Exames

17 HIDROXIPROGESTERONA
Nome: 17 HIDROXIPROGESTERONA

Sinonímia: 17 OHP, 17 alfaOHP, 17 alfaHP.

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso, especialmente hormônios esteróides. Realizar a coleta entre 6º e 8º dia do ciclo menstrual ou conforme orientação médica.

Valores de referência:
Masculino: 60 a 342 ng/dL
Feminino
Fase Folicular: 19 a 182 ng/dL
Fase Lútea: 22 a 469 ng/dL
Menopausa: 20 a 172 ng/dL
Pré-puberal: Até 110 ng/dL

Método: Radioimunoensaio

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 ml de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A 17 alfa-hidroxiprogesterona é um esteróide produzido pelas adrenais e gônadas e um precursor do cortisol. É o principal marcador da deficiência da 21-hidroxilase, causadora da forma mais comum de hiperplasia congênita das adrenais. Tem-se valorizado a sua dosagem na avaliação de certas formas de hirsutismo.  Indicada em crianças com genitália ambígua ou desenvolvimento sexual precoce. Seus níveis variam de acordo com a fase do ciclo menstrual.
ÁCIDO ÚRICO NO SORO
Nome: ÁCIDO ÚRICO NO SORO

Sinonímia: Uricemia

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas

Valor de Referência:
Feminino : 2,4 a 5,7 mg/dL
Masculino: 3,4 a 7,0 mg/dL

Método: Colorimétrico

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL  de soro. Se não realizar no mesmo dia, congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É o metabólito final das purinas, ácidos nucléicos e nucleoproteínas. A concentração de ácido úrico no soro varia conforme certos fatores: gênero, dieta, origem étnica, constituição genética, gravidez.  Níveis anormais indicam desordem na produção ou na excreção urinária. Encontra-se aumentado na gota, calculose, insuficiência renal, linfomas, nefropatia úrica, policitemia, mieloma, diabetes, ingestío alcoólica, obesidade, hipertensão e hiperlipidemia. Encontra-se diminuído em situações como síndrome de Fanconi, doença de Wilson, e sob efeito de drogas como aspirina, altas doses de vitamina C, contrastes radiológicos.
ACTH
Sem dados.
ALDOLASE
Nome: ALDOLASE

Sinonímia:

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas recomendável

Valor de referência : 1,0 a 7,6 U/L

Método: Enzimático

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Útil na avaliação de processos com lesões musculares, como doenças degenerativas dos músculos ou distrofia muscular (miopatias). Elevada na distrofia muscular progressiva, dermatopoliomiosites, hepatopatias e neoplasias.
ALDOSTERONA NO SORO
Nome: ALDOSTERONA NO SORO

Sinonímia: Mineralocorticóide

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Conforme pedido médico a coleta deve ser realizada após 2 horas em pé ou após 60 min. de repouso, pois sofre alterações posturais. Anotar medicações em uso (diuréticos, drogas hipotensoras, estrógenos).

CUIDADOS: Segundo critério médico deve se tomar cuidado em relação à postura, sal da alimentação e o uso de drogas, atentando-se para os possíveis efeitos sobre o sistema renina - angiotensina - aldosterona.

Aumento: lítio, alcoolismo, verapamil.

Diminuição: heparina, propanolol, ECA, antinflamatórios, ranitidina.

Valor de Referência:
Dieta Normossódica

Em pé: 4 a 31 ?g/dL
Repouso: 1 a 16 ?g/dL

Método: Radioimunoensaio

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Anotar se a coleta foi deitado ou em pé. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A aldosterona é o principal mineralocorticóide produzido pela zona glomerular do córtex adrenal e juntamente com a renina e a angiotensina II compõe o sistema principal de equilíbrio hemodinâmico. A secreção de aldosterona depende de uma série de fatores dos quais a renina e a concentração plasmática do potássio são as mais importantes. Sua determinação é útil no diagnóstico do hiperaldosteronismo e do hipoaldosteronismo (doença de Addison). Os níveis plasmáticos podem se alterar em função do conteúdo de sal da dieta, o uso de diuréticos e com a postura.
ALDOSTERONA URINÁRIA
Nome: ALDOSTERONA URINÁRIA

Sinonímia: Mineralocorticóide

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas: retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que havia desprezado a urina do dia anterior (esta última urina tem que ser colhida e guardada junto às demais coletas). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes e óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter a urina refrigerada. Obs: Informar o tipo de dieta.

Valor de Referência:

Dieta normosódica: 4 a 20 µg/24hs
Dieta hiposódica: 10 a 40 µg/24hs
Dieta hipersódica: 0,5 a 4 µg/24hs

Método: Radioimunoensaio

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Sua principal indicação clínica é no diagnóstico do hiperaldosteronismo primário (Síndrome de Conn, adenoma da supra-renal) ou secundário. O conteúdo de sal da dieta, postura e uso de drogas, principalmente diuréticos, podem interferir no resultado.
ALFA-1-GLICOPROTEÍNA ÁCIDA
Nome: ALFA-1-GLICOPROTEÍNA ÁCIDA

Sinonímia: Seromucóides, Alfa 1 GP ácida

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência:

Masculino: 50 a 135 mg/dL
Feminino: 40 a 120 mg/dL

Método: Nefelometria

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A alfa-1-glicoproteína é uma proteína de fase aguda, importante no diagnóstico e seguimento de processos inflamatórios. Aumenta na artrite reumatóide, em neoplasias, principalmente as metastáticas, queimaduras, traumas, infarto no miocárdio, após exercício físico violento, lúpus eritematoso, doença de Crohn. Diminui em hepatopatias e síndrome nefrótica, desnutrição e gravidez. A alfa-1-glicoproteína ácida tem baixo peso molecular, com meia vida de 5 dias e de fácil filtração pelo rim. Sua função biológica é desconhecida.
AMP CÍCLICO
Nome: AMP CÍCLICO

Sinonímia: AMPc, Adenosina Monofosfato Cíclico

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas com conservante  HCl 50 % 20 mL/L urina para adultos ou 10,0 mL/L urina para crianças: O uso de conservante é obrigatório e deve ser colocado no frasco antes de iniciar a coleta. Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. Coleta de urina de 24 horas: retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que havia desprezado a urina do dia anterior (esta última urina tem que ser colhida e guardada junto às demais coletadas). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes e óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter urina refrigerada. Não é necessário dieta.

Obs: Se o paciente for diabético, deve controlar a dieta para diminuir a ingestío de líquido capaz de causar excesso de urina.

Valor de Referência: 1000 a 11500 nmol/L

Método: Radioimunoensaio

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas. Refrigerar a amostra.
ANDROSTENEDIONA - DELTA 4
Nome: ANDROSTENEDIONA - DELTA  4

Sinonímia: Delta 4 androstenediona

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso, em especial o uso de hormônios esteróides.

Valor de Referência:

Feminino : 0,3 a 3,3 ng/mL     
Masculino: 0,6 a 3,1 ng/mL     

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A androstenediona é um esteróide androgênico secretado tanto pelas adrenais, como pelas gônadas. É um importante precursor da testosterona,  estradiol e outros esteróides. Sua dosagem é importante no diagnóstico laboratorial e no seguimento de pacientes com hirsutismo (síndromes hiperandrogênicas) e seguimento do tratamento de pacientes portadores de defeito da 21 - hidroxilase. Valores elevados são compatíveis com aumento de produção androgênica pelos ovários ou adrenais, doença de Cushing,  ovários policísticos. Valores diminuídos são encontrados na doença de Addison. Encontra-se aumentada na puberdade precoce masculina, hiperplasia congênita das adrenais ou tumores adrenais virilizantes.
ANTICORPO ANTIMICROSSOMAL
Nome: ANTICORPO ANTIMICROSSOMAL

Sinonímia: Anti TPO, Anti-tireoperoxidase (antigo anti-microssomal purificado), antiperoxidase tiroidiana

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicação em uso, em especial o uso de hôrmonios tiroidianos e anti-arrítimicos

Valor de referência: Até 35 IU/mL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: São auto-anticorpos que atuam contra a peroxidase tireoidiana (TPO). Estes anticorpos estío presentes em tireoidites de etiologia auto-imune, em especial a de Hashimoto. A determinação concomitante dos anticorpos anti-tiroglobulina aumenta a sensibilidade diagnóstica. Presença de mixedema, bócio nodular, doença de Basedow Graves e carcinoma da tireóide podem apresentar  positividade para este anticorpo.
ANTICORPOS ANTI GAD
Nome: ANTICORPOS ANTI GAD

Sinonímia: GAD, Descarboxilase do ácido glutâmico

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência: Até 1,0 U/mL

Método: Radioimunoensaio

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O teste é útil no diagnóstico da auto-imunidade no diabetes mellitus tipo I. Os marcadores mais estudados na detecção precoce do processo auto-imune do diabetes tipo I são: anticorpos anti-insulina, anti-GAD e anti-ilhota (ICA512). São indicados nas seguintes situações:

1- em parentes de primeiro grau de diabéticos do tipo I;

2- no diagnóstico de diabetes mellitus do tipo I em adultos ou de início tardio, mas que nunca utilizaram insulina;

3- nos casos de hiperglicemia transitória da infância.

O anti Gad está presente em 80% dos pacientes com diabetes mellitus tipo I há menos de 1 ano e 54% dos pacientes com diagnóstico há mais de 1 ano.
ANTICORPOS ANTIINSULINA
Nome: ANTICORPOS ANTIINSULINA

Sinonímia: Auto Anticorpos Anti Insulina, Anti IAA

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.

Valor de Referência: até 1 U/mL

Método: Radioimunoensaio

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Pacientes diabéticos que recebem insulina por um período longo podem desenvolver auto-anticorpos. Portanto, a presença de anticorpos anti-insulina indica uso prolongado de insulina ou anticorpos de origem auto-imune ( diabetes Tipo I ). Os IAA podem ocorrer de forma espontânea ou após uso de insulina. Os IAA apresentam uma positividade de quase 100% nos diabéticos com menos de 5 anos de diagnóstico, 62% nos diabéticos com 5 a 15 anos de doença e 15% após 15 anos de diagnóstico.
ANTICORPOS ANTITIROGLOBULINA
Nome: ANTICORPOS ANTITIROGLOBULINA

Sinonímia: Antiti, Antitireoglobulina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicação em uso em especial de hormônios tiroidianos e de  anti-arrítimicos

Valor de Referência: Até 40 IU/mL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A determinação concomitante do anti TPO aumenta a sensibilidade diagnóstica da tireoidite de Hashimoto. Títulos baixos podem aparecer em pacientes com bócio nodular, doença de Basedow - Graves, carcinoma da tireóide. Falsos positivos podem ocorrer em síndrome de Sjögren, lúpus eritematoso sistêmico (LES), anemia perniciosa, diabetes mellitus e em mulheres idosas.
ANTÍGENO AUSTRALIA-HBSAG
Nome: ANTÍGENO AUSTRALIA-HBsAG

Sinonímia: AAU, Antígeno de Superfície do Vírus da Hepatite B

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência: Não reagente

Método: Imunocromatográfico (anticorpos mono e policlonais)

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil no diagnóstico de infecção pelo vírus da hepatite B. Aparece mesmo antes do início dos sintomas e mantém-se até 20 semanas. É o marcador de portador de vírus. Em condições favoráveis, desaparece a partir da 20 ª semana e antes da 24 ª semana após o contágio. A persitência de HBsAg após 6 meses, indica estado de portador de hepatite crônica. Falsos positivos ocorrem em pacientes heparinizados ou com desordens de coagulação. Falsos negativos: devido à falta de sensibilidade dos métodos utilizados.
APOLIPOPROTEINA A1
Nome: APOLIPOPROTEINA A1

Sinonímia: Apo A1

Norma de Coleta: Jejum de 12 horas. Não ingerir álcool nas 24 horas que antecedem o exame

Valor de Referência:

Masculino:  1,10 a 2,05 g/L
Feminino : 1,25 a 2,15 g/L

Método: Nefelometria

Instrução de Coleta: Coletar 3,0 ml de soro.

Interpretação Clínica: Apo A1 é o maior componente protéico do HDL e está relacionada diretamente com os níveis de HDL-C. Exame útil na avaliação do risco aterosclerose.
CÁLCIO NO SORO
Nome: CÁLCIO NO SORO

Sinonímia: Ca, Calcemia, Cálcio total

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.

Valor de Referência: 8,1 a 10,4 mg/dL

Método: Arsenazo III

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Valores aumentados: hiperparatiroidismo, neoplasmas com metástase óssea, alguns casos de câncer de pulmío, rins, bexiga, mieloma múltiplo. Valores diminuídos: hipoparatireoidismo idiopático ou pós-cirúrgico, pseudohipoparatireoidismo, déficit de vitamina D, insuficiência renal crônica.
CATECOLAMINAS PLASMÁTICAS
Nome: CATECOLAMINAS PLASMÁTICAS

Sinonímia: Epinefrina ou adrenalina, norepinefrina ou noradrenalina,  dopamina

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. A critério médico, se possível suspender medicamentos como: Aldomet, Propranolol, L-dopa, Efortil.

Valor de Referência:

Epinefrina (Adrenalina): Até 85 pg/mL

Dopamina: Até 84 pg/mL
Norepinefrina (Noradrenalina): Até 420 pg/mL
Método: HPLC (Cromatografia Líquida de Alta Performance)

Instrução de Coleta: As catecolaminas plasmáticas são extremamente lábeis. Sangue: deixar o paciente em repouso no mínimo por 30 minutos. Após, coletar 10 mL de sangue com heparina, homogeneizar cuidadosamente e, imediatamente, transferir para um tubo especial, pré-congelado contendo 120 uL de solução EGTA/GSH (glutationa reduzida). Inverter o tubo lentamente por alguns minutos para uma mistura adequada, SEM AGITAR Centrifugar rapidamente e transferir o plasma para um tubo plástico mantido gelado.

Interpretação Clínica: As catecolaminas (epinefrina, norepinefrina e dopamina) são hormônios da medula supra-renal. Sua principal indicação clínica é no diagnóstico do feocromocitoma. Contudo, parece haver melhor valor preditivo para o diagnóstico de feocromocitoma medindo as catecolaminas urinárias.
CATECOLAMINAS URINÁRIAS
Nome: CATECOLAMINAS URINÁRIAS

Sinonímia: Epinefrina ou Adrenalina, Norepinefrina ou Noradrenalina,  Dopamina

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas. Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter urina refrigerada. O paciente, ao acordar pela manhã, deve desprezar a primeira urina esvaziando totalmente a bexiga, e anotar o horário exato. A partir deste horário, guardar todas as micções rigorosamente nos frascos (se possível no mesmo frasco) até a manhã seguinte no mesmo horário, completando 24 horas. Aproximadamente ½ hora antes de guardar a última micção tomar 2 copos de água. É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

Dieta: O paciente deverá permanecer 12 horas sem fumar, não ingerir álcool, refrigerantes de coca, café, chá, chocolate, banana, baunilha. O paciente deverá permanecer 7 dias sem ingerir medicamentos abaixo, conforme orientação médica: descongestionantes nasais, broncodilatadores, alfa-metil-dopa (Aldomet ), antidepressivos tricíclicos, Lexotan, L-dopa, tetraciclina, cloropromazina, Efortil.

Valor de Referência:

Adrenalina - Epinefrina:
Valor de referência: 4 a 20 µg/24h
Noradrenalina - Norepinefrina:
Valor de referência: 23 a 105 µg/24h
Dopamina:
Valor de referência: 190 a 450 µg/24h

Método: HPLC ( Cromatografia Líquida de Alta Performance)

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas. Orientá-lo sobre a coleta. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: A dosagem é útil no diagnóstico de feocromocitoma, neuroblastoma, ganglioneuroma (doenças da medula supra-renal). Monitorização de recidiva tumoral ou remoção completa. A relação noradrenalina/adrenalina normalmente é 4 a 5. Tumores pequenos diminuem e os grandes aumentam este valor.
CAXUMBA- SOROLOGIA IGG E IGM
Nome: CAXUMBA- SOROLOGIA IgG e IgM

Sinonímia: Anticorpos anti-caxumba, "mumps" ou parotidite

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.

Valor de Referência:

Não reagente - Até 0,100
Indeterminando - 0,100 a 0,200
Reagente - Maior que 0,200

Método: Imunofluorescência indireta

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil no diagnóstico da parotidite (popularmente caxumba). Os anticorpos IgG positivos podem ser diagnóstico de imunidade pregressa (duradoura) ou doença ativa. Neste caso é necessário investigar os anticorpos IgM. Se IgM positivo: indica infecção recente e se mantém por 1 a 3 meses. Em casos de vacinas estes anticorpos não estío presentes.
CD4 E CD8, LINFÓCITOS T - AUXILIADORES (HELPER) E SUPRESSORES
Nome: CD4 e CD8, LINFÓCITOS T - AUXILIADORES (HELPER) E SUPRESSORES

Sinonímia: OKT4 e OKT8, subtipagem de linfócitos, subpopulação linfocitária

Norma de Coleta: Jejum 4 horas

Valor de Referência:

0 a 6    meses:               50 a 57%         2800 a 3900 mm3
6 a 12  meses:              49 a 55 %         2600 a 3500 mm3
12 a 18 meses:             46 a 51 %         2300 a 2900 mm3
18 a 24 meses:             42 a 48 %         1900 a 2500 mm3
24 a 30 meses:             38 a 46 %         1500 a 2200 mm3
30 a 36 meses:             33 a 44 %         1200 a 2000 mm3
Maior 3 anos:              27 a 57 %         560 a 2700 mm3

Método: Citometria de fluxo com anticorpos monoclonais marcados

Instrução de Coleta: Coletar 10,0 mL de sangue total com EDTA. Observar se o paciente também tem hemograma, pois este é importante na realização do exame. IMPORTANTE: manter em temperatura ambiente. Não transportar em gelo.

Interpretação Clínica: Teste útil na avaliação das imunodeficiências, nas quais ocorrem alterações dos linfócitos T auxiliadores e linfócitos T supressores, como por exemplo, na AIDS (Síndrome de imunodeficiência adquirida). Nestes casos, o vírus HIV é especialmente citotóxico para as células CD4, provocando redução de seu número e conseqüentemente redução do índice CD4/CD8. A determinação do percentual dos linfócitos CD4 é mais importante do que a própria relação CD4/CD8 para avaliar o estado imunológico do paciente imunodeficiente e para auxiliar na decisão da introdução de terapêuticas específicas.
CEA
Nome: CEA

Sinonímia: Antígeno cárcino-embrionário

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Anotar medicação em uso.

Valor de Referência:

Fumantes: Até 5,0 ng/mL
Não fumantes: Até 10 ng/mL

Método: Eletroquimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Utilizado como marcador tumoral para o acompanhamento de pacientes no pós-operatório, pois a elevação do CEA pode indicar recidiva do tumor. O CEA não deve ser utilizado para diagnóstico de neoplasias, devido à sua baixa especifidade. É marcador para seguimento quando associado com outro marcador para câncer coloretal, trato digestivo (CA19-9), mama (CA15-3). Processos inflamatórios gastrointestinais podem aumentar os níveis séricos de CEA.
CERULOPLASMINA
Nome: CERULOPLASMINA

Sinonímia: Cobre Oxidase

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: 15 a 60 mg/dL

Método: Nefelometria

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A ceruloplasmina é uma proteína de fase aguda, podendo apresentar níveis elevados em tumores, inflamações agudas e crônicas (artrite reumatóide, LES, necrose tubular, infarto do miocárdio, hepatites, doença de Hodgkin, etc). Útil no diagnóstico da doença de Wilson. Cerca de 95% do cobre plasmático está ligado à ceruloplasmina. A atividade desta proteína é aumentada pelo uso de estrógenos e fenitoína.
CHAGAS, MACHADO GUERREIRO
Nome: CHAGAS, MACHADO GUERREIRO

Sinonímia: Reação de Fixação de Complemento para T.cruzi

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: Não reagente

Método: Imunoensaio Enzimático

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Diagnóstico da doença de Chagas (infestação pelo Trypanosoma cruzi). Devido a reações cruzadas podem ter resultado falso positivo, característico do método. Portanto, é sempre aconselhável a realização de dois testes.
CHAGAS, SOROLOGIA
Nome: CHAGAS, SOROLOGIA

Sinonímia: Trypanosoma cruzi.

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas recomendável

Método: Imunofluorescência Indireta – IgM
Valor de referência: Não reagente
Método: Imunofluorescência Indireta - IgG 
Valor de referência: até 1/20
Método: Hemaglutinação
Valor de referência: Não reagente (inferior a 1/40)

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro.

Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Diagnóstico da doença de Chagas (infestação pelo Trypanosoma cruzi). Devido a reações cruzadas podem ter resultado falso positivo, característica do método.  Portanto a organização mundial de saúde (OMS) preconiza a utilização de pelo menos dois métodos diferentes para o diagnóstico laboratorial da doença de chagas.
CICLOSPORINA
Nome: CICLOSPORINA

Sinonímia: Ciclosporina A, ciclosporina monoclonal

Norma de Coleta: Colher de preferência antes da próxima dose da ciclosporina ou conforme orientação médica. Informar se está em uso de Sandimun ou outros medicamentos. Nestes casos anotar horário do último comprimido. Jejum de 6 horas.

Valor de Referência: 150 a 300 ng/mL

Método: Imunoensaio de Fluorescencia Polarizada (FPIA)

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Útil no acompanhamento de pacientes transplantados ou com doenças auto-imunes e que se tratem com ciclosporina (para ajustar a dose da droga).
CISTINA
Nome: CISTINA

Sinonímia: Cistinúria

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas: retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que havia desprezado a urina do dia anterior (esta última urina tem que ser colhida e guardada junto às demais coletadas). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter a urina refrigerada. Não é necessário dieta.

Valor de Referência: 5.000 a 14.000 U/L

Método: Enzimático - Ellmannn

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas, ou amostra isolada. Fornecer ao paciente frascos (urina de 24 horas). Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil de cálculos renais. Cistinúria é devido a um distúrbio de origem hereditária no qual o transportador de aminoácidos tubular renal (cistina, lisina, arginina e ornitina) não é suficientemente efetivo e acarreta aumento na concentração urinária de cistina.
CITOMEGALOVÍRUS
Nome: CITOMEGALOVÍRUS

Sinonímia: CMV, anticorpos anti-citomegalovírus

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Informar se está grávida ou se fez este exame anteriormente

Valor de Referência:

IgG

Não reagente: < 0,4 UI/mL
Indeterminado: 0,4 a 0,6 UI/mL
Reagente: > 0,6  UI/mL

IgM 

Não reagente: < 15,0 UI/mL
Indeterminado: 15 a 30 UI/mL
Reagente: > 30 UI/mL

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Importante para o diagnóstico de infecções, avaliação imunológica do paciente em relação ao vírus do citomegalovírus. Normalmente é uma doença viral benigna, exceto em imunotransplantados, imunodeficientes e no 1º mês de gravidez (pois pode levar a malformações fetais). A presença de IgM relaciona-se com infecção aguda, primária, reativação ou re-infecção. Essa metodologia não se aplica a recém-nascidos.
CKMB
Nome: CKMB

Sinonímia: Creatinoquinase cardiaca, Isoenzima cardíaca

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: Até 24 U/L

Método: Cinético UV

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É uma isoenzima encontrada principalmente no músculo cardíaco. A sua determinação é bastante específica para o diagnóstico do infarto do miocárdio e miocardites. Os valores máximos ocorrem cerca de 12 horas após a ocorrência do infarto, surgindo de 4-6 horas após a isquemia.
CLAMÍDIA-SOROLOGIA
Nome: CLAMÍDIA-SOROLOGIA

Sinonímia: Chlamydia trachomatis

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.

Valor de Referência:

Anticorpos IgG

Masculino: Até 1/16
Feminino: Até 1/64
Anticorpos IgM:  Até 1/18

Método: Imunofluorescência indireta

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Útil no diagnóstico de infecção causada por clamídias (doença sexualmente transmissível mais prevalente). A maioria das mulheres apresenta infecção assintomática, podendo levar a doença inflamatória pélvica, infertilidade e gravidez ectópica. Não é adequada para a detecção dos anticorpos anti-Clamydia pneumoniae.
CLEARANCE DE CREATININA
Nome: CLEARANCE  DE CREATININA

Sinonímia: Depuração de Creatinina, Ritmo de Filtração Glomerular

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas para coleta de sangue e urina de 24 horas. Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral O paciente, ao acordar pela manhã, deve desprezar a primeira urina esvaziando totalmente a bexiga, e anotar o horário exato. A partir deste horário, guardar todas as micções rigorosamente nos frascos (se possível no mesmo frasco) até a manhã seguinte no mesmo horário, completando 24 horas. Aproximadamente ½ hora antes de guardar a última micção tomar 2 copos de água. É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem. A entrega da amostra de urina não deve ultrapassar 72 horas. Informar peso e altura.

