Exames

DENSIDADE URINÁRIA
Nome: DENSIDADE URINÁRIA

Sinonímia: Peso específico urinário

Norma de Coleta: Colher urina recente com assepsia em mulheres

Valor de Referência: 1.018 a 1.025 g/mL

Método: Tira reagente

Interpretação Clínica: A densidade urinária é uma função da concentração urinária. Em condições de alta concentração de soluto tende a aumentar a DU. A densidade baixa pode ser devido à incapacidade dos túbulos renais de concentrar a urina (diabetes insípido).
DHEA
Nome: DHEA

Sinonímia: Dehidroepiandrosterona

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar uso de medicamentos (em especial o uso de cortisona ou outros corticosteróides). Colher preferencialmente pela manhã (entre 7 e 10 hs), pois apresenta ritmo circadiano semelhante ao do cortisol.

Valor de Referência:

Masculino: 1,4 a 12,5 ng/mL

Feminino: 0,8 a 10,5 ng/mL

Método: Radioimunoensaio

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É um andrógeno de origem adrenal, importante na investigação da adrenarca precoce. A excessiva produção do DHEA leva ao hirsutismo e virilismo em mulheres. Elevações ocorrem em tumores adrenais, doença de Cushing, hiperplasia adrenal.

Diminuições na doença de Addison e com o uso de glicocorticóides.
DHT
Nome: DHT

Sinonímia: Dihidrotestosterona

Norma de Coleta: Jejum não é necessário. Informar medicamentos em uso como barbitúricos, andrógenos, digoxina, estrógenos.

Valor de Referência:

Pré-puberal: Até 150 pg/mL

Feminino: 10 a 400 pg/mL

Masculino: 250 a 2000 pg/mL

Método: Enzimaimunoensaio

Instrução de Coleta: Coletar 2,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A DHT é o principal metabólito da testosterona nos órgãos receptores do hormônio, sendo a forma ativa para as ações androgênicas. O interesse em sua dosagem é na investigação do pseudohermafroditismo masculino, no diagnóstico diferencial da deficiência da 5-alfa-redutase. Na avaliação do hirsutismo, em alguns casos, DHT pode estar elevada, sugerindo maior conversão periférica da testosterona.
DISMORFISMO ERITROCITÁRIO URINÁRIO
Nome: DISMORFISMO ERITROCITÁRIO URINÁRIO

Norma de Coleta: Urina recente com assepsia (jato médio). Não fazer uso de contraste radiológico nas 48 horas que antecedem o exame. Não colher em período menstrual.

Valor de Referência: Ausência de acantócitos e codócitos

Método: Exame microscópico direto

Instrução de Coleta: Urina - amostra isolada. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Realizada para diagnóstico diferencial das hematúrias glomerulares (dismorfismo positivo) e extra glomerulares (dismorfismo negativo). Pesquisa de dismorfismo indica presença de acantócitos ou codócitos.
DENSITOMETRIA ÓSSEA
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica, caracterizada por alterações quantitativas e qualitativas do osso. A densitometria óssea por DXA (“Dual energy x-ray absorptiometry”) tornou-se padrão-ouro para o diagnóstico de osteoporose por ser disponível, prática, pouco dispendiosa e apresentar excelente reprodutibilidade. A medida fornecida pela densitometria por DXA, a BMD (“bone mineral density”) responde por cerca de 70% da resistência óssea e apresenta relação com o risco de fraturas por osteoporose.  
Os locais mais importantes a serem medidos são a coluna lombar (L1,L4) e fêmur proximal. O antebraço distal é outro sítio que pode ser avaliado (ex: paciente muito obeso; quadril e/ou coluna impossíveis de serem avaliados e hiperparatiroidismo)
O laudo fornece o número de desvios-padrão (T-score) do resultado obtido em relação à média de adultos jovens da população que representa o pico de massa óssea. O T-score é utilizado para definir o diagnóstico de osteoporose, segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS): valores até -1 são considerados normais, valores entre -1,1 e -2,4 definem osteopenia, iguais ou maiores que - 2,5 diagnosticam osteoporose. O Z-score é outro parâmetro de interesse e equivale ao   número de desvios padrão em relação à média esperada para a idade do paciente. Na densitometria óssea de crianças e adolescentes, fases em que o pico de massa óssea ainda não foi atingido, utiliza-se exclusivamente o Z-score para comparar os resultados de acordo com a idade cronológica.

Indicações para avaliação da densidade mineral óssea:
1-Mulheres ≥ 65 anos e homens ≥ 70 anos;
2-Mulheres em uso de TRH (terapia de reposição hormonal) por período prolongado, que tenham interrompido o tratamento;
3-Mulheres ≥ 40 anos na transição da menopausa e homens >50 anos com fatores de risco*;
4-Adulto com fraturas por baixo trauma ou fragilidade óssea (ex: queda da própria altura) ou sem traumatismo (especialmente antebraço distal, vértebras, costelas, úmero proximal e fêmur proximal);
5-Uso prolongado de substâncias ou medicamentos associados à perda de massa óssea (anticonvulsivantes, anticoagulantes, análogos de GnRH, lítio, imunossupressores, alguns anti-retrovirais, doses supressivas de hormônios tireoidianos, tabagismo, alcoolismo);
6-Mulheres e homens com hipogonadismo (ex: anorexia nervosa, amenorréia atlética, hiperprolactinemia, síndromes endócrinas e genéticas relacionadas);
7-Uso prolongado de corticóides (ex: mais de 3 meses com > 5 mg de prednisona ou equivalente, inclusive inalatória);
8-Evidências radiológicas de osteopenia e/ou desmineralização e/ou rarefação óssea.

* Fatores de risco maiores: história prévia de fratura quando adulto, história de fratura por fragilidade (espontânea) em parente de primeiro grau, baixo peso (57.7 kg), tabagismo, terapia com corticoides (mais de 5mg prednisona) por mais de 3 meses.

* Fatores de risco adicionais: comprometimento visual, deficiência estrogênica precoce (< 45 anos), saúde debilitada, quedas frequentes, baixa ingestão de cálcio, sedentarismo, ingestão alcoólica acima de 2 doses por dia.

Crianças com indicação de densitometria:
Doenças ósseas primárias, talassemia maior (aos 10 anos ou se tem fratura), neoplasias na infância, previamente a transplantes não-renais, distúrbios endócrinos, doenças inflamatórias intestinais e crianças com imobilização crônica (se por fraturas).

Contraindicações da densitometria óssea:
O exame de densitometria apresenta baixíssima dose de radiação, no entanto, recomenda-se que não se realize densitometrias em pacientes grávidas, a menos que os benefícios sejam claramente superiores aos riscos. Outras contraindicações referem-se a fatores que possam interferir com a qualidade e precisão do exame ou limitações do paciente, tais como: exame contrastado ou de medicina nuclear recentes; pacientes cujo diâmetro abdominal ântero-posterior exceda os limites da técnica (para exames centrais), incapacidade de manter o decúbito pelo tempo necessário.
A densitometria não deve ser realizada mais de uma vez por ano, salvo em algumas situações (ex: uso de corticóides por mais de 3 meses, ou outras condições que levem a perdas rápidas de densidade óssea).

Dra Tatiana Denck Gonçalves
Endoclinologista
CRM 127.265

2017 - Todos os direitos reservados.Agência Giga  Agência Giga