresentam valores muito elevados (geralmente superiores a 10.000 ng/dL).
Descrição:  Diagnóstico da hiperplasia adrenal congênita, deficiência da 21 – hidroxilase, diagnóstico de hirsutismo e infertilidade feminina; monitoramento terapêutico. A 17 – alfa – hidroxiprogesterona (17-OHP) é um esteróide intermediário na biossíntese do cortisol. O termo hiperplasia adrenal congênita é utilizado para definir uma síndrome que reúne erros inatos do metabolismo esteróide. São desordens geneticamente determinadas na produção dos esteróides adrenocorticais, como resultado de deficiências enzimáticas específicas.

ESTÍMULO DE CORTISOL COM INSULINA
Preparo do paciente: Jejum de oito horas.

Contra-indicações: o teste é contraindicado em portadores de cardiopatia isquêmica, epilepsia ou com antecedentes de acidente vascular cerebral (AVC).
Interferente: prednisona (dexametasona não interfere no ensaio para dosagem de cortisol).

Coleta:                                                                                                                             
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- coleta de amostra basal 
- administração de insulina regular via endovenosa na dose de 0,1 U/Kg (0,05 U/Kg se há suspeita de insuficiência adrenal, e até 0,3 U/Kg em caso de suspeita de resistência insulínica)
- tempos: inicial, 30, 60, 90 e 120 minutos para dosagem de glicemia e cortisol 
- é realizado controle da glicemia capilar precedendo cada coleta 
- manter acesso venoso e glicose a 50% para aplicação endovenosa, em caso de ausência de recuperação da hipoglicemia com presença de sintomatologia intensa.

Efeitos colaterais: hipoglicemia severa com sintomas neuroglicopênicos.
Interpretação: para que o teste seja considerado válido e interpretável, é necessária a documentação de hipoglicemia (glicemia inferior a 40 mg/dL). Nesses casos, considera-se normal uma resposta de cortisol > 20 mcg/dL

Descrição: diagnóstico de insuficiência adrenal. a hipoglicemia induzida por insulina é ainda considerado o "padrão ouro" entre os testes de reserva adrenal. O teste avalia todo o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, pois a hipoglicemia estimula a secreção de CRH e ACTH, e é empregado na suspeita de insuficiência adrenal primária, secundária (hipofisária) ou terciária (hipotalâmica).

ESTÍMULO DO FSH E LH APÓS LHRH
Preparo do paciente: jejum não obrigatório.

Contra-indicações: Não há.

Interferente: Não há.

Coleta:                                                                                                                             
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- repouso de 15 minutos                                  
- coleta de amostra basal 
- administração E.V. de LHRH (100 µg) 
- tempos: inicial, 15, 30 e 60 minutos

Interpretação: 
Resposta normal: LH                     
- sexo masculino: pico de LH > 12 UI/L ou incremento > 7 UI/L acima do basal                     
- sexo feminino: pico de LH > 10 UI/L ou incremento > 5 UI/L acima do basal                         
- crianças pré-púberes: observa-se incremento maior do FSH em relação ao LH
Resposta normal: FSH

FSH (UI/L) incremento máximo 
Mulher
Fase folicular 3 ± 1 
Pico ovulatório 8 ± 3 
Fase Lutea 3 ± 0.4 
Homem 3 ± 1 

Descrição: avaliação da reserva gonadotrófica em indivíduos com retardo puberal ou hipogonadismo; avaliação da ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal em crianças com suspeita de puberdade precoce; monitorização de terapia com análogo de LHRH.

ESTÍMULO DO GH APÓS TRH
Preparo do paciente: Jejum de oito horas.

Contra-indicações: Não há.

Interferente: Não há.

Coleta:                                                                                                                     
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- repouso de 15 minutos                                 
- coleta de amostra basal 
- administração de TRH, via endovenosa (200 µg)
- tempos: 15, 30 e 60 minutos.                   
- Dosar GH em todos os tempos.

Efeitos colaterais: todos fugazes: rubor facial, náusea, urgência miccional, calor perineal e gosto amargo. Há relato de apoplexia do tumor (necrose tumoral) após a administração do TRH

Interpretação: normal: não ocorre elevação do GH. Resposta paradoxal: elevação de duas vezes do valor basal em qualquer tempo.
 
Descrição: no acompanhamento de tratamento da acromegalia. Cerca de 50% dos pacientes acromegálicos apresentam elevação significativa do GH sérico após TRH (200 µg EV). O TRH, fator hipotalâmico liberador de TSH, não estimula a liberação de GH pelo somatotrofo normal, porém estimula a célula neoplásica promovendo uma resposta "paradoxal". No entanto, essa elevação, além de não sensível, não é específica, havendo relatos de resposta paradoxal do GH após TRH em diabéticos mal controlados, portadores de insuficiência renal, depressão endógena, hipotiroidismo primário e em idosos. Assim, ele não é considerado critério diagnóstico na acromegalia, mas sim teste coadjuvante no acompanhamento da resposta ao tratamento, como um dos critérios de cura da doença (ausência de resposta em indivíduo previamente responsivo).

ESTÍMULO DO TSH APÓS TRH
Preparo do paciente: Jejum de quatro horas.

Contra-indicações: Não há.

Interferente: Não há.

Coleta:                                                                                                                      
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- coleta de amostra basal 
- administração de TRH, via endovenosa, dose de 200 µg
- tempos: 15, 30 e 60 minutos com dosagem de TSH em todos os tempos.

Efeitos colaterais: podem ocorrer rubor, calor facial e/ou perineal, desejo miccional, taquicardia e náuseas. Os sintomas são efêmeros e não requerem interrupção da prova.

Interpretação: normal: incremento de no mínimo 5 mUI/L ou um aumento de cerca de dez vezes o valor basal, nos tempos 15 a 30 minutos.

Descrição: o TSH é um hormônio produzido e liberado pelas células hipofisárias (tirotrofos), e está sob controle do hipotálamo (através do TRH, principalmente) e hormônios tiroideanos. A administração do TRH é util na avaliação do eixo hipotálamo-hipófise-tiroideano e realizado em casos de suspeita de hipotiroidismo de causa central (tumores, pós cirurgia ou radioterapia, e outras causas de hipopituitarismo). Em casos de dano hipofisário a resposta é baixa, enquanto no dano hipotalâmico observa-se resposta normal ou exagerada. Contudo, alguns indivíduos com doença hipofisária podem responder ao TRH. Antes do advento da medida do TSH por métodos ultra-sensíveis, era utilizado para o diagnóstico de tirotoxicose.

EXERCÍCIO
Preparo do paciente: Jejum de oito horas
 
Contra-indicações: cardiopatia ou qualquer situação onde haja restrição ao exercício

Interferente: estresse antes da coleta da amostra basal pode causar valores elevados de GH nos tempos iniciais do teste.
                             
Coleta:                                                      
- material: soro 
- preparo do paciente: jejum de oito horas 
- punção venosa com catéter 
- repouso (15 minutos) 
- coleta de amostra basal 
- exercício contínuo por 20 minutos em esteira ergométrica, ou caminhada moderada a intensa, tal como em escada, seguida imediatamente da coleta de sangue. 

Efeitos colaterais: não há.

Interpretação: normal: ocorre elevação do GH. 
Descrição: esse teste utiliza um estímulo fisiológico, de baixo custo e dispensa a administração de qualquer droga. Apresenta, no entanto, baixo poder preditivo, uma vez que cerca de um terço das crianças pré-púberes normais não respondem. O teste é contra-indicado na presença de cardiopatia ou outras condições que impeçam a realização de exercício físico.

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