Valor de Referência:

Homens   : 85 a 137 ml de plasma/min/1,73 m2
Mulheres : 75 a 129 ml de plasma/min/1,73 m2
Crianças : 70 a 140 ml de plasma/min/1,73 m2

Método: Colorimétrico

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro e a urina de 24 horas.

Interpretação Clínica: Teste útil na avaliação da função renal, pois analisa a taxa de filtração glomerular. A depuração está diminuída em nefropatias agudas e crônicas. Pode estar aumentada em diabetes, hipertireoidismo, acromegalia.
CLORO NO SORO
Nome: CLORO NO SORO

Sinonímia: Cloremia, Cl

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência: 96 a 107 meq/L

Método: Potenciométrico - Íon seletivo

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É um dos íons responsáveis na manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico. Aumenta nas desidratações hipertônicas, acidoses tubulares, pielonefrite, em diarréias com grandes perdas de bicarbonato. Diminui quando há vômitos, aspiração gástrica, nefrite com perda de sal, acidose metabólica, insuficiência adrenal.
COAGULOGRAMA
Nome: COAGULOGRAMA

Sinonímia: TS, TC, TTPa, TP, Plaquetas

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicação em uso nos últimos 10 dias, especialmente, antibióticos, aspirina, heparina e anticoagulantes orais (marevam, clexane, liquemine, etc). Informar a dosagem. No caso de controle da anticoagulação oral, o paciente deve tomar o medicamento e fazer a coleta sempre no mesmo horário. Informar testes de coagulação alterados previamente.

Valor de Referência:

TEMPO DE SANGRIA - TS 1 a 3 minutos

Método:  Duke

TEMPO DE COAGULAÇíO - TC 2 a 12 minutos
Método:  Lee - White

TEMPO DE PROTROMBINA
Tempo de Protrombina: 12,5 a 15,5 segundos
Atividade Protrombina: 70 a 120 % 

Método: Técnica de Quick

TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL - TTPA 24 a 45 segundos 

Método:  Técnica de Bell - Alton

PLAQUETAS 120.000 a 400.000/mm3

Instrução de Coleta: Coletar 5,0 mL de sangue total citratado. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Este perfil é útil para avaliação hemostática pré-operatória e nos distúrbios hemorrágicos, incluindo no uso de anticoagulantes. Pode detectar deficiências de fatores de coagulação e defeitos vasculares.
COBRE NO SORO
Nome: COBRE NO SORO

Sinonímia: Cu, Cupremia

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência:

Masculino: 70 a 140 ug/dL

Feminino: 85 a 155 ug/dL

Método: Enzimático

Instrução de Coleta: 2,0 mL de soro

Interpretação Clínica: Exposição ocupacional ao cobre e na doença de Wilson (ver ceruloplasmina).
COLESTEROL TOTAL E FRAÇÕES
Sinonímia: Colesterolemia

Norma de coleta: Jejum obrigatório de 8 horas.

Valores de Referência: 
De 2 a 19 anos:
Desejável: menor que 150 mg/dL
Limítrofe: de 150 a 169 mg/dL
Elevado: maior ou igual a 170 mg/dL
Acima de 20 anos:
Desejável: menor que 200 mg/dL 
Limítrofe: de 200 a 239 mg/dL
Alto: maior ou igual a 240 mg/d 
Valores de referência segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose - 2013

Método: Enzimático colorimétrico 

Instrução de coleta: Coletar amostra em tubo gel. Encaminhar amostra sob refrigeração, de 2ºC a 8ºC.

Interpretação Clínica: Avaliação de risco de desenvolvimento de doença cardíaca coronariana (DCC); diagnóstico e monitoramento de tratamento de estados hiperlipidêmicos primários ou secundários; avaliação da função hepática. O colesterol é uma espécie de álcool encontrado quase exclusivamente em animais. Quase todas as células e tecidos contêm alguma quantidade de colesterol, que é utilizado na fabricação e reparo de membranas celulares, síntese de moléculas vitais como hormônios e vitaminas. No organismo pode ocorrer a partir de ingestío ou metabolismo interno por transformação de outras moléculas. A regulação dos estoques corpóreos depende de mecanismos metabólicos e ingestío. No corpo, cerca de 70% do colesterol está imobilizado em pools teciduais na pele, tecido adiposo e células musculares, entre outros, e o restante forma um contingente móvel circulante no sangue, entre fígado e tecidos. Na circulação sanguínea, normalmente cerca de dois terços do colesterol está esterificado, ligado a lipoproteínas (HDL, LDL, IDL, VLDL), e um terço na forma livre. Os níveis séricos desejáveis de colesterol situam-se abaixo de 200 mg/dL. Níveis entre 200 e 239 mg/dL são considerados intermediários, e níveis acima de 240 mg/dL em mais de uma ocasiío são considerados hipercolesterolêmicos. Pacientes cujas dosagens de colesterol resultam superiores a 200 mg/dL devem receber assistência no sentido de tentar reduzir seus níveis, reduzindo o risco de doença cardíaca coronariana futura. Contudo, é digno de nota que os níveis de colesterol, apesar de representarem fator de risco independente para o desenvolvimento de DCC, não são o único fator de risco descritos para a doença: sexo, idade, tabagismo, história familiar, níveis baixos de colesterol HDL, obesidade e diabetes mellitus são outros possíveis fatores de risco associados. Indivíduos com idade mais avançada devem ser avaliados com critérios mais flexíveis. Valores aumentados: hipercolesterolemia idiopática, hiperlipoproteinemias, estados obstrutivos biliares, doença de von Gierke, hipotireoidismo (fator importante, especialmente em mulheres de meia idade em diante), nefrose, doença pancreática, gravidez, uso de medicamentos (esteróides, hormônios, diuréticos, etc), jejum muito prolongado que induza cetose. Valores diminuídos: dano hepático, hipertireoidismo, desnutrição, doenças mieloproliferativas, anemias crônicas, terapia com cortisona ou ACTH, hipobetalipoproteinemia, abetalipoproteinemia, doença de Tangier, processos inflamatórios crônicos e medicamentos (alopurinol, tetraciclina, eritromicina, isoniazida, inibidores da MAO, androgênios, cloropropramida, climifeno, fenformin, clofibrato, azatioprina, kanamicina, neomicina, estrogênios orais, colestiramina, agentes hipocolesterolemiantes como lovastatinas, simvastatinas, pravastatinas, atorvastatinas e similares). Interferentes: o uso de certos medicamentos e drogas, bem como a ingestío de bebidas alcoólicas pode estar associado ao encontro de valores alterados de colesterol total sérico. De modo ideal, a avaliação do colesterol total sérico deve ser realizada após pelo menos uma semana com dieta habitual mantida, sem o uso de bebidas alcoólicas ou exercícios. Em geral, recomenda-se que as coletas de determinações periódicas (ou check-ups) não sejam realizadas nas segundas ou terças-feiras.


Nome: HDL COLESTEROL 

Sinonímia: HDL

Norma de coleta: Jejum obrigatório de 8 horas.

Valor (es) de Referência:
De 2 a 19 anos: Maior ou igual a 45 mg/dL
Acima de 20 anos: Maior ou igual a 40 mg/d
Valores de referência segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose - 2013

Método: Enzimático colorimétrico

Instrução de coleta: Coletar amostra em tubo gel; Encaminhar amostra sob refrigeração, de 2ºC a 8ºC.

Interpretação Clínica: avaliação de risco cardíaco; diagnóstico e monitoramento de estados dislipidêmicos. Os HDL são as menores lipoproteínas encontradas no organismo humano. São sintetizados pelo fígado e intestino, sendo compostos por uma associação entre componentes lipídicos, fosfolipídicos e proteínas. As principais apoproteínas (fração protéica do HDL colesterol) são Apo-AI e Apo-AII, além de Apo-C e Apo-E. O HDL carrega cerca de 20-35% do colesterol plasmático total, sendo o responsável pelo transporte reverso do colesterol (dos tecidos ao fígado). Conhecido como "bom colesterol", é desejável que seus níveis sejam o mais elevados possíveis. Níveis reduzidos de HDL estío relacionados a um maior risco de desenvolvimento de doença cardíaca coronariana, como fator de risco independente, pois se associam fisiologicamente a uma menor deposição de lipídeos em placa ateromatosa. Assim valores de 55 mg/dL para homens e 45 mg/dL para mulheres são considerados ponto de corte para risco cardíaco: abaixo deste ponto há um risco estatístico crescente inversamente proporcional aos níveis, e acima, da mesma forma, há uma condição "protetiva" para doença cardíaca. Valores aumentados: manutenção periódica de exercícios físicos, uso moderado de álcool (em especial vinho e substâncias contendo antioxidantes), tratamento de insulina, terapia de reposição hormonal em mulheres, dislipidemias (hiperalfalipoproteinemia familiar, hipobetalipoproteinemia familiar), uso de certos medicamentos (lovastatina, simvastatina, pravastatina, atorvastatina e similares, etc). Valores diminuídos: stress, obesidade, sedentarismo, história familiar, tabagismo, diabetes mellitus, hipo e hipertireoidismo, doença hepática, nefrose, uremia, doenças crônicas e mieloproliferativas, dislipidemias (hipertrigliceridemia familiar, hipoalfalipoproteinemia familiar), doença de Tangier homozigota, deficiência familiar de LCAT, deficiência familiar de HDL e apolipoproteínas associadas, uso de certos medicamentos (esteróides, diuréticos tiazídicos, bloqueadores beta-adrenérgicos, probucol, neomicina, fenotiazinas, etc).


Nome: LDL COLESTEROL 

Sinonímia: LDL - col

Norma de coleta: Jejum obrigatório de 8 horas.

Valor(es) de Referência:
De 2 a 19 anos:
Desejável: menor que 100 mg/dL
Limítrofe: de 100 a 129 mg/dL
Elevado: maior ou igual a 130 mg/dL
Acima de 20 anos:
Ótimo: menor que 100 mg/dL 
Desejável: de 100 a 129 mg/dL
Limítrofe: de 130 a 159 mg/dL
Alto: de 160 a 189 mg/dL
Muito elevado: maior ou igual a 190 mg/dL
Valores de referência segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose - 2013.

Método: Calculado pela Fórmula de Friedewald. A aplicação da estimativa por esta fórmula restringe-se a indivíduos com trigliceridemia inferior a 400 mg/dl.

Instrução de coleta: Jejum obrigatório; 
- Coletar amostra em tubo gel; 
- Aguardar 30 min para retração do coagulo; 
- Realizar a centrifugação em 3.200 RPM por 12 min; 
- Encaminhar amostra sob-refrigeração, de 2ºC a 8ºC.

Interpretação Clínica: avaliação de dislipidemias; avaliação de risco para doença coronariana. As lipoproteínas de baixa densidade (LDL - low density lipoproteins) são sintetizadas no fígado, sendo responsáveis pelo transporte do colesterol a partir do fígado para os tecidos periféricos. Valores aumentados: risco de doença cardíaca coronariana, hipercolesterolemia familiar, hiperlipidemia familiar combinada, diabetes mellitus, hipotireoidismo, síndrome nefrótica, insuficiência renal crônica, dieta hiperlipídica, gravidez, mieloma múltiplo, porfiria, anorexia nervosa, uso de medicamentos (esteróides anabolizantes, beta-bloqueadores anti-hipertensivos, progestina, carbamazepina, entre outros). Valores diminuídos: doença crônica, abetalipoproteinemia, uso de estrogênios.


Nome: VLDL COLESTEROL 

Sinonímia: VLDL 

Norma de coleta: Crianças até 1 ano completo: jejum de 3 horas ou intervalo entre as mamadas no caso de bebês. 
- Crianças com mais de 1 e 01 dia a 5 anos completos: jejum de 6 horas. 
- Crianças com mais de 5 anos e 01 dia e Adultos jejum mínimo de 12 horas e máximo de 14 horas.

Valor(es) Referência:
De 2 a 19 anos, desejável: Até 20 mg/dL
Acima de 20 anos, desejável: Menor que 30 mg/dL
Valores de referência segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose - 2013.

Método: VLDL-colesterol é calculado conforme o Lipid Research Clinics Program.

Instrução de coleta: Soro ou plasma. Encaminhar amostra sob-refrigeração, de 2ºC a 8ºC. 

Interpretação Clínica: avaliação de risco cardíaco. Extraído por cálculo dos triglicérides.
COMPLEMENTO C3
Nome: COMPLEMENTO C3

Sinonímia: Componente C3 do complemento

Norma de Coleta: Jejum 8 horas

Valor de Referência: 90 a 200 mg/dL

Método: Nefelometria

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É útil para a avaliação portadores de doenças que evoluem com a presença de imunocomplexos em que há consumo de complemento: LES, glomerulonefrites e em estados inflamatórios agudos.
COMPLEMENTO C4
Nome: COMPLEMENTO C4

Sinonímia: Componente C4 do complemento

Norma de Coleta: Jejum 8 horas

Valor de Referência: 15 a 45 mg/dL

Método: Nefelometria

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Útil para avaliação de deficiência congênita do complemento e em doenças como: LES, doença do soro, glomerulonefrites,  nas quais indica atividade.
COMPLEMENTO TOTAL
Nome: COMPLEMENTO TOTAL

Sinonímia: Complemento do CH-50, atividade hemolítica do complemento

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas

Valor de Referência: ? 60 U/CAE

Método: Enzimaimunoensaio (Elisa)

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil na avaliação do sitema complemento em pacientes portadores de doenças formadoras de imunocomplexos tais como: lúpus eritematoso sistêmico (LES), nefrite pós-estreptocócica, doença do soro, crioglobulinemias mistas. No caso de LES, sua diminuição indica atividade da doença.
COOMBS DIRETO
Nome: COOMBS DIRETO

Sinonímia: Pesquisa de Sensibilização Eritrocitária

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas recomendável.

Valor de Referência: Negativo ou ausência de anticorpos.

Método: Gel aglutinação

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de sangue total com EDTA.

Interpretação Clínica: O teste é útil na investigação das anemias hemolíticas auto-imunes, por isoimunização materno-fetal ou pós transfusional. Falsos positivos ocorrem com o uso de penicilinas, cefalosporinas, sulfonamidas, tetraciclinas, insulina.
COOMBS INDIRETO
Nome: COOMBS INDIRETO

Sinonímia: Pesquisa anticorpos irregulares

Norma de Coleta: Não é necessário jejum.

Valor de Referência: Ausência de anticorpos ou negativo

Método: Gel centrifugação

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A pesquisa do Coombs indireto detecta frações do complemento ligadas às hemácias (anticorpos anti-eritrocitários) o que pode levar à hemólise. Este teste faz parte da rotina de exames no pré-natal de gestantes Rh negativas.
CORPOS CETÔNICOS, PESQUISA NA URINA
Nome: CORPOS CETÔNICOS, PESQUISA NA URINA

Sinonímia: Cetonúria, Acetona

Norma de Coleta: Urina amostra isolada recente

Valor de Referência: Negativo ou não reagente.

Método: Fita Reativa Bayer - Nitroprussiato qualitativo

Interpretação Clínica: Corpos cetônicos na urina podem aparecer em jejum prolongado, vômitos, febre, hipoglicemia, diabetes mellitus, alcoolismo agudo. Em pacientes diabéticos é de grande importância, pois levam a um distúrbio no balanço ácido/básico causando acidose.
CORTISOL
Nome: CORTISOL

Sinonímia: Composto F, Hidrocortisona, 17 OH no sangue

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicação em uso. Colher preferencialmente entre 7 e 9 horas da manhã, pois sofre ritmo circadiano (incluir coleta ao anoitecer para obtenção do ritmo).

Valor de Referência:

Pela manhã:  5 a 25 ?g/dL

À noite:  aproximadamente metade dos valores da manhã

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro.

Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O cortisol é o principal glucocoticóide produzido pelo córtex da adrenal no ser humano em resposta ao estímulo do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH). Sua principal indicação é no diagnóstico da síndrome de Cushing (hiperfunção da adrenal). Baixas concentrações ocorrem na doença de Addison e nos defeitos de síntese adrenal responsáveis por puberdade precoce, genitália ambígua e hiperplasia adrenal congênita.
CORTISOL URINÁRIO
Nome: CORTISOL URINÁRIO

Sinonímia: Cortisol Livre

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas: Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que jogou fora a urina do dia anterior (esta urina tem que ser também colhida e guardada). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter a urina refrigerada.

Valor de Referência:

Criança: 2 a 27 ?g/24 horas

Adolescente: 5 a 55 ?g/24 horas

Adulto: 10 a 90 ?g/24 horas

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar urina de 24 horas.

Interpretação Clínica: Exame útil na avaliação das adrenais, hiperfunção (síndrome de

Cushing). Está diminuído nos casos de insuficiência adrenal primária ou secundária.
CPK
Nome: CPK

Sinonímia: Creatinoquinase, CK

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência:

Feminino : 10 a 170

Masculino: 10 a 195

Método: UV

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A enzima CPK é encontrada em altas concentrações nos músculos cardíaco, esquéletico e no cérebro. Os valores de CPTK se elevam em presença de lesões musculares como infarto do miocárdio, doença muscular (miopatias, polimiosite), politraumatismo, exercício físico intenso, convulsões, hipotireoidismo.
CREATININA NO SORO
Sinonímia: Creatininemia

Norma de coleta: Jejum de 4 horas; 
- Devem ser suspensos medicamentos a base de ácido ascórbico, cefoxitina, cefalotina, frutose, glicose, levodopa, metildopa, nitrofurantoína e piruvato

Valor(es) de Referência: 
Crianças
Recém-nascidos: 0,3 - 1,0 mg/dL
Até 6 anos: 0,3 - 0,7 mg/dL
De 7 a 12 anos: 0,5 a 1,0 mg/dL
Adultos
Mulheres: 0,50 - 0,90 mg/dL
Homens: 0,70 - 1,20 mg/dL

Método: Colorimétrico Cinético (método de jaffé)

Instrução de coleta: Coletar amostra em tubo gel; Encaminhar amostra sob refrigeração, de 2ºC a 8ºC.
 
Interpretação Clínica: A creatinina sérica é o principal teste para a avaliação da função renal, refletindo a filtração glomerular, sendo mais sensível e específica que a uréia. É amplamente utilizada para o cálculo da estimativa de filtração glomerular pela fórmula Cockroft-Gault ou MDRD, na triagem de doença renal crônica. 

CREATININA URINÁRIA
Nome: CREATININA URINÁRIA

Sinonímia: Creatininuria

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas: retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que havia desprezado a urina do dia anterior (esta última urina tem que ser colhida e guardada junto às demais coletadas). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter urina refrigerada.

Valor de Referência: 800 a 1.800 mg/24 h ou 0,8 a 1,8 g/24h

Método: Cinético colorimétrico

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Em pacientes renais agudos a relação creatinina urinária / sérica pode ser usada como índice diagnóstico. A creatinina urinária aumenta com dietas hiperprotéicas. Como a excreção da creatinina é apenas renal, é o melhor marcador da  função renal.
CRIOGLOBULINAS SÉRICAS
Nome: CRIOGLOBULINAS SÉRICAS

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.

Valor de Referência: Negativo

Método: Aglutinação

Instrução de Coleta: Coletar 2,0 mL de soro.

IMPORTANTE: A seringa (ou tubo de coleta) deve ser aquecido a 37ºC antes da coleta. Deixar coagular em banho-maria ou estufa a 37ºC. Separar o soro antes de atingir a temperatura ambiente. Não congelar nem refrigerar.

Interpretação Clínica: É uma proteína associada a várias patologias como: doenças linfoproliferativas, infecciosas agudas ou crônicas, e auto-imunes como lupus eritematoso.
CULTURA
Nome: CULTURA

Sinonímia: Bacteriológico (Cultura para materiais diversos)

Norma de Coleta: Não usar antimicrobianos nos três dias que antecedem o exame. Se possível deverá suspender antibióticos e quimioterápicos por três dias.

Valor de Referência: Cultura negativa ou presença de microorganismos não patogênicos.

Método: Cultura em meios apropriados

Interpretação Clínica: A cultura em meios apropriados permite detectar a presença de bactérias em diversos materiais, bem como sua identificação e realização do teste de sensibilidade.
CULTURA DE BACILOS DE KOCH
Nome: CULTURA DE BACILOS DE KOCH

Sinonímia: Cultura de BAAR, de tuberculose

Norma de Coleta: O paciente deve colher urina de 24 horas. Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve desprezar a primeira urina esvaziando totalmente a bexiga, e anotar o horário exato. A partir deste horário, guardar todas as micções rigorosamente nos frascos (se possível no mesmo frasco) até a manhã seguinte no mesmo horário, completando 24 horas. Aproximadamente ½ hora antes de guardar a última micção tomar 2 copos de água. É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter a urina refrigerada. Se for solicitado escarro, o material deve ser colhido pela manhã em jejum sem realizar higiene bucal, em frasco estéril.

Valor de Referência: Negativo

Método: Isolamento em meios seletivos

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas ou escarro. Fornecer frascos de urina para o paciente. Orientar o paciente a maneira correta de coletar a urina para evitar erros de dosagens.

Interpretação Clínica: Diagnóstico da tuberculose pulmonar (colhido no escarro) e infecções causadas por micobactérias no trato urinário.
CULTURA DE FEZES
Nome: CULTURA DE FEZES

Sinonímia: Coprocultura

Norma de Coleta: Colher fezes recentes em frasco estéril. Não refrigerar. Encaminhar ao laboratório no mesmo dia. Anotar se o paciente fez uso de antibiótico nos 10 dias que antecederam o exame.

Valor de Referência: Cultura negativa

Método: Cultura em meios seletivos e enriquecedores

Instrução de Coleta: Fornecer frasco ao paciente.

Interpretação Clínica: Identificação de germes enteropatogênicos causadores de diarréias em meios apropriados.
CULTURA DE SECREÇíO VAGINAL
Nome: CULTURA DE SECREÇíO VAGINAL

Sinonímia: Bacteriológico vaginal

Norma de Coleta: A paciente não deve fazer uso de medicação tópica nas 24 horas que antecedem o exame, nem fazer higiene íntima na data da coleta.

Valor de Referência: Cultura negativa

Método: Cultura em meios apropriados (ágar específico)

Instrução de Coleta: Coletar secreção vaginal em meio de transporte Stuart.

Interpretação Clínica: A cultura de secreção vaginal é útil no diagnóstico etiológico das uretrites e vaginites.
CULTURA DE URINA
Nome: CULTURA DE URINA

Sinonímia: Urocultura

Norma de Coleta: Estar preferencialmente há 2 horas sem urinar e colher no laboratório sob assepsia (apenas para mulheres). Após a assepsia, desprezar o 1º jato de urina. A (o) paciente não deve usar antibióticos, antissépticos por 3 dias que antecedem a coleta. Informar ao laboratório se faz uso deles. Mulheres: se o material for colhido durante o período menstrual ou se houver leucorréia ("corrimento"), colocar tampío vaginal, antes de colher a urina.

Valor de Referência: Cultura negativa após 48 horas

Método: Cultura quantitativa em meios apropriados

Instrução de Coleta: Deve ser colhido jato médio em frasco estéril.

Interpretação Clínica: A cultura de urina é útil no diagnóstico das infecções do trato urinário.
CULTURA PARA FUNGOS
Nome: CULTURA PARA FUNGOS

Sinonímia: Micológico completo, cultura para dermatófitos, cultura micológica

Norma de Coleta: A amostra deve ser colhida antes do uso de antibióticos e sem medicações tópicas.

Valor de Referência: Cultura negativa

Método: Cultura em meios específicos

Instrução de Coleta: Coletar o material diretamente das lesões.

Interpretação Clínica: Útil no diagnóstico das infecções por fungos, causadores de micoses profundas e superficiais.
DENSIDADE URINÁRIA
Nome: DENSIDADE URINÁRIA

Sinonímia: Peso específico urinário

Norma de Coleta: Colher urina recente com assepsia em mulheres

Valor de Referência: 1.018 a 1.025 g/mL

Método: Tira reagente

Interpretação Clínica: A densidade urinária é uma função da concentração urinária. Em condições de alta concentração de soluto tende a aumentar a DU. A densidade baixa pode ser devido à incapacidade dos túbulos renais de concentrar a urina (diabetes insípido).
DHEA
Nome: DHEA

Sinonímia: Dehidroepiandrosterona

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar uso de medicamentos (em especial o uso de cortisona ou outros corticosteróides). Colher preferencialmente pela manhã (entre 7 e 10 hs), pois apresenta ritmo circadiano semelhante ao do cortisol.

Valor de Referência:

Masculino: 1,4 a 12,5 ng/mL

Feminino: 0,8 a 10,5 ng/mL

Método: Radioimunoensaio

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É um andrógeno de origem adrenal, importante na investigação da adrenarca precoce. A excessiva produção do DHEA leva ao hirsutismo e virilismo em mulheres. Elevações ocorrem em tumores adrenais, doença de Cushing, hiperplasia adrenal.

Diminuições na doença de Addison e com o uso de glicocorticóides.
DHT
Nome: DHT

Sinonímia: Dihidrotestosterona

Norma de Coleta: Jejum não é necessário. Informar medicamentos em uso como barbitúricos, andrógenos, digoxina, estrógenos.

Valor de Referência:

Pré-puberal: Até 150 pg/mL

Feminino: 10 a 400 pg/mL

Masculino: 250 a 2000 pg/mL

Método: Enzimaimunoensaio

Instrução de Coleta: Coletar 2,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A DHT é o principal metabólito da testosterona nos órgíos receptores do hormônio, sendo a forma ativa para as ações androgênicas. O interesse em sua dosagem é na investigação do pseudohermafroditismo masculino, no diagnóstico diferencial da deficiência da 5-alfa-redutase. Na avaliação do hirsutismo, em alguns casos, DHT pode estar elevada, sugerindo maior conversão periférica da testosterona.
DISMORFISMO ERITROCITÁRIO URINÁRIO
Nome: DISMORFISMO ERITROCITÁRIO URINÁRIO

Norma de Coleta: Urina recente com assepsia (jato médio). Não fazer uso de contraste radiológico nas 48 horas que antecedem o exame. Não colher em período menstrual.

Valor de Referência: Ausência de acantócitos e codócitos

Método: Exame microscópico direto

Instrução de Coleta: Urina - amostra isolada. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Realizada para diagnóstico diferencial das hematúrias glomerulares (dismorfismo positivo) e extra glomerulares (dismorfismo negativo). Pesquisa de dismorfismo indica presença de acantócitos ou codócitos.
ELETROFORESE DE HEMOGLOBINA
Nome: ELETROFORESE DE HEMOGLOBINA

Sinonímia: Estudo das Hemoglobinas

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência:

Hb A1: Maior que 95 %

Hb A2: Até 3,5 %

Hb Fetal: Até 2 %

Método: HPLC (Cromatografia líquida de alta performace)

Instrução de Coleta: Coletar 5,0 ml de sangue total com EDTA. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil no diagnóstico diferencial das hemoglobinopatias e microcitoses.
ELETROFORESE DE PROTEÍNAS
Nome: ELETROFORESE DE PROTEÍNAS

Sinonímia: Proteinograma

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência

Proteínas totais: 6,0 - 8,2 g/dL

Método: Colorimétrico

Albumina: 50 a 65 %

?-1 Globulina:  3 a 7  %

?-2 Globulina:  6 a 12 %

ß Globulina: 10 a 15 %

? Globulina: 11 a 21 %

Método: Eletroforese por capilaridade

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Refrigerar a amostra. Não congelar.

Interpretação Clínica: O exame é útil na caracterização das disproteinemias, sendo as mais comuns: hipoalbuminemia (encontrada na síndrome nefrótica, cirrose hepática, desnutrição), hipergamaglobulinemia do mieloma múltiplo, doenças linfoproliferativas malignas, cirrose hepática.
ELETROFORESE DE PROTEÍNAS URINÁRIAS
Nome: ELETROFORESE DE PROTEÍNAS URINÁRIAS

Sinonímia: Eletroforese de Proteínas com Concentração

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas sem conservante: Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve desprezar a primeira urina esvaziando totalmente a bexiga, e anotar o horário exato. A partir deste horário, guardar todas as micções rigorosamente nos frascos (se possível no mesmo frasco) até a manhã seguinte no mesmo horário, completando 24 horas. Aproximadamente ½ hora antes de guardar a última micção tomar 2 copos de água. É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter urina refrigerada.

Valor de Referência:

%             mg/24h

Albumina          50 a  60         75 a 90

Alfa 1                04 a 07          06 a 11

Alfa 2              7,4 a 11          11 a 17

Beta                  11 a 14          17 a 21

Gama                15 a 22          23 a 33

Proteínas totais                       até 150

Método: Eletroforese em gel de agarose.

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas. Fornecer frascos ao paciente. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil quando se suspeita de proteína anormal na urina, como paraproteínas. Valor clínico é limitado.
ENA, ANTICORPOS ANTI
Nome: ENA, ANTICORPOS ANTI

Sinonímia: SSA + SSB + SM + RNP

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas

Anticorpos ANTI-RNP 

Valores de referência:

Não reagente: Até 10 U/mL

Indeterminado: 10 a 14 U/mL

Reativo: Maior que 14 U/mL

Anticorpos ANTI-SM 

Valores de referência:

Não reagente: Até 5 U/mL

Indeterminado: 5 a 7 U/mL

Reativo: Maior que 7 U/mL
ERITROGRAMA
Nome: ERITROGRAMA

Sinonímia: Série Vermelha

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Não colher após exercício físico intenso.

Valor de Referência:

Masculino Feminino

Hemoglobina : 14  a  18        12  a  15,5 g/dL

Hematócrito   : 40  a  54        37  a  40 %

Hemácias       : 4,5 a  6,5       4,2 a  5,4 milhões/mm3

VCM             : 83  a  93        82  a  90 micra3

HCM             : 28  a  32        28  a  32 µg

CHCM          : 32  a  36        32  a  36 %

Plaquetas       : 130 a 400      130  a 400 mil/mm3

Método: Automatizado

Instrução de Coleta: Coletar 5,0 mL de sangue total com EDTA mais 1 esfregaço sanguíneo. As lâminas devem ser muito bem identificadas. Refrigerar entre 4º a 8ºC.

Interpretação Clínica: Indicado para diagnóstico diferencial de anemias ferroprivas ou de talassemina minor e eritrocitose (policitemia vera).
ESTRADIOL
Nome: ESTRADIOL

Sinonímia: E2, 17-Beta-Estradiol

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Anotar medicação em uso e informar dia do ciclo

menstrual. (DUM = 1º dia da última menstruação)

Valor de Referência: pg/mL

Masculino                                : ND - 56

Feminino

Fase Folicular                          : ND - 160

Fase Folicular (Dias 2 a 3)       : ND -  84

Fase Ovulatória                        : 34 - 400

Fase lútea                                : 27 - 246

Pós-menopausa não tratada     : ND - 30

Pós-menopausa tratada            : ND - 93

Anticoncepcionais orais            : ND - 102

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É o hormônio esteróide de ação femininizante típica. Útil no estudo da puberdade precoce no sexo feminino, nos tumores feminilizantes adrenais ou testiculares e nas ginecomastias. Deve ser avaliado nos casos de irregularidade menstrual, esterilidade ou infertilidade e no acompanhamento da menopausa.
ESTRIOL
Nome: ESTRIOL

Sinonímia: E3, Estriol livre

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: ng/mL

Valores de referência

Masculino: Até 0,25

Feminino : Até 0,25

Semanas de gravidez              Semanas de gravidez

06: 1,3 - 3,2                            29: 3,7 - 16,0

08: 1,4 - 3,5                            30: 4,1 - 17,9

10: 1,5 - 3,9                            31: 4,6 - 19,9

12: 1,6 - 4,4                            32: 5,1 - 22,1

14: 1,7 - 5,0                            33: 5,7 - 24,4

16: 1,8 - 5,7                            34: 6,3 - 27,0

18: 2,5 - 7,0                            35: 7,0 - 29,7

20: 3,0 - 8,5                            36: > 7,6

22: 3,5 - 10,5                          37: > 8,4

24: 4,0 - 12,0                          38: > 9,2

25: 4,0 - 13,0                          39: > 10,1

27: 2,9 - 12,7                          40: > 11,0

28: 3,3 - 14,3

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É o principal estrogênio produzido pela placenta (durante a gestação), a partir de precursores adrenais fetais. O estriol é entío indicado no estudo da integridade feto-placentária na gravidez normal ou complicada, ou em condições de risco como diabetes, fumo, obesidade.
ESTRONA
Nome: ESTRONA

Sinonímia: E1

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso.

Valor de Referência: pg/mL

Pré-puberal: Até 25

Masculino: 10 - 80

Feminino

Fase Folicular: 37 - 138

Fase Lútea: 49 - 114

Menopausa: Até 103

Método: Radioimunoensaio

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A estrona é um hormônio esteróide de potência estrogênica inferior ao estradiol, porém maior do que o estriol. Produzido pelo ovário e adrenal. Dosagem útil na avaliação do hipogonadismo, da puberdade precoce, tumores femininizantes e acompanhamento de reposição hormonal na menopausa.
EXAME A FRESCO
Nome: EXAME A FRESCO

Sinonímia: Exame Direto (Pesquisa de fungos, trichomonas, protozoários e parasitas)

Norma de Coleta: O paciente não deve fazer uso de medicação tópica nas 24 horas que antecedem o exame. Material: secreção vaginal, uretral, urina I, secreções, lesões cutâneas.

Valor de Referência: Negativo para fungos, trichomonas, protozoários e parasitas.

Método: Microscopia

Instrução de Coleta: Deve-se colher o máximo possível de material com "swab" e colocar em salina.

Interpretação Clínica: Utilizado para auxiliar no diagnóstico de infecções em diversos

materiais biológicos.
EXAME MICOLÓGICO DIRETO - FUNGOS
Nome: EXAME MICOLÓGICO DIRETO - FUNGOS

Sinonímia: Sinonímia: Microscopia direta, Pesquisa direta de fungos

Norma de Coleta: Coletar material de raspados de lesões de pele, unhas, pêlos. Não utilizar medicamento tópico e antifúngico nos dois dias que antecedem o enxame.

Valor de Referência: Ausência de fungos (hifas)

Método: Direto a fresco com KOH + DMSO

Instrução de Coleta: Coletar material biológico em placa de Petri estéril. As secreções deverío ser coletadas em frasco estéril. Conservar em temperatura ambiente.

Interpretação Clínica: Utilizada no diagnóstico das infecções fúngicas.
FAN
Nome: FAN

Sinonímia: Fator anti-núcleo, anticorpos (Hep 2), anticorpos antinucleares

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.

Valor de Referência:

Núcleo  :  Não Reagente

Nucléolo : Não Reagente

Citoplasma : Não Reagente

Aparelho Mitótico :  Não Reagente

Placa Metafásica Cromossômica  : Não Reagente

Padrío :  Não Reagente

Método: Imunofluorescência Indireta em Células HEP-2

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil na avaliação de pacientes com suspeita clínica de doença auto-imune, especialmente LES e doença reumática sistêmica (onde a positividade chega a 95 % em pacientes não tratados).
FATOR REUMATÓIDE
Nome: FATOR REUMATÓIDE

Sinonímia: Látex, FR, Waaler Rose

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: Até 8 UI/mL – Não reagente

Método: Aglutinação em látex

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Fator reumatóide refere-se a um grupo de macroglobulinas que está presente  em cerca de 75% de pacientes com artrite reumatóide. Pode aumentar na senilidade, hepatopatias crônicas, sífilis, tuberculose, endocardite bacteriana, mononucleose, neoplasias e LES.
FERRITINA
Nome: FERRITINA

Sinonímia: Ferritina Sérica

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar história prévia de anemia ou hemorragia.

Valores de Referência: ng/mL 

Feminino :  6 – 159

Masculino: 28 – 397   

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A ferritina é a  principal proteína responsável pelo armanezamento de ferro, havendo uma relação direta entre o nível sérico e a quantidade de ferro armazenado. É um exame útil no diagnóstico e seguimento de anemias ferroprivas e na hemocromatose e porfirias (em que está aumentada). Seus níveis séricos podem aumentar em doenças crônicas, doenças hepáticas, neoplasias (leucemia, Hodgkin). Ferritin é também uma proteína de fase aguda. Proteína C reativa normal serve para excluir a elevação da ferritina como indicadora de reações de fase aguda.
FERRO - CAPACIDADE DE FIXAÇíO DE FERRO
Nome: FERRO - CAPACIDADE DE FIXAÇíO DE FERRO

Sinonímia: TIBC, Capacidade total de ligação do Ferro, CTLF

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas

Valor de Referência: 200 a 360 mg/dL

Método: Nefelometria

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Importantes nas anemias ferroprivas hipocrômicas e microcíticas. Melhor analisado em conjunto com dosagem de ferro, ferritina e siderofilina.
FERRO - CAPACIDADE LIVRE DE FIXAÇíO
Nome: FERRO - CAPACIDADE LIVRE DE FIXAÇíO

Sinonímia: Capacidade Latente de Combinação do Ferro, CLLF, LIBC

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.

Valor de Referência:

Masculino: 300 a 400 ug/dL

Feminino: 250 a 350 ug/dL

Método: Colorimétrico

Instrução de Coleta: Coletar 2,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Importante nas anemias ferroprivas hipocrômicas e microcíticas. Melhor analisado em conjunto com dosagem de ferro, ferritina e transferrina.
FERRO SÉRICO
Nome: FERRO SÉRICO

Sinonímia: Fe, Ferro

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Informar história prévia de anemia. A coleta deve ser realizada pela manhã preferencialmente, pois sofre variação circadiana.

Valor de Referência:

Masculino: 59 a 158 ?g/dL

Feminino : 37 a 145 ?g/dL

Método: Automação - Modular/Roche - Colorimétrico Ferrozina

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O ferro é o metal de transição mais importante do organismo humano. Circula como Fe III unido a uma proteína transportadora específica: a transferrina (ou siderofilina). Para uma melhor avaliação do metabolismo do ferro é importante realizar sua dosagem concomitantemente com a transferrina. O teste é útil na avaliação das anemias hipocrômicas microcíticas. Ferro baixo é encontrado em perdas sanguíneas, dieta inadequada, desnutrição, neoplasias, etc. Ferro aumentado é observado em terapêutica com ferro, hemosiderose, anemias hemolíticas, hepatite aguda, necrose hepática aguda.
FEZES - PESQUISA DE GORDURA FECAL
Nome: FEZES - PESQUISA DE GORDURA FECAL

Sinonímia: Gordura Fecal - Determinação (Sudam III), qualitativa

Norma de Coleta: Fezes recentes:

- máximo de 3 horas sem refrigerar ou refrigeradas até 12 horas após a coleta. Não fazer uso de laxantes, óleo de rícino e/ou supositórios.

- dieta com sobrecarga de gordura por 3 dias. Acrescentar à dieta habitual diária: azeite, creme de leite, manteiga, queijo prato. Evitar a mistura de urina com fezes. Eventualmente o médico pode solicitar a pesquisa sem a dieta.

Valor de Referência: Negativo

Método: Sudam III

Instrução de Coleta: Material - fezes recentes. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Auxiliar no diagnóstico das esteatorréia devido a deficiência da digestío e/ou absorção das gorduras, doença pancreática crônica, doença celíaca, enteropatias bacterianas e virais.
FEZES - PESQUISA DE LEUCÓCITOS
Nome: FEZES - PESQUISA DE LEUCÓCITOS

Sinonímia: Piócitos - Pesquisa e Contagem

Norma de Coleta: Fezes recentes sem conservantes. Enviar imediatamente ao laboratório mantendo a amostra refrigerada.

Valor de Referência: Ausente ou negativo

Método: Microscopia direta

Instrução de Coleta: Fezes recentes. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Confirmar a presença de infecção bacteriana. Na confirmação de processo infeccioso há necessidade de técnicas de isolamento ou cultura.
FEZES - PESQUISA DE SANGUE OCULTO
Nome: FEZES - PESQUISA DE SANGUE OCULTO

Sinonímia: Pesquisa de hemoglobina nas fezes

Norma de Coleta: Fezes recentes, sem conservantes. Grandes interferentes: sangramento menstrual, hemorróidas e bebidas alcoólicas.

Valor de Referência: Negativo

Método: Imunocromatográfico

Instrução de Coleta: Informar o recipiente que as fezes devem ser coletadas em frasco limpo e seco.

Interpretação Clínica: Auxiliar no diagnóstico de lesões com sangramento da mucosa de porções baixas do trato digestivo, especialmente do cólon como: colite, diverticulite, pólipos, câncer.
FEZES - PH FECAL
Nome: FEZES - pH FECAL

Sinonímia: Acidez fecal, reação das fezes

Norma de Coleta: Evitar uso de medicação tópica e talcos nas 24 horas que antecedem a coleta. As fezes devem ser recentes (máximo de 2 horas). Evitar contaminação com urina no ato da coleta.

Valor de Referência:

Acima de 4 anos:  6,5 a 7,5

de 1 a 4 anos:  5,6 a 7,5

Adultos:  5,5 a 8,0

Lactante em aleitamento materno: 5,0 a 6,0

Lactante em aleitamento com leite de vaca : 7,2 a 9,0

Método: Colorimétrico (papel indicador)

Instrução de Coleta: Orientar o paciente sobre a maneira correta de coletar o exame.

Interpretação Clínica: O pH das fezes é dependente da dieta alimentar, da fermentação  de açúcares no intestino e do seu teor de gordura. Se predominar a fermentação o pH será ácido e se predominar a putrefação será alcalino.
FEZES - PROTOPARASITOLÓGICO
Nome: FEZES - PROTOPARASITOLÓGICO

Sinonímia: Parasitológico

Norma de Coleta: Colher fezes em frascos com conservantes, fornecido pelo laboratório. Não usar antiparasitários, antidiarréicos, laxantes oleosos (como Nujol) antes da coleta do material, ou ainda conforme orientação médica.

Valor de Referência: Ausência de protozoários e de ovos e larvas de helmintos.

Método: Enriquecimento de Hoffmann

Instrução de Coleta: Fornecer frascos com conservante para o paciente. Se não for feita no mesmo dia, refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: O exame é útil no diagnóstico das parasitoses intestinais por ovos e larvas de helmintos e cistos de protozoários e na triagem das infecções intestinais.
FOSFATASE ALCALINA
Nome: FOSFATASE ALCALINA

Sinonímia: F Alc, Fa

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Para lactentes, colher antes da próxima mamada.

Valor de Referência: 60 a 279 U/L

Método: Colorimétrico

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro ou Plasma (Heparina). Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A fosfatase alcalina está presente em altas concentrações nos ossos, fígado, intestino e placenta. Indicador útil de doenças hepáticas e de doenças ósseas associadas com hiperatividade osteoblástica. Aumenta nas doenças hepáticas e do trato biliar, na metástase óssea, na acromegalia, no hipertireoidismo, no raquitismo, e outras. Diminui no hipotireoidismo, retardo de crescimento, desnutrição grave.
FÓSFORO NO SORO
Nome: FÓSFORO NO SORO

Sinonímia: P, fosfato, fosfatemia, fósforo inorgânico

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Para lactentes, colher antes da próxima mamada.

Valor de Referência:

Adultos                       :  2,5 a 4,8  mg/dL

Crianças

Menor que 1 ano         : Até 13,0   mg/dL

1 a 13 anos                 : 3,0 a 7,0   mg/dL

Método: Daly e Ertingshausen Modificado

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A homeostase do fósforo é mantida principalmente pela função renal, absorção intestinal, metabolismo ósseo e função da glândula paratireóide. O teste é útil no diagnóstico das hiperfosfatemia por insuficiência renal, hipotireioidismo, hipervitaminose D, osteosporose, acromeglia, mieloma e outras doenças. A diminuição do nível de fósforo provém da: hipovitaminose D (raquitismo), doenças do fígado, alcoolismo agudo.
FÓSFORO URINÁRIO
Nome: FÓSFORO URINÁRIO

Sinonímia: Fosfatúria

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas com conservante ácido HCl 50 % 20 mL/L urina para adultos ou 6,5 mL/L urina para crianças: O uso de conservante é obrigatório e deve ser colocado no frasco antes de iniciar a coleta. Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que jogou fora a urina do dia anterior (esta urina tem que ser colhida e guardada). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar  cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter a urina refrigerada. Não é necessário dieta.

Valor de Referência: 400 a 1.300 mg/24 h

Método: Automação - Modular/Roche

Instrução de Coleta: Fornecer ao paciente frasco para urina de 24 horas com conservante HCl 50% - 20 mL/L. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Teste útil na avaliação do balanço cálcio/fósforo do organismo. Excreção urinária aumenta em hiperparatireoidismo, acidose tubular renal, doença de Paget, síndrome de Fanconi.
FRUTOSAMINA
Nome: FRUTOSAMINA

Sinonímia: Proteína Glicosilada, Albumina glicosilada

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência: 122 a 285 ?mol/L

Método: Redução do NBT

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro ou plasma (Heparina ou EDTA). Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É uma proteína com meia vida curta, entre 2 e 3 semanas. Portanto este teste é útil no acompanhamento de controle metabólico do paciente diabético, além da hemoglobina glicosilada, principalmente durante a gestação. O teste não deve ser usado para diagnóstico de diabetes devido a sua pequena sensibilidade. Tem vantagem sobre a HbA1c por não ser influenciada por hemoglobinopatias.
FSH, HORMÔNIO FOLÍCULO ESTIMULANTE
Nome: FSH, HORMÔNIO FOLÍCULO ESTIMULANTE

Sinonímia: Gonadotrofina hipofisária FSH

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicação em uso e 1o. dia última menstruação. DUM - 1º dia da última menstruação

Valor de Referência: mUI/mL

Masculino                                :  0,7 - 11,1

Feminino

Fase Folicular                          :  2,8 -  11,3

Fase Folicular (Dias 2 a 3)       :  3,0 -  14,4

Meio Ciclo                               :  5,8 -  21,0

Fase Luteal                              :  1,2 -   9,0

Pós-menopausa (Preliminar)     : 21,7 - 153,0

Pós-menopausa (TSE)              :  9,7 - 111,0

Anticoncepcionais orais            :   ND -   4,9

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O FSH é um hormônio glicoprotéico produzido pela hipófise sob influência do fator liberador hipotalâmico (LHRH), ganhando a circulação em pulsos (não tío evidentes como os de LH, devido a uma maior vida média desta molécula). O FSH estimula os folículos ovarianos na mulher e a espermatogênese no homem e se eleva nas deficiências ovarianas ou testiculares. Pode aumentar quando há comprometimento da espermatogênese, menopausa, hipogonadismo primário, tumores hipofisários. Diminui na síndrome dos ovários policísticos, deficiência hipofisária, produção ectópica de esteróides.
GAMA GT
Nome: GAMA GT

Sinonímia: GGT, Gama glutamil transferase, Gama glutamil transpeptidase

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar uso de droga anti-epilépticas e alcoolismo crônico, pois produzem aumento da atividade de gama GT. Informar história prévia de alcoolismo ou doenças hepáticas.

Valor de Referência:

Masculino:  7 a 45 U/L

Feminino:  5 a 27 U/L

Método: Szasz modificado

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro.

Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: O teste é útil para evidenciar a disfunção hepática (hepatopatias agudas e crônicas), estando a atividade enzimática elevada nos quadros de colestase intra ou extra hepática. Os níveis também aumentam na doença hepática alcoólica aguda ou crônica e nas neoplasias primárias ou metastáticas.
GASTRINA
Nome: GASTRINA

Sinonímia:

Norma de Coleta: Jejum de10 horas.  Informar medicamentos em uso

Valor de Referência: 13 a 115 pg/mL

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra. Pode ser colhida no teste de Glucagon: injeta-se glucagon 1mg EV e colhe-se sangue nos tempos 0, 5, 10, 15, 30 e 60 minutos.

Interpretação Clínica: A gastrina é hormônio produzido pelas células G, distribuídas em todo o tubo digestivo. É importante em disfunções do aparelho digestivo, como úlceras gástricas e duodenais e nas síndromes diarréicas crônicas, e no diagnóstico da síndrome de Zöllinger-Ellison (tumor secretor de gastrina) que causa ulceração péptica grave do trato intestinal.
GH, HORMÔNIO DE CRESCIMENTO
Nome: GH, HORMÔNIO DE CRESCIMENTO

Sinonímia: Hormônio Somatotrófico, Somatotrofina

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.

Valor de Referência: 

Masculino: Até 5 ng/mL

Feminino : Até 10 ng/mL

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O hormônio de crescimento humano (HGH) é um hormônio polipeptídico produzido pelas células somatotróficas da hipófise. O HGH é liberado pela hipófise em resposta a um complexo controle hipotalâmico influenciado por vários estímulos, como hipoglicemia induzida por insulina. O HGH estimula o fígado a produzir somatomedinas (IGF). Importante na investigação dos pacientes com déficit estatural, atraso de crescimento em relação à idade cronológica e nos estados de hipersomatotrofismo de causa tumoral, tais como o gigantismo (crescimento intenso em jovens) ou acromeglia (em adultos).
GLICEMIA
Nome: GLICEMIA

Sinonímia: Glicose no sangue

Norma de Coleta: 

Adultos : jejum de 8 a 10 horas

Crianças entre 1 e 5 anos : jejum de 6 horas

Crianças abaixo de 1 ano : jejum de 3 horas

Informar história prévia de diabetes e medicação em uso (insulina, hipoglicemiantes orais). Outras coletas a critério médico.

Valor de Referência:

Jejum : 60 - 99

Pós-prandial : Até 140

Pós alimentação : Até 160

Método: Colorimétrico Enzimático 

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A homeostase glicêmica é controlada por diversos hormônios, especialmente a insulina. Alterações hormonais e outros fatores levam a variação nesta homeostase, desencadeando hiper ou hipoglicemia. Portanto, é útil no diagnóstico e monitoração terapêutica de doenças metabólicas, como o diabetes melito tipo II.
GLICOSÚRIA
Nome: GLICOSÚRIA

Sinonímia: Glicose de 24 horas(quantitativa), glicosúria de  24 horas,  ou fracionada

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas: Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que jogou fora a urina do dia anterior (esta urina tem que ser colhida e guardada). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter a urina refrigerada.

Coleta de urina de 12 horas: Desprezar a urina e marcar o horário. A partir daí, colher todas as urinas sem perda, até completar o período de 12 horas. Marcar rigorosamente o horário.

Coleta de urina de 4 períodos:

1. Preparar quatro recipientes plásticos limpos e secos, identificando-os

2. Esvaziar completamente a bexiga às 6 h da manhã, desprezando este material.

3. A partir daí, recolher integralmente TODA urina emitida, sem nenhuma perda, guardando-a nos frascos preparados, obedecendo aos horários designados pelo médico.

Valor de Referência: Até 250 mg/24hs

Método: Enzimático colorimétrico

Instrução de Coleta: Orientar o paciente quanto ao modo de coleta para que não haja erros de dosagens.

Interpretação Clínica: Glicemias superiores a 180 mg/dL geralmente provocam glicosúria, porém em diabéticos, o limiar renal tende a aumentar, embora varie de 50 a 400 mg/L. A coleta fracionada em 4 períodos é útil para o tratamento.
HAPTOGLOBINAS SÉRICAS
Nome: HAPTOGLOBINAS SÉRICAS

Sinonímia:

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas

Valor de Referência: 16 a 200 mg/dL

Método: Nefelometria

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É uma glicoproteína produzida no fígado. Teste útil no diagnóstico de hemólises (destruição intravascular das hemácias). Eleva-se inespecificamente em processos inflamatórios.
HBA1C
Nome: HBA1c

Sinonímia: HbA1C,  Hemoglobina Glicosilada, Glicohemoglobina

Norma de Coleta: Jejum de 6 horas.

Valor de Referência: 4,0 a 7,0 %

Método: Imunoensaio de Inibição Turbidimétrica

Instrução de Coleta: Coletar 5,0 mL de sangue total com EDTA.

Interpretação Clínica: Exame útil para o controle do paciente diabético. Seus valores refletem a média das glicemias nos últimos 2 a 3 meses. Hemoglobinas anômalas (F, S, C, etc) levam a valores falsamente baixos.
HELICOBACTER PYLORI - SOROLOGIA
Nome: HELICOBACTER PYLORI - SOROLOGIA

Sinonímia: Campylobacter pylori

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas

Valor de Referência: Negativo ou não reagente

Anticorpos IgG

Não reagente: Até 0,9 U/mL

Inconclusivo: 0,9 a 1,1 U/mL

Reagente: Superior 1,1 U/mL

Método: Ensaio imunoenzimático

Anticorpos IgM

Não reagente: Até 20,0 U/mL

Reagente: Superior a 20,0 U/mL

Método: Elisa

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil no diagnóstico etiológico das gastrites e doença ulcerosa péptica.
HEMATÓCRITO
Nome: HEMATÓCRITO

Sinonímia: Htc

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência:

Masculino: 40 a 54 %

Feminino: 37 a 47%

Método: Automatizado

Instrução de Coleta: Coletar 5,0 mL de sangue total com EDTA mais 1 esfregaço. As lâminas devem ser bem identificadas. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Útil nas anemias macro, micro e normocíticas.
HEMOGLOBINA
Nome: HEMOGLOBINA

Sinonímia: Hb, Hemoglobinometria.

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência:

Masculino: 12,5 a 17,5 %

Feminino : 11,5 a 15,5 %

Método: Automatizado

Instrução de Coleta: Coletar 5,0 mL de sangue total com EDTA.

Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Útil nas anemias macro, micro e normocíticas.
HEMOGRAMA
Nome: HEMOGRAMA

Sinonímia: Hematológico, Hemograma de Schilling

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Evitar colher após esforço físico intenso.

Eritrograma 

Masculino Feminino
Hemoglobina 14  -  18 12  - 15,5 g/dL
Hematócrito 40  -  54 37  -   40 %
Hematócrito 4,5 - 6,5 4,2  -  5,4 milhões/mm3
VCM     83  -  93 82  -   90 micra3
HCM       28  -  32 28  -   32 mcg
CHCM 32  -  36 32  -   36 %
Plaquetas   130 - 400 130  -  400 mil/mm3

Leucograma 

% mm3
Leucócitos 3.000 - 11.000
Metamielócitos 0 - 1 0 - 100
Bastonetes 3 - 6 150 - 600
Segmentados 40 - 63 2.900 - 6.300
Eosinófilos 1 - 4 40 - 400
Basófilos 0 - 1 0 - 100
Linfócitos 20 - 30 1.000 - 3.000
Monócitos 4 - 8 200 - 800

Método: Exame automatizado - COULTER STKS

Instrução de Coleta: Coletar 5,0 mL de sangue total com EDTA, mais 1 esfregaço que deverá ser devidamente identificado. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil no diagnóstico de doenças hematológicas (avaliação de anemias, neoplasias hematológicas, leucemias), infecções, inflamações e alterações nas plaquetas.
HEMOSSEDIMENTAÇíO
Nome: HEMOSSEDIMENTAÇíO

Sinonímia: HSS, VHS, VSG, velocidade de sedimentação, eritrossedimentação

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência: 1ª hora

Masculino: 0 a 15 mm

Feminino: 0 a 20 mm

Crianças: 0 a 20 mm

Método: Westergren

Instrução de Coleta: Coletar 5,0 mL em tubo de VHS. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: É um exame inespecífico, porém bastante sensível no rastreamento de processos infecciosos, inflamatórios e neoplásicos.
HEPATITE A IGG, HAV - IGG
Nome: HEPATITE A IGG, HAV - IgG

Sinonímia: AHVAG, Anti-HVA IgG, Anticorpos IgG da Hepatite A

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: Não reagente

Método: Elisa

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A hepatite A é uma doença auto-limitada, de início agudo, com evolução benigna. O anticorpo IgG é detectável no soro no início da fase crônica,  ou convalescente precoce e permanece elevado por toda vida, promovendo imunidade protetora contra a hepatite A.
HEPATITE A IGM, HAV - IGM
Nome: HEPATITE A IGM, HAV - IgM

Sinonímia: AHVAM, Anti-HAV IgM,  Anticorpos IgM da Hepatite A

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: Não reagente

Método: Enzimaimunoensaio

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A hepatite A é uma doença auto-limitada, de início agudo, com evolução benigna. O anticorpo IgM é detectável no soro no início da fase aguda, ou convalescente precoce.
HEPATITE B - ANTICORPO ANTI HBC IGM
Nome: HEPATITE B - ANTICORPO ANTI HBC IGM

Sinonímia: AHBCM, anticorpos anti-core IgM da hepatite B

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: Não reagente

Método: Elisa

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: IgM contra antígeno nuclear da hepatite B é o primeiro anticorpo que aparece concomitantemente à instalação do quadro clínico. Na fase aguda está presente em altos títulos, passando a ser indetectáveis um ano após a cura. Em portador crônico pode estar ausente ou presente em baixos títulos.
HEPATITE B - ANTICORPO ANTI HBC TOTAL
Nome: HEPATITE B - ANTICORPO ANTI HBC TOTAL

Sinonímia: AHBC, anti-HBc total,  anticorpos anti-core IgG + IgM

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: Não reagente

Método: Elisa

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Os anticorpos totais contra antígeno nuclear da hepatite B aparecem na circulação após HBsAg e podem persistir por muitos anos após o desaparecimento do antígeno Austrália. Durante o período da janela imunológica, pode ser o único sinal sorológico de exposição ao vírus da hepatite B (negativação do HBsAg e a positivação do anticorpo anti HBs).
HEPATITE B - ANTICORPO ANTI HBE
Nome: HEPATITE B - ANTICORPO ANTI HBE

Sinonímia: AHBE, anticorpos anti E total

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: Não reagente

Método: Elisa

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Anticorpo contra o envelope do vírus da hepatite B. Durante a infecção aguda pelo vírus da hepatite B, o anti Hbe, se torna positivo cerca de 1 a 2 semanas após o desaparecimento do Hbe Ag, permanecendo por 2 a 3 meses, quando entío tende a ser negativo.
HEPATITE B - ANTICORPO ANTI HBS
Nome: HEPATITE B - ANTICORPO ANTI HBS

Sinonímia: AHBS , Anticorpos Anti Hbs

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência:

Não-reagente: <10,0 mUI/mL

Reagente: >10,0 mUI/mL

Método: Imunoensaio Enzimoquimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O anti HBs é o último marcador a aparecer e só é detectado quando há completa definição da infecção e aquisição da imunidade. Após a vacinação é o único marcador detectado.
HEPATITE B - ANTÍGENO ANTI HBE
Nome: HEPATITE B - ANTÍGENO ANTI HBE

Sinonímia: AgHBE, antígeno anti E

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: Não reagente

Método: Elisa

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O antígeno da hepatite B pode ser detectado na circulação, no início do curso clínico, durante a fase de replicação viral ativa, logo após o aparecimento do HbsAg e também em portadores crônicos de HbsAg. Sua presença está estritamente relacionada com um aumento no número de vírus circulantes.
HEPATITE C - ANTI HCV
Nome: HEPATITE C - ANTI HCV

Sinonímia: HEC, HCV, Sorologia para HCV

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: Não reagente

Método: Imunocromatográfico

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É a hepatite pós-transfusional mais freqüente.  Período de incubação de 4 a 20 semanas. Sua transmissão é predominantemente parenteral, podendo também ser disseminada por exposição sexual.  A maioria dos casos é assintomática. Tem propensão a cronificar em 50 a 70% dos casos e destes 20 a 25% desenvolvem cirrose.
HEPATITE E - SOROLOGIA
Nome: HEPATITE E - Anti HEV IgG 

Sinonímia: 

Norma de coleta: Jejum não obrigatório.

Valor(es) de Referência : 
Não reagente: Inferior a 0,9
Inconclusivo: Entre 0,9 e 1,1
Reagente: Superior a 1,1

Método: ELISA

Instrução de coleta: Coletar amostra em tubo gel;Encaminhar amostra sob refrigeração, de 2ºC a 8ºC.

Interpretação Clínica: Exame utilizado no diagnóstico de hepatite E, doença rara no continente americano. Indicação: Diagnóstico de Hepatite E Interpretação clínica: A presença de IgM para Hepatite E significa fase aguda de doença, permanecendo positiva por 4 a 6 meses. A detecção de IgG representa fase de convalescença da doença aguda ou exposição prévia ao vírus.


Nome: HEPATITE E - Anti HEV IgM 

Sinonímia: 

Norma de coleta: Jejum não obrigatório.

Valor(es) de Referência : 
Não reagente: Inferior a 0,9
Inconclusivo: Entre 0,9 e 1,1
Reagente: Superior a 1,1

Método: ELISA

Instrução de coleta: Coletar amostra em tubo gel;Encaminhar amostra sob refrigeração, de 2ºC a 8ºC.

Interpretação Clínica: Exame utilizado no diagnóstico de hepatite E, doença rara no continente americano. Indicação: Diagnóstico de Hepatite E Interpretação clínica: A presença de IgM para Hepatite E significa fase aguda de doença, permanecendo positiva por 4 a 6 meses. A detecção de IgG representa fase de convalescença da doença aguda ou exposição prévia ao vírus.

HIDROXIPROLINA
Nome: HIDROXIPROLINA

Sinonímia: HPROL, Hidroxiprolinúria

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas. Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que jogou fora a urina do dia anterior (esta urina tem que ser colhida e guardada). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter a urina refrigerada.

Dieta: Não fazer uso por 48 horas antes e durante a coleta dos seguintes alimentos: carnes vermelhas, gelatinas, salsichas, sorvetes, doces. Evitar ingerir aspirina no dia da coleta. Para amostra isolada não é necessário o paciente fazer dieta.

Valor de Referência: (mg/24horas)
Crianças até 1 ano: 50 a 220
1 - 13 anos: 28 a 50
13 - 65 anos: Até 22
Acima 65 anos: Até 17

Método: Espectrofotometria

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas. Fornecer frascos ao paciente contendo conservante. Orientar o paciente a maneira correta de coletar a urina para evitar erros de dosagens. Refrigerar a amostra

Interpretação Clínica: Teste útil na investigação das doenças ósseas (metabolismo ósseo), especialmente osteoporose, doença de Paget e hiperparatireoidismo, mieloma, fraturas extensas, osteomielite aguda, crescimento acentuado. A hidroxiprolina é um aminoácido presente em grande quantidade no colágeno, constituinte da matriz óssea. Portanto sua excreção reflete o catabolismo ósseo. Como aumenta em períodos de rápida reabsorção óssea, é útil na avaliação do metabolismo ósseo.
HIV - ANTI HIV 1 E HIV 2 - SIDA
Nome: HIV - ANTI HIV 1 E HIV 2 - SIDA

Sinonímia: Anticorpos anti HIV 1 e HIV 2, HTLV 3,   AIDS, Síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA)

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: Não reagente ou negativo

São realizados dois métodos conforme Portaria N° 488 de17/06/98 da Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde.

Significado clínico e limitações do teste:

Este resultado não estabelece diagnóstico definitivo, devendo ser analisado juntamente com o quadro clínico do paciente. Exames confirmatórios como Western Blot e Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) são altamente recomendáveis para certeza diagnóstica. Os dois testes pelo método ELISA revelam altos índices de positividade em paciente em fase pré-clínica, porém, apresentam-se negativos nos casos de contaminação recente; nesses casos são indicados a pesquisa do Antígeno p24 e a Reação em Cadeia da Polimerase. Os portadores de anticorpos antiHIV assintomáticos deverío repetir os testes sorológicos periodicamente em associação a outros exames complementares e acompanhamento médico.

Método: Enzimaimunoensaio e Quimioluminescência.

Instrução de Coleta: Coletar 2,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A infecção pelo HIV leva a síndrome de imunodeficiência adquirida  - SIDA. O diagnóstico é feito em duas etapas: a triagem é feita utilizando pelo menos dois testes do tipo ELISA, MEIA ou ELFA e se positivos, deve ser realizado um teste confirmatório - Western Blot ou imunofluorescência.
HOMOCISTEÍNA
Nome: HOMOCISTEÍNA

Sinonímia: HCT, Homocisteinemia

Norma de Coleta: Jejum de 12 horas

Valor de Referência: Até 14,9

Falta de vitaminas: 15,0 a 30,0

Homocisteinemia heterozigotica: 31,0 a 100,0

Após sobrecarga de metionona

Homocisteinemia homozigotica: Acima de 100,0

Método: HPLC (Cromatografia líquida de alta performance)

Instrução de Coleta: Coletar em tubo de sangue total com EDTA. Separar rapidamente 2,0 mL de plasma após a coleta Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A homocísteina é um aminoácido sulfurado que advém do metabolismo da metionina, de origem alimentar. A hiperhomocisteinemia é um dos fatores menores de risco de aterosclerose (doença vascular coronariopatia).  Importante também para complicações gestacionais e malformações congênitas. Deve ser suspeitada na presença de certos sintomas: astenia, idade avançada com sintomas vestibulares, depressão, fibromialgia, trombose espontânea, doenças renais, história pregressa de eventos cardiovasculares e outros. Ao lado da nutrição inadequada, alterações fisiológicas próprias dos idosos, hábitos de vida pouco saudáveis, como diminuição de ingestío de frutas e vegetais (complexo vitamínico B e ácido fólico), gastrite atrófica, redução do clearance renal, podem acarretar a hiperhomocisteína.
IGA, IMUNOGLOBULINA A
Nome: IGA, IMUNOGLOBULINA A

Sinonímia: IgA no soro

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: (mg/dL)

Idade(anos)     Valor de Referência

0 -  1          Até 110

1 - 15         15 - 250

Adultos        70 – 400

Método: Nefelometria

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Útil no diagnóstico de deficiência congênita ou adquirida de IgA. Níveis elevados podem ser encontrados nos portadores de tumores celulares (mieloma de IgA) e em processos inflamatórios.
IGE -IMUNOGLOBULINA E
Nome: IGE -IMUNOGLOBULINA  E

Sinonímia: IgE

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência: UI/mL 

Idade                           Valor de referência

Recém-nascido               Até  1,5

1 - 11 meses                   Até  15

1 -  5 anos                      Até  60

6 -  9 anos                      Até  90

10 - 14 anos                   Até 200

Maior 15 anos                  Até 160 

Método: Ensaio Imunoenzimático

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A dosagem de IgE é útil como indicador de alergia atópica (processos alérgicos). Eleva-se normalmente nos casos de asma, rinite, dermatites (eczema) e parasitoses intestinais.
IGFBP3
Nome: IGFBP3

Sinonímia: Proteína ligadora-3 do IGF

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: ?g/mL

Idade               Valor de Referência

Até 1 ano           0,7  a  3,6

2 anos                0,8  a  3,9

3 anos                0,9  a  4,3

4 anos                1,0  a  4,7

5 anos                1,1  a  5,2

6 anos                1,3  a  5,6

7 anos                1,4  a  6,1

8 anos                1,6  a  6,5

9 anos                1,8  a  7,1

10 anos              2,1  a  7,7

11 anos              2,4  a  8,4

12 anos              2,7  a  8,9

13 anos              3,1  a  9,5

14 anos              3,3  a  10

15 anos              3,5  a  10

16 anos              3,4  a  9,5

17 anos              3,2  a  8,7

18 anos              3,1  a  7,9

19 anos              2,9  a  7,3

20 anos              2,9  a  7,2

21 a 25  anos     3,4  a  7,8

26 a 30  anos     3,5  a  7,6

31 a 35  anos     3,5  a  7,0

36 a 40  anos     3,4  a  6,7

41 a 45  anos     3,3  a  6,6

46 a 50  anos     3,3  a  6,7

51 a 55  anos     3,4  a  6,8

56 a 60  anos     3,4  a  6,9

61 a 65  anos     3,2  a  6,6

66 a 70  anos     3,0  a  6,2

71 a 75  anos     2,8  a  5,7

76 a 80  anos     2,5  a  5,1

81 a 85  anos     2,2  a  4,5

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: IGFBP3 é a principal proteína carreadora de IGF1 (fatores de crescimento "Insulin like") no plasma no período pós natal. Sua dosagem é útil no diagnóstico e seguimento de doenças relacionadas com distúrbios do crescimento, deficiência e excesso de GH: doença neurosecretora com insuficiente produção de GH, ou resistência tecidual à ação do hormônio (nanismo de Laron). Aumenta na acromegalia.
IGG, IMUNOGLOBULINA G
Nome: IGG, IMUNOGLOBULINA G

Sinonímia: IgG

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: mg/dL 

Idade(anos)         Valor de referência

0 -  1                          250 - 1200

1 - 15                         340 - 1600

Adultos                        650 - 1600 

Método: Nefelometria

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A dosagem de IgG é útil na avaliação de casos suspeitos de imunodeficiência da imunidade humoral congênita, transitória ou adquirida. Aumenta em casos de AIDS, mieloma múltiplo e em processos inflamatórios crônicos.
IGM, IMUNOGLOBULINA M
Nome: IGM, IMUNOGLOBULINA M

Sinonímia: IgM

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: mg/dL

Idade(anos)    Valor de Referência

0 -  1              20 - 150

1 - 15             45 - 300

Adultos            60 – 350

Método: Nefelometria

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil na avaliação da imunidade humoral, para diagnóstico da síndrome de Aldrich, quando ocorre deficiência de produção de IgM. Útil no acompanhamento da terapia de macroglobulinemia de Waldenström, ou mieloma múltiplo.
INSULINA
Nome: INSULINA

Sinonímia: Insulinemia

Norma de Coleta: Jejum de no mínimo 8 horas ( a menos que indicado pelo médico).

Valor de Referência: Até 29,1 ?IU/mL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro ou Plasma Heparinizado. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A insulina é secretada pelas células beta das ilhotas de Langerhans do pâncreas. Sua secreção é controlada pelos níveis de glicemia, estímulos nervosos e hormonais. A dosagem isolada deste hormônio tem interesse no diagnóstico de insulinomas em que os níveis de insulina estío elevados e os de glicemia são baixos (inferior a 50 mg/dL). Obesidade, uso de insulina são outras condições de hiperinsulinismo. Portanto, a insulina é importante no estudo do diabete melito e no diagnóstico diferencial da hipoglicemia.
LEPTINA
Nome: LEPTINA

Sinonímia: não há.

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas

Valor de Referência: ng/mL

Feminino

Não obesa: 2,0 a 17,0

Obesa: 7,0 a 59,0

Masculino

Não obeso: 1,0 a 11,0

Obeso  : 4,0 a 35,0

Método: Radioimunoensaio

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: A leptina é uma proteína sintetizada nos adipócitos, essencial à regulação de massa corporal pelo controle do apetite. Aumenta na maioria dos obesos, o que sugere defeitos dos receptores cerebrais a esta proteína. Diminui em subnutrição, magreza extrema, anorexia nervosa. Sua utilidade no acompanhamento destas alterações é questionável.
LEUCOGRAMA
Nome: LEUCOGRAMA

Sinonímia: Leucograma de Schilling, série branca

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência:

% mm3
Leucócitos 5.000 - 10.000
Metamielócitos 0 - 1 0 - 100
Bastonetes 3 - 6 150 - 600
Segmentados 40 - 63 2.900 - 6.300
Eosinófilos 1 - 4 40 - 400
Basófilos 0 - 1 0 - 100
Linfócitos 20 - 30 1.000 - 3.000
Monócitos 4 - 8 200 - 800
LH, HORMÔNIO LUTEINIZANTE
Nome: LH, HORMÔNIO LUTEINIZANTE

Sinonímia: Gonadotrofina hipofisária LH

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicação em uso e dia do ciclo mentrual. Informar irregularidade ou ausência de ciclo menstrual. Colher entre 13º e 15º dia do ciclo menstrual.

Valor de Referência: mIU/mL

Masculino                                :  0,8 a   7,6

Feminino

Fase Folicular                          :  1,1 a 11,6

Meio Ciclo                               : 17,0 a 77,0

Fase Lútea                               :  ND a 14,7

Pré-menstrual                           :  ND a 12,0

Pós menopausa                        : 11,3 a 39,8

Anticoncepcionais orais            :  ND a  8,0

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O hormônio luteinizante é uma glicoproteína produzida pelas células hipofisárias. A produção de LH é influenciada pela secreção pulsátil de LHRH (hormônio liberador do hormônio luteinizante). A dosagem de LH tem indicação nos adultos de ambos os sexos para diagnóstico de hipogonadismo hipogonadotrófico (lesão hipotalâmica ou hipofisária) ou em lesão testicular ou ovariana. Nas crianças em paralelo à dosagem de FSH, é útil para classificar causas da puberdade precoce.
LIPASE
Nome: LIPASE

Sinonímia: não há

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas

Valor de Referência: 13 a 60 U/L

Método: Enzimático colorimétrico

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A lipase aumenta nas pancreatites de qualquer etiologia (aguda ou crônica) e permanece em níveis altos por mais tempo que a amilase. A presença de hipertrigliceridemia severa pode impedir a medida no soro e requer análise em urina.
LÍPIDES TOTAIS
Nome: LÍPIDES TOTAIS

Sinonímia: LT

Norma de Coleta:

Jejum de 12 horas: Acima de 5 anos de idade

Jejum de 6 horas: 1 a 5 anos de idade

Jejum de 3 horas: Até 1 ano de idade

Valor de Referência: 400 a 800 mg/dL

A dosagem isolada de lípides totais tem escasso valor diagnóstico por ser procedimento pouco específico.

Método: Colorimétrico de fosfovanilina

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 ml de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Este exame é inespecífico, pois é composto das frações: colesterol e suas frações livre e esterificado, triglicérides, fosfolípides e ácidos graxos livres. Não é mais útil na prática clínica.
LIPIDOGRAMA
Nome: LIPIDOGRAMA

Sinonímia: Frações lipídicas, perfil lipídico (substitui a eletroforese de lipoproteínas).

Norma de Coleta: Jejum de 12 horas.

Valor de Referência: mg/dL 

Colesterol

Desejável                                 : Até 200

Discretamente elevado               : 200 a 239

Elevado                                   : Maior ou igual 240

LDL - Colesterol

Desejável                                 : Até 100 (Até 70 para pacientes com riscomuito alto)

Adequado                                : 100 a 129

Discretamente elevado              : 130 a 159

Elevado                                   : 160 a 189

Muito Elevado                        : Maior ou igual190

HDL – Colesterol

Desejável                                 : Maior ou igual 60

Indesejável                               : Até 40

VLDL  a  Colesterol

Desejável                                 : Até 30

Discretamente elevado              : 30 a 40

Elevado                                   : 40 a 99

Muito Elevado                        : Maior ou igual 100

Colesterol não HDL

Desejável                                 : Até 130 (Até 100 para pacientes com risco muito alto)

Adequado                                : 130 a 159

Discretamente elevado             : 160 a 189

Elevado                                   : 190 a 219

Muito Elevado                         : Maior ou igual 220

Triglicérides

Desejável                                 : Até 150

Discretamente elevado             : 150 a 199

Elevado                                   : 200 a 499

Muito Elevado                         : Maior ou igual 500

Método: Colorimétrico Enzimático

Instrução de Coleta: Colher soro e congelar

Interpretação Clínica: O exame é útil no diagnóstico das dislipidemias primárias e secundárias. As hiperlipidemias estío associadas a risco aumentado da doença coronariana e os valores do lipidograma devem ser considerados com outros fatores de risco de doença vascular (idade, fumo, hipertensão, diabete melito e história familiar de doença vascular precoce).
LÍTIO NO SORO
Nome: LÍTIO NO SORO

Sinonímia: Li, litiemia

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Colher a amostra antes da primeira dose diária da medicação, ou conforme especificação médica. Anotar nome, dose e horário da última medicação.

Valor de Referência: 0,6 a 1,2 mEq/L (nível terapêutico)

Método: Eletrodo íon seletivo

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil no seguimento da terapêutica com lítio. Coleta deve ser realizada 12hs após última dose. Níveis acima de 1,5 mEq/L são considerados tóxicos.
MACROPROLACTINA
Nome: MACROPROLACTINA

Sinonímia: "Big-big" prolactina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas pelo menos. Informar medicamentos que vem usando uso nos últimos 30 dias. Informar doenças hipofisárias.

Valor de Referência:

Maior 60 % Ausência de macroprolactina

30 a 60 % Resultado inconclusivo, necessita de cromatografia para caracterizar forma de prolactina predominante.

Até 30 % Presença de macroprolactina.

Método: Quimiluminescência (pós precipitação com Polietileno Glicol - PEG)

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Elevações da prolactina não significam obrigatoriamente tumores hipofisários secretores de PRL. A identificação de macroprolactina está associada a hiperprolactinemia assintomática que ocorre devido à presença de outras formas moleculares de prolactina.
MAGNÉSIO NO SORO
Nome: MAGNÉSIO NO SORO

Sinonímia: Magnesemia, Mg

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência: 1,7 a 2,7 mg/dL

Método: Azul de xilidil

Instrução de Coleta: Colher 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O exame é útil na avaliação dos distúrbios eletrolíticos, principalmente em neonatologia, onde os distúrbios metabólicos deste íon (hipomagnesemia) são os responsáveis por sinais e sintomas clínicos atribuídos à hipocalcemia. Valores diminuídos do magnésio estío associados a tetania, fraqueza, má nutrição, alcoolismo, pancreatite aguda, hipoparatireoidismo, hipertireoidismo, diabetes mellitus, hiperaldosteronismo. A hipermagnesemia é rara, podendo aparecer em casos de insuficiência renal, desidratação grave.
METANEFRINAS URINÁRIAS
Nome: METANEFRINAS URINÁRIAS

Sinonímia: Metanefrinas e frações

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas. Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que jogou fora a urina do dia anterior (esta urina tem que ser colhida e guardada). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter a urina refrigerada.

- Dieta: permanecer 12 horas sem fumar nem ingerir álcool, refrigerantes como coca-cola, banana, chá, café, chocolate e durante 7 dias precedentes sem ingerir medicamentos abaixo ou conforme orientação médica: descongestionantes nasais, broncodilatadores, alfa-metil-dopa (Aldomet), antidepressivos tricíclicos, Lexotan, levodopa, tetraciclina, cloropromazina, quinidina.

Valor de Referência: 

Metanefrina: 74 a 297 ug/24h

Normetanefrina: 105 a 354  ug/24h

Metanefrinas Totais: Até 1000 ug/24h

Método: HPLC

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas. Orientar o paciente a maneira correta de coletar a urina para evitar erros de dosagens. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: O exame é útil no diagnóstico do feocromocitoma, neuroblastoma e ganglioneuroma. A metanefrina é um metabólito da epinefrina, excretado na urina.
MICROALBUMINÚRIA
Nome: MICROALBUMINÚRIA

Sinonímia: Microproteinúnuria, dosagem de microconcentração de albumina urinária

Norma de Coleta: Colher urina de 3hs, ou de 12 noturnas (das 19:00 as 7:00 hs ou das 18:00 às 6:00) ou de 24 horas, conforme orientação médica. Urina de 24 hs: descartar a 1ª urina da manhã (anotar o horário). A partir deste horário colher todas as micções no mesmo frasco até completar 24 hs. Guarde o frasco na geladeira até enviá-lo ao laboratório. Obs: tem sido preconizado urina de 12 horas noturnas, pois o exercício pode aumentar a albuminúria.

Valor de Referência: Até 18,0 ?g/min

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Urina de 24 ou 12 horas noturnas. Fornecer frascos ao paciente. Orientar o paciente a maneira correta de coletar a urina para evitar erros de dosagens. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: A microalbuminúria é uma condição caracterizada pelo aumento da albuminúria. Exame útil na monitorização da nefropatia diabética.
MONONUCLEOSE
Nome: MONONUCLEOSE

Sinonímia: Reação Paul-Bunnel Davidsohn

Norma de Coleta: Jejum não é necessário

Valor de Referência: Não reagente - Títulos menor que 1/28

Método: Aglutinação e absorção

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Este teste atualmente é pouco utilizado, sendo indicado somente como teste inicial em pacientes com suspeita de infecção pelo vírus Epstein-Baar. Se negativo e não coincidir com a clínica, deve ser realizada determinação de anticorpos específicos para EBV.
MUCOPROTEÍNAS
Nome: MUCOPROTEÍNAS

Sinonímia: Soromucoide

Norma de Coleta: Jejum de4 horas.

Valor de Referência: 40 a 150 mg/dL

Método: Nefelometria

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: As mucoproteínas são conhecidas como proteínas de fase aguda. Elevam-se consideravelmente nos processos inflamatórios agudos e são um importante índice da atividade reumática. Este exame vem sendo substituído com vantagens pela determinação da alfa-1 glicoproteína ácida, pois a dosagem de mucoproteínas não apresenta boa reprodutibilidade.
OSMOLARIDADE SÉRICA OU PLASMÁTICA
Nome: OSMOLARIDADE SÉRICA OU PLASMÁTICA

Sinonímia: Osmol.

Norma de Coleta: Jejum não é necessário

Valor de Referência: Osm/Kg

Adultos e crianças: 280 a 300

Recém-nascidos: até 266

Relação urina/soro: 1 a 3

Método: Crioscopia

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro ou plasma heparinizado. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Diminui em hiponatremia, hiper-hidratação. Aumenta: desidratação, hipernatremia, hiperglicemia, disbetes insípidus. Osmolaridade sérica elevada com sódio normal sugere hiperglicemia, uremia ou alcoolismo agudo.
OSMOLARIDADE URINÁRIA
Nome: OSMOLARIDADE URINÁRIA

Sinonímia: Concentração urinária

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas: Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que jogou fora a urina do dia anterior (esta urina tem que ser colhida e guardada). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem. IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter a urina refrigerada.

Valor de Referência:

Adultos e crianças: 250 a 900 mosmol/Kg/H20

Recém nascidos: 75 a 300 mosmol/Kg/H20

Método: Crioscopia

Instrução de Coleta: Urina recente (intervalo de 2 horas) ou coleta de 24 horas, conforme orientação médica. Informações mais significativas podem ser obtidas com urinas colhidas após período de restrição hídrica, por exemplo, de 12 a. 14 horas em casos de diabetes insípido. Obs: restrição hídrica (teste da desidratação), conforme orientação médica;  impedir ingestío hídrica por um certo período e controlar o peso do paciente junto com o volume de urina com o paciente internado ou presente na clínica.

Interpretação Clínica: Osmolaridade é o melhor parâmetro para avaliar a capacidade de concentração e diluição da urina. É usada para diagnosticar os diferentes tipos de diabetes insípido, avalia a capacidade de concentração dos rins na insuficiência renal aguda ou crônica, e o grau de acometimento renal nas diversas doenças renais.
OSTEOCALCINA
Nome: OSTEOCALCINA

Sinonímia:

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência: 11 a 48 ng/mL

Método: Eletroquimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro

Interpretação Clínica: Marcador específico do metabolismo ósseo. É um indicador prognóstico na evolução de osteopatias. Seus níveis possuem boa correlação com os índices histológicos de formação óssea e variam com a idade, havendo um declínio na fase adulta, aumentando após a menopausa. Osteocalcin é elevada na doença de Paget, cancer com metastases hepáticas, hiperparatiroidismo primário e osteodistrofia renal.
PARATORMÔNIO
Nome: PARATORMÔNIO

Sinonímia: PTH, molécula intacta do paratormônio

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Informar medicamentos em uso nos últimos 30 dias.

Valor de Referência: 16 a 87 pg/mL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de plasma EDTA gelado. A amostra deverá ser congelada rapidamente em tubo plástico logo após a coleta.

Interpretação Clínica: O PTH é um hormônio peptídeo sintetizado nas paratiróides. O principal mecanismo regulador do PTH é o cálcio sérico. Varia também com a função renal, e aumenta à medida que cai a filtração glomerular. No diagnóstico diferencial das hipercalcemias por excesso de PTH (hiperparatireoidismo primário) em que está elevado, ou na hipercalcemia de origem extra-paratireoidiana, em que está diminuído.
PEPTÍDEO C
Nome: PEPTÍDEO C

Sinonímia: Insulina C

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.

Valor de Referência: 1,1 a 5,0 ng/mL

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O peptídeo C é secretado juntamente com a insulina em proporções equimolares. Serve para avaliar a capacidade do paciente diabético de responder apenas à dieta ou ao uso dos hipoglicemiantes orais e no diagnóstico diferencial do insulinoma e da hipoglicemia iatrogênica (insulina alta com peptídeo C baixo).
PLAQUETAS, CONTAGEM DE
Nome: PLAQUETAS, CONTAGEM DE

Sinonímia: Pq

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso nos últimos 10 dias. Evitar coleta após intensos exercícios físicos. Informar doenças relacionadas com plaquetas (aumento ou diminuição) como tireopatias autoimunes, leucemias, artrite reumatóide, tuberculose, infecção aguda, deficiência de ferro, linfomas, alcoolismo, aumento do baço, sangramentos recentes de qualquer espécie. Informar uso de heparina, diuréticos, quimioterápicos.

Valor de Referência: 130.000 a 400.000 mL/mm³

Método: Automatizado

Instrução de Coleta: Coletar 3,0 ml de sangue total com EDTA + 1 esfregaço. A lâmina deve ser bem identificada imediatamente. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Rotineiramente indicado na avalição de trombocitose, plaquetopenias e alterações morfológicas de plaquetas em patologias congênitas ou adquiridas.
POTÁSSIO URINÁRIO
Nome: POTÁSSIO URINÁRIO

Sinonímia: K urina

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas: Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que jogou fora a urina do dia anterior (esta urina tem que ser colhida e guardada). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem. IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter a urina refrigerada.

Valor de Referência: 23 a 123 mEq/L

Método: Eletrodo íon seletivo

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas. Orientar o paciente a maneira correta de coletar a urina para evitar erros de dosagens. Refrigeração da amostra não é obrigatória.

Interpretação Clínica: Exame útil na avaliação do equilíbrio hidro-eletrolítico e ácido-básico para diferenciação das hipopotassemias, no sentido de indicar se a perda de potássio é renal.
PROGESTERONA
Nome: PROGESTERONA

Sinonímia: PRG, Prog.

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.A coleta deve ser realizada entre o 20º e 24º dia do ciclo menstrual ou conforme orientação médica.

Valor de Referência: ng/mL

Masculino: 0,3 a 0,9 

Feminino

Fase Folicular                               :  ND a  1,1

Média Folicular (Dias 5 a 11)         :  ND a  1,0

Meio de Ciclo                                 : 0,5 a  1,7

Fase Lútea                                     : 0,9 a 21,0

Meio da Lútea (Dias 7 a 8)             : 6,0 a 24,0

Pósamenopausa                             : ND a  1,0

Anticoncepcionais orais                  : 0,3 a  0,9

Método: Quimioluminescência


Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.



Interpretação Clínica: A progesterona é um esteróide produzido pelo corpo lúteo do ovário em maior quantidade na fase lútea. É importante na avaliação da existência de ovulação e integridade funcional do corpo lúteo, no acompanhamento da idade gestacional na gestação de alto risco e nos distúrbios menstruais.
PROLACTINA
Nome: PROLACTINA

Sinonímia: PRL

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas.  Informar os medicamentos em uso nos últimos 30 dias. Se o material for colhido fora, manter em geladeira. Informar doenças caracterizadas por distúrbios hormonais, amenorréia, esterilidade ou galactorréia (saída de leite). Informar sobre uso de drogas como: metoclopramida, sulpiride, haloperidol, domperidona, ranitidina. O paciente deverá permanecer em repouso de 30 min., conforme orientação médica.

Valor de Referência: ng/mL

Feminino :  1,9 a 25,0

Masculino:  2,5 a 17,0

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A prolactina é um hormônio polipeptídico produzido pelas células da hipófise anterior. A dosagem de prolactina tem interesse no diagnóstico de tumores hipofisários (prolactinomas), na avaliação da amenorréia secundária, nos distúrbios menstruais associados ou não a galactorréia, nos casos de impotência no sexo masculino e hipogonadismo.
PROTEÍNA C
Nome: PROTEÍNA C

Sinonímia: nenhuma

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Informar a medicação

Valor de Referência: 70 a 140%

Método: Colorimetria utilizando substrato cromogênico sintético

Instrução de Coleta: Coletar 3,0 mL de plasma citratado. Separar, imediatamente, logo após a coleta e congelar. A amostra deve ficar sempre congelada.

Interpretação Clínica: A proteína C é um inibidor fisiológico da coagulação, sendo portanto, um anticoagulante natural. A deficiência congênita é caracterizada por trombose venosa recorrente. As principais causas da forma adquirida são: síndrome nefrótica, diabetes insulino-dependente, doenças hepáticas, fase aguda de angina pectoris, várias formas de coagulação intravascular disseminada.
PROTEÍNAS TOTAIS E FRAÇÕES
Nome: PROTEÍNAS TOTAIS E FRAÇÕES

Sinonímia: PTF, dosagem de albumina/globulina

Norma de Coleta: Jejum mínimo de 4 horas, não exceder 8 horas de jejum. A coleta de sangue deve ser realizada de preferência pela manhã devido às variações no decorrer do dia (circadianos). Informar doenças hepáticas, antecedente de asma, tumores linfóides (mieloma múltiplo), cirrose biliar, processos infecciosos, hepatite crônica, reações alérgicas, hepatopatias, síndrome nefrótica ou enteropatia com perda protéica.

Valor de Referência: g/dL

Proteína Total: 6,0 a 8,0

Albumina: 3,5 a 5,5

Globulinas: 1,4 a 3,2

Relação A/G: 1,4 a 2,2

Método: Biureto e Verde de Bromocresol

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Os níveis plasmáticos das proteínas totais sofrem variações de acordo com as alterações das suas várias frações. Sua concentração é influenciada pelo estado nutricional, hepático, renal e erros metabólicos. As hipoproteinemias podem ocorrer por defeito de síntese protéica (hepatopatias, desnutrição, analbuminemia hereditária) ou por perda protéica (síndrome nefrótica, enteropatias), desnutrição grave, anemias graves.
PROTEINÚRIA
Nome: PROTEINÚRIA

Sinonímia: Albuminúria

Norma de Coleta: Coleta de urina de 24 horas (ou amostra de uma micção,  a critério médico): Retirar frascos no laboratório ou usar garrafas de água mineral. O recipiente deve ser limpo e seco. O paciente, ao acordar pela manhã, deve esvaziar totalmente a bexiga e desprezar essa urina. Anotar o horário exato. A partir daí, guardar todas as urinas rigorosamente e não apenas uma parte (inclusive à noite) até a manhã seguinte no mesmo horário em que jogou fora a urina do dia anterior (esta urina tem que ser colhida e guardada). É fundamental entregar ao laboratório toda a urina coletada, para evitar erros de dosagem.

IMPORTANTE: Não utilizar cremes/óvulos vaginais nas 24 horas que antecedem a coleta. Evitar coletas em períodos menstruais. Manter a urina refrigerada. Informar qual a doença do paciente.

Valor de Referência: 1 a 15 mg/dL ou 28 a 141 mg/24horas

Método: Colorimétrico

Instrução de Coleta: Urina de 24 horas. Fornecer frascos com conservante ( HCl 50%, 20 ml/L). Orientar o paciente a maneira correta de coletar a urina para evitar erros de dosagens. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil em doença renal, infecção urinária, trombose da veia cava, insuficiência cardíaca, anemia e leucemias, cálculos urinários, rins policísticos, hiperaldosteranismo primário, infecções agudas, sífilis, toxemia gravídica, hemorragia do SNC, anemias graves e diabete melito.
PSA LIVRE
Nome: PSA LIVRE

Sinonímia: Antígeno Prostático Específico Livre

Norma de Coleta: Jejum 4 hs. Coletar antes do toque prostático.

- Aguardar 48 horas (2 dias) após relação sexuais, exercícios pesados, academia, bicicleta ergométrica ou não, equitação.

- Aguardar 72 horas (3 dias) pós toque retal ou sondagem uretral.

- Aguardar 7 dias (1 semana ) pós ultra-som transretal.

- Aguardar 15 dias (2 semanas  ) pós colonoscopia.

- Aguardar 30 dias (4 semanas) pós biopsia ou massagem prostática.

Valor de Referência: até 0,42 ng/mL

Porcentagem de PSA livre/PSA total:

< 20     : sugestivo de adenocarcinoma de próstata (A.C.P.)

> 20     : sugestivo de hiperplasia prostática benigna(H.P.B.)

Nota : A relação PSA livre/PSA total apresenta uma utilidade clínica para diferenciação dos valores de PSA situados entre 4,0 a 10,0 ng/mL. Fora deste intervalo de PSA total, não existe critér de interpretação para esta relação.

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A relação PSA livre tem sido usada para diagnóstico diferencial entre hiperplasia benigna e tumor maligno de próstata. Esta relação só deve ser empregada se o PSA total estiver entre 4,0 e 10,0 ng/mL.
PSA TOTAL
Nome: PSA TOTAL

Sinonímia: Antígeno Prostático Específico total

Norma de Coleta: Jejum de 4 hs. Coletar antes do toque prostático.

- Aguardar 48 horas (2 dias) após relação sexuais, exercícios pesados,  academia, bicicleta ergométrica ou não, equitação.

- Aguardar 72 horas (3 dias) pós toque retal ou sondagem uretral.

- Aguardar 7 dias (1 semana) pós ultra-som transretal.

- Aguardar 15 dias (2 semanas) pós colonoscopia.

- Aguardar 30 dias (4 semanas) pós biopsia ou massagem prostática.

Valor de Referência: 4,0 ng/ml

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O PSA é uma glicoproteína produzida pelas células epiteliais prostáticas, sendo secretada no líquido seminal onde está em maior concentração do que no soro de homens normais. A dosagem de PSA para diagnóstico de neoplasia maligna, tem poder discriminante muito baixo, havendo sobreposição em outros processos não neoplásicos, como prostatite e hiperplasia benigna da próstata. É um ótimo marcador para acompanhamento de pacientes que se submeteram a tratamento de câncer de próstata e também para recidiva de processo neoplásico.
RENINA
Nome: RENINA

Sinonímia: Atividade Plasmática de Renina, Angiotensina I.

Norma de Coleta: Jejum não necessário. Coletar em repouso de 30 min., ou após 2 horas em pé. Anotar uso de diuréticos, anti-hipertensivos ou dieta hipossódica. Informar se a coleta foi realizada em pé ou deitada, conforme solicitação médica.

Valor de Referência:

Dieta normossódica

Deitado: 0,2 a 2,8 ng/mL/h

Em pé: 1,5 a 5,7 ng/mL/h

Método: Radioimunoensaio cinético

Instrução de Coleta: Coletar 2,0 ml de plasma com EDTA. Para coletar o basal o paciente deverá ficar em repouso por 30 minutos. Congelar a amostra rapidamente. Separar o plasma em centrífuga refrigerada.

Interpretação Clínica: A renina é uma enzima proteolítica produzida quase exclusivamente pelos rins, no aparelho justaglomerular. É importante para os mecanismos de controle das trocas de sódio e transporte de água (básicos no complexo sistema de regulação do volume sanguíneo e da pressão arterial). A dosagem plasmática é importante no estudo da hipertensão arterial, diagnóstico de hiperaldosteronismo primário, secundário, diagnóstico dos tumores secretores de renina, avaliação de hipotensão arterial.
RUBÉOLA - ANTICORPOS IGG/IGM
Nome: RUBÉOLA - ANTICORPOS IgG/IgM

Sinonímia: Sorologia para rubéola

Norma de Coleta: Jejum mínimo de 4 horas, ideal de 8 horas.

Valor de Referência: UI/mL

Anticorpos IgG            .

Não-reagente: Menor que 10,0

Indeterminado: 10 a 15

Reagente:  Maior que 15,0

Método: Quimioluminescência

Anticorpos IgM

Não Reagente

Método: Ensaio Imunoenzimático

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil no diagnóstico da rubéola e na avaliação pré-natal de mulheres com intenção de engravidar. A presença IgG indica imunidade adquirida e de IgM indica infecção aguda.
SARAMPO, SOROLOGIA
Nome: SARAMPO, SOROLOGIA

Sinonímia: Doença exantemática

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência:

Anticorpos IgG

Não reagente: Até 0,90

Indeterminado: 0,90 a 1,10

Reagente: Superior 1,10

Anticorpos IgM

Não reagente: Até 0,90

Indeterminado: 0,90 a 1,10

Reagente: Superior 1,10

Método: Imunoensaio Enzimático

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O sarampo é causado por um paramixovírus. Uma reação positiva pra IgG indica imunidade mas não é suficiente para distinção entre infecções recentes e antigas. Para o diagnóstico de infecção aguda o exame mais indicado é a pesquisa dos anticorpos específicos.
SDHEA
Nome: SDHEA

Sinonímia: DHEA-S, Sulfato de Dehidroepiandrosterona

Norma de Coleta: Jejum mínimo de 4 horas, ideal de 10 - 12 horas. Informar uso de carbamazepina, fenitoína, cetoconazol, contraceptivos orais, ampicilina, danazol e clomifeno. Informar doença da glândula adrenal.

Valor de Referência: ?g/dL

Feminino : 35 a 430

Masculino: 80 a 560

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A determinação do SDHEA é útil na avaliação da adrenarca normal ou patológica, curso do carcinoma adrenal e no diagnóstico do hirsutismo.  Níveis elevados de SDHEA são observados ao nascimento e regridem aos valores mínimos que caracterizam a infância até cerca de poucos anos antes do início da puberdade, quando entío ascenderío progressivamente, atingindo valores adultos ao final da puberdade.
SÍFILIS - SOROLOGIA (VDRL+ FTAABS IGG E/OU IGM)
Nome: FTA - ABS Anticorpos IgG 

Sinonímia: FTA

Norma de coleta: Jejum recomendado. Orientações de coleta: 1 

Valor(es) de Referência:   Não Reagente 

Nota: Resultados Não Reagentes são decorrentes de triagem sorológica Negativa, utilizando o teste treponêmico quimioluminescente automatizado IgG/IgM - Syphilis TP Abbott. T. pallidum.
Nos resultados Reagentes a confirmação será através de Reação de Imunofluorescência indireta (IFI), com Treponema pallidum, após absorção sérica de anticorpos IgG com Treponemas não patogênicos .

Método: Quimioluminescência

Instrução de coleta: Coletar amostra em tubo gel; Encaminhar amostra sob refrigeração, de 2ºC a 8ºC.Valor(es) de 

Interpretação Clínica: confirmação de resultados reagentes em testes não-treponêmicos no diagnóstico da sífilis; diagnóstico de sífilis tardia (mesmo com testes não-treponêmicos não reagentes). O uso de testes treponêmicos deve trazer mais especificidade à rotina diagnóstica; sua sensibilidade situa-se em torno de 80-90% em sífilis primária, >95% em sífilis secundária e terciária e 90-95% em sífilis tardia. Na maioria dos casos, a positividade permanece por toda a vida, embora alguns pacientes tornem-se não-reagentes com o passar dos anos. Este teste não é indicado para o seguimento terapêutico, uma vez que a variação em seus títulos não se correlaciona com a melhora clínica do paciente. O teste utilizando reagentes para a evidenciação de IgM pode ser útil no diagnóstico mais precoce de sífilis congênita. Os títulos IgG tendem a desaparecer em até 8 meses após o nascimento (a persistência nos títulos após este período pode ser interpretada como sífilis congênita). Em alguns casos de uveíte sifilítica, é possível o encontro de FTA-Abs reagentes com VDRL não reagentes. É possível a presença de falso-positivos, especialmente em quadros de doença do colágeno. Se a terapia é instituída em tempo anterior a soroconversão (no tempo da lesão inicial do cancro), estes pacientes resultarío não reagentes.


Nome: FTA - ABS - Anticorpos IgM 
Sinonímia: FTAM

Norma de coleta: Jejum recomendado. 

Valor(es) de Referência:  Não reagente

Nota: Resultados Não Reagentes são decorrentes de triagem sorológica Negativa, utilizando o teste treponêmico quimioluminescente automatizado IgG/IgM - Syphilis TP Abbott, portanto, este resultado exclui infecção por T. pallidum. 
Nos resultados Reagentes a confirmação será através de Reação de Imunofluorescência indireta (IFI), com Treponema pallidum, após absorção sérica de anticorpos IgM com Treponemas não patogênicos .

Método: Quimioluminescência

Instrução de coleta: Coletar amostra em tubo gel; Encaminhar amostra sob refrigeração, de 2ºC a 8ºC.

Interpretação Clínica: Ver FTA - ABS - Anticorpos IgG.


Nome: VDRL 

Sinonímia: FTAM

Norma de coleta: Jejum recomendado de 4 horas, mas não obrigatório.

Valor(es) de Referência : 
Não reagente: Ausência de floculação
Reagente: Presença de floculação

Método: Floculação não-treponêmico

Instrução de coleta: Coletar amostra em tubo gel; Encaminhar amostra sob refrigeração, de 2ºC a 8ºC.

Interpretação Clínica: Trata-se de teste não treponêmico por reação de floculação em lâmina que utiliza a cardiolipina extraída do coração de boi como antígeno, utilizado como teste de triagem da sífilis. Indicação: Triagem para sífilis. Este é o único teste de floculação que pode ser utilizado para pesquisa de anticorpos não treponêmicos no líquor. Interpretação clínica: Títulos elevados acima de 1/8 são sugestivos, embora não selem o diagnóstico de sífilis, que deve ser confirmado por técnicas mais específicas, como a imunofluorescência (FTA-ABS) ou hemaglutinação (TPHA). Títulos em elevação em amostras pareadas podem ser diagnósticos. Torna-se positivo de uma a duas semanas após o aparecimento do cancro na sífilis primária (quatro a seis semanas após a infecção), atinge o pico durante o período secundário e declina lentamente. É positivo em 99% dos casos de sífilis secundária e em 70% de sífilis terciária. A queda importante no título ou a negativação do VDRL, que costuma ocorrer após o tratamento, pode ser usada para o acompanhamento do paciente como um critério de cura. Como é um exame não-treponêmico e detecta anticorpos contra um constituinte tecidual normal existe a possibilidade de reação cruzada, sendo que os títulos falso-positivos usualmente não excedem 1/8. As reações falso-positivas com títulos baixos até 1/8 são encontradas, de forma transitória, nas fases agudas de doenças infecciosas bacterianas, virais e parasitárias, como endocardite infecciosa, mononucleose, hepatite C, malária, e na gravidez.
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais.
http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/page/2012/50768/manual_sifilis_miolo_pdf_53444.pdf, consulte em 26 de novembro de 2015

SÍFILIS - VDRL
Nome: SÍFILIS - VDRL

Sinonímia: Reação de Wasserman

Norma de Coleta: Jejum 4 horas

Valor de Referência: Não reagente

Método: Floculação com antígeno cardiolipínico

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Útil no acompanhamento e diagnóstico de pacientes com sífilis. Confirmar sempre com  FTA-ABS.
SÓDIO NO SORO
Nome: SÓDIO NO SORO

Sinonímia: Natremia, Na

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar doenças anteriores tais como hiperaldosteronismo primário, tumores cerebrais, acidente com traumatismo crânio-encefálico, vômitos, diarréia, queimaduras, obstrução intestinal, obstrução venosa profunda, diabetes, insuficiência renal ou cardíaca, uso de diuréticos.

Valor de Referência: 136 a 145 mmol/L

Método: Eletrodo íon seletivo

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil na avaliação do equilíbrio hidro-salino. A hipernatremia pode ocorrer na desidratação hipertônica, no diabetes insípido, em comas hiperosmolares, etc. A hiponatremia pode ocorrer na desidratação hipotônica, síndrome nefrótica, insuficiência cardíaca, etc.
SOMATOMEDINA C, IGF-1
Nome: SOMATOMEDINA C, IGF-1



Sinonímia: SomatoC



Norma de Coleta: Jejum mínimo de 4 horas. Informar medicamentos nos últimos 30 dias. Informar doenças pré-existentes como acromegalia ou deficiência do hormônio de crescimento.



Valor de Referência: (ng/mL)



Idade                             Idade



01          55 - 327

02          51 - 303          26 - 30        117 – 329

03          49 - 289          31 - 35        115 - 307

04          49 - 283          36 - 40        109 - 284

05          50 - 286          41 - 45        101 - 267

06          52 - 297          46 - 50         94 - 252

07          57 - 316          51 - 55         87 - 238

08          64 - 345          56 - 60         81 - 225

09          74 - 388          61 - 65         75 - 212

10          88 - 452          66 - 70         69 - 200

11         111 - 551          71 - 75         64 - 188

12        143 - 693          76 - 80         59 - 177

13        183 - 850          81 - 85         55 - 166

14        220 - 972

15        237 - 996

16        226 - 903

17        193 - 731

18        163 - 584



Método: Quimioluminescência



Instrução de Coleta: Coletar 1,0 ml de soro. Congelar a amostra.



Interpretação Clínica: A somatomedina é um exame útil nos pacientes com distúrbios de crescimento, como auxiliar na dosagem do hGH.  Sua concentração é baixa nos portadores de hipopituitarismo, deficiência isolada de GH, nanismo de Laron, subnutrição. Nos acromegálicos (pacientes com tumores produtores de GH), sua dosagem é útil no diagnóstico e acompanhamento de tratamento como critério de cura.
SUBUNIDADE ALFA LIVRE
Código do Procedimento: SUBALF

Nome: SUBUNIDADE ALFA LIVRE

Sinonímia: Subunidade alfa livre dos hormônios glicoprotéicos

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas

Valor de Referência: ng/mL 

Masculino: 120 a 790

Feminino

pré-menopausa: 80 a 604

pós-menopausa: 340 a 4.000

Método: Imunofluorimetria

Instrução de Coleta: Coletar 2,0 mL de soro

Interpretação Clínica: A subunidade alfa é comum nos hormônios glicoprotéicos (HCG, TSH, FSH e LH) é útil no diagnóstico de tumores hipofisários.
T3
Nome: T3

Sinonímia: Triiodotironina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso, inclusive fórmulas para emagrecer e, se mulher, o uso de anticoncepcional.


Valor de Referência: ng/dL

Até 5 anos                   : 33 a 256

6 a 12 anos                  : 41 a 225

Acima de 12 anos         : 84 a 172


Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.


Interpretação Clínica: O T3 ou triiodotironina, é o segundo produto secretado pela tireóide em condições normais e também resulta da transformação de T4 nos tecidos. É útil no diagnóstico e controle terapêutico de pacientes hipo e hipertireoidianos. Pode estar diminuído em situações como, pós-operatório, uso de propanolol, corticóides, fenitoína, idosos ou em desnutridos. Pode aumentar com uso de estrógenos, situação que requer medida do T4 livre.
T4
Nome: T4

Sinonímia: Tiroxina, Tetraiodotironina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso nas últimas 6 a 8 semanas em especial, inclusive fórmulas para emagrecer e anticoncepcional em mulher.

Valor de Referência:

Até 1 ano                 : 3,5 a 17,4 ?g/dL

de 2 a 4 anos            : 3,5 a 16,8 ?g/dL

de 5 a 8 anos            : 3,9 a 13,8 ?g/dL

de 9 a 12 anos           : 4,1 a 12,1 ?g/dL

Maior 12 anos           : 4,5 a 12,5 ?g/dL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A tiroxina é de produção exclusiva da tireóide, circulando ligada  a proteínas (TBG). Está elevada no hipertiroidismo e diminuida no hipotiroidismo, e apresenta menor sensibilidade diagnóstica do que a dosagem de TSH ou de T4L. Estrógenos aumentam, e certas drogas, como fenitoína, diminuem o T4 total. Estas interferências são resolvidas com  medida do T3 retenção ou do T4 livre.
T4 LIVRE
Nome: T4 LIVRE

Sinonímia: T4L, T4C, T4N, ITL, ETR, T7, T12 , "FREE" T4, FT4

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso nas últimas 6 - 8 semanas e em especial fórmulas para emagrecer. Se mulher, informar o uso de anticoncepcional.

Valor de Referência: 0,8 a 1,9 ng/dL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro.

Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O T4L constitui a fração principal das iodotironinas, sendo o responsável direto pela regulação do metabolismo celular e pelo "feed-back" do TSH. Sua determinação está indicada no diagnóstico do hipo ou hipertireoidismo, pois não sofre influência significativa dos níveis de TBG circulantes. Aumenta no hipertireoidismo, tireoidite sub-aguda. Diminui no hipotireoidismo primário (tireoidite de Hashimoto, mixedema idiopático, bócio endêmico), no hipotireoidismo secundário e na tireoidite sub-aguda avançada. Não se altera com uso de drogas capazes de aumentar ou diminuir o T4 total e o T3 total.
TBG
Nome: TBG

Sinonímia: Globulina Ligadora de Tiroxina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso nas últimas 6 - 8 semanas e em especial fórmulas para emagrecer. Se mulher, informar se usa anticoncepcional.

Valor de Referência: 13,6 a 27,2 mg/L

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: TBG é a principal proteína carregadora de T3 e T4. Alterações da TBG se refletem paralelamente na dosagem dos hormônios tireoidianos. Estrógenos aumentam e outras drogas, como fenitoína, diminuem a TBG.
TEMPO DE PROTROMBINA

Nome: TEMPO DE PROTROMBINA

Sinonímia: TP, TAP, tempo e atividade de protrombina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso nas últimas 6 - 8 semanas, especialmente anticoagulantes.

Valor de Referência:
Tempo de Protrombina: 10,7 a 14,3 segundos
Atividade Protrombina: 80 a 100%

Situação clínica INR (International Normalized Ratio)

Trombose venosa profunda :2,0 a 3,0
Embolia pulmonar :2,0 a 3,0
Embolia sistêmica :2,0 a 3,0
Prótese cardíaca com válvula de tecido :2,0 a 3,0
Infarto agudo do miocárdio :2,0 a 3,0
Doença da válvula cardíaca :2,0 a 3,0
Fibrilação atrial :2,0 a 3,0
Prótese cardíaca com válvula mecânica :2,5 a 3,0
(exceto idosos)
S. Antifosfolipídica, alguns casos :3,0 a 4,0

Método: Coagulometro

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 ml de plasma citratado. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: É utilizado, na avaliação de alterações congênitas e adquiridas de fatores da via extrínseca da coagulação, no monitoramento de terapia com anticoagulante oral, doenças hepáticas, deficiência de vitamina K. Vantagens do uso do INR no controle da anticoagulação oral:

- permite controlar a anticoagulação de maneira eficaz
- possibilita melhor padronização do tempo de protrombina.
TEMPO DE TROMBINA
Nome: TEMPO DE TROMBINA

Sinonímia: TT

Norma de Coleta: Jejum de 6 horas. Informar se faz uso de anticoagulantes e qual a dosagem. Anotar outros medicamentos em uso.

Valor de Referência: 13 a 21 segundos

Método: Sta-Compact (Clotting)

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de plasma citratado. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: É um teste de triagem para deficiências de fibrinogênio e de inibidores da trombina.
TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADO
Nome: TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADO

Sinonímia: TTP, TTPAa,  tempo de kaolim

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. O paciente deve informar se faz uso de anticoagulante (clexane, heparina, hirudoid, liquemine, marcoumar, marevam) e qual a dosagem. Anotar outros medicamentos em uso.

Valor de Referência: 24 a 45 segundos

Método: Coagulométrico

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de plasma citratado. Refrigerar a amostra.

Interpretação Clínica: É o exame de escolha para avaliação da via intrínseca da coagulação e para monitoração do uso de heparina, avaliação pré-operatória, e diagnóstico das coagulopatias.
TESTOSTERONA
Nome: TESTOSTERONA

Sinonímia: Testos

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.  Não realizar esforço físico na véspera. Manter dieta normal nos 3 dias que antecedem o exame. Informar medicamentos em uso, em especial o uso de hormônios esteróides e anticoncepcional na mulher.

Valor de Referência: ng/mL

Feminino

Em ovulação: ND a 80

Pós-menopausa: ND a 62

Masculino

20 a 49 anos: 262 a 1593

Maior ou igual 50 anos: 181 a  758

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A testosterona é o principal androgênio responsável pelas características sexuais secundárias dos homens. É secretada pelos testículos nos homens e pelas adrenais e ovários na mulher. É considerada bom exame para a avaliação do desenvolvimento da puberdade e no diagnóstico do hipogonadismo. Para mulheres, é indicado para avaliação de virilização e hirsutismo.
TESTOSTERONA LIVRE
Nome: TESTOSTERONA LIVRE

Sinonímia: Testo livre

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas.

Valor de Referência: ng/dL

Masculino

17 a 40 anos : 82 a 626

41 a 60 anos : 58 a 436

61 a 90 anos : 43 a 424

Feminino

Início do Ciclo: 4,2 a 41

Fase Folicular : 4,4 a 39

Meio do Ciclo : 7,1 a 55

Fase Lútea      : 4,1 a 44

Pós-menopausa em tratamento: 2,4 a 38 n

Pós-menopausa : 4,3 a 55

Método: Quimioluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Para mulheres, é principalmente indicado para a avaliação do hirsutismo, com testosterona total em níveis normais. No homem é indicada no hipogonadismo.
TGO
Nome: TGO

Sinonímia: AST, GOT, transaminase glutâmico oxalacética, aspartato amino transferase

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Informar ó diagnóstico provável feito pelo médico.

Valor de Referência:

Masculino: 11 a 39 U/L

Feminino: 10 a 37 U/L

Método: Cinético UV - IFCC

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É uma enzima encontrada em altas quantidades no músculo cardíaco, esquelético, células hepáticas, e em menor quantidade no pâncreas e nos rins. Este teste é útil no diagnóstico do infarto do miocárdio, das doenças hepáticas, pancreatite aguda, operação cardíaca, cateterização cardíaca, distrofia muscular, mononucleose, doença renal aguda, convulsões recentes, etc.
TGP
Nome: TGP

Sinonímia: ALT, GPT, transaminase glutâmico pirúvica, alanina amino transferase

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Informar diagnóstico provável feito pelo médico. 

Valor de Referência:

Masculino: 11 a 39 U/L

Feminino: 10 a 37 U/L

Nota: Valores de bilirrubina (> 1.9 mg/dL), hemoglobina (> 18g/dL) e triglicérides (> 750 mg/dL), produzem resultados falsamente elevados.

Método: Cinético UV - IFCC

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: É encontrada principalmente no fígado, e em menores concentrações no músculo esquelético, rim e coração. O teste é útil na avaliação de hepatopatias. Os valores elevados de ALT são mais comumente verificados nas seguintes patologias: hepatites, cirrose, necrose hepática, colestase, tumor hepático, drogas hepatotóxicas, etc.
TIROGLOBULINA
Nome: TIROGLOBULINA

Sinonímia: TGL, Tireoglobulina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar doenças prévias, tais como carcinomas da tireóide. Informar data da cirurgia de tireóide e se a coleta for para monitoramento pós-cirúrgico.

Valor de Referência: até 55,0 ng/mL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A tiroglobulina é uma glicoproteína produzida pelas células tiroidianas sendo o principal componente do colóide da glândula tireóide. A sua dosagem (Tg) sérica é usada como marcador para o seguimento de pacientes portadores de carcinomas de tireóide (papilífero, folicular e misto). Espera-se que após a terapia (cirurgia e/ou radioterapia) bem sucedida, sua concentração seja indetectável. Na fase aguda das tireoidites auto-imunes ou na doença de Graves também poderá estar elevada.
TOXOPLAMOSE SOROLOGIA
Nome: TOXOPLAMOSE SOROLOGIA

Sinonímia: Reação de Sabin-Feldman

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar se paciente está grávida e já fez este exame anteriormente

Valor de Referência:

Anticorpos IgG

Anticorpos IgG

Não-reagente: Até 4 UI/mL

Indeterminado: 4 a 8 UI/mL

Reagente: Superior a 8 UI/mL

Método: ELFA

Anticorpos IgM

Não reagente

Método: Ensaio Imunoenzimático

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Teste útil no diagnóstico da toxoplasmose e na avaliação pré-natal de mulheres com intenção de engravidar. A presença de anticorpos da classe IgG indica infecção antiga e da classe IgM indica infecção recente.
TRIGLICÉRIDES
Sinonímia: Trigliceridemia

Norma de coleta: Jejum obrigatório; 
-  Crianças até 1 ano completo: jejum de 3 horas ou intervalo entre as mamadas no caso de bebês.
-  Crianças com mais de 1 e 01 dia a 5 anos completos: jejum de 6 horas. 
-  Crianças com mais de 5 anos e 01 dia e Adultos jejum mínimo de 12 horas e máximo de 14 horas. 
-  Manter dieta habitual nos 3 dias anteriores a coleta; - Não ter ingerido bebidas alcoólicas 72 horas antes do exame;

Valores de Referência:  
De 2 a 19 anos:
Desejável: menor que 100 mg/dL
Limítrofe: de 100 a 129 mg/Dl
Elevado: maior ou igual a 130 mg/dL
Acima de 20 anos:
Desejável: menor que 150 mg/dL 
Limítrofe: de 150 a 200 mg/dL
Alto: de 200 a 499 mg/dL
Muito alto: maior ou igual 500 mg/dL
Valores de referência segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose - 2013.

Método: Enzimático colorimétrico 

Instrução de coleta: Coletar amostra em tubo gel. Encaminhar amostra sob-refrigeração, de 2ºC a 8ºC.

Interpretação Clínica: Os Triglicérides ou gorduras neutras são ésteres de ácidos graxos com glicerol e representam a maior quantidade de gordura do organismo (95%), provenientes da dieta e do fígado. Quando provenientes da dieta sofrem digestío no duodeno e íleo proximal, são hidrolisados a glicerol e ácidos graxos livres pela ação de lipases e ácidos biliares e, após a absorção, são novamente sintetizados nas células epiteliais intestinais e combinados com colesterol e apolipoproteínas para formar quilomícrons, que, por sua vez, são transportados via ducto torácico para a circulação. Como são insolúveis no sangue, são transportados sob a forma de quilomícrons (triglicérides exógenos) ou VLDL (triglicérides endógenos). Apesar da controvérsia de seu papel na doença arteriosclerótica sua elevação, concomitante com a de colesterol é considerada fator de risco para doença arterial coronariana (DAC). Valores altos também são detectados na resistência insulínica, síndrome nefrótica e pancreatite. Acima de 2.000mg/dL, predispõe à pancreatite aguda. Também pode elevar-se em consequência do uso de medicamentos, como a prednisona. A hipertrigliceridemia pós-prandial é associada à elevação do risco de morbimortalidade cardiovascular, independente de níveis de triglicerídeos de jejum normais. Indicações: Avaliação das do metabolismo lipídico e das dislipidemias. Interpretação clínica: Os triglicérides estío elevados em: hiperlipoproteinemias tipos I, IIb, III, IV e V, deficiência da lipase lipoproteica familiar, deficiência do cofator da lipase lipoproteica (Apo C-II) disbetalipoproteinemia familiar, resistência insulínica, hipotireoidismo, síndrome nefrótica, obstruções biliares, cirrose, hepatites virais, pancreatite crônica, porfiria aguda intermitente e doenças de depósito de glicogênio, entre outras. Concentrações extremamente elevadas são encontradas na pancreatite aguda. Alguns alcoólatras têm hipertrigliceridemia, às vezes com níveis muito elevados, mas que normalizam com a abstinência. Os triglicérides estío diminuídos na hipolipoproteinemia e na betalipoproteinemia, hipertireoidismo, lactosúria, desnutrição, síndromes de má-absorção, linfangectasia intestinal e nas doenças do parênquima hepático em fase terminal. Sugestío de leitura complementar: Borge G. Nordestgaard; Marianne Benn; Peter Schnohr; et al. Nonfasting Triglycerides and Risk of Myocardial Infarction, Ischemic Heart Disease, and Death in Men and Women. JAMA 2007;298(3):299-308. Sposito AC, Caramelli B, Fonseca FAH, Bertolami MC. IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Disponível em http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2007/IV_diretriz_DA.asp, consulta em 19 de julho de 2012


TSH, HORMÔNIO TIREOESTIMULANTE
Nome: TSH, HORMÔNIO TIREOESTIMULANTE

Sinonímia: Hormônio Tiroestimulante

Norma de Coleta: Jejum mínimo de 8 horas. Informar doenças prévias, principalmente hipo ou hipertireoideismo. Informar medicações em uso nos últimos 30 dias (em especial fórmulas para emagrecer e uso de hormônio tiroidiano). Se mulher informar o uso de anticoncepcionais.

Valor de Referência: Basal: 0,4 a 4,0  ?U/mL

Método: Quimiluminescência

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: O TSH é uma glicoproteína secretada pela hipófise anterior que estimula a tireóide a liberar T3 e T4. As secreções e os níveis séricos de TSH são controlados pelos níveis de T3 e T4 e pelo TRH hipotalâmico. Sua medida é obrigatória na hipercolesterolemia. É muito útil no diagnóstico do hipotiroidismo primário, sendo o primeiro hormônio a se alterar nessa condição.
URÉIA NO SORO
Nome: URÉIA NO SORO

Sinonímia: Azotemia

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Informar se nas últimas 72 h ingeriu grande quantidade de proteínas (ex. churrasco, feijoada). Informar uso de esteróides (contraceptivos orais), trauma recente ou hemorragia digestiva e doença renal.

Valor de Referência: 15 a 45 mg/dL

Método: Enzimático UV

Instrução de Coleta: Coletar 1,0 mL de soro ou Plasma (Fluoreto, Heparina, EDTA). Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: Exame útil na avaliação renal, que vem sendo substituída pela dosagem de creatinina, pois a uréia sofre mais a influência do catabolismo protéico. Aumenta na filtração glomerular deficiente, dieta hiperprotéica, desidratação. Diminui em insuficiência hepática, dieta hipoprotéica, anorexia nervosa.
VITAMINA A
Nome: VITAMINA A

Sinonímia: Retinol

Norma de Coleta: Jejum de 8 horas. Informar medicamentos em uso,  álcool, contraceptivos orais.

Valor de Referência: 20 a 43 ?molg/dL

Método: HPLC (Cromatografia Líquida de Alta Performance)

Instrução de Coleta: Coletar 2,0 mL de soro em tubo envolto  em papel de alumínio. Congelar a amostra.
VITAMINA B 12
Nome: VITAMINA B 12

Sinonímia: Cianocobalamina

Norma de Coleta: Jejum de 4 horas. Informar medicamentos em uso.

Valor de Referência: 180 a 914 pg/mL 

Método: Ensaio Imunoenzimático

Instrução de Coleta: Coletar 2,0 mL de soro em tubo envolto em papel de alumínio. Congelar a amostra.

Interpretação Clínica: A vitamina B12 é um cofator essencial na condução de reações de óxido-redução que utilizam o grupo prostético FAD e FMN. Sua deficiência é caracterizada por glossite, estomatite e faringite, além de alguns tipos de anemia. O teste é útil na caracterização de estados de deficiência da B12, que podem ser conseqüências, de malabsorção intestinal, alcoolismo, infecções, neoplasias, pelagra, gestação e lactação.
ESTÍMULO COM ACTH (CORTROSINA = 1 µG)
Preparo do paciente: Jejum de oito horas.

Contra-indicações: hipersensibilidade à droga.

Interferente: prednisona (dexametasona não interfere no ensaio para dosagem de cortisol).

coleta:
- material: soro 
- punção venosa com catéter
- administração E.V. de 1 µg de ACTH sintético
- coleta de amostra para dosagem de cortisol: basal, 15, 30 e 60 minutos após ACTH

Efeitos colaterais: rubor facial e reações alérgicas, raramente. 
Interpretação: cortisol aos 30 minutos > 18 µg/dL (Sensibilidade de 100% e especificidade de 93%) ou > 21,7 µg/dL (Sensibilidade de 100% e especificidade de 80%). 
Descrição:  Este teste diagnostica insuficiência adrenal. Devido à utilização de uma dose mais baixa e mais fisiológica de ACTH, diagnostica casos de insuficiência adrenal leve a moderada como é o caso dos usuários de corticosteróides que podem responder normalmente ao teste tradicional realizado com 250 µg de ACTH.

ESTÍMULO COM ACTH (CORTROSINA = 250 µG)
Preparo do paciente: Jejum de oito horas.

Contra-indicações: hipersensibilidade à droga.

Interferente: prednisona (dexametasona não interfere no ensaio para dosagem de cortisol).

Coleta:
- material: soro 
- punção venosa com catéter
- coleta de amostra basal para dosagem de cortisol entre 7 e 9 horas da manhã ou até duas horas após horário habitual de despertar
- administração de 250 µg de ACTH sintético, via EV ou intramuscular                  
- coleta de amostra para dosagem de cortisol, 60 minutos após ACTH.

Efeitos colaterais: rubor facial e reações alérgicas, raramente. 

Interpretação: diagnóstico de insuficiência adrenal. pico de cortisol > 20 µg/dL.
Descrição:. Este teste diagnostica insuficiência adrenal mas não distingue duas entidades clínicas: na insuficiência adrenal primária, as glândulas adrenais já estío sob estímulo do ACTH endógeno, e por isso não se observa um incremento da secreção de cortisol após ACTH exógeno. Para este fim, recomenda-se a dosagem de ACTH. Uma resposta normal, por outro lado, não exclui deficiência parcial de ACTH

ESTÍMULO COM CLONIDINA

Preparo do paciente: Jejum de oito horas.

Contra-indicações: Não há.

Interferentes: estresse antes da coleta da amostra basal pode causar valores elevados de GH nos tempos iniciais do teste

Coleta:   

- material: soro 

- punção venosa com catéter 

- repouso (20 minutos) 

- coleta de amostra basal 

- administração de clonidina (Atensina®), via oral, dose: 0,15 mg/m2 de superfície  corpórea 

- tempos: 60, 90 e 120 minutos. Dosar HGH em todos os tempos.

Efeitos colaterais: hipotensão postural e sonolência de moderada a intensa, em virtude dos efeitos alfa-adrenérgicos centrais da droga. Broncoespasmo pode ocorrer em indivíduos asmáticos. Esforços físicos e intelectuais (ex: provas no colégio) devem ser evitados no dia do teste

Interpretação: Valor de referência normal GH > 5 µg/L.

Descrição: A clonidina promove a liberação de GH por meio da estimulação de receptores a-adrenérgicos. Assim, este teste atua na suspeita de deficiência do GH e na avaliação da baixa estatura. 

ESTÍMULO COM DDAVP PARA DOSAGEM DE ACTH E CORTISOL
Preparo do paciente: jejum de oito horas.

Contra-indicações: hipersensibilidade à droga 

Interferente: não há.

Coleta:                                                                                                                                            
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- repouso (20 minutos) 
- coleta de amostra basal 
- administração E.V de DDAVP, em bolo (10 µg)
- tempos: basal, 15, 30, 45, 60, 90 e 120 minutos

Interpretação:                       
- doença de Cushing: 
- ACTH: elevação de 50% em relação ao valor basal
- cortisol: elevação de 20% em relação ao basal
- cura cirúrgica: ausência de resposta do corticol e ACTH no pós-operatório
- persistência do tumor pós-cirurgia: resposta positiva do cortisol e ACTH no pós-operatório
- Pseudo-Cushing: resposta diminuída ou ausência de resposta, devido ao feedback negativo exercido pelo hipercortisolismo crônico destas situações clínicas
Descrição: o hormônio antidiurético (arginina-vasopressina/AVP) é um secretagogo fisiológico do ACTH e a maioria dos adenomas secretores de ACTH respondem a este estímulo. O teste de estímulo com DDAVP (análogo sintético do AVP) é mais uma ferramenta no diagnóstico diferencial da síndrome de Cushing, principalmente para diferenciar doença de Cushing (adenoma hipofisário secretor de ACTH) de pseudo-Cushing e de síndrome do ACTH ectópico.

ESTÍMULO COM TRH PARA DOSAGEM DE PROLACTINA
Preparo do paciente: Jejum de quatro horas.

Contra-indicações: Não há.

Interferente: Não há

Coleta:                                                                                                                             -
material: soro 
- punção venosa com catéter 
- repouso (20 minutos) 
- coleta de amostra basal 
- administração de TRH, via endovenosa (200 µg)
- tempos: inicial e 15, 30 e 60 minutos
 
Efeitos colaterais: rubor, calor facial e/ou perineal, desejo miccional, taquicardia e náuseas. Os sintomas são efêmeros e não requerem interrupção da prova

Interpretação: elevação da prolactina de 2,5 a 10 vezes o valor basal. 

Descrição: avaliação da secreção de prolactina em suspeita de hipopituitarismo ou de prolactinoma. O TRH é um potente liberador de prolactina e está envolvido no controle de sua secreção. O teste é útil na avaliação da secreção de prolactina e em suspeita de hipopituitarismo, mas não tem valor no diagnóstico diferencial de hiperprolactinemia.

ESTÍMULO DE 17-HIDROXIPROGESTERONA COM ACTH (CORTROSINA = 250 µG)
Preparo do paciente: Jejum de oito horas.

Contra-indicações: hipersensibilidade à droga.

Interferente: prednisona (dexametasona não interfere no ensaio para dosagem de cortisol).

Coleta:
- material: soro 
- punção venosa com cateter          
- repouso (20 minutos)
- coleta de amostra basal                     
- administração E.V.  de ACTH sintético (250 µg)
- coleta de amostra para dosagem de 17 – hidroxiprogesterona nos tempos basal,30 e 60 minutos.

Efeitos colaterais: rubor facial e reações alérgicas, raramente. 
Interpretação: Raramente excede 2000,0 ng/dL.Pacientes com hiperplasia adrenal congênita apresentam valores muito elevados (geralmente superiores a 10.000 ng/dL).
Descrição:  Diagnóstico da hiperplasia adrenal congênita, deficiência da 21 – hidroxilase, diagnóstico de hirsutismo e infertilidade feminina; monitoramento terapêutico. A 17 – alfa – hidroxiprogesterona (17-OHP) é um esteróide intermediário na biossíntese do cortisol. O termo hiperplasia adrenal congênita é utilizado para definir uma síndrome que reúne erros inatos do metabolismo esteróide. São desordens geneticamente determinadas na produção dos esteróides adrenocorticais, como resultado de deficiências enzimáticas específicas.

ESTÍMULO DE CORTISOL COM INSULINA
Preparo do paciente: Jejum de oito horas.

Contra-indicações: o teste é contraindicado em portadores de cardiopatia isquêmica, epilepsia ou com antecedentes de acidente vascular cerebral (AVC).
Interferente: prednisona (dexametasona não interfere no ensaio para dosagem de cortisol).

Coleta:                                                                                                                             
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- coleta de amostra basal 
- administração de insulina regular via endovenosa na dose de 0,1 U/Kg (0,05 U/Kg se há suspeita de insuficiência adrenal, e até 0,3 U/Kg em caso de suspeita de resistência insulínica)
- tempos: inicial, 30, 60, 90 e 120 minutos para dosagem de glicemia e cortisol 
- é realizado controle da glicemia capilar precedendo cada coleta 
- manter acesso venoso e glicose a 50% para aplicação endovenosa, em caso de ausência de recuperação da hipoglicemia com presença de sintomatologia intensa.

Efeitos colaterais: hipoglicemia severa com sintomas neuroglicopênicos.
Interpretação: para que o teste seja considerado válido e interpretável, é necessária a documentação de hipoglicemia (glicemia inferior a 40 mg/dL). Nesses casos, considera-se normal uma resposta de cortisol > 20 mcg/dL

Descrição: diagnóstico de insuficiência adrenal. a hipoglicemia induzida por insulina é ainda considerado o "padrío ouro" entre os testes de reserva adrenal. O teste avalia todo o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, pois a hipoglicemia estimula a secreção de CRH e ACTH, e é empregado na suspeita de insuficiência adrenal primária, secundária (hipofisária) ou terciária (hipotalâmica).

ESTÍMULO DO FSH E LH APÓS LHRH
Preparo do paciente: jejum não obrigatório.

Contra-indicações: Não há.

Interferente: Não há.

Coleta:                                                                                                                             
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- repouso de 15 minutos                                  
- coleta de amostra basal 
- administração E.V. de LHRH (100 µg) 
- tempos: inicial, 15, 30 e 60 minutos

Interpretação: 
Resposta normal: LH                     
- sexo masculino: pico de LH > 12 UI/L ou incremento > 7 UI/L acima do basal                     
- sexo feminino: pico de LH > 10 UI/L ou incremento > 5 UI/L acima do basal                         
- crianças pré-púberes: observa-se incremento maior do FSH em relação ao LH
Resposta normal: FSH

FSH (UI/L) incremento máximo 
Mulher
Fase folicular 3 ± 1 
Pico ovulatório 8 ± 3 
Fase Lutea 3 ± 0.4 
Homem 3 ± 1 

Descrição: avaliação da reserva gonadotrófica em indivíduos com retardo puberal ou hipogonadismo; avaliação da ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal em crianças com suspeita de puberdade precoce; monitorização de terapia com análogo de LHRH.

ESTÍMULO DO GH APÓS TRH
Preparo do paciente: Jejum de oito horas.

Contra-indicações: Não há.

Interferente: Não há.

Coleta:                                                                                                                     
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- repouso de 15 minutos                                 
- coleta de amostra basal 
- administração de TRH, via endovenosa (200 µg)
- tempos: 15, 30 e 60 minutos.                   
- Dosar GH em todos os tempos.

Efeitos colaterais: todos fugazes: rubor facial, náusea, urgência miccional, calor perineal e gosto amargo. Há relato de apoplexia do tumor (necrose tumoral) após a administração do TRH

Interpretação: normal: não ocorre elevação do GH. Resposta paradoxal: elevação de duas vezes do valor basal em qualquer tempo.
 
Descrição: no acompanhamento de tratamento da acromegalia. Cerca de 50% dos pacientes acromegálicos apresentam elevação significativa do GH sérico após TRH (200 µg EV). O TRH, fator hipotalâmico liberador de TSH, não estimula a liberação de GH pelo somatotrofo normal, porém estimula a célula neoplásica promovendo uma resposta "paradoxal". No entanto, essa elevação, além de não sensível, não é específica, havendo relatos de resposta paradoxal do GH após TRH em diabéticos mal controlados, portadores de insuficiência renal, depressão endógena, hipotiroidismo primário e em idosos. Assim, ele não é considerado critério diagnóstico na acromegalia, mas sim teste coadjuvante no acompanhamento da resposta ao tratamento, como um dos critérios de cura da doença (ausência de resposta em indivíduo previamente responsivo).

ESTÍMULO DO TSH APÓS TRH
Preparo do paciente: Jejum de quatro horas.

Contra-indicações: Não há.

Interferente: Não há.

Coleta:                                                                                                                      
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- coleta de amostra basal 
- administração de TRH, via endovenosa, dose de 200 µg
- tempos: 15, 30 e 60 minutos com dosagem de TSH em todos os tempos.

Efeitos colaterais: podem ocorrer rubor, calor facial e/ou perineal, desejo miccional, taquicardia e náuseas. Os sintomas são efêmeros e não requerem interrupção da prova.

Interpretação: normal: incremento de no mínimo 5 mUI/L ou um aumento de cerca de dez vezes o valor basal, nos tempos 15 a 30 minutos.

Descrição: o TSH é um hormônio produzido e liberado pelas células hipofisárias (tirotrofos), e está sob controle do hipotálamo (através do TRH, principalmente) e hormônios tiroideanos. A administração do TRH é util na avaliação do eixo hipotálamo-hipófise-tiroideano e realizado em casos de suspeita de hipotiroidismo de causa central (tumores, pós cirurgia ou radioterapia, e outras causas de hipopituitarismo). Em casos de dano hipofisário a resposta é baixa, enquanto no dano hipotalâmico observa-se resposta normal ou exagerada. Contudo, alguns indivíduos com doença hipofisária podem responder ao TRH. Antes do advento da medida do TSH por métodos ultra-sensíveis, era utilizado para o diagnóstico de tirotoxicose.

EXERCÍCIO
Preparo do paciente: Jejum de oito horas
 
Contra-indicações: cardiopatia ou qualquer situação onde haja restrição ao exercício

Interferente: estresse antes da coleta da amostra basal pode causar valores elevados de GH nos tempos iniciais do teste.
                             
Coleta:                                                      
- material: soro 
- preparo do paciente: jejum de oito horas 
- punção venosa com catéter 
- repouso (15 minutos) 
- coleta de amostra basal 
- exercício contínuo por 20 minutos em esteira ergométrica, ou caminhada moderada a intensa, tal como em escada, seguida imediatamente da coleta de sangue. 

Efeitos colaterais: não há.

Interpretação: normal: ocorre elevação do GH. 
Descrição: esse teste utiliza um estímulo fisiológico, de baixo custo e dispensa a administração de qualquer droga. Apresenta, no entanto, baixo poder preditivo, uma vez que cerca de um terço das crianças pré-púberes normais não respondem. O teste é contra-indicado na presença de cardiopatia ou outras condições que impeçam a realização de exercício físico.

MEGA TESTE
Preparo do paciente: Jejum de oito horas.

Contra-indicações: as principais referem-se àquelas observada no teste de tolerância à insulina, ou seja, o teste é contra-indicado em indivíduos portadores de cardiopatia isquêmica, epilepsia e com antecedentes de acidente vascular cerebral (AVC).
Interferente: Não há

Coleta:                                                                                                                             
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- repouso (20 minutos) 
- coleta de amostra basal 
- coleta de amostras basais, para dosagem de GH, prolactina, LH, FSH, TSH, cortisol e glicemia 
- administração EV de 200 µg de TRH, 100 µg de LHRH e 0,1 a 0,15 U/kg de insulina regular 
- coleta de amostras: inicial e aos 15 minutos (dosagem de FSH/LH, Prolactina, TSH e glicemia), 30 minutos (dosagem de FSH/LH, Prolactina, TSH, GH, cortisol e glicemia), 60 minutos (dosagem de LH/FSH, Prolactina, TSH, GH, cortisol e glicemia), 90 minutos (dosagem de GH, cortisol e glicemia) e 120 minutos (dosagem de GH, cortisol e glicemia) após a administração das medicações - é realizado controle da glicemia capilar a cada coleta 

Efeitos colaterais: podem ocorrer rubor, calor facial e/ou perineal, desejo miccional, taquicardia e náuseas e. hipoglicemia severa com sintomas neuroglicopênicos.
Interpretação: elevação de todos hormônios medidos.  
Descrição: avaliação de todos os setores da hipófise anterior (indicado em casos de tumores da regiío hipotálamo-hipofisária, deficiências setoriais ou globais e acompanhamento de radioterapia local). TSH, prolactina, ACTH, LH, FSH e GH são hormônios produzidos e liberados pela hipófise anterior e estío sujeitos a controle hipotalâmico. A avaliação desses pelo teste de estímulo combinado (Mega-Teste) é útil na suspeita de hipopituitarismo, conseqüente a patologias hipotálamo-hipofisárias (tumores, trauma, isquemia pós-parto) e após cirurgia ou radioterapia. Não se recomenda a realização do exame em crianças com antecedente de convulsão e em adultos com antecedentes de convulsão ou doença coronariana.

RESTRIÇíO HÍDRICA
Contra-indicações: Não há.

Interferente: Não há

Preparo do paciente:                     
- véspera do exame: acesso livre a água
- dia do exame: desjejum leve, não tomar café, chá, chocolate, não fumar
- mulher: não estar menstruada; caso esteja, usar tampío vaginal.

Coleta:      
- Dosar osmolaridade plasmática e osmolaridade urinária em todos os tempos. 
1ª parte 2ª parte 
(DI central X nefrogênico) 
Coletar sangue e urina
Controle do peso; iniciar restrição hídrica Administrar DDAVP (0,2 ml intra-nasal)
Liberar ingesta hídrica 
Após 1 hora: Coletar todo o volume da diurese.
Controle do peso Após 1 hora: Coletar sangue e urina 
Após 1 hora: Coletar todo volume da diurese.
Controle do peso Fim da prova 
Continuar o mesmo procedimento a cada hora até perda de 3% do peso corporal (ou intervalo de oito horas)

Fim da 1ª parte
Interpretação: 

1ª parte: normal: osmolalidade urinária > 600 mOsm/kg, osmolalidade plasmática: < 300 mOsm/kg;  redução do fluxo urinário: 0,5 mL/min.
diabetes insipidus total: osmolalidade urinária < 270 mOsm/kg, osmolalidade 
plasmática > 300 mOsm/kg 
2ª Parte:
Osmolalidade Urinária (mOsm/Kg) Diagnóstico 
Após desidratação Após DDAVP
> 750 > 750 Normal 
< 300 > 750 DI central 
< 300 < 300 DI nefrogênico 
300 -750 < 750 DI central parcial, DI nefrogênico ou polidipsia primária 
Descrição: a restrição hídrica tem sido usada com o objetivo de diagnosticar deficiência de hormônio antidiurético (ADH-antidiuretic hormone), ou seja, o diabetes insipidus (DI) verdadeiro. 

SUPRESSíO DO CORTISOL COM DEXAMETASONA.
Preparo do paciente:
                         
- administração de 1 mg de dexametasona às 23 horas do dia anterior à coleta da amostra                
- jejum de oito horas.                                                             
Contra-indicações: hipersensibilidade a corticóides 
Interferente: fenitoína, barbitúricos e outros indutores de enzimas microssomais hepáticas que acelerem o metabolismo da dexametasona, lipemia. 

coleta:
- material: soro 
- coleta de amostra para dosagem de cortisol entre 7 e 8 horas da manhã seguinte. 
Efeitos colaterais: não descritos. 
Interpretação: supressão do cortisol para valores inferiores a 5 µg/dL.
Descrição: a dexametasona é um glicocorticóide capaz de suprimir a liberação hipofisária de ACTH e, conseqüentemente, a secreção de cortisol. Na síndrome de Cushing, há produção autônoma de cortisol que não é inibida por este mecanismo de feedback negativo. Além da síndrome de Cushing, existem algumas situações que também podem apresentar respostas anormais: depressão, alcoolismo, estresse crônico, doenças agudas, uremia, elevação de estrógeno e gravidez.

SUPRESSíO DO HORMÔNIO DE CRESCIMENTO COM GLICOSE
Preparo do paciente: Jejum de dose horas. Não ingerir álcool nas 24 horas precedentes ao teste

Contra-indicações: Não há.

Interferente: estresse antes da coleta da amostra basal pode elevar GH nos tempos iniciais do teste

Coleta:                                                                                                                             
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- repouso (20 minutos) 
- coleta de amostra basal 
- ingestío de 75 g de glicose de solução a 25% (adulto) ou 1,75 g/kg de peso (criança) 
- tempos: 30, 60, 90, 120 e 180 minutos 
- dosar GH em todos os tempos.

Efeitos colaterais: náuseas e vômitos, devido ao efeito nauseante da glicose hipertônica ingerida. Caso ocorra vômito, o teste deverá ser suspenso.

Interpretação: normal: GH < 1 µg/L (exclui acromegalia). 

Descrição: diagnóstico de hipersecreção autônoma de GH (acromegalia). A hiperglicemia promove redução dos níveis séricos de GH, que em indivíduos normais pode chegar a valores indetectáveis. Essa redução não é observada na acromegalia, visto que há uma hipersecreção de GH independente do eixo hipotalâmico-hipofisário. Uma elevação paradoxal do GH pode ocorrer (em geral, aos 180 minutos) por hipoglicemia reacional e não acrescenta valor diagnóstico além daquele obtido pela ausência de supressão do GH. Resultados falso-positivos podem ocorrer em pacientes com diabetes mellitus, doença hepática, doença renal, na adolescência e na anorexia nervosa. Falso-negativos ocorrem em alguns casos de acromegalia e devem ser analisados em conjunto com a dosagem de IGF-I e com base nos dados clínicos do paciente.

TESTE DE RITMO DO CORTISOL
Preparo do paciente: Jejum de oito horas.

Contra-indicações: nenhuma.

Interferente: uso de corticoides, como prednisona (dexametasona não interfere no ensaio para dosagem de cortisol).

Coleta:
- material: soro 
- duas punções venosas
- coleta de amostra basal para dosagem de cortisol próxima das 7 da manhã e ao final da tarde. 

Efeitos colaterais: nenhum. 
Interpretação: diagnóstico de insuficiência adrenal. 
Descrição: o ritmo circadiano normal do cortisol caracteriza-se por sua elevação na madrugada (ex: 7h da manhã) e diminuição acentuada ao final da tarde.

TOLERÂNCIA À INSULINA ("INSULIN TOLERANCE TEST: ITT")
Preparo do paciente: Jejum de oito horas.

Contra-indicações: é contra-indicado em indivíduos portadores de cardiopatia isquêmica, epilepsia ou com antecedentes de acidente vascular cerebral (AVC).

Interferente: estresse antes da coleta da amostra basal pode causar valores elevados de GH nos tempos iniciais do teste.

Coleta:                                                                                                                     
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- repouso (20 minutos) 
- coleta de amostra basal 
- Administrar insulina regular via endovenosas 0,10 UI/Kg de peso corporal.
Obs : 0,3 UI/Kg ou 0,2UI/Kg (a critério d médico solicitante) anos casos potencialmente associados com resistência insulínica (Síndrome de Cushing, acromegalia, obesidade); 0,05 UI/kg nos casos com suspeita de hipopituitarismo                                                                          
- tempos: 15, 30, 45, 60, 90 e 120 minutos para a dosagem de Glicemia. 30, 60, 90 e 120 minutos para dosagem de GH.                               
- verificar a glicemia capilar a cada tempo: se glicemia superior a 40 mg/dL, ou ausência de redução de 50% na glicemia aos 60 minutos, sinalizar o médico responsável.
- dosar glicemia e GH em todos os tempos.  
                                                                     
Efeitos colaterais: hipoglicemia severa com sintomas neuroglicopênicos.
Interpretação: para que o teste seja considerado válido e interpretável, é necessária a documentação de hipoglicemia (glicemia inferior a 40 mg/dL). Nesses casos, considera-se normal uma resposta de GH > 5 µg/L.

Descrição:  O teste causa hipoglicemia induzida pela insulina e representa estímulo potente para liberação de GH, sendo esse teste considerado de grande importância na avaliação de déficit de GH, tanto em crianças como em adultos. Hipoglicemia moderada já é suficiente para provocar a elevação do hormônio em indivíduos normais. Tem como vantagem o fato de se poder avaliar concomitantemente o eixo adrenocorticotrófico por meio das dosagens de cortisol nas amostras, sendo útil na avaliação de deficiência combinada de hormônios hipofisários. Sua desvantagem principal é a natureza desagradável dos sintomas da hipoglicemia.
TOLERÂNCIA À GLICOSE ORAL (GTT)
Preparo do paciente:                  
- jejum de oito a dose horas.  
- suspender drogas que interfiram na tolerância aos carbohidratos, não ingerir bebidas alcoólicas e não realizar atividade física fora do habitual nas 24 horas que precedem o teste.

Contra-indicações: não há.
Interferente: cafeína, ácido nicotínico, agentes anti-neoplásicos, diuréticos e anti-hipertensivos, hormônios corticosteróides, hormônios tiroideanos em doses tirotóxicas, contraceptivos hormonais. 

Coleta:                                                                                                                                         
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- repouso de 20 minutos.

Obs: Quando a glicemia de jejum for superior ou igual a 126 mg/dL o teste é dispensável. Se em pelo menos duas ocasiões já se apresentarem estes resultados, indica diagnóstico de diabetes.

- coleta de amostra basal. 
- Administrar via oral 75 gramas de glicose para adultos e 1,75 g/Kg de peso para crianças (máximo de 75 g).                              
- proibidos durante o teste:  fumo, chá, café ou alimentação, porém, água à vontade
- colher amostras nos tempos: início, 30, 60, 90, 120 e 180 minutos na curva clássica ou até 300 minutos, mediante pedido médico.

Efeitos colaterais: pode causar náuseas e vômitos. 

Interpretação: glicemia basal entre 75 e 100 mg/dL e inferior a 140 mg/dL aos 120 minutos. Hipoglicemia pode ocorrer a partir dos 180 minutos e é considerada significativa se < 45 mg/dL.

Descrição: Indicada para o diagnóstico de diabetes mellitus.
TOLERÂNCIA À GLICOSE ORAL PARA GESTANTE
Preparo do paciente:
                   
- jejum de oito a dose horas.  
- suspender drogas que interfiram na tolerância aos carbohidratos, não ingerir bebidas alcoólicas e não realizar atividade física além da habitual nas 24 horas que precedem o teste.
- o teste deve ser realizado entre a 24ª e 28ª semana de gestação
Contra-indicações: Não há.
Interferentes: cafeína, ácido nicotínico, agentes anti-neoplásicos, diuréticos e anti-hipertensivos, hormônios corticosteróides, hormônios tiroideanos em doses tireotóxicas, contraceptivos hormonais. 
Coleta:                                                                                                                                         
- material: soro 
- punção venosa com catéter 
- repouso de 20 minutos.       
Obs: Quando a glicemia de jejum for superior ou igual a 126 mg/dL o teste é dispensável. Se em pelo menos duas ocasiões já se apresentaram estes resultados, indica diagnóstico de diabetes.                                                                                                                  
- coleta de amostra basal.                  
- avaliação de 1 hora: administrar via oral 50 gramas de glicose.
- para curva glicêmica de 3 horas: administrar via oral 100 gramas de glicose.                            
- proibidos:  fumo, chá, café ou alimentação durante o teste (água à vontade).          
- colher amostras nos tempos 60, 120 e 180 minutos.

Efeitos colaterais: pode causar náuseas e vômitos
Interpretação: avaliação com 50g glicose VO, glicemia 1 hora após: limite 140 mg/dL. Avaliação com sobrecarga de 3 horas, pelo menos duas das quatro glicemias devem apresentar valores iguais ou superiores aos seguintes: jejum: 95 mg/dL; 1 hora: 180 mg/dL, 2 horas: 155 mg/dL e 3 horas: 140 mg/dL 

Descrição: Indicada para o diagnóstico de diabetes mellitus gestacional.


ACLASTA
Aclasta faz parte do tipo de drogas anti-reabsortivas, ou seja, que diminuem a velocidade da perda óssea.

Um grande problema da osteoporose hoje é a baixa adesão ao tratamento e também a falta de cálcio e da vitamina D, necessitando de suplementação.

Aclasta é um produto para o tratamento de Osteoporose e da doença de Paget. Sua substância é o ácido Zoledrônico (5 mg), ele inibe a ação dos Osteoclastos, responsáveis pela reabsorção óssea. Ao regular a reabsorção óssea, diminui-se a velocidade da perda óssea o que reduz a incidência de fraturas.

Em bula o Aclasta está indicado também para Osteopenia, osteoporose em homens e osteoporose induzida por glicocorticoides.

Aclasta é um bisfosfonato como os outros bisfosfonatos orais, o que diferencia um bisfosfonato do outro é a substância utilizada, a potência relativa dessa substancia, sua eficácia, as reações adversas e as vias de administração.
Resultados comprovados com Aclasta

Aclasta aumenta a massa óssea.
O efeito de longa duração de Aclasta permite uma administração espaçada, eliminando as restrições associadas com administração diária, semanal ou mensal dos bisfosfonatos orais, superando os problemas gastrointestinais provocados por esses medicamentos. Aplicação é feita em dose única, anual, com duração de pelo menos 15 minutos. Este esquema elimina os problemas de adesão com outras formas de tratamento.

Eficácia maior, mais rápida e mais prolongada no tratamento da osteoporose em relação aos outros bisfosfonatos.

Cerca de 24hs após a aplicação, quase toda a droga já é liberada lentamente na circulação sistêmica e eliminada na urina.
Administração

È importante antes da aplicação que o paciente esteja hidratado com 2 copos de água ou líquidos.

Verificar os níveis de cálcio e de vitamina D no sangue para melhorar o tratamento da osteoporose, consequentemente o tratamento com Aclasta.
Contra Indicações

Pacientes com hipersensibilidade à substância, ou com hipocalcemia, gestação e lactação. Em pacientes com insuficiência renal grave, não é recomendada a aplicação.
Efeitos Colaterais

Pode acontecer após a aplicação, nas próximas 24 a 72 horas, uma sensação de estar resfriado, sensações de gripe, moleza no corpo, dores nas articulações, que geralmente são resolvidas com uma prescrição associada de um analgésico, anti-inflamatório, ficando a escolha pelo médico.
BIOIMPEDÂNCIA
A Bioimpedância ou Impedância Bioelétrica (BIA) é um método de análise da Composição Corporal (CC). Baseado na análise da resistência, reatância e da fase de ângulo, o método permite avaliar a quantidade de fluidos, de gordura, massa magra e o Índice de Massa Corpórea (IMC).

Permite o acompanhamento da composição corporal em regimes e em programas de exercícios e de cultura física. Outra grande aplicação refere-se à avaliação nutricional de pacientes com inúmeras patologias que comprometem a estrutura corporal e a nutrição. Desta forma, auxilia na avaliação nutricional de pacientes para a instituição de suporte nutricional, parenteral ou enteral, bem como no acompanhamento da eficiência terapêutica.

O método além de avaliar a quantidade de massa magra e gordura também estabelece a quantidade de água corporal, o que o torna um importante instrumento no acompanhamento de pacientes com patologias que alteram este segmento no organismo. Por exemplo, na perda de volume – desidratação ou pacientes submetidos a processos dialíticos ou no ganho de volume – nefropatia, insuficiência cardíaca ou hepatopatia.

Referência: Programa de Avaliação Corporal por Bioimpedância.
Karina de Souza Oliveira
Biomédica / CRBM 18.900
BIOTESIOMETRIA (AVALIAÇíO DA SENSIBILIDADE)
Diabéticos estío sujeitos a várias complicações clínicas, destacando-se alterações renais, oftalmológicas, vasculares e neurológicas. A freqüência destas complicações é de tanta importância que diabetes melito é a principal causa de transplantes renais por insuficiência renal, cegueira por retinopatia e de  amputações de membros por doença vascular periférica.

Estas complicações são resultantes de mau controle do diabetes que provoca uma alteração difusa dos capilares em todo o organismo, chamada microangiopatia diabética. Daí a necessidade do controle rigoroso da glicemia para prevenção da mesma.

Dentre estes exames para avaliação do grau de controle do diabete melito estío:

1.no sangue: hemoglobina glicosilada e glicemia ocasional, além do  holter de glicose (medida contínua da glicemia durante 2 a 3 dias utilizando microcatéter subcutâneo);
2.na urina: microalbuminúria;
3.fundo de olho para detectar a retinopatia;
4.avaliação neurológica da sensibilidade.

A avaliação da sensibilidade é feita de rotina no consultório e consiste de dois tipos:

1.sensibilidade tátil usando estiletes de plástico (monofilamentos);
2.sensibilidade profunda, também chamada vibratória, usando vibração sobre os ossos produzida  por um simples diapasão manual, do tipo garfo.

O método do diapasão é muito sensível para detectar a neuropatia, porém sujeito a erro pelo fato da sensibilidade depender da intensidade e da freqüência da vibração que é apenas uma, imutável, no diapasão manual.  Por esta razío deve-se usar o diapasão eletrônico que produz vibração com intensidade e freqüência rigorosamente controladas. Este equipamento chama-se Biotesiômetro.

A maior vantagem do biotesiômetro é o fato de dificultar que o paciente se deixe influenciar por fator subjetivo na percepção da vibarção. Isto é conseguido pelo fato do examinador proceder a avaliações em duas etapas:

1) começa com intensidade muito baixa, aumentando lentamente  até que o paciente informe ser capaz de detectá-la (detecção ascendente);
2) inicia com intensidade maior, facilmente perceptível, e vai reduzindo até que o paciente deixe de detectá-la (detecção descendente).

Outra vantagem da biotesiometria é a de ser realizada pela enfermagem, poupando muito tempo do médico e permitindo, assim, difundir o emprego deste procedimento extremamente útil.
Como o exame é feita e seus resultados registrados?

São vários os pontos do corpo nos quais a superfície óssea está coberta apenas pela pele, como a cabeça, a parte óssea do nariz, o mento, mandíbulas, clavículas, costelas e demais ossos do tórax, antebraços, bacia, pernas,  pés e dedos das míos e dos pés.

Cada ponto listado é pesquisado, como mostra a figura abaixo, e os dois valores (ascendente e descendente) das vibrações  percebidas são anotados; por isto o exame leva aproximadamente 40 minutos.  O laudo produzido mostra os dois valores e a média deles o que permite comparar com aqueles obtidos em pessoas saudáveis, como mostra a tabela abaixo.

Para detecção precoce e acompanhamento da  neuropatia usamos na prática as medidas sobre os membros superiores e inferiores que são os mais precocemente afetados.

Na Endoclínica a biotesiometria é realizada com o aparelho Biothesiometer da Bio-Medical Instrument Co, Ohio, EUA. Ele é formado por uma caixa que gera a vibração e por um vibrador que consiste em uma ponteira de plástico segura pela enfermeira e que pousa suavemente sobre a pele sem nenhum desconforto.

Biotesiometria é um dos vários exames simples e altamente eficientes oferecidos pela Endoclínica.


Prof Eder C R Quintío
Endocrinologista
CRM 8716
CALORIMETRIA
A calorimetria indireta é um exame utilizado para medir a Taxa de Metabolismo Basal (TMB). A TBMmostra quanto o organismo gasta quando está em repouso. Há um gasto calórico substancial mesmo em repouso, porque o organismo gasta calorias para manter suas funções vitais, como batimentos cardíacos, respiração, função cerebral, etc.

Cada pessoa tem a sua própria taxa metabólica basal. Duas pessoas com mesma idade, sexo, peso e altura provavelmente terío metabolismos energéticos diferentes.

O exame é realizado em consultório e dura aproximadamente 20 minutos e sem qualquer inconveniente ou incômodo. É necessário estar em repouso, em ambiente calmo e completamente relaxado. Consumo de alimentos, atividade física, situações estressantes e uso de estimulantes (cafeína, por exemplo) podem elevar o metabolismo e devem ser evitados nas horas que antecedem o exame.

O participante respira em uma máscara (semelhante à usada em inalações) que é ligada diretamente ao aparelho para que a quantidade de oxigênio eliminada seja medida. Os dados fornecidos são entío inseridos em um programa de computador que  fornece a taxa metabólica basal do paciente em Kcal/dia.

Bioimpedância, usada em associação à Calorimetria, fornece dados muito importantes na estratégia de tratamento, considerando que são dados individualizados e não estimados.

Utilizando-se a TMB, a atividade física e o objetivo a ser atingido para cada um – quer seja a manutenção,  a perda ou o ganho de peso – determina-se qual a ingestío calórica diária ideal para cada caso.
DENSITOMETRIA ÓSSEA
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica, caracterizada por alterações quantitativas e qualitativas do osso. A densitometria óssea por DXA (“Dual energy x-ray absorptiometry”) tornou-se padrío-ouro para o diagnóstico de osteoporose por ser disponível, prática, pouco dispendiosa e apresentar excelente reprodutibilidade. A medida fornecida pela densitometria por DXA, a BMD (“bone mineral density”) responde por cerca de 70% da resistência óssea e apresenta relação com o risco de fraturas por osteoporose.  
Os locais mais importantes a serem medidos são a coluna lombar (L1,L4) e fêmur proximal. O antebraço distal é outro sítio que pode ser avaliado (ex: paciente muito obeso; quadril e/ou coluna impossíveis de serem avaliados e hiperparatiroidismo)
O laudo fornece o número de desvios-padrío (T-score) do resultado obtido em relação à média de adultos jovens da população que representa o pico de massa óssea. O T-score é utilizado para definir o diagnóstico de osteoporose, segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS): valores até -1 são considerados normais, valores entre -1,1 e -2,4 definem osteopenia, iguais ou maiores que - 2,5 diagnosticam osteoporose. O Z-score é outro parâmetro de interesse e equivale ao   número de desvios padrío em relação à média esperada para a idade do paciente. Na densitometria óssea de crianças e adolescentes, fases em que o pico de massa óssea ainda não foi atingido, utiliza-se exclusivamente o Z-score para comparar os resultados de acordo com a idade cronológica.

Indicações para avaliação da densidade mineral óssea:
1-Mulheres ≥ 65 anos e homens ≥ 70 anos;
2-Mulheres em uso de TRH (terapia de reposição hormonal) por período prolongado, que tenham interrompido o tratamento;
3-Mulheres ≥ 40 anos na transição da menopausa e homens >50 anos com fatores de risco*;
4-Adulto com fraturas por baixo trauma ou fragilidade óssea (ex: queda da própria altura) ou sem traumatismo (especialmente antebraço distal, vértebras, costelas, úmero proximal e fêmur proximal);
5-Uso prolongado de substâncias ou medicamentos associados à perda de massa óssea (anticonvulsivantes, anticoagulantes, análogos de GnRH, lítio, imunossupressores, alguns anti-retrovirais, doses supressivas de hormônios tireoidianos, tabagismo, alcoolismo);
6-Mulheres e homens com hipogonadismo (ex: anorexia nervosa, amenorréia atlética, hiperprolactinemia, síndromes endócrinas e genéticas relacionadas);
7-Uso prolongado de corticóides (ex: mais de 3 meses com > 5 mg de prednisona ou equivalente, inclusive inalatória);
8-Evidências radiológicas de osteopenia e/ou desmineralização e/ou rarefação óssea.

* Fatores de risco maiores: história prévia de fratura quando adulto, história de fratura por fragilidade (espontânea) em parente de primeiro grau, baixo peso (57.7 kg), tabagismo, terapia com corticoides (mais de 5mg prednisona) por mais de 3 meses.

* Fatores de risco adicionais: comprometimento visual, deficiência estrogênica precoce (< 45 anos), saúde debilitada, quedas frequentes, baixa ingestío de cálcio, sedentarismo, ingestío alcoólica acima de 2 doses por dia.

Crianças com indicação de densitometria:
Doenças ósseas primárias, talassemia maior (aos 10 anos ou se tem fratura), neoplasias na infância, previamente a transplantes não-renais, distúrbios endócrinos, doenças inflamatórias intestinais e crianças com imobilização crônica (se por fraturas).

Contraindicações da densitometria óssea:
O exame de densitometria apresenta baixíssima dose de radiação, no entanto, recomenda-se que não se realize densitometrias em pacientes grávidas, a menos que os benefícios sejam claramente superiores aos riscos. Outras contraindicações referem-se a fatores que possam interferir com a qualidade e precisão do exame ou limitações do paciente, tais como: exame contrastado ou de medicina nuclear recentes; pacientes cujo diâmetro abdominal ântero-posterior exceda os limites da técnica (para exames centrais), incapacidade de manter o decúbito pelo tempo necessário.
A densitometria não deve ser realizada mais de uma vez por ano, salvo em algumas situações (ex: uso de corticóides por mais de 3 meses, ou outras condições que levem a perdas rápidas de densidade óssea).

Dra Tatiana Denck Gonçalves
Endoclinologista
CRM 127.265
PUNÇíO ASPIRATIVA DE NÓDULO TIREOIDIANO
A prevalência de nódulos tireoidianos na população adulta varia de 4 a 7% pela palpação chegando de 17 a 50% com a utilização da ultrassonografia. Por volta de 5% dos nódulos tireoidianos são malignos. Portanto, precisamos de um método diagnóstico para avaliação destes nódulos e assim evitar cirurgias desnecessárias. O melhor método existente para classificação de um nódulo em benigno ou maligno é a punção aspirativa com agulha fina.

A punção aspirativa guiada por ultrassonografia tem algumas vantagens em relação à punção guiada por palpação: permite a avaliação de nódulos não palpáveis, possibilita a escolha da regiío do nódulo a ser puncionada quando se trata de um nódulo misto e permite selecionar os nódulos com características ultrassonográficas suspeitas de malignidade em uma tireóide multinodular.

Método: Inicialmente, realiza-se o exame ultrassonográfico para caracterizar os nódulos e escolher o local da punção.

Como o próprio nome diz a agulha utilizada para realização do exame é fina, portanto, não há necessidade de anestesia. O que pode ser utilizado é um anestésico tópico na pele. O processo incomoda menos do que uma injeção intramuscular.

Introduz-se a agulha na pele e identifica-a no monitor de ultrassonografia. Insere-se paralelamente ao transdutor do aparelho, em direção ao nódulo a ser puncionado. Quando a ponta da agulha está no lugar desejado realiza-se pressão negativa na seringa e faz-se movimentos repetitivos discretos de vai e vem para obtenção do material. Se necessário, o procedimento é repetido até obtenção de material adequado para análise.

O “National Cancer Institute” dos Estados Unidos promoveu uma conferência multidisciplinar em 2007 a fim de se discutir a classificação das punções aspirativas de tireóide. O resultado dessa reuniío foi a publicação do Sistema Bethesda para Laudos Citopatológicos de tireóide. Este sistema prevê a classificação das amostras em seis classes:

classe I – amostra não diagnóstica
classe II – benigno
classe III – atipia de significado indeterminado / lesão folicular de significado indeterminado
classe IV – suspeito de neoplasia folicular
classe V – suspeito de malignidade
classe VI – maligno
Classe I: material não suficiente para preencher os critérios de representatividade do parênquima tireoidiano. O procedimento deve ser refeito, porém, há possibilidade de o material ser insuficiente novamente.
Classe II: risco de malignidade de 0 a 3%.
Classe III: O termo indeterminado traduz uma incerteza se a lesão é maligna ou benigna e é resultado da limitação intrínseca do método citopatológico. Risco de malignidade entre 5 e 15%.
Classe IV: da mesma forma que na classe III, há a incerteza se a lesão é maligna ou benigna, porém, o risco de malignidade é maior, variando de 15 a 30%.
Classe V: Uma amostra é considerada suspeita de malignidade quando algumas características de malignidade estío presentes, mas os achados não são suficientes para um diagnóstico conclusivo. O risco de malignidade para esta categoria é de 60-75%.
Classe VI: todos os critérios para malignidade são preenchidos. O risco de malignidade nesta situação é de 97 a 99%.

Em qualquer das classes cabe ao médico decidir se faz opção pela cirurgia do nódulo.

Dr. Leonardo Marcassa Tucci
Endocrinologista
CRM 104.35


SENSORES DE GLICOSE: SISTEMA DE MONITORAMENTO CONTÍNUO DE GLICOSE (CGMS) IPRO2
O que é? 
O CGMS é um sistema desenvolvido para medir a glicemia de maneira continua. Diferente da medida capilar ou “ponta de dedo” onde o paciente obtém alguns valores (3 a 6 por dia de maneira intermitente), o CGMS capta medidas de 10 em 10 segundos e fornece um valor no monitor a cada 5 minutos totalizando 288 medidas por dia.  Essa medição continua permite que se obtenha um gráfico com esse:


Fazendo uma comparação para melhor entendimento: O CGMS seria equivalente a uma filmadora, enquanto a medida de “ponta de dedo” seria uma câmera fotográfica. Enquanto a primeira registra as imagens em sequência determinando um histórico, a segunda capta alguns “flashes” separados e que não propiciam uma relação de continuidade entre si.
Como funciona?
Na Endoclínica temos o CGMS-Ipro2 ®. O sensor é instalado por um profissional que orienta o paciente como utilizá-lo. O sensor é colocado na regiío abdominal (figura) onde permanece por 72 horas, sendo retirado novamente na clínica ao final do processo. A partir daí todas as informações registradas pelo CGMS-Ipro2 ® serío transmitidas a um software que fara um relatório completo. Este relatório será analisado por médico especialista que emitirá laudo para o médico do paciente.


Para quem ele é indicado?
O CGMS-Ipro2 ® é indicado para portador de diabetes, usuário de insulina em múltiplas doses e para a gestante diabética (onde o controle da glicemia tem que ser muito rigoroso). Ele permite o ajuste mais adequado da dose de insulina por meio de detecção das oscilações da glicose em diferentes situações como: alimentação, atividade física e durante sono.  Além disso, identifica os períodos de hipoglicemia, inclusive aqueles não percebidos pelo paciente. 
O sensor CGMS-Ipro2 ® é discreto e confortável; trata-se do monitoramento mais moderno do mercado. Pode ser usado também em não-diabéticos com distúrbios de glicose (ex: após cirurgia bariátrica, suspeita de hipoglicemias, etc).

Dr. Rafael Pergher
Endocrinologista – CRM 116112

ULTRASSOM DE TIREÓIDE
Ultrassonografia da Tiréoide

A ultrassonografia é um método de imagem que utiliza ondas sonoras para avaliar estruturas do corpo humano. O método ultrassonográfico baseia-se no fenômeno de interação de somtecidos, ou seja, a partir da transmissão de onda sonora pelo meio, observamos as propriedades mecânicas dos tecidos.Não é invasivo e não utiliza radiação, sendo portanto, muito seguro.

A tiréoide é uma glândula localizada na regiío cervical logo abaixo da pele e músculos, assim sendo, é facilmente avaliada pela ultrassonografia, sendo este, o método de escolha para análise da tireóide.

Para realização do exame, o paciente deve estar deitado e com o pescoço estendido. O médico entío desloca o transdutor em varias direções para adquirir imagens da tireóide que são fotografadas para o laudo final.

Durante o exame, o médico avalia o formato, o tamanho da tireóide, a textura do parênquima da glândula, a presença de nódulos e as estruturas vizinhas à tireóide.

A avaliação do parênquima tireoidiano traz informações relacionadas aos processos inflamatórios que podem acometer a glândula. Pacientes com hipotireoidismo ou hipertireoidismo de origem auto-imune apresentam alterações na ecotextura da tireóide.

O principal papel da ultrassonografia na avaliação tireoidiana está na detecção de nódulos.  Avaliando as características ultrassonograficas dos nódulos, o médico pode estimar o risco de malignidade, para isso é importante avaliar dimensões, contornos e conteúdo do nódulo.

Com relação ao conteúdo, os nódulos podem ser císticos (quando são preenchidos por líquido), sólidos ou mistos (quando apresentam componente cístico e sólido). Os nódulos sólidos têm maior risco de serem malignos que os nódulos císticos.

Os nódulos sólidos devem ser classificados conforme sua ecogenicidade em relação ao parênquima tireoidiano adjacente, sendo que os nódulos hipoecogênicos apresentam maior potencial de malignidade que os nódulos hiperecogênicos.

Outro fator importante na avaliação do nódulo tireoidiano é seu contorno. Os nódulos que apresentam contornos irregulares têm maior risco de malignidade enquanto a presença de um halo em torno do nódulo é um sinal de benignidade.

Por meio do Doppler, podemos analisar a vascularização dos nódulos tireoidianos. Os nódulos que apresentam vascularização central têm risco maior de malignidade enquanto aqueles sem fluxo ao Doppler são mais frequentemente benignos.

É importante ressaltar que nenhuma característica ultrassonografica dos nódulos tem capacidade isolada de determinar se esse nódulo é benigno ou maligno, portanto, é necessário que o médico avalie o conjunto das características para estimar o risco de malignidade.

A ultrassonografia é o método de escolha para seguimento dos pacientes com antecedente de câncer de tireóide que foram submetidos à cirurgia. Através da ultrassonografia, pode-se detectar recidivas do tumor no leito tireoidiano e metástases para linfonodos cervicais.

Dr. Leonardo Marcassa Tucci

CRM 104.353